Negociação sobre caixas e tesoureiros é encerrada pela Caixa

Pendentes desde a Campanha Nacional dos Bancários do ano passado, as negociações sobre questões específicas de caixas e tesoureiros foram encerradas, nesta quarta-feira (28), pela Caixa Econômica Federal. O banco encerrou as negociações depois da representação dos trabalhadores não concordar com a retirada de direitos. Entretanto, o banco se comprometeu a não mexer com o quadro atual e o direito dos trabalhadores. Caso pretenda realizar alguma mudança, o banco deverá levar para negociação com a representação dos empregados. A Caixa foi o último dos cinco principais bancos do país a concluir as negociações na última Campanha Nacional porque insistia na retirada dos direitos e o movimento sindical se recusou a aceitar. Felipe Pacheco, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, lembrou que na última campanha, o banco sequer garantia que as empregadas e empregados que exercem as atividades de caixa executivo e tesoureiro executivo sem nomeação efetiva seriam as pessoas nomeadas. O banco também não quis informar, segundo Felipe, o número de empregados que exercem estas funções por minuto, impossibilitando afirmar que seria o fim da atividade por minuto na Caixa. Temas como Saúde caixa, Programa Teia, telefonistas e quebra de caixa também foram debatidos na reunião. A representação dos empregados reivindicou a retomada das negociações com o banco, que vai elaborar um cronograma de datas para as reuniões e enviar para a avaliação da CEE. *Fonte: Contraf-CUT

Jornal britânico publica denúncias contra o Santander

O jornal britânico The Guardian publicou uma reportagem mostrando denúncias contra o Santander. A matéria, publicada em 15 de maio, informa que o banco espanhol é acusado de financiar o desmatamento em larga escala no bioma do Gran Chaco, um dos ecossistemas mais importantes da América do Sul. Baseada em investigação da ONG Global Witness, a reportagem aponta que o banco co-organizou US$ 1,3 bilhão em financiamento para a agroindústria argentina Cresud, que já desmatou mais de 170 mil hectares de floresta nativa. O financiamento, segundo o jornal, está ligado à destruição de uma área crítica que abrange partes da Argentina, Bolívia, Paraguai e Brasil — e que já perdeu quase metade de sua vegetação original. Em 2018, o banco publicou sua política de sustentabilidade que prevê restrições a atividades envolvendo desmatamento. O banco assumiu o compromisso público de zerar suas emissões líquidas até 2050. Porém, de acordo com a investigação, as diretrizes não estão sendo cumpridas na prática, uma vez que o banco continua financiando empresas com atuação questionável do ponto de vista ambiental e social. Segundo a reportagem, o banco não respondeu diretamente às acusações nem comentou sobre sua relação com a Cresud. A empresa argentina também não se manifestou. A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do banco, Rita Berlofa, ressaltou que bancos que operam no Brasil, como o Santander, têm responsabilidade não só com seus acionistas, mas com toda a sociedade. “Ao mesmo tempo em que fecha agências, demite funcionários e precariza condições de trabalho, o banco ainda aparece em escândalos de financiamento ao desmatamento. É preciso cobrar coerência e ética em todas as frentes da atuação empresarial”, afirmou Berlofa. A Contraf-CUT repudia com veemência qualquer prática que viole direitos humanos, destrua o meio ambiente ou comprometa o futuro do planeta. *Fonte: Contraf-CUT

Fenae celebra aniversário com sessão solene e publicações especiais

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) completa 54 anos nesta quinta-feira (29). As comemorações incluem uma sessão solene no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputas, às 14h, onde a entidade será homenageada. A data será marcada também pelo lançamento do Caderno dos Estados e da Agenda Político Institucional, produzidos em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O lançamento será às 10h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. O Caderno dos Estados tem apoio do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A publicação visa informar e conscientizar a sociedade, o parlamento e os poderes municipais e estaduais, sobre a importância da Caixa Econômica Federal para o desenvolvimento econômico e social do país. Já a Agenda Político-Institucional reúne as proposições legislativas em tramitação no Congresso Nacional consideradas estratégicas para a defesa da Caixa 100% pública, a manutenção das conquistas e a ampliação dos direitos da categoria bancária. *Fonte: Fenae *Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Relatório Anual da Cassi é aprovado por ampla maioria

A votação do Relatório 2024 da Cassi terminou nesta segunda-feira (26). Foi a votação com maior número de participantes dos últimos cinco anos. O Relatório teve aprovação de 80,5% dos votantes. Dos 70.030 votantes, 49.395 votos foram considerados válidos (excluídos brancos e nulos), dos quais 39.773 responderam “SIM”. O resultado mostra que a maioria reconhece que o documento traduz a realidade da Caixa de Assistência do último ano, tanto na atuação financeira quanto nas ações de gestão. O Relatório 2024 foi divulgado por e-mail, WhatsApp, aplicativo e site da Cassi, além das redes sociais da Instituição e das entidades representativas dos associados. O documento é um instrumento previsto no Estatuto da Caixa de Assistência, enviado também à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão regulador das operadoras de saúde. Antes de ser publicado, o conteúdo é analisado pelos Conselhos Deliberativo e Fiscal da Cassi, compostos por representantes dos associados e do Banco do Brasil, e por auditoria independente. Só é divulgado após parecer favorável dessas instâncias, que atestam a veracidade dos dados. Confira, abaixo, os números da votação: OPÇÕES DE VOTO        Nº DE VOTOS SIM                                   39.773 NÃO                                  9.622 BRANCOS                        9.527 NULOS                             11.108 TOTAL                              70.030 *Fonte: Contraf-CUT

Abertas as inscrições o curso Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas

Uma nova turma do curso Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas terá início no próximo dia 9 de junho pelo Centro de Formação Profissional 28 de Agosto. O curso é destinado aos interessados em aprender e construir boas relações com os filhos. As aulas serão ao vivo e totalmente online, de 9 a 18 de junho, das 19h às 20h30. O valor total do investimento é de R$ 300, mas para os bancários filiados aos sindicatos da base da Contraf-CUT o valor é de apenas R$ 150. Vale lembrar que o curso é pré-requisito para que os bancários tenham a licença-paternidade de 20 dias – uma conquista da categoria, obtida na Campanha Nacional de 2016. As inscrições devem ser feitas até o dia 6 de junho. Para mais informações e para inscrições acesse o link – Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas. *Fonte: Contraf-CUT

Prazo para votar Relatório Anual da Cassi termina nesta segunda (26)

O último dia para os associados da Cassi votarem no Relatório Anual de 2024 é esta segunda-feira (26). O documento que apresenta os principais resultados econômico-financeiros e as ações de governança da Caixa de Assistência no último ano. A votação pode ser feita pelo aplicativo (app) Cassi, site da entidade, terminais de autoatendimento do Banco do Brasil e pelo SISBB — este último, exclusivo para funcionários da ativa. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) orienta pela aprovação do documento, que tem entre os destaques, o aumento de 32,5% nas consultas realizadas nas CliniCASSI, impulsionado por melhorias na rede própria da entidade. *Fonte: Contraf-CUT

Federa-RJ realiza sua 5ª Conferência Estadual

A 5ª Conferência Estadual da Federa-RJ foi realizada nos últimos dias 23 e 24 de maio, com o tema “Resistir e Avançar”. A mesa de abertura foi composta pelo economista Paulo Jagger, o deputado federal Reimont e a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense esteve presente, sendo representado pelo seu presidente Julio Cunha. No primeiro dia do encontro, Juvandia destacou a importância de congressos e seminários para dialogar com a categoria sobre os temas da conjuntura nacional e internacional. “O bancário pode até achar que não tem nada a ver com Trump, por exemplo, mas tem tudo a ver a partir do momento em que ações como as dele afetam toda a população, como negar a defesa do meio ambiente ou espalhar ódio às minorias”, afirmou. Durante os dois dias do evento foram debatidos temas importantes como a Inteligência Artificial e o impacto na gestão do trabalho. O professor doutor da UFRGS, Cássio Calvete, abordou como a tecnologia revolucionária está em todos os lugares. Ele destacou a falta de transparência em algumas empresas e ressaltou a importância de lutar por uma regulamentação do mercado de trabalho com as novas tecnologias. Millena Alves, economista do Dieese, falou sobre as ocupações que estão em declínio e outras em expansão. Os empregos que estão crescendo são voltados ao setor de tecnologia. Entre os extintos, aparecem os caixas de bancos. Ela mostrou o crescimento do número de Fintech no mercado e a redução da categoria bancária, que já representou 79,5 % do ramo financeiro, em 2014, e caiu para 45,9%, em 2023. Também destacou a redução de mulheres na categoria, em consequência da concentração em empregos nos setores de TI. *Fonte: Federa-RJ

Congresso da Federa reelege Adriana Nalesso para presidência da entidade

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participou do II Congresso da Federa-RJ, realizado nos dias 22 e 23 de maio. O evento reuniu delegadas, delegados e presidentes dos sindicatos de sua base. Nesta sexta-feira (23) a chapa Unidade, Luta e Resistência foi eleita por unanimidade. A presidenta Adriana Nalesso foi reeleita para mais quatro anos à frente da entidade. A nova composição manteve 48 dirigentes na direção. A novidade é a ampliação do número de mulheres na executiva, que passou de 12% para 30%. A importância da fundação da Federa-RJ, os desafios enfrentados e o orgulho de participar de uma federação cada vez mais forte, que tem liderança, capacidade de diálogo e está sempre na luta foi ressaltada pela mesa dos presidentes. Durante o encontro foram debatidos temas importantes ligados à categoria bancária, reafirmando a importância da união e da luta coletiva para garantir o direito de odos os trabalhadores dos bancos e das fintechs. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso destacou a importância deste momento democrático e falou do desafio de representar todo o ramo financeiro.

Santander vai pagar a 1ª parcela do 13º com a folha de maio

O Santander anunciou, nesta terça-feira (21), que vai pagar a primeira parcela do 13º salário exclusivamente para os trabalhadores admitidos em dezembro de 2024, na folha de pagamento de maio de 2025. No comunicado, o banco ressalta que os encargos tributários sobre essa parcela antecipada serão aplicados somente na segunda parcela do 13º, que deverá ser creditada na folha de dezembro. *Fonte: Contraf-CUT

Pesquisa do Novo Caged mostra que emprego bancário continua caindo

De acordo com dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, no primeiro trimestre deste ano, o mercado de trabalho formal brasileiro apresentou um saldo positivo de 654.503 novos postos de trabalho com carteira assinada. No entanto, os bancos seguem na contramão com fechamento de postos de trabalho. O setor bancário formal continua reduzindo os postos de trabalho. No primeiro trimestre de 2025, foram eliminadas 1.197 vagas — número 67,8% superior ao registrado no mesmo período de 2024. Em 12 meses, o corte foi ainda mais expressivo: 7.473 postos a menos. Só em março, 1.111 vagas bancárias foram extintas. O pior desempenho foi dos Bancos Múltiplos com Carteira Comercial, com a eliminação de 5.408 vagas em 12 meses. A Caixa Econômica Federal (CEF) foi responsável por -2.901 postos no período, resultado diretamente ligado aos Planos de Desligamento Voluntário (PDVs) promovidos pela empresa. Os dados mostram retração de 9.105 postos em um ano, atingindo principalmente caixas, escriturários e gerentes. As áreas administrativa e de atendimento ao público também apresentaram saldos negativos, só que em menor escala. Já em relação à área de Tecnologia da Informação, o crescimento foi significativo: foram criadas 1.842 vagas em 12 meses, o que evidencia a reconfiguração do setor, com corte de funções tradicionais e ampliação de postos ligados à tecnologia. *Fonte: Contraf-CUT