Número de benefícios do INSS por doenças psiquiátricas aumenta 68% em 2024

O Ministério da Previdência Social divulgou, recentemente, o número recorde de benefícios concedidos a trabalhadores em 2024. Foram 470.328 benefícios relacionados a transtornos mentais, número que chocou muitas pessoas, menos a categoria bancária. Os transtornos mentais mencionados na publicação incluem ansiedade, depressão e reação ao estresse, principalmente. O aumento foi de 68% em relação a 2023. A Síndrome de Burnout, um dos maiores problemas que atinge os bancários, resultado do esgotamento pelo trabalho, não está entre esses números. A doença está em linha com os resultados da pesquisa que recentemente o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realizou, em parceria com o Departamento de Psicologia da UFF-Volta Redonda. Importante lembrar que esses números se referem apenas aos casos que buscaram algum benefício previdenciário e tiveram êxito. Entre os que continuam trabalhando, adoecidos, e ainda não se afastaram os números batem em cerca de 50% da categoria. O problema está diretamente relacionado à precarização do trabalho, falta de condições adequadas, má divisão e organização do trabalho, imposição abusiva de metas, assédios moral e institucional. Subnotificação É preciso saber que um grande número de benefícios ainda é indeferido pelo INSS, ou tem suas causas subnotificadas. No total foram solicitados 3,5 milhões de benefícios motivados por várias doenças. Infelizmente, uma fração mínima de casos é considerada como doenças ocupacionais relacionadas ao trabalho. Desta forma, esse direito é tirado dos trabalhadores, o que obriga os sindicatos a emitirem as CATs (Comunicação de Acidentes do Trabalho) e, na maioria das vezes, buscar a Justiça para assegurar o correto enquadramento. Ainda de acordo com os dados divulgados, a maioria das pessoas acometidas está no grupo das mulheres, cerca de 64%, em razão da sobrecarga de trabalho, menor remuneração, responsabilidades de cuidados familiar e estão sujeitas a todo tipo de violências e assédios. Isso é outra tragédia porque, atualmente, as mulheres são as provedoras na maior parte das casas no Brasil, se transformando num risco econômico. O quadro atual exige a tomada de medidas preventivas para alterar essa situação, principalmente a revisão do modelo de organização dos negócios. Nesse sentido, o governo decidiu rever os termos da NR 1 – Norma Regulamentadora nº 1, que dispõe sobre os Riscos Ocupacionais, para determinar de forma específica, que as empresas apontem quais os riscos psicossociais que determinado ambiente de trabalho oferece e, portanto, quais medidas serão tomadas para eliminar tais riscos do ambiente. Essa medida se tornará obrigatória por parte das empresas a partir de Maio/25. O movimento sindical está de olho nessa “novidade” e vai acompanhar de perto, porque sabe quais são as causas. O movimento sindical também está reivindicando que seja regulamentada, no sentido de definir procedimentos e autorizar que os sindicatos atuem diretamente na área de vigilância e segurança do trabalho, em conjunto ou separado, dos demais órgãos, podendo apresentar e alimentar denúncias, dados estatísticos, comunicar e aplicar determinadas medidas administrativas para efetivar ambientes de trabalho plenamente saudáveis. Veja como solicitar o auxílio-doença do INSS Confira o passo a passo: Nossos direitos Aos bancários que se afastam do trabalho para licença pelo INSS, ficam asseguradas: Em caso de necessidade de mais informações ou esclarecimentos recorram à Secretaria de Saúde/Promoção Social do Sindicato através do telefone (24) 98156-8685 ou através do e-mail: miguelcontraf@gmail.com. Foto: Freepik
Campanha em defesa do Saúde Caixa segue a todo vapor

Quase 24 mil pessoas já aderiram ao abaixo-assinado “Saúde Caixa – 300 Mil Vidas Pedem Atenção”, criado por Bete Moreira, empregada aposentada de milita de forma voluntária. O abaixo-assinado e os atos realizados nas agências e departamentos administrativos do banco fazem parte da campanha “Queremos Saúde, Caixa”, que vem sendo realizada pelos empregados e empregadas do banco. “Todos nós queremos que a Caixa melhore a qualidade da rede credenciada e questões operacionais do plano, para melhorar o atendimento aos usuários e prestadores de serviços que atendem pelo Saúde Caixa”, ressaltou Rafael de Castro, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. Segundo Eliana Brasil, empregada da Caixa e secretária de Formação da Contraf-CUT, a ideia é unir todas as entidades, de representação e associativas, das empregadas e empregados em torno das iniciativas que reivindicam a melhoria do atendimento do Saúde Caixa e o fim do teto de custeio da Caixa com a saúde de seu quadro de pessoal. “Precisamos estar unidos, somar forças, para atingirmos nosso objetivo”, disse Eliana, lembrando que o ACT do Saúde Caixa prevê que o banco arque com 70% dos custos do plano. Porém, atualmente devido ao teto de custeio, os empregados pagam quase 50% dos custos. Para aderir ao abaixo-assinado, clique em apoio ao abaixo-assinado. *Fonte: Contraf-CUT
Redução de jornada de trabalho é um dos destaques em seminário da CUT

O seminário de Planejamento Estratégico da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ocorrido em São Paulo, nos dias 18 e 19 de março, definiu as principais ações para o próximo período. A redução da jornada de trabalho foi um dos destaques do encontro.A Direção Executiva Nacional da CUT deliberou sobre a retomada da campanha da Redução da Jornada de Trabalho para até 40 horas semanais, sem redução de salários e apoio à PEC pelo fim da escala 6X1. No texto da resolução, a CUT orienta os sindicatos que ainda não conquistaram o fim da escala 6×1 a buscarem por meio da negociação e acordos coletivos essa conquista para todas as categorias profissionais. *Fonte: CUT Nacional*Foto: Roberto Parizottinotice
Contraf-CUT cobra explicações sobre assédio na Caixa

Após receber diversas denúncias sobre cobranças abusivas de metas e assédio na Caixa Econômica Federal, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício, nesta quinta-feira (20), pedindo explicações ao banco. Segundo o diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Rafael de Castro, os relatos que chegam aos sindicatos informam que estão sendo estipuladas metas individualizadas por gerente, com objetivo diário, semanal e mensal a serem cumpridos e o que não for cumprido acumula para o dia seguinte. “Além disso, há a exposição constrangedora daqueles que não alcançam os resultados”, disse Rafael. Também há exigência de metas específicas das Superintendências Regionais, com objetivos maiores do que as estipuladas pelo banco, com a finalidade de se buscar o “destaque nacional”. Rafael explicou que esta pressão tem deixado muitos colegas transtornados e tornado o ambiente de trabalho insustentável. Tanto para aqueles do regime remoto, quanto para as equipes da rede de agências e outros departamentos. “Cobramos da Caixa uma reunião o mais rápido possível para tratar sobre esses temas”, informou o coordenador da CEE/Caixa. *Fonte: Contraf-CUT
Caixa atende a representação sindical e pagará horas-extras

A Caixa Econômica Federal convocou empregadas e empregados para trabalhar neste final de semana (22 e 23/03) para atender a uma demanda do Governo Federal, relacionada à nova modalidade de crédito consignado. Atendendo reivindicação da representação sindical dos trabalhadores, a Caixa pagará as horas-extras. O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Rafael de Castro, lembrou que quem trabalha aos sábados, domingos e feriados precisa receber de acordo com o que está estipulado em lei. “Por isso, cobramos que as horas-extras sejam pagas para todo mundo que trabalhar, seja empregado que atua nas unidades do banco, seja aqueles que trabalham remotamente”, disse Rafael. O Comunicado da Caixa limita o pagamento das horas-extras para o pessoal que trabalha em regime presencial e a compensação de horas para quem cumpre a jornada em trabalho remoto. “Insistimos que o banco deve fazer uma dotação especial para o pagamento das horas-extras, para que não se crie banco de horas com esse atendimento aos finais de semana”, ressaltou o dirigente da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT
Projeto sobre isenção do IR já está no Congresso

O Projeto de Lei para isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês e desconto para quem recebe entre R$ 5 mil a R$ 7 mil ao mês já está no Congresso Nacional. De acordo com o texto, os contribuintes recebem acima de R$ 7 mil, continuarão com o recolhimento atual. Já as pessoas com renda mensal acima de R$ 50 mil ao mês (ou R$ 600 mil ao ano) terão que pagar uma alíquota mínima, partindo de 0,83% até chegar a 10% para quem ganha mais de R$ 100 ao mês (R$ 1,2 milhão ao ano). “Esse projeto não vai aumentar um centavo na carga tributária. O que estamos fazendo é apenas uma reparação. Nós estamos falando de 141 mil brasileiros que ganham acima de R$ 600 mil, acima de R$ 1 milhão por ano, que vão contribuir para que 10 milhões de pessoas não paguem Imposto de Renda. É simples assim”, afirmou o presidente Lula. Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores, ressaltou que “reduzir a sobrecarga tributária dos mais pobres, da classe média e aumentar a responsabilidade sobre os mais ricos é uma questão de justiça tributária, é o que ocorre nos grandes países do mundo”. Abaixo, veja na tabela como funcionará, na prática, a isenção e os descontos, e quanto sobrará no bolso dos trabalhadores: *Estimativas feitas pela Subseção do DIEESE na CONTRAF-CUT *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado
Luta contra cobrança da Cassi continua

A primeira audiência do processo judicial movido contra a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) foi realizada, nesta segunda-feira (17), com a participação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A ação pede a suspensão das cobranças feitas pela entidade por valores devidos entre julho de 2010 e setembro de 2023. Mas foi suspensa porque a juíza se declarou suspeita para julgar o caso. A juíza questionou a possibilidade de um acordo. A Contraf-CUT se mostrou aberta à negociação, mas a representante da Cassi presente na audiência não tinha autonomia para apresentar uma proposta, o que evidenciou a falta de intenção da Cassi em buscar uma solução dialogada para o impasse. A orientação da Contraf-CUT é para que os bancários e bancárias não aceitem a proposta de cobrança da Cassi. Segundo o secretário geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr., a ação movida pela Contraf-CUT visa proteger os trabalhadores e evitar que milhares de associados tenham que recorrer individualmente à Justiça para buscar seus direitos. *Fonte: Contraf-CUT
Campanha pede adesão ao abaixo-assinado em defesa do Saúde Caixa

Até a próxima sexta-feira (21), sindicatos de bancários de todo o país vão promover atividades em agências e departamentos administrativos da Caixa Econômica Federal. As ações integram a campanha “Queremos Saúde, Caixa”, que visa cobrar melhorias na rede de atendimento do Saúde Caixa e a queda do teto de custeio pelo banco com a saúde dos empregados. As atividades desta semana objetivam incentivar a adesão ao abaixo-assinado promovido pela empregada aposentada do banco, Bete Moreira, que trabalha voluntariamente em defesa do plano de saúde do pessoal da Caixa. “Queremos que a Caixa melhore a qualidade da rede credenciada e questões operacionais do plano, para melhorar o atendimento aos usuários e prestadores de serviços que atendem pelo Saúde Caixa. Além, é claro, de alterar seu estatuto, para que o banco possa cumprir com o que define nosso Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) sobre o custeio do Saúde Caixa”, disse o diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Rafael de Castro. *Fonte: Contraf-CUT
Trabalhadores protestam contra alta da Selic nesta terça (18)

O movimento sindical bancário e outros movimentos sindicais realizam, nesta terça-feira (18), atos contra o aumento da taxa básica de juros (Selic). A nova taxa deverá ser anunciada pelo Comitê de Políticas Monetárias (Copom) do Banco Central (BC), após as reuniões de terça (18) e quarta-feira (19). “Nosso protesto é contra a política monetária definida pela entidade e que impacta nos juros cobrados em todo o sistema financeiro”, explica Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT). O Copom já indicou que a Selic deverá subir para 14,25%. Atualmente, com a taxa em 13,25%, o Brasil já está entre os países com maiores taxas reais de juros (resultado da Selic menos a inflação). Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2023 a União pagou mais de R$ 732 bilhões com juros dos títulos, que tem a Selic como principal índice em suas negociações. O valor equivale a 4,3 vezes os investimentos com o Bolsa Família, 8 vezes o montante direcionado para o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), voltado à recomposição e expansão da infraestrutura do país, além de 3,3 vezes o orçamento para a Saúde e 5 vezes o orçamento para a Educação. O Dia Nacional de Mobilização “Menos Juros, Mais Empregos”, nesta terça-feira (18), contará com atos em frente às sedes do Banco Central em diversos estados. Nos estados onde não há sede do BC, os atos deverão ser realizados em locais de grande circulação de pessoas e/ou no local de trabalho. A orientação é ocupar as redes sociais com materiais, fotos e vídeos usando a tag #MenosJurosMaisEmpregos #JurosBaixosJá. *Fonte: Contraf-CUT
Itaú: negociação sobre Projeto de Junta Médica avança

Em reunião, na última sexta-feira (14), o Grupo de Trabalho (GT) de Junta Médica do Itaú e os representantes da direção do banco deram continuidade às negociações sobre o fluxo de funcionamento da junta médica. Durante a reunião, atendendo a reivindicação da representação dos trabalhadores, o banco apresentou os indicadores atualizados e estratificados por sindicato sobre as juntas médicas já concluídas. O Itaú também se comprometeu a desenvolver um documento para ser enviado previamente ao bancário participante da junta médica, ao médico indicado pelo sindicato e escolhido pelo banco, com as instruções sobre o funcionamento do processo. Em relação ao prazo também houve avanços. Os 20 dias para a realização da junta médica serão contados a partir do primeiro dia útil após o recebimento da comunicação formal. O sindicato e bancários deverão ser notificados com, pelo menos, 21 dias de antecedência. O banco ficou de elaborar um formulário “Perguntas e Respostas” (FAQ) com as dúvidas mais frequentes sobre o fluxo de processo das juntas médicas. Também ficou definido que, quando for solicitado pelo bancário, o banco vai disponibilizar os exames, relatórios r afastamentos cadastrados. O prazo para recebimento destes documentos será divulgado na FAQ. Fonte: Contraf-CUT/Sindicato do Bancários de Araraquara