Bancários realizam Dia Nacional de Luta por respostas às suas reivindicações

As bancárias e bancários realizam mais um dia nacional de luta, nesta quinta-feira (15). O objetivo é cobrar da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) uma resposta completa às suas reivindicações para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho na próxima reunião, marcada para 20 de agosto, próxima terça-feira. Confira as reivindicações dos trabalhadores: Cláusulas econômicas– Aumento salarial acima da inflação (reposição da inflação, pelo INPC acumulado entre setembro de 2023 e agosto de 2024, acrescido do aumento real de 5%).– Melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).  – Aumento nas demais verbas, incluindo VA/VR, auxílio babá e auxílio creche. Cláusulas sociais – Igualdade de oportunidades e igualdade salarial, entre gênero e raça.– Mais mulheres no setor de Tecnologia da Informação (TI) dos bancos.– Olhar especial para bancárias e bancários transexuais, dada a vulnerabilidade social desse grupo com menor expectativa de vida no país, por conta da violência e preconceito que também dificultam o acesso e permanência no mercado de trabalho.– Combate ao assédio moral e sexual. Saúde – Direito às pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes, para que tenham garantia de ambiente de trabalho adaptado e condições de ascensão profissional.– Direito à desconexão.– Combate à gestão por metas abusivas e que impacta na saúde e nas condições de trabalho. Além disso, a categoria pede ainda garantia de emprego e dos direitos conquistados; fim das terceirizações; retorno da homologação nos sindicatos, para que as entidades possam acompanhar de perto todo o processo, e garantir direitos dos desligados; qualificação e requalificação profissional, sobretudo diante da revolução tecnológica; indenização adicional em caso de demissão; garantias para mães e pais de PCDs, quando necessitarem acompanhar filhos nos atendimentos médicos e educacionais; e segurança nos ambientes físicos e digitais do sistema financeiro. *Fonte: Contraf-CUT

BB leva respostas insatisfatórias para mesa de negociação

A sétima rodada de negociação da Campanha Salarial 2024 com o Banco do Brasil deixou o movimento sindical frustrado. O encontro entre representantes do banco e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) aconteceu nesta quarta-feira (14), em São Paulo. Foram discutidos temas como assédio moral e desconexão. O banco propôs usar uma ferramenta nova, chamada Slack, substituindo o WhatsApp para questões de trabalho, que será proibido. Também houve debate sobre a questão do banco de horas negativas adquiridas durante a pandemia da covid. Existem 5.233 funcionários com horas devedoras, sendo que 4.707 têm até 360 horas negativas. O banco acredita que seria possível zerar até maio de 2025. No entanto, 566 funcionários enfrentam uma situação mais complicada, com uma média de 1.034 horas devedoras, sendo que 239 destes têm mais de 60 anos de idade. O banco sugere anistiar as horas de quem tem mais de 60 anos e pais com filhos com deficiência que possuem redução de jornada, além de iniciar um programa de incentivo ao pagamento das horas restantes. Mas a comissão pede anistia para todos os funcionários. Quanto à PLR, o banco negou a possibilidade de eliminar o teto existente. Para a revisão de cargos não houve devolutiva. O banco afirma que o assunto está em debate interno. Os trabalhadores também pediram retorno sobre o Programa Performa e sobre as metas impostas aos funcionários. Também ficaram sem respostas as questões da saúde e previdência dos incorporados, reposição dos funcionários e ampliação da licença parentalidade. No encontro, o banco informou que todos os funcionários da rede, agências e escritórios serão migrados para uma nova plataforma digital de concorrência a partir desta quinta-feira (15), deixando o sistema antigo obsoleto. O próximo encontro será dia 22 deste mês, às 15h, em Brasília. *Fonte: Contraf-CUT

Financiários rejeitam proposta que não atende às suas reivindicações

Durante rodada de negociação, nesta quarta-feira (14), os representantes das financeiras apresentaram uma proposta de reajuste para salários e demais verbas de 80% do INPC, o que significa reajuste de apenas 2,67%, impondo uma perda de 0,65% aos trabalhadores. “Não tem sentido apresentar uma proposta que sequer repõe a inflação para os financiários. Nossa reivindicação é de aumento real. O pedido de reajuste maior para vales alimentação e refeição, auxílio creche-babá foi ignorado”, afirmou a secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, Magaly Fagundes.  A reivindicação dos trabalhadores é por um acordo de dois anos, com reajuste salarial que cubra a inflação medida pelo INPC (3,34%), de junho de 2023 a maio de 2024, e de junho de 2024 a maio de 2025, acrescido de 5% de aumento real. Os mesmos índices devem ser aplicados na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Para vales alimentação, refeição e auxílio-creche babá aumento real de 7%. As financeiras também não deram retorno sobre o acordo de dois anos. Mas se comprometeram com o combate à violência contra a mulher e ao assédio moral. No dia 22 de agosto haverá nova rodada de negociação. *Fonte: Contraf-CUT

Financiários fazem tuitaço nesta quarta-feira (14)

O Dia Nacional de Luta dos trabalhadores e trabalhadoras das financeiras está marcado para esta quarta-feira (14). A partir das 11h haverá um tuitaço com a hashtag #PropostaDignaJá. Também nesta quarta será realizada a mesa de negociação dos representantes da categoria e da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) com a Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento). A pauta da reunião será marcada pelas cláusulas econômicas. Os financiários reivindicam reposição da inflação do período (INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 5% de aumento real. *Fonte: Bancários Rio

Fenaban não apresenta proposta de reajuste salarial

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou propostas às reivindicações das cláusulas econômicas: aumento real dos salários, melhorias na PLR e demais remunerações, incluindo vales alimentação e refeição (VA/VR), na 7ª rodada de negociações para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária, ocorrida nesta terça-feira (13). Os representantes da Fenaban alegaram competitividade no setor e os trabalhadores rebateram, relembrando que os bancos seguem com presença segura no mercado financeiro do país. A Fenaban apresentou devolutivas relativas, em sua maioria, às cláusulas sociais, como a criação de cláusula de combate ao assédio moral, sexual e outras formas de violência no trabalho. Porém, já existe mecanismo de combate a esses tipos de violência, conquistado pela categoria na CCT. A novidade trazida pela Fenaban é a inclusão do termo “assédio moral”. Em relação à saúde mental dos bancários, a Fenaban sinalizou propostas, que foram criticadas pelos trabalhadores e deverão ser remodeladas. Os trabalhadores cobraram respostas sobre a questão das metas abusivas. A Fenaban disse que não falará sobre este tema. Sobre a contratação de mulheres na TI, foram apresentadas propostas de formação de mulheres para a área tecnológica. Para o público LGBTQIA+, com atenção especial às pessoas transgênero houve as seguintes reivindicações: criação de cláusulas de repúdio à discriminação, com canais de apoio; respeito ao nome social, em todos os sistemas do banco, antes da obtenção do registro civil de retificação de nome para pessoas transsexuais; e garantia do uso do banheiro conforme o gênero que a pessoa se reconhece. Houve ainda reivindicações relativas às mudanças climáticas, com garantia de criação de Comitê de Gestão de Crise, sempre que pedido pelo Comando Nacional dos Bancários, por meio da Contraf-CUT, em casos de calamidade. Combate à violência contra a mulher: a reivindicação atendida é pelo reforço ao programa de apoio às bancárias vítimas de violência doméstica, previsto em cláusulas na CCT. Quanto à igualdade salarial, a Fenaban disse que vai melhorar a divulgação do relatório de transparência salarial do setor. Para o Censo de Diversidade da categoria, a Fenaban afirmou que não necessidade de ser realizado. Os trabalhadores rebateram a entidade disse que vai reavaliar a questão.Calendário Dias nacionais de luta:– 15 de agosto– 19 de agosto Próximas mesas:– 20 e 21 de agosto *Fonte: Contraf-CUT

Bancários fazem tuitaço nesta terça-feira (13)

Bancárias e bancários de todo país realizam tuitaço na rede X, nesta terça-feira (13), além de ações em outras redes sociais. A mobilização acontece de 9h às 11h. Todas as publicações devem ser acompanhadas da hashtag #JuntosPorValorização, sempre marcando a Febraban (@febraban_oficial). O objetivo é aumentar a pressão sobre os bancos a respeito de respostas às reivindicações da categoria. Uma nova rodada de negociações acontece, também nesta terça (13), entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), pela Campanha Nacional dos Bancários. Confira as reivindicações da categoria: – Emprego decente e fim das terceirizações.– Igualdade de oportunidades, para que mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCDs) e LGBTQIA+ não sejam discriminados quanto aos salários e tenham garantia de ascensão profissional.Dentro desse ponto foi exigida adequação do ambiente de trabalho para garantir a permanência de PCDs e, ainda, atenção aos pais de crianças com deficiência, para que tenham maior suporte das empresas.Também, no tema igualdade de oportunidades, propostas de incentivo e contratação às mulheres nas áreas de Tecnologia da Informação (TI).– Fim do modelo de gestão por metas exageradas nos bancos e que está atrelado ao alto índice de adoecimento mental na categoria.– Aumento real nos salários, melhorias na PLR e demais remunerações, incluindo vale refeição e alimentação (VA/VR), auxílio babá e auxílio creche. *Fonte: Contraf-CUT

Lucro do BB alcança R$ 18,80 bi no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2024, o Banco do Brasil obteve lucro de R$ 18,80 bilhões, um crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Só no segundo trimestre, o lucro chegou a R$ 9,50 bilhões, sendo 2,2% maior que o resultado apresentado no primeiro trimestre, cujo lucro foi de R$ 9,30 bilhões. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) teve aumento de 0,3 pontos percentuais (p.p.) em 12 meses, atingindo 21,7%, mesmo percentual apresentados nos resultados do primeiro trimestre. Para a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, o lucro do BB é fruto direto da dedicação de todos os funcionários. “Por isso, nós estamos cobrando valorização real nos salários e aumento na remuneração, incluindo PLR, para que o banco valorize devidamente aos trabalhadores e trabalhadoras”, disse Fernanda. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no final do semestre concluído em junho, o BB contava com 87.130 funcionários – aumento de 2.099 postos de trabalho em 12 meses. Entretanto, os dados mostram que enquanto o número de funcionários cresceu apenas 2,5% o de estagiários cresceu 28,7%, totalizando 485 no final do semestre. No mesmo período, o banco abriu mais uma agência tradicional ficando com um total de 3.172 unidades, além de 13 agências digitais, passando a ter no país 826 estruturas deste perfil. Porém, em doze meses, houve a redução de 40 postos de atendimento bancário (totalizando 1.530 unidades) e aumento de 1,64 milhão de clientes, alcançando 83,29 milhões em junho de 2024. Já a concessão de crédito cresceu 13,2% em um ano e 3,9% no trimestre, chegando a R$ 1,18 trilhão, em junho de 2024. O Agronegócio foi o que mais cresceu: 14,9%, em um ano, totalizando R$ 335,45 bilhões. Ele representa um terço de toda a carteira da instituição. No mesmo período, a carteira Pessoa Física cresceu 5,7% (R$ 317,24 bilhões) e a carteira Pessoa Jurídica expandiu 10,9% (R$ 323,81 bilhões). *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Campanha: categoria bancária se mobiliza por reajustes

Bancários de todo o país se mobilizam, nesta segunda-feira (12), para pedir reajustes na remuneração. Será o Dia Nacional de Luta com o mote “Se tem lucro, tem que ter valorização”. A orientação para as redes sociais é que utilizem a hashtag #JuntosPorValorização nas postagens, sempre marcando a Contraf-CUT (@Contraf_CUT).  A mobilização acontece na véspera da 7ª rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na Campanha Nacional dos Bancários para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O Comando Nacional dos Bancários reivindica que os bancos apresentem, nesta terça-feira (13), propostas às demandas já debatidas em mesas de negociação: – Aumento real salarial, melhora na PLR, VA/VR e demais remunerações, como auxílio creche e babá;– Saúde e condições de trabalho, com o foco no adoecimento da categoria;– Combate ao assédio moral e sexual;– Direito à desconexão;– Direito às pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes;– Igualdade de oportunidade e igualdade salarial, entre gênero e raça;– Mais mulheres na TI;– Olhar especial para as trabalhadoras e os trabalhadores transexuais, dada a vulnerabilidade social desse grupo, para que, além de terem acesso às vagas no setor, consigam permanecer e ascender na carreira. *Fonte: Contraf-CUT

COE e Santander realizam quarta rodada de negociação

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander teve sua quarta reunião de negociação, referente ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com a direção do banco, na manhã desta sexta-feira (9). O debate teve como foco principal os temas relacionados à saúde e às condições de trabalho. Uma das principais propostas apresentadas pela COE foi que empregados com deficiência, como previsto em lei, tenham prioridade na transição para o teletrabalho ou trabalho remoto. A mesma prioridade ao teletrabalho é solicitada para empregados com filhos com deficiência e/ou neurodivergentes, independentemente da idade, incluindo dependentes sob guarda provisória e enteados. Para os empregados que desempenham atividades externas foi solicitado o fornecimento de telefone celular corporativo, com uma linha de dados suficiente para permitir a conexão compartilhada (Wi-Fi) com equipamentos de trabalho, como notebooks ou tablets. A representação dos trabalhadores pediu a criação de um Grupo de Trabalho (GT) paritário, com representantes dos dois lados para eliminar ou reduzir riscos no ambiente laboral, com atribuições e prazos previamente definidos. Outra reivindicação foi a regulamentação voltada para o uso de tecnologias no ambiente de trabalho. Os trabalhadores devem ter o direito a se desconectar fora do horário de trabalho legalmente estabelecido, para que tenham tempo de descanso e privacidade. Os representantes do banco se comprometeram a apresentar uma resposta global às demandas entre os dias 22 e 23 deste mês. *Fonte: Contraf-CUT

Funcionárias e funcionários da Caixa pedem valorização do trabalho

Em reunião nesta quarta-feira (7), a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal cobrou do banco o reconhecimento do trabalho de todas as empregadas e empregados no pagamento do Bônus Caixa. A representação dos empregados também solicitou que se promova a “substituição em cascata”, nos casos de colegas que precisem cobrir as tarefas de quem necessita se afastar temporariamente. O pagamento dos salários deve corresponder às funções realizadas. O endividamento dos trabalhadores também fez parte da pauta. Foi pedido que o banco aplique menor taxa para os empregados da ativa e aposentados que solicitem empréstimos consignados. Em relação ao Movimento.Caixa foi solicitado que sejam observados os pedidos de transferências antes das contratações de novos empregados aprovados no último concurso público. Quanto às Gipes e Repes, a reivindicação é pela rápida estruturação. *Fonte: Contraf-CUT