PLR da Caixa chega com valor maior do que o proposto no ACT

A Caixa Econômica Federal credita, nesta quarta-feira (20), a primeira parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) na conta de suas empregadas e empregados. A novidade é que os valores depositados estão acima dos estabelecidos no Acordo Coletivo de Trabalho. A Caixa explicou que o aumento foi possível graças à autorização da Secretaria de Coordenação das Estatais (Sest), que elevou o limite de dividendos a serem distribuídos de 25% para 75%, assim como o limite da parcela de lucro, estabelecida no ACT, de 50% para 54%. Com isso, o valor médio a ser pago é de R$ 8.327,00, de acordo com informações da Caixa. Serão contemplados 85.901 funcionários. A PLR Social também sofreu mudança, tendo 70% dos indicadores lendo em conta o trabalho social. No ano passado, eram apenas 30%. Para a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, houve avanço, mas “a Caixa se comprometeu a melhorar isso no pagamento final da PLR”. Confira a tabela com os novos valores da PLR A Caixa informou que foi necessário aplicar um redutor para se adequar aos limites de dividendos da Sest, evitando devolução de valores, caso haja lucro menor do que o esperado no segundo semestre. Imposto de Renda A tabela do Imposto de Renda, corrigida este ano pelo governo, também teve mudanças em relação aos valores recebidos de PLR. A faixa de isenção passou de R$ 6.677,55 para R$7.407,11. Os valores recebidos pela categoria a título de PLR são maiores do que a faixa de isenção. Portanto, há o desconto na fonte. Confira a tabela:

Protestos contra juros altos, nesta quarta (20), serão nas ruas e nas redes com tuitaço a partir das 11h

Trabalhadoras e trabalhadores de todo o país protestam, nesta quarta-feira (20), contra os juros altos, que assolam a economia brasileira. A pressão é para que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduza a Selic, taxa básica de juros, que atualmente está em 13,25%. Nas cidades onde o Banco Central tem sede, os protestos serão em frente ao prédio do BC. Nas outras, as manifestações acontecerão nas ruas de grande circulação. Para as redes sociais está marcado um tuitaço, das 11h às 12h, com a hashtag #JurosBaixosJá. A orientação é para que todas as postagens marquem @BancoCentralBR. Segundo o movimento sindical, a redução da Selic vai melhorar a economia brasileira. “Nossa campanha é por emprego e renda, porque a Selic elevadíssima reflete nas taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras no crédito, o que prejudica o investimento produtivo e atrapalha a economia”, explica Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT.

Desenrola Brasil: bancos renegociam R$ 13,2 bi desde o início do programa

Desde o início do Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas Pessoais, o Desenrola Brasil, os bancos brasileiros renegociaram 1,9 milhão de contratos de dívidas, chegando a R$13,2 bilhões. A informação foi divulgada, nesta segunda-feira (18), pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), acrescentando que esse valor refere-se à Faixa 2 do programa, que contempla negociações com bancos para quem tem renda de até R$ 20 mil. De acordo com a Febraban, cerca de 6 milhões de clientes, com dívidas bancárias de até R$ 100, puderam limpar seus nomes. A adesão ao programa vai até 31 de dezembro. Até lá, segundo o Ministério da Fazenda, 70 milhões de pessoas poderão ser beneficiadas.

PLR social: Caixa debate com representação dos empregados após solicitação da Contraf-CUT

Depois de receber dois ofícios da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Caixa Econômica Federal decidiu ouvir as reivindicações dos trabalhadores nesta terça-feira (19). A reunião será com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e o objetivo é negociar os critérios para o pagamento da PLR social, a parcela de Participação nos Lucros e/ou Resultados específica dos empregados da Caixa. Entre as reivindicações dos empregados está o esclarecimento e a disponibilização da memória de cálculo da PLR e a discriminação dos valores a serem pagos. Os trabalhadores querem saber se está sendo cumprida a cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho, que determina o adiantamento de até 50% do valor devido a cada empregado, considerando o lucro do primeiro semestre.

Juros altos: trabalhadores protestam contra Selic nas ruas e redes sociais

A campanha contra os juros altos praticados pelo Banco Central (BC) continua. Apesar da última queda, a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) ainda se encontra em 12,75%, patamar considerado muito elevado. Nesta quarta-feira (20), quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC deverá anunciar um novo índice, trabalhadores de todo o país vão protestar nas ruas e nas redes sociais. Nas cidades onde o BC tem sede, os protestos serão em frente ao seu prédio. Nas demais, os trabalhadores vão ocupar ruas de grande circulação. Já nas redes sociais, o tuitaço está marcado para acontecer das 11h às 12h, com a hashtag #JurosBaixosJá, marcando o @BancoCentralBR nas postagens. Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT), uma das entidades responsáveis pela articulação das manifestações, lembra a importância de reduzir a Selic. “Por que uma Selic menor é tão importante para a economia brasileira e principalmente para os trabalhadores? Porque estimula o investimento produtivo e a geração de emprego e renda. Os juros definidos pelo Banco Central são repassados para os clientes de todo o sistema financeiro. Então, com a Selic alta, fica mais alto o custo do crédito para as pessoas e para as empresas, significa pagar mais caro pela casa própria, pelo carro. Logo, o inverso também acontece: a Selic mais baixa dinamiza a economia e melhora a vida da população e do setor produtivo, com mais recurso para gastar e investir”, explica Juvandia, que também é vice-presidenta da CUT. A expectativa do mercado, na próxima reunião, é de um novo corte de 0,50% e que, continuando a tendência de corte, a Selic alcance 11,75% no final do ano.

Mesmo com ‘Minha Trajetória’, cobrança de metas continua a mesma na Caixa, segundo o movimento sindical

As reclamações das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal sobre o programa “Minha Trajetória” não param de chegar aos sindicatos. Segundo as denúncias, a ferramenta só mudou de nome, pois as cobranças dos gestores continuam as mesmas do antigo GDP (programa de Gestão de Desempenho de Pessoas). “Existem, inclusive, memes ironizando a suposta substituição da GDP pelo Minha Trajetória”, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE), Fabiana Uehara Proscholdt. Devido às reclamações, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou ofício à Caixa pedindo uma mesa de negociações para debater a questão. Além disso, o documento reivindica que as decisões sejam negociadas com a representação dos trabalhadores, antes de serem colocadas em prática.  

Sindicalização está abaixo dos 10% segundo pesquisa do IBGE

Estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o Brasil chegou ao menor percentual de trabalhadores sindicalizados. A informação está na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) – Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2022, divulgada nesta sexta-feira (15). Segundo o documento, em 2022, das 99,6 milhões de pessoas ocupadas no país, 9,2%, ou 9,1 milhões de pessoas, eram associadas a sindicatos. Esse é o menor contingente da série iniciada em 2012, quando havia 14,4 milhões de trabalhadores sindicalizados, correspondendo a 16,1%. Em 2019, essa taxa era de 11%, 10,5 milhões de sindicalizados. As regiões Nordeste (10,8%) e Sul (11%) permaneceram com os valores mais altos, enquanto a Norte (7,7%) e a Centro-Oeste (7,6%), os menores O percentual de homens sindicalizados, de 2012 a 2019, superava o de mulheres sindicalizadas. No entanto, essa diferença diminui ao longo dos anos e, em 2022, a sindicalização entre as mulheres (9,3%) era superior a dos homens (9,1%). Segundo a pesquisa, todas as grandes regiões tiveram redução na taxa de sindicalização em 2022. Em relação a 2012, a maior queda foi no Sul (9,2 pontos percentuais) e em relação a 2019, no Sudeste (2,4 p.p.). Taxa recua em todas as atividades A taxa de sindicalização recuou em todos os grupamentos de atividades, tanto em relação a 2019 como a 2012. A maior queda foi em transporte, armazenagem e correios: de 20,7% em 2012 para 11,8% em 2019 e 8,2% em 2022. A exceção ficou por conta dos serviços domésticos. Em 2022, o grupamento de atividade da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura alcançou a maior taxa de sindicalização (16,5%). Essa atividade tem participação importante dos sindicatos de trabalhadores rurais, muitos de pequeno porte da agricultura familiar, principalmente, nas regiões Nordeste e Sul. Também com importante cobertura sindical, a administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (15,8%) seguiram em queda em 2022. O mesmo movimento foi demonstrado pela indústria geral, que até 2015 exibia taxa de sindicalização próxima a 20%, baixando a estimativa para 11,5% em 2022. Carteira assinada Empregados com carteira assinada no setor privado e os empregados no setor público, que tinham as maiores taxas de sindicalização (respectivamente, 11% e 19,9%), registraram as principais perdas: de 2,9 p.p. e 2,2 p.p, respectivamente, frente a 2019 e de 9,9 p.p. e 8,1 p.p. ante 2012. Ainda segundo a pesquisa, em 2022, dos 9,1 milhões de trabalhadores sindicalizados, 70,7% (6,5 milhões) tinham, pelo menos, o ensino médio completo e 35,3% (3,2 milhões) tinham ensino superior completo. A menor taxa de sindicalização era a dos ocupados com ensino fundamental completo ou com médio incompleto, 6,3%, e a maior era dos ocupados com ensino superior completo, de 14,5%. No mesmo período, a população ocupada atingiu seu maior efetivo: 99,6 milhões de pessoas, com alta de 4,9% frente a 2019 (95 milhões) e de 11% ante 2012 (89,7 milhões). De acordo com o IBGE, “percebe-se, então, que a expansão da população ocupada nos últimos anos não se converteu em aumento da cobertura sindical no país. Esse resultado pode estar relacionado a diversos elementos, como a forma de inserção do trabalhador na ocupação, as modalidades contratuais mais flexíveis introduzidas pela Lei 13.467, de 13.07.2017, conhecida como reforma trabalhista, e o uso crescente de contratos temporários no setor público etc”. CNPJ Entre os 30,2 milhões de empregadores e trabalhadores por conta própria no país, 10,3 milhões (ou 34,2%) estavam em empreendimentos registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), uma alta em relação a 2019 (29,3%). A maioria das pessoas ocupadas nos dois grupos (10,3 milhões) era formada por homens, 63,6% (6,6 milhões), sendo que esse percentual já atingiu 68,1% em 2012, diminuindo nos anos seguintes. Em comparação a 2019, a cobertura no CNPJ cresceu entre os trabalhadores por conta própria (de 20,2% para 26,3%) e ficou praticamente estável (de 80,5% para 80,9%) entre os empregadores. Segundo o IBGE, “os empregadores e os trabalhadores por conta própria estavam principalmente concentrados nas atividades do comércio e serviços, com estimativas de 22,4% e 41,3%, respectivamente. Essas duas atividades também apresentavam as maiores taxas de coberturas no CNPJ, de 49% e 39,6%, respectivamente. Importante destacar a indústria geral, que respondia por somente 8,8% da ocupação de empregadores e de conta própria, porém registrava a terceira maior taxa de cobertura no CNPJ, de 32,2%. Com valores menores estavam a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (10,1%) e a construção (19,3%)”. Do total de empregadores ou conta própria no trabalho principal, 5,3% (1,6 milhão de pessoas) eram associados à cooperativa de trabalho ou produção, o que mostra a baixa adesão dos trabalhadores a esse tipo de arranjo produtivo no Brasil. A maior proporção ocorreu em 2012 (6,3%) e, desde 2015, vinha baixando até chegar ao menor valor em 2019 (5,1%). A Região Sul (9,1%) tem o maior percentual, seguida pela Região Norte (5,5%); Nordeste (4,6%), Sudeste (4,5%) e Centro-Oeste (3,8%).   *Fonte: Agência Brasil e G1 *Foto: Rovena Rosa – Agência Brasil

Em reunião do GT, empregados cobram descentralização do atendimento do Saúde Caixa

Os representantes dos empregados da Caixa Econômica Federal voltaram a cobrar dados do Saúde Caixa, na reunião do Grupo de Trabalho (GT), realizada na última quarta-feira (13). A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados e integrante do GT, Fabiana Proscholdt, pediu mais rapidez nas respostas. “A Caixa precisa ser mais célere no retorno aos nossos questionamentos mais específicos. Nas últimas reuniões pedimos explicações sobre divergências no valor do fundo de reserva do plano em que a Caixa aponta uma diferença de R$ 221 milhões a menos. Precisamos saber onde está este valor, por exemplo. Ainda existem números apresentados pela Caixa que não estão claros para nós”, afirmou Fabiana. Também foram questionados o orçamento e o custo do banco com programas de saúde e segurança dos trabalhadores. Para os representantes dos empregados, os custos administrativos do Saúde Caixa devem ser exclusivamente da Caixa, já que todas as decisões de gestão são tomadas pelo banco sem a participação dos empregados. Outras críticas Eles criticaram, ainda, a ausência de uma política que promova a saúde dos trabalhadores, bem como o acompanhamento de doentes crônicos – condições que prejudicam os usuários e oneram o plano de autogestão. A representação dos trabalhadores também cobrou o credenciamento de estabelecimentos e profissionais, que continua um problema para os usuários. A Caixa fez uma apresentação do processo atual e do formato do credenciamento estratégico, modelo que adota desde 2020. Segundo Leonardo Quadros, integrante do grupo e diretor de Saúde e Previdência da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), eles recebem cada vez mais reclamações. “O problema é que a Caixa, sequer, trouxe ao grupo a possibilidade de discussão do modelo. E constatamos que, na prática, recebemos cada vez mais reclamações dos usuários sobre a falta de credenciados em todos os municípios, independentemente de seu porte”, lamentou. Fabiana Proscholdt relatou algumas queixas e observou que, com a falta de profissionais ou equipamentos, a orientação do Saúde Caixa é o deslocamento para outro município distante. “O nosso plano de saúde, que é para dar atendimento de qualidade aos empregados, não tem equanimidade nenhuma. A descentralização do atendimento é urgente e os comitês regionais para acompanhamento dos credenciamentos e descredenciamentos são fundamentais para os usuários acompanharem esta movimentação. Infelizmente a Caixa tem tratado o nosso plano de saúde como se fosse mais um negócio do banco, faltando bom senso e empatia com os usuários”, destacou Fabiana. Para Leonardo Quadros, todos os problemas convergem para uma reivindicação antiga dos representantes dos empregados – o retorno das representações regionais de gestão de pessoas com uma área responsável pelo Saúde Caixa. A representação dos empregados apresentou ao banco dados da pesquisa realizada pela Fenae e Apcef/SP que mostram as deficiências regionais da rede credenciada do plano. Pelo aditivo ao Acordo Coletivo específico sobre Saúde Caixa, o banco deve realizar, a cada ano, uma pesquisa sobre a qualidade de atendimento e satisfação dos usuários. A Fenae e Apcef/SP reaplicaram essa pesquisa, com o acréscimo de outras perguntas, e encontraram dados diferentes, que mostram que a satisfação está abaixo do que foi apresentado pelo banco. Reembolso integral Quando o usuário não encontra um estabelecimento ou profissional credenciado ao plano em seu município, ele pode recorrer ao reembolso integral. Nesta modalidade, o Saúde Caixa ressarce todo o valor pago ao usuário, descontado o percentual de 30%, referente à coparticipação. Porém, para o pedido de reembolso ser aceito, é necessário solicitar ao plano uma autorização prévia e o atendimento só pode ocorrer após o recebimento desta autorização. Nos casos de atendimentos de urgência ou emergência, a autorização prévia não é exigida. “Muitos usuários não sabem que têm este direito, e outros tantos não têm conhecimento de como solicitá-lo corretamente. Com efeito, há pedido de reembolso integral que acabam sendo negados pelo não cumprimento das exigências previstas”, relata Fabiana Uehara. Para conhecer as normas e regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) clique aqui e para saber mais sobre a necessidade de autorização prévia do Saúde Caixa clique aqui. Fonte: Contraf-CUT em informações da Fenae

Empregados da Caixa cobram PLR Social correta

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) mandou um novo ofício à Caixa Econômica Federal, nesta quinta-feira (14). O documento ratifica o pedido para que o banco reconheça o trabalho social realizado pelos trabalhadores. A Contraf-CUT também pede que o pagamento seja adiantado para o dia 15/09. O banco havia anunciado o pagamento para o dia 20. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, falou sobre a reivindicação dos trabalhadores. “Os empregados se esforçam e cumprem todas as tarefas para atender as demandas sociais da Caixa e, mesmo sobrecarregados e tendo que superar os inúmeros problemas de sistemas, fizeram com que o banco obtivesse lucro no primeiro semestre. É justo que sejam reconhecidos no pagamento da PLR Social por todo trabalho social que realizam. A Caixa é um banco público. É a principal responsável pela execução das políticas sociais do Governo Federal. Pode não trazer lucro para o banco, mas é o trabalho da Caixa. Os trabalhadores precisam ser reconhecidos por isso”, ressaltou a coordenadora. No ofício enviado nesta quinta-feira, a Contraf-CUT ratifica o pedido do ofício anterior, enviado no dia 22 de agosto. O texto diz que “A Contraf-CUT vem substanciar o pedido feito para que a PLR Caixa – Social seja vinculada a desempenho exclusivamente de indicadores sociais e paga em sua integralidade.” A Contraf-CUT também pede mesa de negociação para esclarecimentos e disponibilização da memória de cálculo da PLR e a discriminação dos valores que serão pagos, que permita a aferição do cumprimento da cláusula 12ª, parágrafo sexto, do Acordo Coletivo de Trabalho, que estabelece o percentual de adiantamento de até 50% do valor devido a cada empregado, considerando o lucro do 1º Semestre de 2023.   *Fonte: Contraf-CUT

Bancários alertam para adoecimento da categoria no Dia Nacional de Luta

O Dia Nacional de Luta “A Vida Acima do Lucro” reuniu sindicatos dos bancários de todo o país, na última terça-feira (12). A ação integra a campanha permanente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), “Menos Metas, Mais Saúde”. A iniciativa visa chamar a atenção para a importância da saúde mental e física dos trabalhadores, principalmente aqueles que atuam sob pressão, como o financeiro. Dirigentes da base da Federa-RJ também participaram da ação, indo às ruas para chamar atenção para o Dia Nacional de Luta por Menos Metas e Mais Saúde. Sul Fluminense Durante toda a terça-feira(12), representantes do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense percorreram agências de diversas cidades da região,  participando das manifestações da campanha Setembro Amarelo. Com faixas e cartazes, eles visitaram agências de Resende, Barra do Piraí, Paracambi e Volta Redonda para chamar a atenção para a campanha da categoria. O Sindicato informou que o trabalho de conscientização vai continuar durante todo o mês de setembro com visitas às agências e reuniões sobre a Campanha “Menos Metas, Mais Saúde”. Conscientização O mês de setembro é dedicado à prevenção ao suicídio, com o Setembro Amarelo e os sindicatos de bancários aproveitaram para  destacar os desafios enfrentados pelos trabalhadores do setor, em relação à sua saúde mental e emocional. O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles ressaltou que o  Setembro Amarelo nas ruas evidenciou a força do movimento sindical organizado e mostrou que este debate precisa ser permanente. “Nossa categoria está triste, com muitos colegas tomando remédio, adoecidos, sem, muitas vezes, saberem os motivos de seus sofrimentos. A sociedade não tem a devida noção do drama cotidiano enfrentado pela categoria, dos modelos de gestão, verdadeiros mecanismos de adoecimento, que driblam a legislação. São modelos perversos, que têm produzido sofrimento, adoecimento e tragédias atrás da busca por lucro”, afirmou Salles. O Dia Nacional de Luta contou com diversas atividades, incluindo manifestações presenciais e online. No ambiente virtual, a hashtag #AVidaAcimaDoLucro rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados do dia, no Twitter, demonstrando a importância do tema e a solidariedade de milhares de pessoas em todo o país. Informativo A Contraf-CUT) percorreu agências bancárias de todo o país, distribuindo um informativo preparado especialmente para a ação. A publicação aborda a questão do adoecimento psíquico dos trabalhadores do ramo financeiro e atualiza como a campanha “Menos Metas, Mais Saúde” tem trabalhado para promover mudanças positivas. Vale lembrar que, de acordo com a Consulta Nacional realizada entre os trabalhadores do ramo financeiro, mais de 40% deles usam medicamentos controlados. A Consulta apontou ainda que a cobrança excessiva por metas resulta em preocupação constante, cansaço, desmotivação e crises de ansiedade e pânico, afetando a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. A campanha “Menos Metas, Mais Saúde” busca uma abordagem mais equilibrada para a avaliação do desempenho dos trabalhadores bancários, dando prioridade à sua saúde e bem-estar, em vez de metas excessivamente rigorosas. Mauro Salles afirmou que a Contraf-CUT e os sindicatos bancários continuam comprometidos em lutar por um ambiente de trabalho onde a vida esteja sempre acima dos lucros. “O Dia Nacional de Luta ‘A Vida Acima do Lucro’ é um lembrete poderoso de que a saúde e o bem-estar dos trabalhadores devem estar no centro de todas as discussões e práticas no ambiente de trabalho. É uma chamada à ação para garantir que todos possam desempenhar seus papéis com dignidade, respeito e equilíbrio, independentemente da profissão que escolheram”, ressaltou Salles. *Fonte: Com informações da Contraf-CUT