Conferência debate saúde psíquica da categoria bancária

Um importante alerta foi feito pelo vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vinícius Assumpção, durante a 1ª Conferência Intersetorial sobre Saúde e Trabalho bancário, realizada em Porto Alegre (RS), no último dia 13: “Os dados sobre o adoecimento psíquico nos bancos são alarmantes, dentre eles o de que 78% dos bancários fazem uso de medicamentos controlados. Antes, os problemas de saúde da categoria eram decorrentes de LER/Dort. Agora, são ansiedade e depressão”. Vinícius acrescentou ainda que o índice de afastamento por doenças do trabalho, nas demais categorias, é de 15%, enquanto no meio bancário chega a 25%. Para ele, houve evoluções nos bancos, mas ainda são insuficientes para garantir efetivamente melhores condições de trabalho. “Este tema é o principal debate na categoria atualmente e deve continuar assim nos próximos anos”, destacou Vinícius. O documentário “Além do limite – quando a meta é sobreviver”, dirigido pelo jornalista Marcelo Monteiro, foi lançado no início do evento. O filme aborda a triste realidade enfrentada pela categoria bancária, com relatos de diversos casos de adoecimento psicológico, alguns culminando em suicídio. No final foi realizado um debate com o jornalista. Gravidade O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, disse que o evento deixou nítida a gravidade do alto número de adoecimento relacionado ao trabalho. Também debateu soluções para que essa situação não persista. “Não é possível que trabalho seja sinônimo de medo, sofrimento e adoecimento. Temos uma Convenção Coletiva com muitas cláusulas de saúde conquistadas, mas a gente tem que lutar para que os bancos cumpram o que assinaram. E também cobrar ação das instituições responsáveis pela promoção de saúde e fiscalização dos ambientes de trabalho”, afirmou Salles. O encontro faz parte das atividades da campanha “Menos metas, mais saúde”. Um novo debate virtual está previsto para o dia 27 de abril.

Copa Contraf-CUT Fifa 23: etapa Rio terá início dia 6 de maio

Uma boa oportunidade para os bancários e as bancárias que gostam de jogar um FIFA é o primeiro torneio de videogame para trabalhadores(as) do ramo financeiro sindicalizados(as) nos sindicatos filiados à Federa-RJ. O campeonato vai contar com premiação nas etapas regionais e nacionais. As inscrições podem ser realizadas clicando aqui. O objetivo do torneio é criar interatividade entre os associados do Sindicato dos Bancários, onde disputarão Torneio de FIFA 23 pelo vídeo Game Playstation 4 e 5 XBOX ONE, Series X e S. Participarão da disputa limitando 64 jogadores na modalidade fase de grupos e ou mata-mata. A modalidade de disputa poderá sofrer alterações caso haja alterações no número de competidores. As inscrições começam nesta segunda-feira (17) e vão até o próximo dia 28, através do link https://forms.gle/oZCssXqyhNcQQyQh6. O torneio acontece no dia 6 de maio. As plataformas permitidas são: Playstation 4, Playstation 5 (na antiga geração), Xbox One (na antiga geração) e Xbox Series (na antiga geração). Serão duas partidas, cada uma com seis minutos. As partidas serão disputadas em locais escolhidos pelos jogadores.  Os bancários e as bancárias que ficarem em primeiro, segundo e terceiro lugar da etapa regional vão disputar a fase nacional, com 32 equipes de todo Brasil. Os jogos serão por mata-mata, em partidas de ida e volta. O chaveamento do campeonato será definido após o final das inscrições de cada etapa regional, que tem o limite máximo de 64 participantes e poderá ser acompanhado pelos inscritos. A organização é realizada pela equipe da SMU Games, que oferece todo o suporte durante o campeonato e um painel preparado para os competidores postarem os resultados dos jogos e acompanharem a tabela de classificação. REGRAS GERAIS Os jogos deverão ser realizados no modo Amistoso. Os controles são de responsabilidade de cada jogador. Caso o controle apresente defeito o jogador deverá pausar o jogo e comunicar a Campeonato SMUGAMES. Se o competidor jogar com o controle defeituoso o resultado final será válido. Os jogadores poderão jogar com times ou seleções, e os mesmos podem ser repetidos. Utilizar “pause” somente quando a bola estiver parada ou nas mãos do goleiro. Escanteio, lateral, tiro de meta, falta são exemplos de bola parada (permitido por jogo 4 pausas apenas). Cada jogo será iniciado na hora determinada pelo torneio, com tolerância de 10 minutos. Os competidores que não estiverem no horário do jogo e fora da tolerância serão desclassificados. Os competidores terão 2 minutos para realizar as configurações de controles, táticas, formação e iniciar o jogo imediatamente. Caso o jogo seja interrompido, é de responsabilidade do jogador comunicar a SMUGAMES para que seja restabelecido. Quanto ao local do evento, todos os competidores jogarão da sua casa ou de qualquer lugar que escolherem, desde que tenham acesso à internet com velocidade acima de 20 MB. A equipe da SMUGAMES criará grupos de whatsapp relacionados aos grupos do Campeonato e através dele gerenciará o momento que os jogadores iniciarão suas partidas. Neste campeonato, o lançamento de resultados será feito somente pelo administrador. Ao finalizar o jogo, tire o print e se possível grave um pequeno vídeo com resultado do jogo e envie para o administrador do Campeonato, que prontamente postará o resultado do jogo no site. Sempre guarde um print do resultado do jogo, pois caso seu adversário diga que está incorreto ele poderá ser usado como evidência. Vale lembrar que em caso de fraudes com resultados o jogador será banido e não poderá jogar mais campeonatos. Em caso de lag ou delay durante a partida, o jogador deverá sair do jogo e avisar seu adversário via whatsapp que não tem condições de jogar daquela forma, após isso notificar a administração da SMU Games.  Ao continuar no jogo com lag ou delay você concorda com as condições do jogo e tal reclamação será desconsiderada. Em caso de goleada, os gols não serão desconsiderados por causa do lag, somente serão desconsiderados gols onde claramente o lag prejudicou a jogada, fato que deverá ser comprovado com vídeo do jogo. QUEDA DE CONEXÃO Caso ocorra a queda de conexão será considerada vitória ao jogador que se manteve na partida por 3 x 0 (a equipe da SMUGAMES entrará em contato com os participantes para avaliar o caso, e ver se   partida será refeita) Rage quit é expressamente proibido mesmo que esteja tomando a famosa goleada. Abandonar a partida ou rage quit além do jogador ser advertido, serão adicionados 3 gols além do placar que a partida já tinha. Vale lembrar que Rage Quit é diferente de queda de conexão. ADVERTÊNCIAS Caso seja identificado que o jogador iniciou a partida com elenco editado (Ex: Messi no Real Madrid, etc) e que tal fato comprove a intenção de se beneficiar, o jogador que cometeu a infração será banido do campeonato sem direito a ressarcimento do valor da inscrição. Comportamento anti-jogo (Ex: tocar a bola no campo de defesa sem reação de ataque por várias vezes) levará advertência e poderá ter o jogo anulado após análise da administração. Em caso de duas advertências o jogador será banido do campeonato sem direito a ressarcimento do valor da inscrição. A conduta de substituir um jogador inscrito por outro membro da mesma equipe ou outra pessoa que não seja ela mesma, é considerada conduta antidesportiva e passível de penalidade como eliminação do campeonato em curso, assim como o jogador que for identificado jogando com duas contas diferentes no mesmo campeonato, caracterizados como “fake”. Combinação de resultados de partidas entre jogadores do mesmo grupo que forem comprovadas acarretará em desclassificação dos jogadores envolvidos, sem direito a ressarcimento do valor da inscrição. Caso não haja evidências, a acusação será desconsiderada; Apenas saia da partida se realmente tiver a gravação do jogo; Aconselhamos a gravar todas as partidas, caso seu console não ofereça tal recurso, utilize aparelho celular. COMPORTAMENTO DO COMPETIDOR É expressamente proibido o uso de linguagem vulgar quando estiver dentro da área do torneio, assim como desafios, ironias, gestos e afins ao adversário. Tal conduta poderá gerar penalidade e consequentemente desclassificação, sem direito a ressarcimento do valor de inscrição. Uso

COE e Itaú se reúnem para debater diversidade, igualdade de oportunidades e saúde

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu, de forma presencial, com representantes do banco nesta quinta-feira (13). Na pauta, questões sobre diversidade e igualdade de oportunidades, saúde e condições de trabalho. A reunião ocorreu em São Paulo, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O Itaú apresentou seu programa corporativo de diversidade e inclusão, em especial voltado para questões relacionadas a gênero, raça, pessoas com deficiência (PCD) e população LGBTQIA+. Os principais pontos têm sido parte permanente da pauta de negociação com o movimento sindical bancário. Segundo os representantes do banco, a empresa investe em combate à violência de gênero, com prevenção, apoio e acolhimento das vítimas, por exemplo. Também busca garantir segurança psicológica para a autodeclaração de pessoas LGBTQIA+. Eles informaram que são realizados eventos, campanhas e estímulo para que vítimas de violência ou preconceito recorram aos canais internos de atendimento. “De fato, o banco tem um programa ousado na questão de igualdade de oportunidades, melhor do que muitas empresas. No entanto, com relação à população LGBTQIA+, o respeito à identidade visual deve receber muita atenção, desde o momento do processo seletivo do candidato”, ressaltou Adilson Barros, da Executiva da Contraf-CUT. O dirigente, que também é militante LGBTQIA+, afirmou que “trata-se de um obstáculo, um item inclusive de exclusão já no processo seletivo”. “Muitas vezes, a identidade visual é fator de isolamento no ambiente de trabalho, seja entre os colegas ou mesmo de repulsa de cliente em ser atendido por um homem gay muito feminino ou uma mulher lésbica muito masculina. Isso precisa acabar, todos têm o direito de manifestar quem são, e a empresa tem que se comprometer com isso”, completou. Jair Alves, coordenador da COE Itaú, lembrou as reivindicações são antigas. “Todos os pontos tratados estão na pauta do movimento pelo menos desde 1998 e são fundamentais. O banco tem um programa estruturado no tema e o movimento está disposto a trabalhar junto com a empresa em busca de todas as condições de igualdade de oportunidades, para a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais inclusivo e respeitoso com todos”, completou. Saúde e condições de trabalho Foram destaque na pauta de saúde e condições de trabalho, a retomada do trabalho presencial do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde e a solução do problema de atrasos nas perícias de funcionários afastados. Ficou definido que a COE irá apresentar a sua pauta sobre o tema, com as demandas atuais pós-pandemia de covid-19, na próxima reunião do GT, que está em fase de agendamento. Perícias As dificuldades no agendamento no INSS das perícias de funcionários afastados por questão de saúde serão enfrentadas em conjunto pelas duas partes. Os representantes dos trabalhadores informaram que foi entregue à Superintendência do INSS em São Paulo uma carta, elaborada pelo Coletivo Nacional de Saúde, solicitando a solução do problema. O banco anunciou que levará a questão para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O objetivo seria construir uma solução com as três partes: movimento, banco e Previdência Social. Atualização de dados Os funcionários afastados, que estão com a perícia travada por conflitos de dados em seus cadastros no RH do banco e no INSS, devem atualizar suas informações nos dois locais. O banco informou que está se comunicando com eles por e-mail e SMS e disponibilizando canais para a solução desse problema. A iniciativa é fundamental, pois a partir de maio esses casos passarão por medidas mais severas, inclusive com a suspensão dos pagamentos. Os representantes dos trabalhadores também se comprometeram a usar todos os canais de comunicação sindical para alertar esses trabalhadores. A coordenadora do GT de Saúde, Luciana Duarte elogiou as discussões. “A reunião foi fundamental para a retomada das negociações da pauta de saúde de forma regular, pois, desde a pandemia, a crise sanitária teve que ser o centro das discussões. O GT atualizará sua pauta, com os problemas da categoria, com atenção para a solução dos problemas hoje existentes no INSS para a realização das perícias dos trabalhadores”, concluiu. *Fonte: Contraf-CUT

Bancários protestam contra metas abusivas

Bancários de todo o país denunciaram o assédio e a pressão realizada pelos bancos na cobrança abusiva pelo cumprimento de metas e os prejuízos que esta prática causa nos trabalhadores da categoria. Eles foram às ruas e às redes sociais, nesta terça-feira (11).  As atividades marcaram o lançamento da campanha Menos Metas, Mais Saúde, promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e por seus sindicatos e federações filiados. A campanha terá duração de seis meses. “Há anos reivindicamos que as metas e as formas de cobranças do seu cumprimento sejam estabelecidas com a participação dos trabalhadores que terão que cumpri-las, mas os bancos alegam que se trata de uma questão de gestão e que esta decisão cabe somente a eles. As consequências são desastrosas para os trabalhadores. O cenário de adoecimento físico e mental da categoria piora a cada ano, com transtornos psicológicos e as LER/Dort. E, nos últimos tempos, também tem aumentado o número de suicídios entre os bancários”, afirmou o secretário de Saúde do Trabalhador, Mauro Salles. Durante as manifestações, os sindicalistas distribuíram boletins e panfletos para os trabalhadores, clientes dos bancos e a população que transitava pelas ruas. “Para as bancárias e bancários pode não ser novidade, afinal eles sofrem as consequências em seu dia a dia, mas nossa intenção é denunciar a situação para clientes e a população de uma forma geral. Queremos mostrar que os bancos não são os ‘bons-moços’ retratados em suas publicidades. Muita coisa fica escondida atrás dos outdoors e das propagandas de TV”, explicou o dirigente da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT

Bancários de todo país lutam por ‘Menos metas, mais saúde’  

Sindicatos dos bancários de todo o país realizam, nesta terça-feira (11), manifestações para denunciar o assédio e a pressão realizada pelos bancos na cobrança abusiva pelo cumprimento de metas. As atividades marcam o lançamento da campanha “Menos Metas, Mais Saúde”, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que terá duração de seis meses. O secretário da Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles, falou sobre o objetivo da campanha. “Nossa intenção é evidenciar o cenário de adoecimento físico e mental dos trabalhadores do ramo financeiro, que a cada ano que passa sofre mais com os transtornos psicológicos e as LER/Dort, velhos problemas conhecidos pela categoria, que há anos é submetida a cobranças por metas excessivas”, explicou Salles.  Ação nas redes sociais Paralelamente às atividades de rua, os bancários também realizarão um tuitaço das 11h às 12h desta terça-feira, com a hashtag #MenosMetasMaisSaúde. “Queremos mostrar para toda a sociedade o cenário assustador que a categoria bancária precisa enfrentar todos os dias, que tem levado ao crescimento, inclusive, do número de suicídios de bancários e bancárias”, afirmou o dirigente sindical da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT

Lançamento do Programa de Prevenção à violência de gênero marca história de lutas da categoria bancária

A tarde desta segunda-feira (10) marcou o lançamento do Programa Nacional de Prevenção à Violência contra as Mulheres, de conscientização da sociedade, incluindo das bancárias e bancários no ambiente de trabalho, sobre o combate à violência de gênero. O lançamento foi feito pelo Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), falou sobre o avanço da categoria nesta pauta. “Hoje, nós demos mais um passo importante no contexto de uma série de conquistas que a categoria bancária obteve com muita luta e organização, ao longo dos anos, na pauta de Igualdade de Oportunidade, que inclui o combate à violência de gênero dentro e fora do ambiente de trabalho, com o acolhimento das bancárias que sofrem com a violência doméstica”, destacou a presidenta da Contraf-CUT. Juvandia lembrou que a inclusão do tema de Igualdade de Oportunidades nas mesas de negociação com os bancos foi uma conquista da categoria em 2000. “Ao longo desta luta, descobrimos que, além de lutar por igualdade de oportunidade para mulheres e homens no trabalho, que é uma questão da vida pública, também precisávamos falar da vida privada”, afirmou Juvandia explicou que a violência doméstica impacta na produtividade das mulheres no trabalho, seja por motivos psicológicos ou por motivos de saúde. “Em briga de marido e mulher temos, sim, que meter a colher, porque machuca não só a mulher, mas toda a sociedade”, arrematou. “Quando pensamos nesta clausula (de combate à violência doméstica e familiar na sociedade) pensamos no sofrimento da mulher que está do outro lado e que pode ser qualquer uma de nós. E a proposta deste programa é, através da conscientização, alcançar a sociedade que queremos”, completou a também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva. Ela ressaltou que “apesar de estar muito feliz com o lançamento do programa, é triste ainda ter que lutar para enfrentar o problema da violência de gênero em pleno Século 21. A modernidade não pode avançar só no mundo tecnológico, tem que avançar nos direitos.” Retorno das políticas públicas A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, que participou da mesa “Igualdade das mulheres na sociedade” falou sobre a retomada de uma série de políticas públicas direcionadas, especialmente, para combater a desigualdade social entre homens e mulheres e a violência de gênero, com destaque para o projeto de lei, enviado pelo governo Lula ao Congresso, que determina a igualdade salarial entre homens e mulheres. “A diferença desta lei, em relação ao que tínhamos até hoje, pela CLT, é que ela determina quem fiscaliza e a aplicação de multa para as empresas que não cumprirem a legislação”, ressaltou a ministra. Cida Gonçalves também destacou a necessidade de iniciativas como o lançamento do programa de prevenção à violência de gênero, pela categoria bancária, e lembrou que o movimento sindical foi fundamental para resistir aos ataques sobre os direitos das mulheres aprofundados nos últimos seis anos, desde o golpe que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. Trabalho das ONGs Representantes das três organizações não governamentais (ONGs) Papo de Homem, Me Too Brasil e IMP Instituto Maria da Penha, apresentaram suas propostas de trabalho na mesa “Iniciativas de negociação nacional do movimento sindical para a sociedade, bancárias e bancários”. As entidades foram contratadas pelos bancos para responder às demandas do movimento sindical, inseridas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Ana Addobbati, do Instituto Maria da Penha, ressaltou que o papel da entidade é atuar com embaixadoras e embaixadores voluntários em escolas e empresas, para conscientizar sobre a violência e como combatê-la, “em uma linguagem que todos entendam”. Marina Ganzarolli, presidenta da Me Too Brasil, destacou que a organização trabalha diretamente com mulheres e homens vítimas de violência sexual, incluindo assistência psicológica. A entidade também atua na linha da prevenção, dando ferramentas para a identificação de relacionamentos abusivos e caminhos para construir interações saudáveis. Marina Moreira, coordenadora de operações, treinamento pesquisa do Instituto Papo de Homem (PDH), explicou que a ONG tem como foco desenvolver materiais para conscientizar os homens. “Nossa estratégia é na comunicação. Estamos preocupados em explicar a questão da violência de gênero, que precisa ser combatida, e isso passa pela transformação social do homem, mas com o cuidado para não desconectar com aqueles precisamos conversar. Por isso, temos muito cuidado com as palavras. Apesar de ser inerente que, neste processo de transformação social, a gente passe por conflitos, não podemos perder a conexão com os homens, caso contrário, não vamos ter o alcance que precisamos”, afirmou. Entre as ações que as ONGs vão entregar no âmbito do Programa Nacional de Prevenção à Violência contra as Mulheres, estão treinamentos, cartilhas, livro e série de palestras em várias regiões do país, voltadas tanto ao público bancário quanto à sociedade civil. “Cada organização tem propostas diferentes que são complementares. E isto é bastante positivo. Esperamos que o programa realmente alcance sociedade e trabalhadores e trabalhadoras bancárias do Brasil inteiro”, ressaltou Juvandia. Histórico de conquistas A secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes falou sobre a luta da categoria e suas conquistas. “A categoria bancária tem um histórico de avanços importantes na luta por igualdade de oportunidade que se torna exemplo para as demais categorias. Então, é fundamental manter o que já conquistamos e avançar para superar as desigualdades que ainda persistem dentro dos bancos e no contexto social do país que, infelizmente, registra uma desigualdade salarial significativa entre homens e mulheres, assim como altos índices violência”, avaliou Fernanda. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) mostra que, no mercado de trabalho brasileiro, as mulheres ganham, em média, 21% menos que os homens. Na categoria bancária, a remuneração delas é 22,2% menor que a média dos colegas do sexo masculino. Ao analisar o recorte racial, a desigualdade é ainda mais aprofundada: a remuneração da mulher preta é, em média, 40,6% inferior à remuneração do

‘Menos Metas, Mais Saúde’ é a campanha da  Contraf-CUT para evidenciar problemas de saúde dos bancários

“Menos Metas, Mais Saúde” é o tema da campanha que está sendo lançada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com o objetivo de evidenciar o cenário de adoecimento físico e mental dos trabalhadores do ramo financeiro. Há anos a categoria é submetida a cobranças e metas excessivas, convivendo com transtornos psicológicos e as LER/Dort, entre outros  problemas. Segundo Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, a responsabilidade por essa situação é inteiramente da gestão dos bancos. “Profissionais de agência, do crédito, do call center, de TI: não há quem saia ileso. Dentro dos bancos, o individualismo é reforçado a todo tempo, em detrimento da coletividade”, afirmou Salles. Para chamar a atenção da população, os trabalhadores preparam um Dia Nacional de Luta, marcado pelo lançamento oficial da campanha, prevista para durar seis meses. A campanha “Menos Metas, Mais Saúde” foi criada para fortalecer o necessário enfrentamento às políticas praticadas pelos bancos que tem feito nossa categoria adoecer. “O Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT quer dar visibilidade ao alto número de adoecimento pelas metas abusivas, pressão por resultados e assédio moral para exterminar essas práticas”, explicou Mauro Salles. Os sindicatos e federações podem baixar o material da Campanha Menos Metas, Mais Saúde no acesso restrito do nosso site. Fonte: Contraf-CUT

Agências bancárias permanecem fechadas nos feriados de Sexta-Feira da Paixão (7) e Tiradentes (21)

As agências bancárias não abrirão nos feriados de Sexta-feira da Paixão, neste dia 07 de abril, e Tiradentes, no próximo dia 21. Segundo informações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as áreas de autoatendimento ficarão disponíveis para os clientes, assim como os canais digitais e remotos de atendimento (internet e mobile banking), tanto nos feriados quanto nos fins de semana. Contas de consumo (água, energia, telefone, etc.) e carnês com vencimento nos dias 07 e 21 de abril poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil aos feriados, ou seja, nos dias 10 e 24 de abril, segunda-feira. Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão é antecipar o pagamento ou, no caso dos títulos que têm código de barras, agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado). *Fonte: Febraban

COE e a direção do Itaú voltam a se reunir dia 13

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Itaú têm encontro marcado, no próximo dia 13, para mais uma rodada de negociações. Vão discutir questões relacionadas à diversidade, saúde e condições de trabalho. A reunião será presencial, em São Paulo, a partir das 10h.  Na véspera da reunião, a COE vai preparar a intervenção durante a reunião com o banco.  O Itaú se comprometeu a apresentar o programa de diversidade para os representantes dos bancários.  

Terceirização do Chat prejudica trabalhadores e clientes do Itaú

A terceirização do Chat, setor lotado no Centro Tecnológico (CT) foi anunciada pelo Itaú na última sexta-feira (24). A decisão deverá afetar 144 trabalhadores, que terão até 31 de maio para realocação, ou seja, um prazo de 60 dias. O anúncio foi feito em reunião com dirigentes sindicais e representantes do banco, em São Paulo. Segundo o movimento sindical, muitos trabalhadores já vêm de outras áreas que passaram por reestruturação, e agora terão que passar por novo processo de realocação. Além disso, a terceirização precariza o trabalho e ainda expõe informações sigilosas de clientes a uma empresa terceirizada. Agências Digitais Assédio moral, ameaças constantes, cobranças exacerbadas por metas e adoecimentos fazem parte do dia a dia dos bancários que trabalham nas agências digitais. Essas denúncias foram apresentadas na reunião e o banco se comprometeu em apurar.