CEE solicita mesa de negociação urgente para tratar sobre novo modelo de autenticação de acesso implementado pela Caixa

A CEF está implementando um novo modelo de autenticação de acesso. A iniciativa visa, segundo o banco, aumentar a segurança no acesso dos empregados aos sistemas corporativos. A nova ferramenta prevê o uso de um smartphone para autenticar o procedimento e o aparelho não será disponibilizado aos empregados. Ciente do problema, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), solicitou à Caixa uma mesa de negociação urgente para tratar sobre o assunto, além de imediata suspensão da implementação do sistema. “Mais uma vez, a Caixa desrespeita os empregados. Não houve debate sobre a decisão de implementação desta nova ferramenta. Essa decisão é incoerente, não podemos prejudicar os empregados fazendo com que eles usem o próprio celular ou outros custos intrínsecos a esse acesso. Por isso pedimos uma mesa de negociação urgente”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa e secretária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt. A Caixa não informou aos empregados uma orientação completa sobre a implementação da ferramenta, e a conclusão é de que os empregados deverão utilizar os aparelhos pessoais. Os comunicados do banco não preveem reembolso ou contraprestação aos empregados pelo uso de seus recursos pessoais para o trabalho. As entidades sindicais já receberam diversos relatos, por parte dos empregados, de problemas de acesso neste primeiro dia de aplicação do MFA (Múltiplo Fator de Autenticação). A nova ferramenta Múltiplo Fator de Autenticação é a combinação de dois ou mais métodos de autenticação, onde o usuário é solicitado a confirmar a identidade no acesso a algum serviço. Na Caixa, a confirmação será em duas etapas: login e senha da rede Caixa; e a aprovação do acesso por meio de aplicativo no smartphone. Fonte: Contraf-CUT, com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense
Empregados da Caixa participem da pesquisa sobre Covid-19 no trabalho

Levantamento tem o objetivo de identificar e compreender os impactos da pandemia para a saúde dos trabalhadores do banco e sua relação com o ambiente de trabalho. Preenchimento do formulário combina com defesa da vida e da Caixa pública A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) convoca os empregados da Caixa que trabalharam ou estão trabalhando presencialmente na pandemia a responderem ao formulário da pesquisa “Projeto Covid-19 como uma doença relacionada ao trabalho”, elaborada por cientistas de instituições como a USP e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Ao responder o questionário, essencial para auxiliar na prevenção da doença e minimizar suas consequências clínicas e sociais nas unidades da Caixa, a identidade do bancário fica mantida em total sigilo. Quem for do banco público, há a opção de clicar aqui e participar da pesquisa. A iniciativa de preencher o formulário, sobretudo por quem se encontra na linha de frente, como é o caso de boa parte dos empregados da Caixa, cujo trabalho mostrou-se fundamental para o fomento às políticas públicas em tempos de pandemia, tem sido determinante para o planejamento de ações de proteção à saúde do trabalhador e contra a retirada de direitos. Essa participação visa ajudar na adoção de medidas mais efetivas voltadas aos trabalhadores do banco. Mais ações podem ser criadas a partir dos resultados obtidos pelo estudo do Comitê de Ética de Pesquisas da Unesp, cujo propósito é a elaboração do “Dossiê Covid-19 no mercado de trabalho”, com base no registro da história contada sob o ponto de vista do bancário e de trabalhadores de outras categorias profissionais. Um dos objetivos é dar visibilidade ao trabalho presencial de todos os que trabalharam ou continuam trabalhando durante a pandemia. “Essa é a chance do empregado da Caixa colaborar com a elaboração de um dossiê sobre a Covid-19 no trabalho, tendo como referência informações para serem utilizadas na defesa dos direitos dos trabalhadores”, explicou Maria Maeno, médica, pesquisadora do Trabalho e doutora em Saúde Pública pela USP, em vídeo no qual convida a classe trabalhadora a participar da pesquisa. Segundo Maeno, que faz parte do grupo de pesquisadores, a voz dos trabalhadores precisa ser ouvida por toda a sociedade. “Ninguém melhor do que eles para narrar de como trabalharam e trabalham, em quais momentos perceberam os perigos da doença e de como foram as providências tomadas pela direção do banco para que fossem protegidos”, argumentou. A médica diz que, no portal www.congressointernacionaldotrabalho.com, podem ser encontradas informações sobre a pesquisa e sobre a história de vida de trabalhadores que morreram e dos que sobreviveram, além de notícias sobre a Covid-19 no ambiente de trabalho. Em caso de dúvida ou dificuldade para preencher o formulário, basta enviar um e-mail para dossiecovid@gmail.com . Fonte: Contraf-CUT
Contraf cobra da CEF previsão da publicação do balanço e solicita antecipação da PLR

Entidade também reivindica clareza no processo de reestruturação da Vilop A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou dois ofícios a direção da Caixa Econômica Federal na noite desta segunda-feira (22). No primeiro documento, solicitou esclarecimentos sobre a previsão da publicação do balanço anual do banco público e a antecipação do pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), como forma de valorizar o trabalho feito pelos empregados durante o ano de 2020. Para a coordenadora da coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, a crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus exigiu um esforço redobrado dos bancários para atender a população num momento tão difícil. “A CEF exerceu um papel social importantíssimo junto aos mais necessitados, inclusive com abertura das agências aos sábados para o pagamento do auxílio emergencial”, afirmou. No segundo ofício, a Contraf-CUT pediu esclarecimentos sobre a reestruturação da Vice Presidência de Logística e Operações (VILOP). “As atividades de várias áreas estão sendo migradas, inclusive empregados. Recebemos denúncias que isso tem impactado no andamento das atividades executadas nas áreas anteriores, gerando descontinuação, desordem e ausências”, explicou Fabiana. “Além disso, também tem gerado muita apreensão entre os empregados, pois não existe qualquer transparência no processo de realocação”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT , com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense
Empregados da Caixa fazem tuitaço contra as metas desumanas nesta sexta (19)

A mobilização começa às 11h da manhã. Utilize as hashtags nas suas redes sociais: #MexeucomaCaixaMexeucomoBrasil #CaixaValorizeOEmpregado e #MetasDesumanasNão Empregados da Caixa Econômica Federal de todo o Brasil e entidades representativas dos empregados estarão mobilizados nesta sexta-feira (19) contra as metas desumanas impostas pelo banco que estão causando o adoecimento dos trabalhadores. Às 11h, começa o tuitaço e os bancários podem usar as hashtags #MexeucomaCaixaMexeucomoBrasil #CaixaValorizeOEmpregado e #MetasDesumanasNão nos seus perfis da rede social. O objetivo também é denunciar o desrespeito do banco contra os empregados e o déficit no quadro de trabalhadores. A ação faz parte do calendário de lutas da Campanha de Valorização da categoria, lançada em 28 de dezembro, para chamar atenção da sociedade sobre a importância do trabalho realizado pelos trabalhadores da empresa, especialmente em 2020, ano marcado pela crise sanitária da Covida-19. As metas desumanas têm acompanhado o empregado desde o início da pandemia. Apesar da direção do banco ter assumido o compromisso de diminui-las em mesa de negociação, a medida não aconteceu. “Existe uma necessidade urgente que é dar melhores condições de trabalho para todos os empregados. Os colegas já estão sobrecarregados e a situação só piora. O cansaço é de todos e por isso a Caixa precisa contratar. A ampliação do quadro, além de aliviar a sobrecarga, também significa um atendimento melhor para a população”, avaliou coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt. Na pandemia, os empregados, mais uma vez, trabalharam intensamente para cumprir o papel social da Caixa. Foram nove meses de pagamento do pagamento do auxílio emergencial para mais de 67 milhões de brasileiros, medida tomada para aliviar os efeitos da crise sanitária. Também foram os trabalhadores da Caixa que atenderam outros 50 milhões de brasileiros que buscaram o banco para receber outros benefícios emergências. “A pressão e cobrança por metas desumanas estão adoecendo os trabalhadores. Mesmo com quadro reduzido para atendimento, os bancários ainda são direcionados para outros trabalhos no objetivo de cumprir metas. A direção da Caixa é perversa. Cadê o respeito e valorização dos colegas?”, afirmou o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto. Outro problema é a redução de empregados que a Caixa tem feito nos últimos anos. O déficit atingiu mais de 19 mil postos de trabalho e o número deve aumentar, uma vez que ainda não foram divulgados os dados completos de desligamentos do último Programa de Demissão Voluntária (PDV). Participe! Use as hashtags #MexeucomaCaixaMexeucomoBrasil #CaixaValorizeOEmpregado #MetasDesumanasNão Fonte: Contraf-CUT
GT Saúde Caixa discute questões específicas sobre custeio do plano

A próxima reunião do grupo será no dia 25 de fevereiro O Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa volta a se reunir na próxima quinta-feira, 25, com a finalidade de debater aspectos específicos para o estudo de um formato de gestão e custeio sustentável e acessível para todos os empregados. Segundo abordado na reunião do Grupo, realizada dia 11 de fevereiro, a Caixa Econômica Federal apontou que pretende cumprir integralmente as diretrizes impostas pelo governo, que retiram direitos dos empregados. Uma delas é a alteração no Estatuto da Caixa, que impõe um teto de 6,5% da folha com despesas assistenciais e administrativas. A outra é a CGPAR 23 – dentre as restrições que podem inviabilizar a existência dos planos de saúde das estatais, a resolução determina um percentual máximo de 50% de contribuição da Caixa no custeio do plano, alterando o formato atual, que é de 70%/30%. Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Proscholdt, a posição do banco contrapõe a dos representantes dos empregados. “Entendemos que para o Saúde Caixa ser viável e acessível para todos os empregados, estas limitações previstas nas diretrizes do Governo Federal não podem ser aplicadas. Estas resoluções são, inclusive, questionadas na Justiça e no Congresso Nacional”, informou. Fabiana explicou que existem outras resoluções ainda em vigor que não foram aplicadas até hoje por força de acordos coletivos, tendo em vista que estas medidas retiram direitos conquistados pelos trabalhadores. “Por isso, ressaltamos que o engajamento dos empregados é determinante para mudar este cenário e para manter o Saúde Caixa, que é uma das maiores conquistas dos empregados.” Solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional Os representantes dos empregados destacaram, mais uma vez, a importância de manter as premissas de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional no formato de custeio do Saúde Caixa. A solidariedade só existe nos planos de autogestão. Esta premissa garante um plano mais justo e proporciona a qualquer empregado o custeio do plano de saúde. Para isso, cobra-se um percentual sobre o salário de todos os participantes, de forma igualitária. Assim, o percentual descontado de um salário maior vai viabilizar o custeio do plano de quem recebe menos. Isso faz com que todos os beneficiários possam usufruir de um plano de saúde muito bom para todos os usuários. É importante lembrar que o Saúde Caixa é um plano referência e possui cobertura maior do que o rol de procedimentos obrigatórios previsto pela Agência Nacional de Saúde (ANS), com cobertura ambulatorial, hospitalar com obstetrícia e odontológica. Além disso, ele tem alguns programas de benefícios como programas de prevenção (check-up), de medicamentos e outros. Não há carência nem cobrança de franquias. PDC 956/2018 Um projeto que susta os efeitos da CGPAR 23 está pronto para ser votado na Câmara dos Deputados. É o Projeto de Decreto da Câmara (PDC) 956/2018, da deputada Erika Kokay. O texto já foi aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (Ctasp) e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Para garantir que a nova Mesa Diretora da Casa coloque a proposta em votação, é imprescindível a mobilização dos empregados, das entidades associativas, do movimento sindical e dos parlamentares. Por meio do link a seguir é possível assinar uma petição para acelerar a votação do projeto. Assine! https://bit.ly/3d0Ji0F Fonte: Contraf-CUT, com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense
Contraf-CUT e Fenae fazem audiência com MPT sobre a perseguição aos empregados durante a reestruturação da Caixa

Na reunião, os representantes dos trabalhadores informaram que a gestão do banco está fazendo todo o processo sem planejamento e negociação Em audiência realizada nesta segunda-feira (08), entre integrantes da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal) e o Ministério Público do Trabalho para dirimir sobre a perseguição aos empregados da CEF em todo o Brasil, por meio da reestruturação imposta pela gestão do banco, foi acordado que o banco tem um prazo de 30 dias para apresentar informações acerca do problema apresentado pelos representantes dos trabalhadores. Durante o encontro com o procurador do trabalho, os representantes dos empregados informaram sobre as mudanças injustificadas que vêm sendo impostas pela gestão do banco, sem planejamento. A secretária da Cultura da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, explicou que as perseguições estão ocorrendo nas agências de todo o país. “Falamos sobre algumas denúncias de perseguições que recebemos dos empregados. São medidas discriminatórias que vêm sendo tomadas e dizem respeito à realocação dos trabalhadores incorporados e aposentados ou próximo de aposentar”, destacou. Fabiana ressaltou que os representantes dos empregados reconhecem a necessidade do reforço para as agências, mas é preciso dialogar com os trabalhadores e dar transparência às ações. “A Caixa precisa respeitar os empregados e informar sobre as mudanças para todos que serão afetados. Além disso, nós temos um Acordo Coletivo de Trabalho que prevê a negociação com os trabalhadores antes de mudanças como essas. E não fomos informados sobre isso”, avaliou. O vice-presidente da Fenae, Marcos Saraiva, lembrou que a Contraf-CUT e a Fenae têm cobrado um posicionamento da Caixa quanto à transferência arbitrária dos empregados. “Essa audiência foi importante para informarmos ao Ministério Público sobre as transferências arbitrárias que a Caixa tem feito. Não houve um aviso formal do banco comunicando sobre a medida, assim como, não houve tempo razoável para que os empregados pudessem entender o que estava acontecendo. E a medida gerou pânico e insegurança entre os trabalhadores. Por isso, nós estamos cobrando esse posicionamento da Caixa”, afirmou. Em defesa, a Caixa reafirmou que não estava havendo reestruturação e destacou que foi uma medida para reforçar algumas áreas em decorrência da pandemia da Covid-19. Fonte: Contraf-CUT, com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense
Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, é recebido com protesto em João Pessoa

Empregados da Caixa denunciam metas abusivas, más condições de trabalho e falta de respeito Enquanto os empregados da Caixa Econômica Federal se desdobram para dar conta das filas e de metas abusivas em plena pandemia, o presidente do banco, Pedro Guimarães, viaja pelo país posando para fotos, promovendo aglomerações e fazendo chamadas de vídeo para o presidente Jair Bolsonaro. Na última sexta-feira (22), ele cumpriu agenda em João Pessoa, na Paraíba, onde se encontrou com o prefeito Cícero Lucena e visitou agências da Caixa. A limpeza foi reforçada nas unidades e os gestores convocados para dar as boas-vindas ao presidente e sua comitiva. Enquanto isso, dois empregados lotados em unidades da Capital seguem na UTI lutando contra a Covid-19. Ano passado, um empregado infectado pelo Coronavírus morreu e dezenas foram contaminados em todo o país. Na agência Trincheiras, no centro da cidade, Pedro Guimarães abraçou clientes e posou para fotos, descumprindo as recomendações de distanciamento social. “Ele adora os holofotes e faz de conta que está tudo às mil maravilhas. Até parece que o empregado Caixa é imune a essa doença. Como justificar que após dez meses de pandemia, parte dos colegas da linha de frente não tenha guichês com vidros protetores para evitar o contato direto com o cliente? Como explicar que os protocolos foram modificados de tal maneira que inviabilizaram o fechamento de agências para higienização e isolamento das pessoas que tiveram contato com colegas infectados? A impressão que dá é a de que estamos num barco à deriva à espera de uma bússola que nunca chegará”, desabafou uma empregada. “Eles querem mostrar uma realidade que não existe. Os empregados estão fartos dessa gestão que não respeita a gente, que não se importa com as nossas vidas. Não adianta limpar as agências e mandar os gerentes colocarem terno e gravata para mascarar o que acontece de fato. Estamos exaustos, sobrecarregados e doentes”, disse outra empregada. No final do ano passado, o próprio Pedro fez questão de divulgar os números do auxílio emergencial: 535 milhões de pagamentos para 67,9 milhões de pessoas. Uma operação que somou R$ 298 bilhões e muitos transtornos para clientes e empregados. No início do isolamento, com apenas 30% dos empregados nas agências (o resto foi para home office), o governo insistiu em concentrar o pagamento do auxílio na Caixa. O resultado foi desastroso: pessoas se amontoando do lado de fora das agências porque o Caixa Tem (aplicativo criado para pagar o auxílio) não funcionava, clientes xingando os empregados, sistemas inconsistentes, funcionários contaminados pelo coronavírus. O orgulho de trabalhar na Caixa cedeu lugar à angústia, ao medo e à tristeza. “Enquanto a maioria dos profissionais estava se resguardando do coronavírus, nós trabalhávamos com a equipe reduzida e sem a segurança que precisávamos para ficar cara a cara com esse vírus. Fomos chamados de ‘heróis de crachá’, mas nosso sentimento é de que nossa vida não tem valor algum para a empresa a qual nos dedicamos. O orgulho de ajudar o povo brasileiro no momento mais difícil da história perdeu lugar para o medo e a exaustão física e emocional. Antes, eu sentia orgulho de trabalhar na Caixa, hoje só sinto tristeza”, disse uma empregada que atua na linha de frente. Além do auxílio emergencial, o banco lançou o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) e antecipou o pagamento do Pis e do FGTS. Somados a outros benefícios sociais, os pagamentos resultaram em mais de 120 milhões de pessoas atendidas em menos de nove meses. Pedro Guimarães se orgulha desses números, mas ignora as consequenciais trazidas pela demanda criada pelo governo. “Atender mais da metade da população foi um trabalho hercúleo feito pelos empregados da Caixa, que encararam a missão mesmo com todos os receios da pandemia e as péssimas condições de trabalho. Os trabalhadores estão esgotados, doentes e com jornadas estafantes. E para piorar, não têm o devido reconhecimento e valorização por parte da direção do banco, que continua assediando e cobrando metas desumanas”, disse Fabiana Uehara, coordenadora da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Desde o lançamento do auxílio emergencial, a CEE/Caixa, a Contraf-CUT e a Fenae defenderam a distribuição do pagamento entre os outros bancos, mas o governo ignorou. “No início do pagamento do auxílio emergencial defendemos que as operações fossem descentralizadas devido ao volume gigantesco do socorro à população. No entanto, não fomos atendidos. Nesta gestão, o diálogo com a direção do banco é muito difícil. O pagamento não foi descentralizado porque os bancos privados não querem os pobres dentro de suas agências, ao contrário da Caixa, que sempre esteve de portas abertas para esse público, aliás, desde que acolhia as poupanças das pessoas escravizadas para compra da liberdade”, disse Sérgio Takemoto, presidente da Fenae. Metas abusivas No início da pandemia, somente os serviços essenciais eram realizados, com foco nopagamento do auxílio emergencial e outros benefícios sociais. Mas isso durou pouco e a prioridade passou a ser o lucro. A ordem é correr atrás de negócios, bater as metas inatingíveis (que triplicaram na pandemia, segundo os empregados) e deixar as agências no “azul” (isso só é possível se a unidade atingir, no mínimo, 100% das metas). “Enquanto poucos funcionários tentam atender centenas de clientes, um número maior se reúne em salas fechadas para tentar bater metas em plena pandemia. Respeito, reconhecimento e zelo por nossa vida? Zero! Essa é a certeza que temos a cada minuto dessa pandemia, inclusive nas intermináveis horas extras que somos obrigados a fazer para dar conta de todos os clientes que esperam por horas em filas imensas”, disse uma empregada. “A palavra sozinha, no contexto em que vivemos, causa assombro. No momento em que o mundo mais precisou de união e solidariedade, a direção da Caixa lançou seus empregados numa operação de guerra, sem o mínimo de estrutura, para enfrentar algo desconhecido, com risco de morte. Levaremos anos para superar os momentos de pânico e tensão pelos quais
Promoção por mérito: delta linear será para todos os empregados Caixa elegíveis
Além do delta linear, um segundo delta será distribuído para os empregados que atingirem a avaliação Excepcional no ciclo 2020 da GDP A Comissão Paritária da Promoção por Mérito aprovou em consenso a distribuição linear de um delta (promoção por progressão na carreira) para todos os empregados Caixa que não possuem impedimentos em 2020 previstos no RH 176. A decisão, baseada na primeira proposta dos empregados, aconteceu durante a reunião da Comissão nesta segunda-feira (25). A Caixa propôs um segundo delta, que será distribuído para os empregados que atingirem a avaliação Excepcional no ciclo 2020 da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), conforme dotação orçamentária. Diferente do que acontecia anteriormente, os segundos deltas serão distribuídos de forma global entre os empregados e não por unidade. depois de um ano difícil para os empregados, atendendo a mais de 120 milhões de pessoas com o pagamento dos benefícios emergenciais, a decisão da Promoção por Mérito foi uma boa notícia para os trabalhadores. Uma forma de reconhecimento por todo trabalho desenvolvido em 2020. A proposta foi um consenso entre a direção da Caixa e os representantes dos empregados. Após quatro propostas, o banco reavaliou a argumentação feita pelos empregados. Os pagamentos dos deltas para os empregados começarão a serem distribuídos em abril de 2021. Vale ressaltar ainda que o delta não é retroativo. A avaliação de que a aprovação dos critérios foi um avanço veio do coordenador da representação dos empregados no Grupo de Trabalho (GT) de Promoção, João Paulo Pierozan. “Fizemos um debate ampliado, nós do GT e da CEE/Caixa. Os representantes dos empregados definiram com um bom avanço as propostas. Foi uma grande resistência. Acredito que quem vai reconhecer isso serão os nossos colegas empregados da Caixa e vai fazer muita diferença. De fato, foi uma grande vitória”, afirmou. Para as avaliações de 2021, os representantes dos empregados solicitaram que as discussões para definir os critérios da sistemática precisam iniciar o quanto antes, já em abril. A Caixa assumiu um compromisso em ata para que o calendário seja antecipado neste ano. Para o representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) no GT de Promoção por Mérito, Marcelo Lima, o processo foi difícil e com muitas dificuldades por parte da Caixa. “Principalmente em ceder por pontos que eram importantes para nós empregados. Acho que o principal é que conseguimos um delta para todos os empregados. É uma ação de reconhecimento dos trabalhadores, que tiveram um ano tão difícil. Mas que merecimento é um reconhecimento. Além disso, garantimos a continuidade da promoção por mérito”, afirmou. Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt, a aprovação foi uma construção de todos. “Tivemos um grande avanço na construção de uma proposta de consenso. Ambos os lados reviram posições para chegar nessa propositura. E temos alguns compromissos firmados com o banco para que o debate seja feito num calendário já a partir de abril e no qual vamos iniciar o debate da GDP”, ressaltou. Debate sobre a GDP Os representantes dos empregados reforçaram a importância do debate sobre a instalação da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), principalmente com uma pauta na mesa permanente de negociação. Os empregados reivindicam que a Caixa precisa ouvir os trabalhadores para então colocar os critérios da GDP em prática. Faltas Em outro ponto de debate, os representantes dos empregados solicitaram a manutenção de até duas faltas não justificadas. Mas a Caixa não aprovou. Sem reuniões Mesmo com a insistência dos empregados, a Caixa demorou a se reunir com os representantes para discutir as formas de avaliação. Após o calendário da Campanha Nacional dos Bancários de 2020, os empregados iniciaram os debates sobre a avaliação por mérito, mas sem retorno da Caixa. Foram sucessivos cancelamentos e adiamentos por parte da Caixa e, a intransigência em relação a GDP fez com que a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) temesse um impasse que comprometesse o pagamento da promoção aos empregados. Os empregados reforçaram aos representantes da Caixa que a promoção por mérito está prevista no Acordo Coletivo 2020/2022. “A Caixa realizará sistemática de promoção por mérito em 2021, referente ao ano base 2020, dos empregados ativos em 31.12.2020 […], conforme regras negociadas com as Entidades Representativas dos Empregados”, diz a cláusula 51 do documento. Confira como ficou: 1º delta: distribuição de 1 delta linear para todos os empregados Caixa elegíveis e que não possuem impedimentos em 2020, previstos no RH 176. Os empregados não devem apresentar as situações abaixo: Menos de 180 dias de efetivo exercício. Aplicação de penalidade de suspensão. Censura ética. Advertência, tendo recebido outra nos últimos 5 anos. Contrato de trabalho suspenso. Contrato de trabalho extinto. Faltas não justificadas 2º delta: distribuído para os empregados Caixa, que estiverem enquadrados no resultado Excepcional, até o limite orçamentário. Em caso de empate, utiliza-se os critérios de desempate: Maior nota no eixo Resultado Maior nota no eixo Estilo Maior nota no bloco Competências Maior nota no bloco Capacitações Maior tempo de Caixa Maior Idade Fonte: Contraf-CUT
Projeto de lei que retira da Caixa exclusividade de gestão do FGTS é reprovado por 97%

PL 2.995/2020, que altera legislação do Fundo de Garantia para permitir que outras instituições financeiras atuem como agentes operadores do FGTS, já tem mais de 2,3 mil opiniões contrárias em enquete da Câmara dos Deputados Um projeto de lei que prevê o fim da exclusividade da Caixa Econômica Federal na administração dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ainda nem começou a tramitar no Congresso Nacional e já tem 97% de reprovação popular. De acordo com enquete da Câmara dos Deputados sobre o Projeto de Lei 2.995/2020, cerca de 2,3 mil pessoas discordam totalmente do PL, que altera a legislação do FGTS (Lei 9.036/1990) para permitir que outras instituições financeiras atuem como agentes operadores do Fundo. “Este projeto representa mais um risco para o FGTS, que é um patrimônio dos brasileiros, uma reserva financeira dos próprios trabalhadores administrada pelo banco 100% público do país”, alerta o vice-presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Marcos Saraiva. “Tirar da Caixa a exclusividade de gestão do FGTS é entregar este dinheiro do trabalhador nas mãos de instituições que visam ao lucro delas e aos interesses do mercado”, acrescenta Saraiva, ao lembrar que, em 1985, o Banco do Comércio e Indústria de São Paulo S.A (Comind) sofreu intervenção do governo e milhares de contas do FGTS desapareceram. “O PL 2.995 traz de volta o risco da falta de controle e transparência na administração dos recursos do Fundo de Garantia”, emenda. De acordo com a enquete da Câmara, de um total de 2.376 participantes da pesquisa de opinião (até a tarde desta quarta-feira), apenas 2% concordam totalmente com o projeto de lei. Outro 1% discorda da maior parte da proposição. “A Caixa administra muito bem os recursos do FGTS. O trabalhador não precisa ficar inseguro e nem andar de banco em banco para saber do seu saldo. Quando a gestão era dos outros bancos, nunca tínhamos certeza do nosso verdadeiro saldo”, comenta um participante da enquete. “A Caixa tem uma atuação social inegável. Vai tirar um dinheiro de um banco social para entregar para bancos que só visam o lucro”, escreve outro. Apresentado pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL/SP), o projeto tramitará por três comissões da Câmara: de Trabalho, Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição, Justiça e Cidadania. Se aprovado pelos colegiados, seguirá à apreciação do Senado. Conforme observa o vice-presidente da Fenae, o governo Bolsonaro já havia sinalizado, em 2019, a intenção de retirar tal exclusividade da Caixa. “Há interesse de outros bancos em administrar os recursos do FGTS porque o agente operador recebe uma remuneração referente à taxa de administração, que é de 1% ao ano sobre o ativo total”, explica Marcos Saraiva. Em 2019, a referida taxa foi equivalente a cerca de R$ 5 bilhões. A tarifa compreende o pagamento dos serviços de gestão das contas vinculadas, da carteira de operações de crédito e dos recursos disponíveis do Fundo bem como a remuneração pela movimentação de saques e depósitos nas contas vinculadas. “Um volume enorme de recursos como estes, sob a gestão de diferentes bancos, deixa vulnerável um dinheiro que é do trabalhador brasileiro e que há 31 anos é cuidado pela Caixa Econômica Federal”, reforça o presidente da Fenae. Esvaziamento do FGTS Marcos Saraiva também chama a atenção para outro risco pelo qual passa o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Conforme alertas que vêm sendo feitos pela Fenae, o FGTS pode perder a sustentabilidade por conta dos sucessivos saques de recursos do Fundo. Na última semana, a federação reforçou que o lucro líquido do FGTS deve cair pela metade. Em novembro de 2020, o resultado foi de R$ 6,894 bilhões. No mesmo mês de 2019, R$ 11,703 bilhões. Os dados indicam que a tendência é que a consolidação do lucro do Fundo relativos ao último mês de dezembro siga esta trajetória de queda. Os resultados negativos são consequência, principalmente, das retiradas de recursos pelo FGTS Emergencial de R$ 1.045; do Saque-Aniversário (no mês de nascimento do trabalhador); do aumento do desemprego, o que diminui drasticamente os depósitos no Fundo; das suspensões do pagamento de financiamentos imobiliários e do fim de multa adicional aplicada ao empregador em caso de demissão sem justa causa. Ano a ano, o lucro líquido do FGTS vem despencando. O balancete de novembro de 2015 — portanto, antes das novas modalidades de saques do Fundo, iniciadas no governo Temer — mostra um resultado de R$ 14,8 bilhões naquele ano. Em 2019, os depósitos foram de R$ 128,7 bi ante R$ 162,9 bilhões em saques – uma diferença negativa de R$ 34,2 bi. No acumulado de janeiro a outubro de 2020, os saques de recursos do Fundo superaram a arrecadação em R$ 7,076 bilhões. “Utilizar indiscriminadamente os recursos do Fundo de Garantia com o argumento de aquecer a economia é colocar em alto risco uma reserva que é dos trabalhadores, além de comprometer investimentos em programas sociais, como o de habitação popular, saneamento e saúde”, ressalta o vice-presidente da Fenae. Fonte: Contraf-CUT
GT Saúde Caixa se reúne pela primeira vez nesta quinta (14)

Conquista da Campanha Nacional 2020, o GT Saúde Caixa debaterá a sustentabilidade do plano de assistência à saúde dos empregados O Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa se reúne pela primeira vez na tarde desta quinta-feira (14), por videoconferência. A instalação do grupo já estava sendo cobrada desde a assinatura do Acordo Coletivo dada a importância que o Saúde Caixa tem para todos os empregados. “O grupo de trabalho é um espaço de suma importância, considerando que foi algo extremamente debatido durante a Campanha Nacional e o GT tem como responsabilidade pensar alternativas para que o plano de assistência à saúde dos empregados seja viável e sustentável para todos a partir de 2022. E para que possamos construir propostas temos que ter acesso a todas as informações do nosso plano.”, ressaltou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE/Caixa e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) Uma das principais missões do GT é criar uma proposta de formato de custeio e de gestão, que passará pelo crivo da mesa permanente de negociação, antes de entrar em vigor a partir de 2 de janeiro de 2022. Fonte: Contraf-CUT