GT de Saúde leva reclamações de trabalhadores à direção do Itaú

Em reunião nesta quarta-feira (3) com a direção do Itaú, o Grupo de Trabalho de Saúde apresentou diversas questões levadas pelos bancários aos sindicatos. As pautas incluíram as convocações para Avaliação de Capacidade Laborativa (ACL), o funcionamento do canal de denúncias de assédio, dificuldades no IU Conecta, descontos no contracheque e o programa Linha de Cuidado, apresentado pelo banco. Em relação à ACL, o banco alegou que as avaliações servem para “entender o motivo do afastamento” e que seriam convocados apenas trabalhadores que já receberam alta do INSS ou aguardam novo benefício. Sobre os bancários com contratos suspensos, o Itaú disse que vai verificar. Quanto ao canal de denúncias de assédio moral e sexual, os representantes dos trabalhadores criticaram o fluxo atual, em que o primeiro a ser ouvido é o denunciado. O Itaú se comprometeu a levar o responsável pelo Ombudsman à próxima reunião para discutir ajustes. Sobre o IU Conecta, os trabalhadores apontam dificuldades para anexar documentos. O Itaú explicou que a plataforma suporta apenas 2 megabytes por arquivo e que, quando há necessidade de enviar um novo atestado, só é possível anexá-lo após o encerramento do anterior. *Fonte: Contraf-CUT

Pesquisa mostra que maioria reconhece importância dos sindicatos

Pesquisa encomendada pela CUT e Fundação Perseu Abramo, com o apoio do Dieese, mostra alto índice de aprovação e reconhecimento do papel sindical no país. Também aponta a valorização de carteira assinada. Intitulada “O Trabalho e o Brasil”, a pesquisa foi conduzida pelo Instituto Vox Populi, que entrevistou presencialmente 3.850 pessoas das cinco macrorregiões do país. Foram entrevistados assalariados com ou sem carteira, autônomos, empreendedores, servidores públicos e desempregados. A margem de erro é de 1,6 ponto. O resultado mostra que 68% dos entrevistados reconhecem o papel dos sindicatos na melhoria das condições de vida dos trabalhadores. E mais: De acordo com o levantamento, o reconhecimento sobre a importância dos sindicatos é mais elevado entre os jovens. Além disso, mais de 70% defendem o direito de greve, consideram legítimo participar de consultas públicas e votar em representantes que defendam sua categoria para cargos públicos. Em relação aos entrevistados autônomos, 55,3% afirmaram que poderiam voltar ou com certeza gostariam de voltar a ser CLT. Entre os que trabalham no setor privado (maioria MEIs e PJ) e que já estiveram sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho, 59,1% afirmaram que, com certeza, voltariam a ser registrados como CLT, enquanto 30,9% disseram que poderiam retornar a ser CLT.  *Fonte: Contraf-CUT

Congresso da Contraf-CUT será realizado de 27 a 29 de março

A Direção Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) decidiu, em reunião nesta terça-feira (2), que o 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT será realizado nos dias 27, 28 e 29 de março, na cidade de Guarujá, em São Paulo. A reunião também definiu a formação da Comissão de Organização do congresso. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, fará parte da equipe. Durante o encontro também foi debatida e aprovada a criação de um sistema de organizações de informações bancárias e de apoio à sindicalização, o SysContraf, que vai substituir o VotaBem. Outro destaque da reunião foi a apresentação feita pelo economista do Dieese, Gustavo Cavarsan, com dados atualizados do Mapeamento do Emprego do Ramo Financeiro. De acordo com o estudo, o processo de reestruturação e precarização do trabalho no setor financeiro, na última década, foi marcado por digitalização acelerada e automação; fechamento massivo de agências; redução de empregos típicos bancários; terceirização e migração para plataformas e cooperativas; e explosão das fintechs e correspondentes. Segundo Cavarsan, “o resultado é um setor mais pulverizado, com trabalhadores cada vez mais dispersos, terceirizados e distantes da proteção garantida historicamente pelos sindicatos e pelos acordos coletivos.” *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical quer impedir bancos de violar direito à privacidade do trabalhador

Com o tema “Gestão ética da tecnologia na relação de trabalho”, o Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários se reuniu com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta segunda-feira (1º/12). O encontro foi agendado para discutir os riscos do uso abusivo de tecnologias como ferramentas de controle, por parte das empresas sobre os funcionários, violando o direito à privacidade e ao bem-estar dos trabalhadores. O movimento sindical apresentou propostas que poderão fundamentar cláusulas futuras, na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Confira: “Não tem cabimento aceitarmos que a trabalhadora e o trabalhador sejam submetidos a vigilância intrusiva, que invada sua privacidade, indo além das dimensões do trabalho, retirando-lhes a autonomia”, afirmou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e também presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). *Fonte: Contraf-CUT

Entidades encaminham proposta sobre custeio da Cassi ao BB

Uma proposta relacionada ao custeio da Cassi, Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil, foi entregue ao BB por entidades representativas do funcionalismo. Não houve resposta dos negociadores do banco, que alegaram dificuldades devido aos resultados apresentados e à conjuntura atual. A proposta encaminhada foi de adiantamento de 10 anos do 13º salário, medida que reforçaria o caixa da instituição, para garantir sua segurança financeira e para que ela honre seus compromissos com os prestadores. Também foi solicitado que o banco antecipasse o valor das despesas administrativas referentes a 12 meses, a fim de fortalecer o capital regulatório. Os negociadores se comprometeram a encaminhar as solicitações às instâncias decisórias, retornando com a maior brevidade possível com uma resposta. *Fonte: Contraf-CUT/Seeb Rio

Termo “banco” não poderá mais ser utilizado por fintechs

Publicada na última sexta-feira (28), a Resolução Conjunta nº 17/2025 veda instituições financeiras de usarem termos que sugiram atividade ou modalidade, em português ou em língua estrangeira, “para a qual não tenham autorização de funcionamento específica”. A medida, tomada pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), significa que instituições de pagamento, como as fintechs (empresas de tecnologia que atuam nos serviços financeiros) e cooperativas de crédito, não poderão mais utilizar a nomenclatura “banco”. Conforme publicação do BC e do CMN, as instituições autorizadas que estiverem em desacordo com as regras “deverão elaborar plano de adequação”, no prazo de 120 dias, “contemplando, no mínimo, os procedimentos que serão adotados e o prazo para a adequação das instituições às novas regras, que deverá ser de, no máximo, um ano”. Para Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a nova resolução é um passo importante para o Sistema Financeiro Nacional (SFN), exposto a mais riscos, nos últimos anos, por conta da proliferação de fintechs atuando com serviços que antes eram exclusivos de bancos tradicionais. “Enquanto os bancos tradicionais são obrigados a cumprir regras mais rígidas e específicas, em relação à segurança financeira, manutenção de reservas mínimas, recolhimento de impostos e de direitos trabalhistas mais avançados (fruto de conquista dos trabalhadores em mesa de negociação com as empresas), as instituições financeiras não bancárias respondem a uma regulação muito menos rígida, e isso abre brechas que colocam em risco o sistema financeiro nacional e avanços sociais”, observa a dirigente sindical. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Agência Brasil

Coletivo Nacional de Saúde traça metas para enfrentar adoecimento dos trabalhadores

Na última quinta-feira (27), o Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) fez uma reunião de planejamento. O compromisso do Coletivo é fortalecer a defesa da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras do sistema financeiro, em um cenário marcado por profundas transformações no setor bancário. “Em um contexto em que a intensificação do trabalho, a pressão por metas, a vigilância digital e o avanço das tecnologias ampliam o adoecimento físico e mental, reafirmamos nossa missão: colocar a vida, a dignidade e os direitos dos bancários no centro da ação sindical. Estamos aqui para enfrentar as causas do sofrimento e também para garantir acolhimento e proteção a quem já foi atingido pelo adoecimento”, afirmou o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles. Segundo o Coletivo, os bancos não têm uma política efetiva de prevenção. Seus serviços médicos permanecem subordinados à lógica da produtividade e não à promoção da saúde. Bancários adoecidos enfrentam dificuldades para acessar tratamento; quando retornam ao trabalho, sofrem discriminação e estigmatização. Com isso, o movimento sindical tem os desafios de enfrentar as causas estruturais do adoecimento; e garantir proteção, acolhimento e reparação aos trabalhadores atingidos. Em 2026 haverá renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e o Coletivo que será o momento de buscar avanços concretos nas cláusulas de saúde, consolidando conquistas e introduzindo novos mecanismos efetivos de prevenção, fiscalização e controle social. Cobrar atuação dos órgãos públicos responsáveis por promover e fiscalizar a saúde (MPT, INSS, MS, MT) é um dos objetivos estratégicos para 2026, assim como negociar mudanças estruturais na gestão de metas dos bancos. *Fonte: Contraf-CUT

Caixa: lucro cresce 50,3%, mas redução de quadro preocupa trabalhadores

No terceiro trimestre de 2025, o lucro líquido da Caixa Econômica Federal chegou a R$ 3,8 bilhões. O resultado é 15,4% maior que o registrado no mesmo período de 2024 e 2,2% acima do obtido no 2º trimestre deste ano. De janeiro a setembro, o banco registra um acumulado de R$ 13,5 bilhões, uma alta de 50,3% em comparação aos nove primeiros meses de 2024. O lucro líquido recorrente também teve desempenho positivo, chegando a R$ 12,7 bilhões no período, crescimento de 34,7% em relação ao ano anterior. Em relação à margem financeira, o crescimento foi de 14% na comparação anual do trimestre e os ativos totais chegaram a R$ 2,2 trilhões. Porém, o relatório do banco aponta contradições. Apesar dos resultados recordes, a Caixa encerrou setembro de 2025 com 84,3 mil empregados, número que, embora ligeiramente maior que o registrado em 2024, ainda representa uma queda de quase 20 mil postos de trabalho em relação a 2014, quando o banco tinha mais de 101 mil trabalhadores. Em relação aos postos de atendimento, o banco encerrou setembro com menos 49 unidades em 12 meses. Só no terceiro trimestre são 41 agências a menos. Houve redução do quadro de pessoal e do número de agências, mas houve aumento das operações, da carteira de crédito, das funções sociais que o banco executa e do número de clientes, que já passa de 156 milhões. O resultado comprova as denúncias do movimento sindical, apontando sobrecarga, adoecimento e pressão por produtividade. *Fonte: Contraf-CUT

Bancários começam a se mobilizar para a Campanha 2026

O calendário preparatório da Campanha Nacional 2026 da categoria bancária foi aprovado, nesta semana, pelo Comando Nacional dos Bancários durante reunião em São Paulo. Como em todos os anos, a campanha terá início com uma consulta nacional aos bancários e bancárias. O objetivo é definir os itens prioritários que vão compor a minuta a ser entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para negociação da nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A minuta contará com todos os direitos que valerão para a categoria em todo o país. As conferências regionais e estaduais acontecerão no início de junho. Os congressos de empregados de bancos públicos e encontros nacionais de funcionários dos bancos privados serão realizados no final do mês. Os itens constantes da minuta unificada para a renovação da CCT e as minutas para a negociação dos acordos específicos por banco serão definidos durante este processo. A Conferência Nacional dos Bancários será realizada de 19 a 21 de junho para aprovar a minuta da CCT e as estratégias de mobilização da categoria. Confira itens e datas aprovadas pelo Comando Nacional dos Bancários: Fevereiro de 2026 – Reunião do Comando Nacional para definir questões da Consulta Nacional à categoria bancária De 15/4 a 31/5/2026 – Consulta Nacional 6/6/2026 – Prazo final para a realização das conferências regionais/estaduais 17, 18 e 19/06/2026 – 41° (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) e 36° Congresso dos funcionários do BB. 19/6/2026 – Encontros nacionais dos empregados do Bradesco, Itaú, Santander e BMB 19, 20 e 21 de junho de 2026 28° Conferência Nacional dos Bancários e Bancárias Ainda não foram definidas a data, a forma e o local do Congresso dos Empregados do BNDES. *Fonte: Bancários do Rio *Imagem: Freepik

Violência no trabalho: bancos apresentam devolutivas ao Comando Nacional

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para avaliar a evolução das medidas tomadas pelos bancos em relação às cláusulas de combate a qualquer tipo de violência no ambiente laboral, conquistadas na renovação mais recente da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. As medidas determinavam aos bancos a disponibilidade de canais para denúncias e para o acolhimento humanizado, com garantia de proteção e sigilo às vítimas e aos denunciantes. Além de campanhas internas e externas de repúdio ao assédio moral, sexual e outras formas de violência no ambiente laboral. E ainda: disponibilizar aos empregados orientações sobre as atitudes que podem ser tomadas diante desses tipos de violência. “Nesse encontro, acompanhamos a evolução das ações que os bancos estão realizando para colocar em prática as cláusulas de combate a todo o tipo de violência no trabalho. E um dos pontos que levantamos foi a necessidade de saber os tipos de violências e como os bancos resolveram os problemas”, ressaltou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT. Veja as devolutivas: Canais de denúncias: a Fenaban destacou que aumentou o percentual de casos resolvidos dentro de 45 dias. Enquanto que, nas denúncias recebidas em 2024, 68,9% foram resolvidas em até 45 dias, no primeiro semestre deste ano 78,3% foram solucionados neste prazo. SIPAT: o Comando reivindicou garantia de participação de representantes do movimento sindical na Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT). Segundo a Fenaban, 100% das empresas aderiram a essa exigência. O Comando Nacional reforçou a necessidade de incluir o “assédio por algoritmos”, ou seja, a prática da utilização de sistemas de monitoramento, cobrança e pressão sobre o trabalhador por meio de ferramentas digitais, no debate sobre violência e pressão por metas e resultados. As duas partes concordaram em fazer uma reunião no dia 1º de dezembro próximo para aprofundar a questão. A reunião terá como tema “Gestão ética da tecnologia”, onde também serão discutidos os limites do uso da Inteligência Artificial (IA) no setor bancário. Também será debatida a substituição dos papéis térmicos a base de bisfenol, usados em impressoras dos bancos. *Fonte: Contraf-CUT