Federa-RJ realiza atividade de formação para mulheres dirigentes ou militantes bancárias

A Federa-RJ promoveu, na última quarta-feira (22), sua primeira atividade como parte de um programa de formação voltado para mulheres dirigentes ou militantes bancárias. Durante o encontro, a economista do Dieese, Rosângela Vieira, apresentou uma série de dados da participação das mulheres no mercado de trabalho. De acordo com o documento, ainda existe muita descriminação. Além das mulheres receberem salário 22% inferior aos homens, ocupam menos cargos de poder. As bancárias também enfrentam outro sério desafio: o assédio moral e sexual. Em 2022, foram registrados 77.547 casos de assédio sexual no local de trabalho, segundo dados do Dieese. A dirigente da Federa-RJ, Paula Rodrigues, relatou como esses ataques e as discriminações se dão na prática, trazendo para o debate exemplos de bancárias que foram expostas a situações inaceitáveis. Entre os casos relatados está o de uma grávida que foi ignorada em uma dinâmica no banco e o de uma bancária negra que foi barrada na porta giratória da agência e teve sua bolsa revistada. A dirigente também descreveu situações rotineiras: bancárias que são desrespeitadas por clientes e gestores com nível de agressividade muito maior do que com os homens e funcionárias consideradas bonitas que são alvo de comentários machistas. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, mediadora do debate, destacou que a categoria bancária tem garantido avanços importantes. Foi a primeira a colocar uma cláusula contra a violência na convenção de trabalho. Porém, muita coisa ainda precisa ser feita. “Com a luta, já tivemos conquistas e a mudança do governo é um fator nos traz esperança. No Banco do Brasil, por exemplo, o percentual de mulheres em cargo de liderança passou de 5% para 40% agora na gestão de Tarciana Medeiros, no governo Lula. Mas temos que avançar nessa luta. Na Federa, queremos ajudar a formar lideranças femininas porque as mulheres precisam ocupar mais os espaços de poder para. Só assim teremos mais vozes contra o assédio, por mais direitos e mais emprego”, afirmou Adriana. *Fonte: Federa-RJ
Sindicato faz parceria e associados ganham desconto em clínica de estética

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense firmou parceria com a Clínica Virtuosa Volta Redonda, proporcionando aos seus associados um desconto de 20% em todos os procedimentos da clínica. E para comemorar, neste mês de março, a consulta nutricional é gratuita. São tratamentos estéticos para beleza e bem-estar para eliminar gordura localizada, flacidez, vasinhos, celulite, estrias, manchas, além de bumbum na nuca, cuidados com o corpo, rejuvenescimento e emagrecimento. A Clínica Virtuosa conta com uma equipe de alto padrão e já contabiliza um milhão de tratamentos realizados por ano, 500 mil clientes satisfeitas, 100 unidades em todo o Brasil, 50 premiações, dois selos de excelência em franchising, além de oferecer ambientes de alto padrão e os equipamentos mais modernos do mercado. Para obter o desconto o associado deve apresentar comprovante de sindicalizado quando for contratar o procedimento na clínica. Serviço Clínica Virtuosa Rua 33 nº 132 – Vila Santa Cecília Volta Redonda Telefone: (24) 999139264
Caixa registra lucro líquido contábil de R$ 9,8 bi em 2022

A Caixa Econômica Federal divulgou balanço informando que obteve lucro líquido contábil de R$ 9,8 bilhões em 2022, o que significa uma queda de 43,4% em relação a 2021. Segundo o balanço, no quarto trimestre de 2022, os ganhos foram de R$ 2,2 bilhões – 31,3% abaixo dos R$ 3,2 bilhõesregistrados no mesmo período de 2021. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (22). Pelo balanço da instituição, o lucro recorrente, que desconsidera efeitos extraordinários, foi de R$ 9,2 bilhõesem 2022 e de R$ 2 bilhões no quarto trimestre. Ainda segundo o documento, a carteira de crédito encerrou o ano com um saldo de R$ 1 trilhão, o que representa um avanço de 16,7% em comparação a 2021. Só no quarto trimestre, foram concedidos R$ 123,9 bilhões, alta de 7,2% em 12 meses. Já os financiamentos imobiliários cedidos com recursos da poupança ficaram entre os principais destaques da carteira, com um avanço de 21,6% na comparação anual. O crédito consignado (+22,8%) e o agronegócio(167,5%) também registraram as maiores altas no período. As contratações para o Programa Casa Verde e Amarela somaram R$ 70,5 bilhões em 2022, com um crescimento de 22,2% em relação à 2021. Do total de contratos, 71% foram destinados aos grupos 2 e 3 (faixa de renda de R$ 2,4 mil até R$ 8,0 mil); 3% para o público pró-cotista e 26% ao grupo 1 (faixa de renda até R$ 2,4 mil). Carteira de crédito Em relação à carteira de crédito para pessoas jurídicas, a Caixa informou que manteve o foco nas micro e pequenas empresas, operacionalizando a contratação de recursos por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), com R$ 1,5 bilhão em recursos contratados na modalidade, e do Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), com R$ 157,3 milhões. Quanto à inadimplência da carteira de crédito, o índice foi de 2,09% no final de 2022, representando um avanço ante os 1,95% registrados no quarto trimestre de 2021. Por fim, a margem financeira da instituição alcançou os R$ 15 bilhões no último trimestre do ano passado, registrando um aumento de 30,3% em comparação ao mesmo período de 2021. Segundo o banco público, o número foi resultado do bom desempenho nas receitas com operações de crédito, nas operações com títulos e valores mobiliários e derivativos e com aplicações interfinanceiras de liquidez. Pagamento de benefícios sociais A Caixa Econômica Federal informou que fez o pagamento de 402,2 milhões de parcelas de programas sociais, benefícios ao trabalhador e benefícios do INSS no ano passado, totalizando R$ 308,9 bilhões em benefícios pagos. No quarto trimestre, foram 103,7 milhões de parcelas (25,8% do total), somando R$ 79,7 bilhões. Só no Auxílio Brasil, a Caixa informou que realizou 222,5 milhões de pagamentos no ano passado, para 23,6 milhões de beneficiários. O montante total, nesse caso, foi de R$ 111,4 bilhões. *Com informações do G1
Copom ignora críticas e decide manter a Selic em 13,75%

Mesmo com todas as críticas do governo e manifestações das centrais sindicais realizadas em todo o país, na última terça-feira (21), o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve em 13,75% ao ano a taxa básica de juros, a Selic, pelos próximos 42 dias. A decisão foi anunciada no final da tarde desta quarta-feira (22). Foi a quinta manutenção seguida, no patamar mais alto dos seis últimos anos. A próxima reunião será realizada em 2 e 3 de maio. Com a taxa de juros elevada, montadoras como a General Motors, Hyundai, Stellantis (donas das marcas Fiat, Peugeot e Citröen) e Mercedes-Benz decidiram dar férias coletivas em parte de suas linhas de produção. As empresas apontam a baixa atividade do mercado como principal motivo para a medida. A justificativa do Copom, em um comunicado divulgado logo após o encerramento da reunião, é que houve deterioração do ambiente externo. “Os episódios envolvendo bancos nos EUA e na Europa elevaram a incerteza e a volatilidade dos mercados e requerem monitoramento”, diz o colegiado. Ainda segundo o comitê, internamente, a atividade econômica mostra desaceleração, enquanto a inflação segue acima do “intervalo compatível” para cumprimento das metas. Ao apontar cenário de riscos, o Copom fala em “incerteza sobre o arcabouço fiscal e seus impactos sobre as expectativas para a trajetória da dívida pública”. Com isso, sem fazer sinalização, o órgão do BC afirma que seguirá “vigilante”. Quando a Selic foi a 13,75%, em agosto do ano passado, a inflação oficial (IPCA-IBGE) estava em 8,73% em 12 meses. Pelo último dado, referente a janeiro, está em 5,60%. Assim, com a atual taxa básica o juro real (acima da inflação) está acima de 8%. Logo após o anúncio, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, divulgou nota lamentando a decisão. “Tragicamente, também em nosso país estamos reféns dos poderosíssimos interesses dos rentistas”, afirmou. Para ele, a manutenção da Selic em 13,75% é prêmio aos especuladores e extorsão aos brasileiros e ao setor produtivo. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) repudiou a decisão do Banco Central, ressaltando que “política monetária, que impede o Brasil de crescer e gerar emprego, comprova mais uma vez que a instituição está a serviço dos interesses de especuladores.” Em sua página, Contraf-CUT destacou: “Repudiamos veementemente a política monetária praticada hoje pelo BC, que penaliza os mais pobres e o desenvolvimento industrial e não foi capaz de conter os níveis de inflação dentro das metas estipuladas nos últimos dois anos, isso porque a inflação registrada no período não tem relação com o consumo, mas sim com questões externas ao país, como conflito bélico entre Rússia e Ucrânia e as mudanças climáticas globais”. A executiva da CUT também se manifestou em nota de repúdio. “A decisão também revela o quanto é ruim para o país um Banco Central, que se declara autônomo, mas se encontra nas mãos de rentistas, especialmente quando têm compromissos com forças políticas contrárias ao povo e ao governo federal. A ausência de sintonia do BC com o esforço de retomada do crescimento econômico do governo democrático e popular prejudica o país e seu povo”, afirmou a central. Confira, na íntegra, a nota da CUT: A Central Única dos Trabalhadores (CUT) considera inaceitável a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão revela uma completa submissão deste Comitê aos interesses dos rentistas e um evidente boicote do presidente do Banco Central ao esforço de todos e todas que trabalham pela retomada das atividades e do crescimento econômico, gerando emprego e distribuição de renda. A decisão também revela o quanto é ruim para o país um Banco Central, que se declara autônomo, mas se encontra nas mãos de rentistas, especialmente quando têm compromissos com forças políticas contrárias ao povo e ao governo federal. A ausência de sintonia do BC com o esforço de retomada do crescimento econômico do governo democrático e popular prejudica o país e seu povo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou por diversas vezes a imperiosa necessidade de reduzir taxa básica de juros; uma das mais altas do mundo, que tem atrapalhado os investimentos produtivos e a retomada do crescimento. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem realçado a importância de uma atuação coordenada do Bacen com o governo Lula, considerando outros fatores relevantes para um desenvolvimento econômico equilibrado, com emprego, crescimento, geração de oportunidades de trabalho, além da inflação. Entretanto, esse esforço por parte do governo federal de nada adiantou. Lamentavelmente, o Copom, do Banco Central, desconheceu os apelos e virou as costas para as necessidades do Brasil, do setor produtivo, dos consumidores, da indústria e do comércio. Revelando seu compromisso com a banca de rentistas, manteve a Selic em 13,75%. Reafirmou, desta forma, sua intenção de boicotar as iniciativas do governo democrático e popular. A redução da taxa básica de juros reduziria as despesas do governo com juros da dívida, o que lhe possibilitaria investir na retomada e na realização de novas obras, gerando emprego, melhoria na logística e melhor qualidade de vida. Ao reduzir o custo do dinheiro, melhoraria a oferta de crédito a juros menores, o que reduziria o endividamento das famílias e propiciaria uma retomada mais forte do consumo e, em decorrência, do crescimento e dos empregos. A Central Única dos Trabalhadores, comprometida com a classe trabalhadora e o povo brasileiro, protesta veementemente contra a decisão do Banco Central do Brasil de manter a inaceitável taxa básica de juros nas alturas. Uma decisão inaceitável e irresponsável que favorece rentistas e agiotas e prejudica aqueles que vivem de seus próprios salários, a classe trabalhadora, os comerciantes, os prestadores de serviços e os governos das três esferas. Pela imediata redução da taxa básica de juros! Pela libertação do Banco Central do controle de banqueiros e especuladores! Executiva Nacional da CUT *Com informações da Rede Brasil Atual e da CUT Nacional
Coletivo Nacional de Saúde define pauta de reivindicações

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu, nesta quarta-feira (22), para definir as prioridades da pauta de reivindicações de saúde e condições de trabalho, além da organização do coletivo para os debates da Comissão Bipartite de Saúde e Condições de Trabalho junto à Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban). O encontro foi realizado na sede da entidade, em São Paulo. A retomada da mesa permanente de saúde com a Fenaban é a principal bandeira do coletivo. “É um espaço que conquistamos após muita luta para avançar numa temática tão importante para o dia a dia dos trabalhadores do ramo financeiro”, afirmou Mauro Salles, secretário de Saúde, da Contraf-CUT. Logo no início do encontro, foi feita uma análise de conjuntura pela secretária de Saúde do Trabalhador da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Madalena Margarida da Silva. Ela explicou como foi a reunião, realizada em fevereiro, entre representantes da CUT e outras centrais sindicais e o Secretário Executivo do Ministério, Swedenberger Barbosa, em Brasília. Segundo ela, a reunião colocou fim a um período sombrio em que não se podiam debater questões como saúde e os direitos dos trabalhadores. “É um momento histórico e valioso porque havia seis anos que nós, as centrais sindicais e o Fórum Nacional de Saúde do Trabalhador, não tínhamos um contato com o ministério para colocarmos nossas pautas”, diz a dirigente. Para Madalena, o resultado do encontro foi positivo, já que mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pelo país, a proteção à saúde dos trabalhadores terá destaque no ministério. “Sabemos que na atual conjuntura, pautas como a econômica, da criação e empregos e outras são igualmente fundamentais e acabam se sobrepondo à gestão de políticas de saúde do trabalhador, mas a resposta foi positiva e saímos do encontro com resoluções importantes”, ressaltou. A realização de um diagnóstico sobre questões relacionadas à saúde do trabalho no âmbito do Ministério da Saúde para conhecimento do Fórum Nacional de Saúde do Trabalhador, coordenado por Madalena Silva, está entre as decisões tomadas na reunião. Durante o encontro, os dirigentes sindicais definiram as estratégias de defesa dos principais pontos da pauta de reivindicação, apresentada à Fenaban, com o pedido de agendamento de uma mesa de negociação. Também ficou definido a realização de um Dia Nacional de Lutas contra o adoecimento no local de trabalho no dia 11 de abril. *Com informações da Contraf-CUT
Santander anuncia novas nomenclaturas para seus cargos

O Santander fará uma revisão nas nomenclaturas dos cargos. O anúncio foi feito em duas reuniões, nesta quarta-feira (22), uma entre membros da Comissão de Organização dos Empregados (COE Santander) e o RH do banco; e outra entre funcionários e o presidente do banco, Mario Roberto Opice Leão. Confira as novas nomenclaturas: Especialista – Cargos sem gestão de pessoas. Serão subdivididos em quatro segmentos (1, 2, 3 e 4).Exemplos de cargos atuais que serão inseridos nesta nova nomenclatura: Analistas em geral, gerentes de contas e de relacionamento. Líder – Fazem gestão de equipes e as mobilizam.Exemplo de cargos: gerentes-gerais e gerentes administrativos. Head – Definem e direcionam estratégias, e formam novos líderes.Exemplo: Superintendentes. Sócio – Tomam as decisões.Exemplos: Diretores, vice-presidentes e presidente. O Santander afirmou que não haverá alteração salarial. Segundo o banco, as alterações visam dinamizar e agilizar as decisões, bem como alcançar mais horizontalidade. “Para o movimento sindical, as mudanças de nomenclaturas só resultarão em mais dinâmica e agilidade se forem acompanhadas da revisão de processos internos, e se houver de fato valorização das pessoas. Acompanharemos de perto essas mudanças para que possamos aferir se haverá outros impactos para os trabalhadores”, afirmou Lucimara Malaquias, coordenadora da COE Santander. As mudanças terão início a partir de maio. O banco enviará um comunicado institucional e individual para cada funcionário detalhando as mudanças, nos próximos dias.
Consignado do INSS: juros serão definidos até sexta (24)

Uma definição sobre o novo teto dos juros do crédito consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sairá até sexta-feira (24). A informação é do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Sidney Oliveira, que esteve reunido com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, na última terça-feira (20). “O patamar fixado pelo Conselho Nacional de Previdência Social, de 1,7% ao mês, não atende a estrutura de custo dos bancos. Tanto não atende que os bancos públicos também interromperam a concessão de consignado, ou seja, Banco do Brasil e Caixa interromperam porque não conseguem suportar com a taxa de 1,70%”, afirmou. Sidney disse ainda que as instituições financeiras estão dispostas a negociar e indicou que uma solução intermediária deverá ser encontrada. “Nós precisamos sair desse impasse. Há toda uma disposição da Febraban, do setor bancário para que nós possamos encontrar o patamar que possa de um lado atender a um anseio do governo e de outro lado permitir a viabilidade econômica de crédito consignado”, acrescentou. Segundo comunicado da Casa Civil da Presidência da República, publicado na última segunda-feira (20), haverá uma nova reunião entre representantes do governo e do sistema financeiro, até o fim desta semana. “Existe possibilidade de elevação do teto de juros, mas é necessário aguardar o resultado dessa reunião. A expectativa é chegar a um acordo sobre a taxa”, informou o comunicado. Ainda segundo o comunicado, “há previsão de que na próxima semana, o ministro da Previdência convoque uma nova reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) para discutir o tema”. O documento foi emitido após reunião entre os ministros da Casa Civil, Rui Costa; da Fazenda, Fernando Haddad; e da Previdência, Carlos Lupi, no Palácio do Planalto, para debater o assunto. Também estiveram presentes no encontro Galípolo, o secretário-executivo do Ministério Trabalho e Emprego, Francisco Macena, além das presidentas da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, e do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. O Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) reduziu de 2,14% para 1,7% ao mês o teto dos juros sobre o crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS. O órgão também diminuiu de 3,06% para 2,62% ao mês o limite da taxa para o cartão de crédito consignado. A medida foi alvo de críticas e, no fim da semana passada, vários bancos públicos e privados, inclusive a Caixa e o Banco do Brasil, suspenderam a oferta dessa modalidade de crédito. Segundo o Banco Central, apenas quatro instituições financeiras cobravam taxas menores que 1,7% ao mês: Sicoob (1,68%), Cetelem (1,65%), BRB (1,63%) e CCB Brasil (1,31%). *Com informações da Agência Brasil
Trabalhadoras e trabalhadores vão às ruas contra juros altos

Bancárias e bancários tiveram participação massiva nas manifestações de rua realizadas em todo o país, nesta terça-feira (21). O movimento convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) exigiu a redução da taxa básica de juros (Selic). O índice, que é definido pelo Banco Central (BC), está em 13,75% ao ano, o mais alto do mundo. A CUT, demais centrais sindicais e movimentos populares escolheram essa data por coincidir com o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), para decidir sobre a taxa básica de juros, Selic. A reunião vai até quarta-feira (22), quando será anunciada, após o fechamento do mercado, a decisão do grupo. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, falou sobre as manifestações. “Estamos com atos hoje em nove estados e no Distrito Federal, contra essa política do Banco Central de manter a Selic muito alta. Não existe outro país com taxa tão elevada, porque inibe o investimento produtivo e estimula o rentismo. Como estamos, o Brasil continua perdendo emprego e renda. Para mudar a política econômica, tem que mudar o presidente do Banco Central, que está promovendo a recessão. Nós queremos a economia forte, gerando emprego e renda para todos os trabalhadores. Juros altos é sabotagem”, declarou Juvandia. A democratização do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (CARF), órgão que julga processos administrativos de grandes devedores e, em geral, beneficia as empresas sonegadoras porque a maioria dos conselheiros é empresário, também está entre as reivindicações dos trabalhadores. Segundo o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, os juros altos favorecem apenas os mais ricos, que têm algum dinheiro aplicado no sistema financeiro. “Todo mundo tem um amigo, um parente desempregado, e essa penúria que o trabalhador vem passando tem tudo a ver com os juros altos que impedem as empresas de investir e o próprio governo de promover programas sociais e fazer obras como abrir novas estradas, consertar as que precisam de reparos, entre outras que geram milhares de empregos”, disse Sérgio Nobre. As manifestações não aconteceram apenas nas ruas. Desde as primeiras horas da manhã, várias postagens no Twitter começaram a subir a hashtag #JurosBaixosJá, que alcançou o quarto lugar entre as mais comentadas no Brasil, nesta terça-feira. *Com informações da Contraf-CUT
Reunião do Copom pode decidir sobre alteração da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, está reunido nesta terça-feira (21) para debater sobre a Selic, taxa básica de juros, que vem sendo duramente criticada pelo governo, pelo setor produtivo e pelas entidades de trabalhadores. A taxa poderá – ou não – ser alterada no segundo e último dia de encontro do colegiado, já na noite de quarta-feira. Mesmo com as críticas, as projeções indicam que a tendência d o Copom é manter os juros em 13,75% ao ano, que vem desde agosto passado e é o maior índice em seis anos. De agosto para cá, a inflação (IPCA) anualizada caiu três pontos percentuais, de 8,73% para 5,60%. Em poucos meses a diferença entre juros e inflação subiu de 4,6% para 7,7%. A autoridade monetária aponta riscos, internos e externos, para a inflação brasileira. Mas o governo não concorda com a argumentação. Sem justificativa Para o vice-presidente e também ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin, nada justifica esse índice. “Não há nada que justifique 8% de juros reais acima da inflação quando não há demanda explodindo e quando o mundo inteiro tem praticamente juros negativos”, afirmou nesta segunda-feira (20), durante seminário. Organizado pelo BNDES, o seminário contou ainda com a presença do presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, que chamou as taxas de juros de “pornográficas”. Já o professor Joseph Stiglitz, Nobel de Economia, falou em “pena de morte” ao se referir ao juros praticados no Brasil pelo Copom. Por conta deste cenário, representantes das centrais sindicais se unem nesta terça-feira (21) em protesto contra os juros altos mantidos pelo Copom. Os atos vão acontecer por todo o país. “Os protestos são fundamentais para pressionar a direção do BC, comandada por Roberto Campos Neto, a baixar os juros que estão travando o crescimento econômico, impedindo a geração de empregos. Todo mundo tem um amigo, um parente desempregado e essa penúria que o trabalhador vem passando tem tudo a ver com os juros altos que impedem as empresas de investir e o próprio governo de promover programas sociais e fazer obras como abrir novas estradas, consertar as que precisam de reparos, entre outras que geram milhares de empregos”, afirma o presidente da CUT, Sérgio Nobre. *Com informações da Rede Brasil Atual
Live da CUT com informações sobre os atos desta terça-feira (21) já está no ar

Já está no ar a live da CUT com as informações sobre os protestos da classe trabalhadora contra os juros altos, que acontecem nesta terça-feira (21) em todo o país. A transmissão está sendo feita pelas páginas da CUT no Facebook e no YouTube, e no canal do YouTube da TVT. A Contraf-CUT, federações e sindicatos do ramo financeiro também participam dos atos, que são promovidos pela CUT, Força, CTB, UGT, CSB, NCST, CSP Conlutas, Intersindical e A Pública, além dos movimentos Povo Sem Medo (PSM) e Frente Brasil Popular (FBP). Também nesta terça-feira (21) está sendo realizada a reunião do Copom do Banco Central (BC) para decidir a taxa básica de juros do país, a Selic, pelos próximos dois meses. Atualmente em 13,75% ao ano, a Selic é considerada a mais alta do mundo. *Com informações da Contraf-CUT