Movimento sindical aponta falta de transparência e aumento de pressão no Super Caixa

As entidades de representação das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal continuam criticando o Super Caixa, programa implementado pelo banco para o 2º semestre de 2025. Apresentado como “prêmio por liberalidade”, o modelo alterou regras de habilitação, cálculo e distribuição da premiação, ampliou exigências e dificultou ainda mais o acesso ao benefício, principalmente para quem atua diretamente nas agências. A Confederação Nacional das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vem denunciando, através da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, federações e sindicatos, que o programa aumenta a pressão sobre as equipes. Além disso, o modelo baseia-se em indicadores complexos, penaliza unidades inteiras e impacta diretamente a renda de trabalhadoras e trabalhadores, sem que tenha havido qualquer negociação coletiva prévia. “O Super Caixa não reconhece a realidade de quem trabalha na ponta. É inadmissível que um programa que impacta a renda de milhares de empregados seja construído sem negociação, com regras que penalizam quem já sofre com sobrecarga e falta de pessoal”, afirma o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, acrescentando que o modelo precisa ser revisto para garantir justiça e transparência. Diante das inconsistências e dos impactos negativos do modelo, a Contraf-CUT, por meio da CEE/Caixa, segue cobrando:•    Negociação efetiva das regras;•    Simplificação dos critérios;•    Transparência nos indicadores;•    Proteção à saúde mental;•    Previsibilidade na remuneração;•    Respeito às condições de trabalho da categoria. *Fonte: Contraf-CUT

Proposta do BB para fortalecer a Cassi fica abaixo do esperado pelos trabalhadores

Nesta quarta-feira (10), representantes das entidades que compõem a comissão de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) e a direção do BB se reuniram para debater o fortalecimento financeiro da entidade. Os trabalhadores pediram ao banco o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas, referentes aos 12 meses de 2026, já em janeiro. O pedido foi negado pelos representantes do banco, cuja contraproposta previa apenas a antecipação de três valores do 13º salário, sem o adiantamento das taxas administrativas. A justificativa é que já seria suficiente para a construção conjunta de uma proposta futura a ser apresentada e aprovada pelo corpo de associados. Segundo a direção da Cassi, esses valores cobririam o caixa até julho de 2026. Porém, os representantes das entidades temem que esse prazo não será suficiente para uma proposta de equalização das contas, que demanda medidas complexas. *Fonte: Contraf-CUT

Saúde Caixa: déficit mostra que aprovação do ACT foi decisão acertada

Composto por representantes dos empregados e da direção da Caixa Econômica Federal, o Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa se reuniu para debater o acompanhamento trimestral do plano e os números projetados até novembro. O coordenador da representação das empregadas e dos empregados no GT, Leonardo Quadros, explicou que segundo as informações compartilhadas pelo banco, o resultado projetado para 2025 indica um déficit de aproximadamente R$ 560 milhões, considerando as receitas e despesas acumuladas. Até novembro, as despesas totais já somavam R$ 4,005 bilhões, contra R$ 3,445 bilhões em receitas. Com esses resultados, a representação dos empregados ressaltou que a aprovação do novo ACT foi fundamental para impedir que o desequilíbrio financeiro fosse transferido para as trabalhadoras e trabalhadores. O acordo garantiu reajuste zero para titulares e dependentes; manutenção dos limites de coparticipação e do teto anual; e mecanismos de governança e transparência que ampliam o acompanhamento do plano. “O Saúde Caixa é uma conquista histórica, e seu equilíbrio depende de responsabilidade, diálogo e compromisso da empresa com a saúde de quem constrói o banco todos os dias”, destacou Leonardo Quadros. O coordenador reforçou a necessidade do fim de do teto de gastos da Caixa com a saúde dos empregados, fixado no Estatuto Social da Caixa em até 6,5% da folha salarial. “Somente com o fim do teto, o modelo de custeio 70/30 poderá ser aplicado de forma plena, para que nosso plano de saúde tenha viabilidade financeira”, afirmou o coordenador. A retomada das negociações sobre o fim do teto de gastos da Caixa com a saúde dos seus empregados e a igualdade de direitos após a aposentadoria para quem foi contratado a partir de setembro de 2018 está prevista para fevereiro de 2026. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical orienta que empregados não assinem termo enviado pela Caixa

A Caixa Econômica Federal está disponibilizando para assinatura dos empregados, o Termo de Ciência e Aceite – Opção pelo Intervalo para Repouso e Alimentação. Entretanto, não houve qualquer comunicação prévia ao movimento sindical, provocando a manifestação de grave preocupação na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), através da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. De acordo com matéria publicada pela Contraf-CUT, o documento é apresentado de forma individual aos trabalhadores como um formulário eletrônico. Nele, o empregado “manifesta expressamente seu desejo” de aderir ao intervalo intrajornada previsto no Acordo Coletiva do Trabalho (ACT) 2024–2026, reproduzindo trechos da cláusula coletiva. O documento afirma ainda que essa manifestação “ratifica os intervalos já usufruídos, desde a vigência do ACT 2020/2022” e que a adesão deve ser “acordada com o gestor”, sendo considerada válida com a homologação mensal do ponto eletrônico. A CEE entende que o texto do documento extrapola o que foi negociado nas mesas coletivas, introduzindo interpretações indevidas e criando potenciais riscos para os trabalhadores. Segundo parecer técnico da assessoria jurídica da Contraf-CUT, o termo apresentado pelo banco contém elementos que não encontram respaldo jurídico nem estão previstos no ACT. Devido às irregularidades apontas, segue a orientação da Contraf-CUT: “Os trabalhadores só devem firmar documentos que tenham sido analisados e validados pelas entidades sindicais. É assim que garantimos segurança jurídica e proteção de direitos. Nesse caso, a orientação é: não assine”, explica o coordenador da CEE, Felipe Pacheco. *Fonte: Contraf-CUT

Centrais sindicais realizam protesto contra alta da Selic

As centrais sindicais marcaram um ato para esta terça-feira (9) em frente ao Comitê de Política Monetária (Copom), em São Paulo. A manifestação é pela redução da taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 15%, maior nível alcançado em 20 anos. O Copom define a Selic com base na avaliação do cenário econômico e na inflação. As reuniões acontecem a cada 45 dias. O Comitê já deu indícios de que deve manter a taxa básica de juros em 15% na reunião que acontece nesta semana. Para manter a Selic elevada, o Copom argumenta que é necessário controlar a inflação. Porém, o uso da taxa básica de juros para controlar a inflação é bastante questionado, já que os registros dos últimos anos apontam que o aumento de preços de bens e serviços seguem sob controle. *Fonte: Contraf-CUT

GT de Saúde leva reclamações de trabalhadores à direção do Itaú

Em reunião nesta quarta-feira (3) com a direção do Itaú, o Grupo de Trabalho de Saúde apresentou diversas questões levadas pelos bancários aos sindicatos. As pautas incluíram as convocações para Avaliação de Capacidade Laborativa (ACL), o funcionamento do canal de denúncias de assédio, dificuldades no IU Conecta, descontos no contracheque e o programa Linha de Cuidado, apresentado pelo banco. Em relação à ACL, o banco alegou que as avaliações servem para “entender o motivo do afastamento” e que seriam convocados apenas trabalhadores que já receberam alta do INSS ou aguardam novo benefício. Sobre os bancários com contratos suspensos, o Itaú disse que vai verificar. Quanto ao canal de denúncias de assédio moral e sexual, os representantes dos trabalhadores criticaram o fluxo atual, em que o primeiro a ser ouvido é o denunciado. O Itaú se comprometeu a levar o responsável pelo Ombudsman à próxima reunião para discutir ajustes. Sobre o IU Conecta, os trabalhadores apontam dificuldades para anexar documentos. O Itaú explicou que a plataforma suporta apenas 2 megabytes por arquivo e que, quando há necessidade de enviar um novo atestado, só é possível anexá-lo após o encerramento do anterior. *Fonte: Contraf-CUT

Pesquisa mostra que maioria reconhece importância dos sindicatos

Pesquisa encomendada pela CUT e Fundação Perseu Abramo, com o apoio do Dieese, mostra alto índice de aprovação e reconhecimento do papel sindical no país. Também aponta a valorização de carteira assinada. Intitulada “O Trabalho e o Brasil”, a pesquisa foi conduzida pelo Instituto Vox Populi, que entrevistou presencialmente 3.850 pessoas das cinco macrorregiões do país. Foram entrevistados assalariados com ou sem carteira, autônomos, empreendedores, servidores públicos e desempregados. A margem de erro é de 1,6 ponto. O resultado mostra que 68% dos entrevistados reconhecem o papel dos sindicatos na melhoria das condições de vida dos trabalhadores. E mais: De acordo com o levantamento, o reconhecimento sobre a importância dos sindicatos é mais elevado entre os jovens. Além disso, mais de 70% defendem o direito de greve, consideram legítimo participar de consultas públicas e votar em representantes que defendam sua categoria para cargos públicos. Em relação aos entrevistados autônomos, 55,3% afirmaram que poderiam voltar ou com certeza gostariam de voltar a ser CLT. Entre os que trabalham no setor privado (maioria MEIs e PJ) e que já estiveram sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho, 59,1% afirmaram que, com certeza, voltariam a ser registrados como CLT, enquanto 30,9% disseram que poderiam retornar a ser CLT.  *Fonte: Contraf-CUT

Congresso da Contraf-CUT será realizado de 27 a 29 de março

A Direção Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) decidiu, em reunião nesta terça-feira (2), que o 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT será realizado nos dias 27, 28 e 29 de março, na cidade de Guarujá, em São Paulo. A reunião também definiu a formação da Comissão de Organização do congresso. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, fará parte da equipe. Durante o encontro também foi debatida e aprovada a criação de um sistema de organizações de informações bancárias e de apoio à sindicalização, o SysContraf, que vai substituir o VotaBem. Outro destaque da reunião foi a apresentação feita pelo economista do Dieese, Gustavo Cavarsan, com dados atualizados do Mapeamento do Emprego do Ramo Financeiro. De acordo com o estudo, o processo de reestruturação e precarização do trabalho no setor financeiro, na última década, foi marcado por digitalização acelerada e automação; fechamento massivo de agências; redução de empregos típicos bancários; terceirização e migração para plataformas e cooperativas; e explosão das fintechs e correspondentes. Segundo Cavarsan, “o resultado é um setor mais pulverizado, com trabalhadores cada vez mais dispersos, terceirizados e distantes da proteção garantida historicamente pelos sindicatos e pelos acordos coletivos.” *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical quer impedir bancos de violar direito à privacidade do trabalhador

Com o tema “Gestão ética da tecnologia na relação de trabalho”, o Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários se reuniu com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta segunda-feira (1º/12). O encontro foi agendado para discutir os riscos do uso abusivo de tecnologias como ferramentas de controle, por parte das empresas sobre os funcionários, violando o direito à privacidade e ao bem-estar dos trabalhadores. O movimento sindical apresentou propostas que poderão fundamentar cláusulas futuras, na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Confira: “Não tem cabimento aceitarmos que a trabalhadora e o trabalhador sejam submetidos a vigilância intrusiva, que invada sua privacidade, indo além das dimensões do trabalho, retirando-lhes a autonomia”, afirmou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e também presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). *Fonte: Contraf-CUT