Brasil precisa de juros mais baixos para retomar economia

Apresentação elaborada pela Rede Bancários do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra os impactos da elevação dos juros na economia do Brasil. Segundo o documento, em função desse quadro de juros altos, os gastos anuais do governo com a dívida pública saltaram da casa dos R$ 300 bilhões no primeiro semestre de 2021 para praticamente o dobro nos últimos meses. O estudo também aponta as consequências no ritmo de atividade econômica em 2023, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para apenas 0,9%, um terço em relação a 2022; e nos juros bancários, hoje ao redor de assustadores 30%. Enquanto isso, na comparação entre um período de nove meses de 2021 e de 2022, a receita dos cinco maiores bancos pulou de R$ 280 bilhões para R$ 385,7 bilhões (38%), apenas com operações de crédito, e de R$ 80,1 bilhões para R$ 168,8 bilhões (111%), com títulos e valores mobiliários (TVM). A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, fala sobre os impactos negativos. “Todo esse processo faz com que as riquezas se concentrem ainda mais e a miséria aumente no país”, resume Juvandia, que também é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. “O Brasil precisa de investimento em atividades que geram emprego e renda, como o micro e pequeno negócio e a agricultura familiar. A economia precisa voltar a funcionar, e essa necessidade é urgente, pois os juros como estão têm um efeito nocivo prolongado, e as taxas elevadas de hoje podem atrapalhar as atividades produtivas pelos próximos anos”, explica a presidente da Contraf-CUT. Definida pelo Banco Central em 13,75%, a Selic é a mais alta taxa básica de juros do mundo. Com isso, os investimentos em títulos e fundos se tornam mais rentáveis que a produção. O resultado é que a economia para, trabalhadores são demitidos e os salários caem. Segundo Juvandia, “nesse cenário, o investimento no mercado financeiro rende 8%, já descontada a inflação, e isso só favorece rentistas, que vivem da especulação sem produzir nada”. Para Gustavo Carvazan, economista do Dieese, “com essa opção de ganho, quem tem recursos prefere investir no mercado financeiro e ficar com os juros, e não se dedicar a um empreendimento”. Além disso, surgem outras travas para a produção, como explicou Gustavo: “O crédito bancário fica mais caro e desestimula consumo e atividade produtiva, o real se valoriza e derruba as exportações, o governo gasta mais com os juros da dívida e os investimentos públicos diminuem. Todos esses fatores enfraquecem a economia, então o desemprego cresce e a renda dos trabalhadores cai”. *Com informações da Contraf-CUT
Plenária debate reivindicações de PCDs da Caixa

Com a presença de 272 pessoas, foi realizada uma plenária sobre os principais aspectos funcionais e de carreira dos trabalhadores com deficiência, na última quinta-feira (9). O evento reuniu representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e empregados da Caixa Econômica Federal. A coordenadora da Comissão de Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt explicou que “após inúmeras ações da Contraf-CUT e da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) e de uma Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público, a Caixa contratou pessoas com deficiência (PCDs) para que o banco, pelo menos, cumpra a cota mínima de PCDs no seu quadro de empregados.” Segundo Fabiana, a plenária foi realizada para apresentar aos colegas PCDs as reivindicações específicas que já foram apresentadas à Caixa e para aprimorar a pauta para que todos estejam contemplados. O secretário de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elias Jordão falou sobre a importância do debate: “As mudanças e melhorias que queremos somente acontecem se levantarmos as demandas para apresentá-las ao banco para negociação. Por isso, foi muito importante este debate”. Reivindicações As demandas específicas das PCDs já apresentadas ao banco estão no artigo 36 da minuta de reivindicações aprovada no 38º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef) e, após a apresentação das mesmas, foi aberta a palavra aos participantes para que apresentassem novas demandas que serão levadas ao banco na próxima reunião do Grupo de Trabalho de Condições de Trabalho. Fabiana Uehara Proscholdt explicou que que as reuniões de negociações com o banco serão retomadas. “Um dos assuntos que queremos levar no primeiro debate são as demandas das PCDs”, informou a coordenadora da CEE. Ela acrescentou que vai solicitar novamente à Caixa o quantitativo de PCDs no quadro de trabalho da instituição, seu respectivo percentual no total de empregados e quais funções ocupam. “O banco não só tem que cumprir a cota e promover a inclusão, mas também garantir as condições de trabalho e desenvolvimento profissional às PCDs”, ressaltou. A próxima reunião do GT de Condições de Trabalho ainda não tem data definida. Assim que for agendada, a Contraf-CUT informará à categoria. Veja, a seguir, a minuta da pauta de reivindicações dos empregados da Caixa. Campanha Nacional dos Bancários 2022 MINUTA DA PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL 2022/2022 ARTIGO 36 – PESSOAS COM DEFICIÊNCIA – PCDs A Caixa se compromete a combater qualquer tipo de discriminação dos empregados PCDs, bem como garantir acessibilidade em todos os sistemas e aplicativos da Caixa, inclusive UCC, JAWS, aplicação de legendas nos vídeos institucionais, dentre outros. Parágrafo primeiro – A Caixa formará equipe multidisciplinar para acompanhamento e resolução de problemas das PCDs nas unidades de trabalho, com autonomia para definir mudanças de unidade/setor, a garantir que as PCDs possam exercer o trabalho de acordo com suas características individuais, adequação do mobiliário, espaço, equipamentos, adaptação para braile, lixeiras basculantes, dentre outras medidas para garantir e viabilizar acessibilidade; Parágrafo segundo – A Caixa se compromete a negociar junto a mesa de negociação permanente melhores condições de trabalho e saúde para os empregados PCDs, bem como desenvolver políticas de inclusão e ascensão dos empregados PCDs. Parágrafo terceiro – A Caixa apresentará relatório com quantidade e percentual de empregados(as) PCDs com contratos ativos, afastados, licenciados, aprovados em processos seletivos internos, comissionados em funções gratificadas na Caixa, bem como sobre os trabalhos desenvolvidos pela equipe multidisciplinar, prevista no parágrafo primeiro, perante a mesa de negociação permanente. Parágrafo quarto – A Caixa fornecerá transporte próprio adaptado, garantindo acesso adequado ao(a) empregado(a) com deficiência (PCD), inclusive no trajeto casa – trabalho (e vice e versa). Parágrafo quinto – A Caixa garantirá adicional, em caráter de auxílio indenizatório, para os empregados(as) com deficiência – PCDs, na mesma data de pagamento de remuneração mensal, para viabilizar a acessibilidade e qualidade de vida do(a) empregado(a). Parágrafo sexto – Nas hipóteses em que não foi possível fornecimento de transporte próprio, previsto no parágrafo terceiro, a Caixa reembolsará integralmente os gastos referentes ao transporte dos(as) empregados(as) com deficiência, além de efetuar o pagamento do adicional. Parágrafo sétimo – O(a) empregado(a) com deficiência terá prioridade na escolha do local de trabalho. Parágrafo oitavo – a Caixa assegurará teletrabalho para os(as) empregados(as) portadores com deficiência. Parágrafo nono – Aos(as) empregados(as) pais, mães e responsáveis legais de PCDs, a Caixa reembolsará integralmente as terapias multidisciplinares especializadas, bem como custeará os medicamentos, tratamentos em clínicas multidisciplinares, múltiplos profissionais e insumos para tratamento e qualidade vida das PCDs. *Com informações da Contraf-CUT
Começa o pagamento do PIS/Pasep

O abono do PIS/Pasep ano-base 2021 começa a ser pago nesta quarta-feira (15) para trabalhadores da iniciativa privada, que fazem aniversário em janeiro e fevereiro, e para trabalhadores do setor público. A liberação continuará sendo feita até 17 de julho, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. O abono de até um salário mínimo é pago aos trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos. Quem trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2021, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos, pode receber agora. Para os inscritos no Pasep, como servidores públicos, militares e empregados de estatais, o pagamento será feito no mesmo período, pelo Banco do Brasil. Tanto no PIS como Pasep, o dinheiro estará disponível até 28 de dezembro. Após esse prazo, os recursos voltam para o caixa do governo. Confira as datas para os trabalhadores da iniciativa privada que recebem pela Caixa Econômica Federal: Mês de nascimento Data do pagamentoJaneiro e fevereiro 15 de fevereiroMarço e abril 15 de marçoMaio e junho 17 de abrilJulho e agosto 15 de maioSetembro e outubro 15 de junhoNovembro e dezembro 17 de julho Trabalhadores do setor público, que recebem pelo Banco do Brasil: Final da inscrição Data do pagamento0 15 de fevereiro1 15 de março2 e 3 17 de abril4 e 5 15 de maio6 e 7 15 de junho8 e 9 17 de julho O valor do abono varia conforme a quantidade de dias trabalhados durante o ano-base 2021. Cerca de 22 milhões de pessoas devem receber o benefício, com valor total de mais de R$ 20 bilhões. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Segundo informações da Caixa Econômica Federal, o crédito será depositado automaticamente para quem tem conta no banco. Os demais beneficiários devem receber os valores por meio da Poupança Social Digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não tenha conta digital, o saque poderá ser feito com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, sempre de acordo com o calendário de pagamento. Abonos esquecidos Cerca de 400 mil trabalhadores que esqueceram de retirar o abono do PIS/Pasep referente a 2020 podem pedir o dinheiro ao Ministério do Trabalho a partir de hoje. Os valores ficaram disponíveis até 29 de dezembro do ano passado, mas quem perdeu o prazo tem até cinco anos para retirá-los, desde que entre com recurso administrativo. A abertura do recurso administrativo ao Ministério do Trabalho pode ocorrer de três formas: presencialmente, por telefone ou pela internet. O pedido presencial pode ser feito em qualquer unidade do ministério, o que inclui superintendências regionais de Trabalho e Emprego, gerências regionais do Trabalho e Emprego, agências regionais, agências do Sistema Nacional do Emprego (Sine) e unidades móveis do trabalhador. Os pedidos por telefone devem ser feitos por meio da Central Alô Trabalhador, no número 158. As ligações são recebidas das 7h às 19h, sendo gratuitas para telefones fixos e cobradas para celulares. Pela internet, o trabalhador faz o pedido no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou por e-mail. A mensagem deve ser enviada para trabalho.uf@economia.gov, trocando “uf” pela sigla da unidade da Federação onde o trabalhador mora. *Com informações da Agência Brasil
Bancários se unem contra política do presidente do BC

Bancários de todo o país participaram, nesta terça-feira (14), de protesto contra os juros altos definidos pelo Banco Central (BC). No Rio, o ato foi realizado em frente ao Banco Central, com a presença de representantes do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, além de centrais sindicais, movimento sindical e movimentos sociais. Entre as 11 horas e o meio-dia de Brasília, também ocorreu um tuitaço, com a hashtag #JurosBaixosJá. Os atos, que também pedem a saída do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, são organizados pela CUT, outras centrais, o Comando Nacional dos Bancários, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e outras entidades. Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, e Sérgio Nobre, presidente nacional da CUT, participaram do ato em Brasília, que também teve a presença de vários políticos, como a deputada Erika Kokay (PT-DF), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG). “Não existe no mundo taxa tão alta como a do Brasil, juros tão elevados são uma sabotagem à economia brasileira, uma postura criminosa que acaba com emprego e renda e empobrece o trabalhador brasileiro. Por isso dizemos ‘Fora Campos Neto!’”, afirmou Juvandia. A ligação política de Campos Neto com o governo anterior também foi lembrada pela dirigente. “O atual presidente do Banco Central foi votar com a camiseta de Bolsonaro, estava em grupos de WhatsApp dos seus ministros e continua fazendo a política econômica de Paulo Guedes, que só favorece os rentistas que vivem de especulação e está bloqueando o crescimento econômico. Deveria pedir demissão”, ressaltou. “Atos como este são necessários para mostrar para a população brasileira que o presidente do BC, com sua política de juros altos, boicota o desenvolvimento do país, boicota a geração de empregos e faz os combustíveis e os alimentos aumentarem de preços”, afirmou o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, que participou das manifestações em São Paulo. Já a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, também presente no ato de São Paulo, observou que “não é de hoje que pedimos a redução dos juros. Não é por causa desse novo governo. Realizamos manifestações contra a alta dos juros aqui em São Paulo e em todas as cidades onde existem sedes do BC, além de outras grandes cidades do país, porque queremos o desenvolvimento do país, mas com os juros altos é mais lucrativo para os empresários especular no mercado financeiro do que investir no setor produtivo”. Segundo Ivone, “isso prejudica a vida de todo mundo, pois não há geração de emprego, o financiamento da casa própria fica mais caro e as pessoas não conseguem alavancar os seus negócios”. O bancário Edson Carneiro, conhecido como Índio, secretário geral da Intersindical, disse que “a população pode perguntar se o juro alto afeta sua vida, e temos que explicar que com uma taxa alta o custo do crédito para a produção vai lá para cima, e as grandes empresas, ao invés de aumentar a produção, investem o dinheiro no mercado financeiro. Baixar os juros é condição para a economia brasileira crescer, para que o micro, o pequeno e o médio empresário possam tomar empréstimo e aumentar sua produção. Precisamos é de dinheiro na produção. A taxa de juros no ponto de 13,75% é um crime contra a economia brasileira”. Lideranças bancárias Os protestos contaram com várias lideranças sindicais dos bancários. Para o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, que também esteve no ato em São Paulo, “o protesto da categoria em frente ao BC é contra a política fascista que mantém a economia estagnada e prejudica o desenvolvimento da política de Estado e de bem-estar social”. Já o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale, disse que “o que se pede é a redução dos juros e a discussão da autonomia do BC. Temos que fazer esse difícil debate para que todos entendam como os juros afetam nosso dia a dia, seja na fatura do cartão ou no limite do cheque especial”. Para ele, a questão afeta toda a estrutura produtiva do país. “Não é possível ter um governo eleito com uma política desenvolvimentista e uma política econômica que segue o caminho contrário”, concluiu Walcir que participou do ato em São Paulo. De norte a sul As manifestações se concentraram em frente aos prédios do BC em Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Nas cidades onde a instituição não possui sede, os atos ocorreram em locais de grande circulação. *Com informações da Contraf-CUT
Agências bancárias fecham na sexta e reabrem na Quarta-feira de Cinzas

O expediente bancário será normal até a próxima sexta-feira (17). Por conta do Carnaval, na segunda-feira (20) e na terça-feira (21) as agências vão permanecer fechadas, sem atendimento ao público. A reabertura será na Quarta-feira de Cinzas, às 12h, com encerramento previsto no horário normal de fechamento das agências. A informação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Nas localidades em que as agências fecham normalmente antes das 15h, o início do expediente bancário será antecipado, de modo a garantir o mínimo de 3 horas de atendimento presencial ao público, segundo a Febraban. A entidade orienta os clientes a utilizarem preferencialmente os canais digitais, como sites e aplicativo dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas durante o período de fechamento das agências. Os clientes que tiverem pagamentos vencidos nos dias em que as agências estarão fechadas poderão quitar as dívidas na quarta-feira (22), sem cobrança de multa.
Bancários fazem protesto contra juros altos e atrelamento do BC ao mercado financeiro

Bancários e bancárias de todo o Brasil protestam contra os juros altos impostos pelo Banco Central (BC), nesta terça-feira (14). A Selic, a taxa básica, está em 13,75%, a mais alta do mundo, e o BC sinaliza que a manterá nesses patamares elevados pelo menos até dezembro. Os atos são organizados pelo Comando Nacional dos Bancários, Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e diversas outras entidades. Às 11 horas de Brasília, também será feito um tuitaço, com a hashtag #JurosBaixosJá.As ações devem ser realizadas em várias cidades do país em frente às sedes do BC, onde elas existem, ou nas principais ruas das cidades de cada base sindical, onde elas não existem. A Contraf-CUT está preparando um banco de tuítes e imagens de apoio, que serão disponibilizados assim que estiverem prontos. “Não podemos continuar com um Banco Central que serve aos interesses dos rentistas do mercado financeiro, dos ricos que usam seus recursos para comprar títulos e viver de especulação”, afirmou a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. A presidente da Contraf-CUT ressaltou que a maioria das grandes economias não adota a política de juros altos. “Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa básica de juros costuma não superar 2% ao ano. No bloco europeu, o Banco Central da região dificilmente, também, aumenta a taxa básica para muito além desse patamar”, destacou Juvandia. Confira a programação dos atos em frente às sedes do BC em várias cidades do país. Brasília/DF Setor Bancário Sul (SBS), Quadra 3, Bloco B, Edifício Sede do BC, às 12h30. Belém/PA Boulevard Castilhos França, 708 – Campina, às 9 horas. Belo Horizonte/MG Av. Álvares Cabral, 1605 – Santo Agostinho, às 10 horas. Curitiba/PR Av. Cândido de Abreu, 344 – Centro Cívico, às 11 horas. Fortaleza/CE Av. Heráclito Graça, 273 – Centro, às 9 horas. Porto Alegre/R Rua 7 de Setembro, 586 – Centro, às 12 horas. Recife/PE Rua da Aurora, 1259 – Santo Amaro, às 9 horas. Salvador/BA 1ª avenida, 160 – Centro Administrativo da Bahia (CAB), às 9 horas. São Paulo/SP Av. Paulista, 1804 – Bela Vista, às 11 horas. Rio de Janeiro/RJ Av. Presidente Vargas, 730 – Centro, às 11 horas. Em cidades sem prédio do BC, os atos serão organizados em locais públicos de grande circulação. Consulte o sindicato local.
Caixa começa a pagar Bolsa Família de fevereiro

Os beneficiários do Bolsa Família já podem receber a parcela de fevereiro. O pagamento começou a ser feito nesta segunda-feira (13) pela Caixa Econômica Federal, com valor médio de a R$ 614,21 por família. Os primeiros a receber são os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. O pagamento será interrompido durante o Carnaval, voltando a ser realizado na Quarta-feira de Cinzas (22). O adicional de R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos ainda não começou. Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o valor extra só começará a ser pago em março, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), para eliminar fraudes. Ainda este mês, a pasta deve apresentar A proposta de um novo Bolsa Família, com foco na integração com o Sistema Único de Assistência Social e na atualização do CadÚnico deve ser apresentada pela pasta ainda em fevereiro. De acordo com o governo, os beneficiários do Bolsa Família não precisam trocar ou atualizar os cartões para receber o valor deste mês. Valem os cartões do Auxílio Brasil, nome adotado pelo governo anterior, tanto para saques quanto para movimentações. Quem quiser consultar a situação do benefício, basta acessar a conta pelo aplicativo Auxílio Brasil, pelo aplicativo Caixa Tem ou ligar para o Atendimento Caixa por meio do telefone 111. Em caso de dúvidas, o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério do Desenvolvimento Social pelo telefone 121. Confira a tabela com as datas do pagamento Final NIS Data de pagamento 1 13 2 14 3 15 4 16 5 17 6 22 7 23 8 24 9 27 0 28 Auxílio Gás Neste mês, também haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o próximo pagamento será realizado em abril. Só recebe o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico ou famílias com pelo menos um membro que more na mesma casa e receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência de receber o benefício, assim como mulheres vítimas de violência doméstica. O valor do Auxílio Gás equivalente a 100% do custo médio do botijão de 13 quilos. *Com informações da Agência Brasil e CUT Nacional
Relatório do Caged mostra crescimento de empregos no setor bancário

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam um saldo positivo no que se refere ao emprego bancário em 2022. Segundo o documento, o crescimento foi de 2,8 mil postos de trabalho. O saldo favorável pode ser atribuído às contratações realizadas pela Caixa Econômica Federal, com atuação decisiva do movimento sindical, já que a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) atuaram para a convocação de aprovados em concurso realizado pela Caixa Econômica Federal em 2014. As ações resultaram desde 2021 em ganhos na Justiça determinando as convocações pela Caixa. A abertura, na Caixa, de 1.022 vagas equivale a 35,1% do saldo positivo do setor bancário. Os bancos múltiplos com carteira comercial, segmento onde estão alocados os principais bancos privados do país, foram responsáveis pela abertura de 1.396 vagas o que representa 49,3% do total. Tecnologia da Informação Segundo o estudo, a ampliação no volume de investimentos em tecnologia bancária, nos principais bancos nos últimos anos indica a importância de contratação de força de trabalho em ocupações diretamente ligadas às áreas de tecnologia da informação. Em 2022, houve a ampliação de 1.424 empregos nestas ocupações. Entretanto, os dados apontam queda expressiva em relação ao ano anterior, quando a ampliação foi de 3,7 mil vagas. Quanto às ocupações comumente associadas às agências bancárias, como escriturário e caixa de banco, os dados mostram que foram geradas 6.110 vagas no decorrer de todo o ano. No entanto, não há como informar se as vagas foram geradas por bancos públicos ou privados. Os saldos negativos vão para posição de gerentes, além de cargos administrativos gerais. A distribuição de gênero da movimentação do emprego teve saldo positivo atribuído exclusivamente ao sexo masculino com abertura de 3.933 vagas, enquanto houve eliminação de 1.106 postos de trabalho entre as mulheres. As admissões de mulheres foram 19,1% menores que a dos homens e os desligamentos, 5,4% superiores. Remuneração Ainda segundo o relatório, o ano de 2022 foi marcado pelo intenso debate sobre assédio moral e assédio sexual, inclusive, ambas temáticas pactuadas na negociação coletiva. O resultado da movimentação do emprego não reflete o compromisso patronal em ambientes de trabalho mais homogêneos e igualitários. O estudo mostra que o salário mensal médio de um bancário admitido em dezembro de 2022 foi de R$ 4.860,04 enquanto o do desligado foi de R$ R$ 6.851,49, ou seja, o salário médio do admitido correspondeu a 70,9% do desligado. Além destas diferenças entre os valores de admitidos e desligados, o valor do salário médio de admissão em dezembro foi 15,2% inferior ao salário de admissão médio de janeiro, valores deflacionados segundo INPC-IBGE.
Votação para nova diretoria e conselho fiscal da Fenae começa nesta quarta-feira (8)

Começa nesta quarta-feira (8) a eleição para diretoria e Conselho Fiscal da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). Pode votar todo funcionário, da ativa ou aposentado, filiado até o dia 31 de agosto de 2022 a uma das 27 entidades associadas e que esteja no gozo dos direitos sociais, de acordo com o estatuto de cada associação. A votação acontece de forma física, com votos de papel em urnas tradicionais, das 9h do dia 8/2 (quarta-feira) até às 18h do dia 9/2 (quinta-feira). A coleta de votos será feita pelas associações estaduais do pessoal da Caixa (Apcef), com urnas fixas nas sedes das entidades e/ou itinerantes, nas agências e departamentos da Caixa, dependendo da estrutura de cada associação. A diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e empregada da Caixa, Eliana Brasil, orienta os trabalhadores sobre a votação: “Como sempre, indicamos que os empregados aptos votem assim que tiverem oportunidade para não haver qualquer risco de deixarem de exercer o direito de voto”. Apenas a Chapa 1 – Movimento em Defesa da Caixa foi inscrita para a disputa, mas existe um quórum mínimo para a eleição. Um hotsite específico foi criado com todas as informações sobre a eleição da Fenae. Conheça a Chapa 1 – Movimento em Defesa da Caixa: Diretoria Executiva Presidente – Sergio Hiroshi TakemotoVice-presidente – Clotário CardosoAdministração e Finanças – Marcos Aurélio Saraiva HolandaEsportes – Rafael de Castro Leite PereiraSociocultural – Emanoel Souza de JesusComunicação e Imprensa – Moacir Carneiro da CostaAposentados e Pensionistas – Rita de Cássia Santos LimaFormação – Nilson Alexandre de Moura JúniorRelações de Trabalho – Fabiana Cristina Meneguele MatheusSaúde e Previdência – Leonardo dos Santos QuadrosPolíticas Sociais – Rachel WeberImpacto Social – Giselle Maria Araújo Lima de MenezesJurídica – Marcos Leite de Matos TodtRegião Norte – Paulo Roberto da CostaRegião Nordeste – Paulo Roberto Massetti MorettiRegião Centro-Oeste – Vera Lúcia Barbosa LeãoRegião Sudeste – Paulo Roberto DamascenoRegião Sul – José Megume TanakaExecutivo – Antonio Luiz Fermino Conselho Fiscal1º Conselheiro – Jadir Fragas Garcia2º Conselheiro – Maria Adelaide dos Santos3º Conselheiro – Tulio Roberto Nogueira Menezes1º Suplente do Conselho – Lourdes Barboza da Silva2º Suplente do Conselho – Francisca de Assis Araújo Silva3º Suplente do Conselho – Marco Antonio Zanardi “São companheiras e companheiros comprometidos com a luta em defesa dos associados e as propostas foram construídas tendo em conta as reivindicações das empregadas e empregados”, afirmou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. *Com informações da Contraf-CUT
Beneficiários de programas sociais vão ganhar cartões de débito

Beneficiários de programas sociais do governo federal, como Bolsa Família e seguro-defeso para pescadores, terão cartões com a função débito. Os cartões usados, atualmente, são apenas para saque. O anúncio foi feito nesta terça-feira (7), pela presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Rita Serrano. Os primeiros contemplados serão os povos originários, começando pelos que vivem no Amazonas e em Roraima. Ainda não há prazo para a mudança, mas Maria Rita Serrano afirmou que serão emitidos 50 mil cartões para a região, com o objetivo de facilitar o atendimento. Outros beneficiários também serão gradativamente contemplados com a mudança. Segundo a presidente da Caixa, serão 220 mil cartões para “os atendidos pelo seguro-defeso esse mês, até chegar o novo cartão Bolsa Família”. Os novos cartões serão emitidos, de graça, pela Caixa. “A modificação para se chegar rapidamente aos ianomâmis e outras comunidades, o cartão com chip, dá a alternativa de se dirigir a uma unidade da Caixa, ou credenciada, sendo possível fazer o pagamento no modelo débito”, afirmou Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Atualmente, quando precisam pagar uma conta de consumo ou uma compra em farmácia, loja ou supermercado, os beneficiários de programas sociais, que têm poupanças sociais digitais da Caixa, utilizam o aplicativo Caixa Tem, gerando um cartão de crédito virtual ou usando o QR Code. Bancarização dos indígenas Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o cronograma de pagamento do novo Bolsa Família será modificado para os povos originários. “Os indígenas chegam e esperam dias, em locais às vezes inadequados e a custo elevado. Então, vamos criar uma regra que permita, com antecipação de recursos para a Caixa, um planejamento, a partir de cada unidade, de cada agência, esse pagamento”, informou o ministro Wellington Dias. A Caixa garantirá a presença de tradutores para os diversos idiomas falados nas comunidades indígenas, a fim de ajudar no processo de bancarização. O Caminhão da Caixa, que presta os mesmos serviços de uma agência de forma itinerante, começa a atuar nesta quinta-feira (dia 9), a partir de Bonfim, em Roraima. O município também receberá uma agência do banco, em março. Outra unidade da Caixa e uma casa lotérica serão instaladas em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, até junho. Segundo o ministério, as ações irão beneficiar 10 mil famílias indígenas de sete municípios de Roraima e outras 20 mil de oito municípios amazonenses.