Na Caixa, conquistas do ACT levam deltas a garantir aumento de até 4,6% na remuneração-base

Os critérios para a Promoção por Mérito 2027, referente ao ano-base 2026, já são conhecidos das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal. As regras trazem avanços conquistados pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) nas rodadas de negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Em média, cada delta representa 2,31% de aumento na remuneração-base. Merecem destaque entre os resultados a retirada do Alcance.Caixa dos critérios para obtenção dos deltas, a possibilidade de conquistar até dois deltas e o pagamento da progressão do ano-base 2026 em janeiro de 2027. As regras publicadas pela Caixa no RH 176 (Anexo IV) apontam que, para conquistar os deltas, os empregados ativos em exercício na Caixa e nas subsidiárias precisam ser público-alvo da sistemática e não possuir impedimentos. Confira: • 1º delta: concluir, até 31 de dezembro de 2026, duas ações do Bloco Estratégia Caixa e duas do Bloco Saúde em Dia.• 2º delta: ter conquistado o primeiro e concluir mais duas ações do Bloco Estratégia Caixa e mais duas do Bloco Saúde em Dia. Para obter os dois deltas, portanto, são quatro ações de cada bloco.• Desempate: primeiro, curso vinculado a Sustentabilidade ou Tecnologia e Inovação; depois, maior tempo de trabalho na Caixa; por último, quantidade de ações realizadas no Bloco Estratégia.• Prazo: para o ano base 2026, as ações devem estar concluídas até 31 de dezembro de 2026. Bloco Saúde em Dia: certificações de Saúde e Bem-Estar e Diversidade e Inclusão, Cipa, Ergonomia, Programa Saúde da Mulher e do Homem, Wellhub, Totalpass e vacinação contra a gripe. Também considera vacinação feita pelo SUS e em clínicas particulares. Bloco Estratégia Caixa: Jeito Caixa de Atender, Customer Experience, Fluência em Dados e IA, Metodologias Ágeis, Agir Certo Caixa, Sustentabilidade, Cidadania e Impacto, Ecossistema Negocial e Governança Corporativa. *Fonte: Contraf-CUT
Ampliação de licença-paternidade já está em vigor no BB

Já está em vigor a ampliação da licença-paternidade para 35 dias no Banco do Brasil. A medida é resultado da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. Lembrando que a iniciativa concede prazo base de 20 dias, que pode ser estendido por mais 15 se o funcionário participar do curso de paternidade responsável. De acordo com a legislação atual, todo o funcionário pai de recém-nascido tem uma licença de cinco dias. Porém, os funcionários do Banco do Brasil conquistaram no ACT o direito a 20 dias, com mais 15 dias se apresentar a comprovação do curso de paternidade responsável. Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), ressaltou que essa conquista representa “um importante avanço social pra as famílias, proporcionando mais tempo de convivência e participação dos pais nos cuidados com os filhos”. *Fonte: Contraf-CUT
COE Santander cobra melhorias e banco não retoma negociação

A representação dos trabalhadores do Santander considerou insuficiente a proposta global apresentada pelo banco para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A reunião entre Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do banco ocorreu na última quinta-feira (1º), em São Paulo. A COE rejeitou a proposta e cobrou melhorias, mas o banco não apresentou novos avanços e optou por não retornar à mesa de negociação nesta quinta-feira. A COE aguarda novo contato para retomada das negociações. Na reunião, a representação dos trabalhadores apresentou denúncias sobre casos de empregados considerados “hipersuficientes” (com nível superior e salário maior que dois tetos da Previdência Social). Eles estariam sendo pressionados a aceitar acordos individuais para alteração contratual. A proposta global apresentada pelo Santander prevê a manutenção de todas as cláusulas atualmente vigentes e alterações em diferentes pontos da pauta. Entre elas estão a isenção de coparticipação para trabalhadores com deficiência (PCDs), além de propostas relacionadas à bolsa-auxílio de estudos, banco de horas, Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) e PPRS. Em relação ao Participação nos Programas de Resultados Santander (PPRS), o banco propôs a aplicação de ganho real de 1,2%, com a correção das faixas para 5,20%. A representação dos trabalhadores rejeitou a proposta porque avaliou que existe a possibilidade de o trabalhador receber, a título de PPRS, um valor inferior ao recebido no ano passado. *Fonte: Contraf-CUT
Caixa: pagamento de PLR, prêmio de R$ 3 mil e Super Caixa será dia 20 de outubro

Serão realizados no dia 20 de outubro os créditos referentes ao adiantamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), ao prêmio extraordinário de R$ 3 mil e aos valores do Super Caixa, além do reajuste salarial e da atualização dos benefícios. A confirmação foi feita nesta sexta-feira (2) pela Caixa Econômica Federal, depois que a Contraf-CUT enviou ofício cobrando informações sobre a data dos pagamentos. De acordo com a Caixa, salários e benefícios serão reajustados em 4,6%, com efeitos retroativos a 1º de setembro de 2026. As diferenças referentes a setembro serão pagas juntamente com a folha de outubro. Com o reajuste, o auxílio-refeição/alimentação passa de R$ 1.173,26 para R$ 1.227,16; o auxílio-cesta alimentação e a 13ª cesta passam de R$ 924,47 para R$ 967,00; e o auxílio-creche/auxílio-babá sobe de R$ 697,14 para R$ 729,21. A indenização por assalto ou sinistro passa de R$ 281.130,23 para R$ 294.062,22. Também será realizado no dia 20, o adiantamento da PLR, conforme as regras vigentes. O resultado do julgamento do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) aponta que foram mantidas as regras da PLR Social, com distribuição equivalente a 4% do lucro líquido, além das regras da PLR previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária. Também será feito o pagamento de um prêmio extraordinário individual de R$ 3 mil aos empregados e empregadas que estavam com contrato de trabalho ativo em 1º de setembro de 2026. O pagamento resulta da superação do Índice de Eficiência Operacional (IEO) no primeiro semestre deste ano. Os empregados e empregadas das redes de varejo e atacado também receberão, no dia 20, os valores apurados pelo Programa Super Caixa referentes ao primeiro semestre de 2026. *Fonte: Contraf-CUT
Em ofício, Contraf-CUT questiona Caixa sobre pagamento de PLR, bônus e Super Caixa

Nesta quarta-feira (30), a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Ramo Financeiro (Contraf-CUT) questionou a Caixa Econômica Federal sobre o pagamento da PLR, Super Caixa, Bônus de R$ 3 mil e da diferença referente aos salários e demais verbas de natureza salariais e indenizatórias decorrentes do reajuste definido no julgamento do dissídio coletivo, realizado pela Seção de Dissídio Coletivo do TST, na última terça-feira (29). No ofício enviado à Caixa, a Contraf-CUT quer saber a data em que os valores serão depositados. Luiza Hansen, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, ressaltou que as empregadas e empregados são responsáveis pelos excelentes resultados que a Caixa vem obtendo, apesar das dificuldades que enfrentam no seu dia a dia de trabalho. “Por isso, nossa expectativa é que a Caixa responda o mais rápido possível”, observou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT
COE debate com Itaú sobre fechamento de agências, metas e plano de saúde

Nesta terça-feira (29), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú se reuniu com a direção do banco, visando prosseguir com as negociações da pauta entregue em 1º de julho, construída a partir das deliberações do Encontro Nacional dos Funcionários do Banco. Os principais temas debatidos foram o fechamento de agências e a realocação de trabalhadores, a reestruturação do Segmento Empresas, a cobrança de metas, o plano de saúde, as certificações ANBIMA, a Fundação Itaú/Franprev e a renovação do Acordo Macro. A coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, explicou que o processo de transformação pelo qual passa o banco reforça a necessidade de garantir proteção aos trabalhadores, transparência nos processos e participação humana nas decisões que impactam a vida profissional dos bancários. Fechamento de agências A COE reivindicou o fim das demissões decorrentes do encerramento das unidades e a realocação de todos os trabalhadores envolvidos. O banco informou que atualmente 11 trabalhadores estão incluídos no Programa de Requalificação e Indenização previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2028 para bancários oriundos de agências que encerraram suas atividades. De acordo com o banco, os demais trabalhadores foram realocados. Reestruturação do Segmento Empresas e cobrança de metas A COE mostrou as preocupações dos trabalhadores com a reestruturação do Segmento Empresas, principalmente em relação às regras de remuneração variável, à definição e cobrança de metas e aos critérios de avaliação. Dados do turnover A representação dos trabalhadores cobrou os dados de turnover, que haviam sido solicitados para esta reunião. Informações deveriam apresentar números de trabalhadores admitidos e demitidos, além dos desligamentos relacionados aos processos de encerramento de agências. O banco não apresentou esses dados. Renovação do Acordo Macro e monitoramento do trabalho A COE solicitou ao Itaú um quadro atualizado do Banco de Horas, com informações necessárias para o acompanhamento do tema. Entidade também questionou as ferramentas utilizadas pelo banco para monitorar e medir a atividade dos funcionários e reivindicou maior transparência sobre os mecanismos empregados. Banco dos Aposentados, Banco Agro e PABs Informações sobre a expansão do chamado Banco dos Aposentados foram apresentadas pelo Itaú. No momento são 19 agências, mas a expectativa é de chegar a 500 unidades. Também foi apresentado o modelo do Banco Agro, que atualmente conta com 72 espaços, seguindo o formato de escritório. Em relação ao Banco do Servidor, formado pelos Postos de Atendimento Bancário (PABs) instalados em repartições públicas, o banco disse que passarão a combinar atendimento físico e digital, em um modelo híbrido. Os PABs Empresas também seguirão o formato phygital. Certificações ANBIMA Houve questionamentos sobre a renovação e atualização das certificações da ANBIMA, principalmente sobre os custos necessários para a conclusão dos processos e às dúvidas sobre a nova certificação CPRO-R, inclusive para trabalhadores licenciados. De acordo com o banco, será apresentado aos sindicatos um passo a passo atualizado para renovação e obtenção das certificações e também produzirá um comunicado para orientar os bancários sobre os procedimentos. Plano de saúde A COE pediu a reabertura das discussões para ativos e aposentados. Porém, o banco informou que não há espaço para negociação relativa aos aposentados. Fundação Itaú/Franprev Os representantes dos trabalhadores querem a abertura de uma discussão específica sobre o Plano da Fundação Itaú/Franprev. Na próxima reunião, vão apresentar uma pauta específica sobre o assunto. A próxima rodada de negociação entre a COE Itaú e a direção do banco está marcada para 7 de outubro de 2026. *Fonte: Contraf-CUT
TST decide acabar com a greve na Caixa

O julgamento do dissídio coletivo da Caixa Econômica Federal ocorreu nesta terça-feira (29). A greve foi considerada não abusiva pelo TST. Apesar disso, o Tribunal determinou o fim da greve e a volta imediata dos empregados ao trabalho, nesta quarta-feira (30). O TST também definiu as regras que vão reger as relações de trabalho até 31 de agosto de 2028. Durante o período, os empregados terão uma sentença normativa resultante do dissídio coletivo ajuizado pela Caixa, deixando de contar com um novo Acordo Coletivo de Trabalho construído e assinado pelas partes. O ministro Maurício Godinho Delgado ressaltou que grande parte das condições existentes puderam ser preservadas por terem sido conquistadas antes, através da negociação coletiva. Porém, ele advertiu que, quando a sentença normativa chegar ao fim, não haverá um novo ACT negociado que garanta direitos preexistentes, como aumento real e PLR, e a categoria ficará sujeita às jurisprudências do TST, que não concede reajustes acima do INPC e nem PLR. A atuação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) foi importante para reduzir perdas. A sentença preservou as cláusulas dos ACTs anteriores e da CCT dos bancários, incluindo o reajuste com INPC mais 0,6% de aumento real, a PLR e demais direitos econômicos. O desconto de todos os dias parados também tinha sido determinado pelo relator. Mas, por solicitação da Contraf-CUT, o TST decidiu consultar a Caixa, que concordou com a compensação em até 180 dias. Em relação ao Saúde Caixa, uma das principais reivindicações, houve perdas. O teto da participação da Caixa, que subiria para 9% da folha, permaneceu em 6,5%. Com a manutenção do teto de 6,5% da folha, ao invés dos 9%, a Caixa deixará de pagar cerca de R$ 2 bilhões durante a vigência da sentença. Na proposta rejeitada, a Caixa assumiria o déficit de 2026. Já pela regra preservada pelo TST, depois da utilização das reservas, o déficit será rateado entre os titulares do Saúde Caixa. Com base no artigo 114 da Constituição Federal e na jurisprudência do próprio Tribunal, o relator decidiu aproveitar na sentença normativa as cláusulas anteriormente negociadas na CCT da categoria bancária e nos ACTs específicos da Caixa. Esse entendimento ajudou a preservar, entre outros pontos, o reajuste salarial pelo INPC mais 0,6% de aumento real. Caso o reajuste fosse apenas do INPC, a redução seria de R$ 112,5 milhões/ano na massa salarial da Caixa. O Tribunal também manteve o ganho real previsto para 2027, graças à negociação no CCT. A força de negociação da categoria ao longo dos anos também foi decisiva para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta apresentada pela Caixa ao TST continha mudanças que poderiam reduzir a parcela, alterar limites de distribuição e modificar as regras existentes. O relator considerou que essas alterações dependeriam de negociação coletiva e determinou a aplicação das regras preexistentes. O déficit de 2026 não ficou sob responsabilidade exclusiva da Caixa. “Este é o principal impacto para os usuários do Saúde Caixa. Na negociação, tínhamos conseguido que a empresa elevasse seu teto de participação para 9% e assumisse o déficit de 2026. No dissídio, o teto voltou para 6,5% e existe o risco de o déficit remanescente acabar no bolso de empregados, aposentados e pensionistas”, ressaltou Luiza Hansen, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa). Veja a tabela publicada pela Contraf-CUT com mudanças em relação à terceira proposta: *Fonte: Contraf-CUT
Abertas as inscrições para o curso Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas

O curso Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas está com inscrições abertas para uma nova turma. Vale lembrar que o curso é pré-requisito para que futuros papais solicitem ao banco a licença-paternidade ampliada de 20 dias, mais uma conquista da categoria. A nova turma terá aulas online e ao vivo, de 26 a 29 de outubro, das 19h30 às 21h30. O curso oferece aos participantes uma reflexão sobre a paternidade e a maternidade no mundo contemporâneo. São abordados pontos como o momento na vida do pai, os desafios para a família com a chegada do novo integrante, depressão pós-parto e o respeito à condição biológica e psicológica da mulher. Durante as aulas, os alunos vão aprender a trocar fralda, colocar para dormir, manobra de desengasgo, cuidados pós-amamentação, entre outros assuntos que auxiliarão a desmistificar o dia a dia com o bebê, além de conceitos pedagógicos novos e antigos, educação para igualdade e a função paterna nesse contexto. Faça já a sua inscrição *Fonte: Contraf-CUT
Caixa: Contraf-CUT leva ao TST defesa dos empregados

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) apresentou sua defesa no dissídio coletivo aberto pela Caixa Econômica Federal no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no último sábado (26). O texto apresentado sustenta que a greve é legítima, que a responsabilidade pelo impasse nas negociações não pode ser atribuída aos trabalhadores e que questões centrais, como o futuro do Saúde Caixa, não podem ser definidas de forma unilateral pelo banco. A defesa também reafirma a legitimidade da pauta construída coletivamente pela categoria e aprovada no 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), que orientou as negociações durante toda a Campanha nacional de 2026. A Caixa levou a greve ao TST no dia 24 de setembro, pedindo que o movimento fosse considerado abusivo, que 80% dos empregados permanecessem trabalhando e que cada entidade sindical pagasse multa diária de pelo menos R$ 100 mil. O banco pediu, ainda, que o próprio Tribunal estabeleça as regras do novo acordo coletivo, incluindo o custeio do Saúde Caixa. Além de contestar esses pedidos, a Contraf-CUT reafirma que a solução para o conflito deve preservar os direitos históricos da categoria e, sempre que possível, ser construída pela negociação coletiva. Greve legal No texto apresentado, a Contraf-CUT demonstra que a greve cumpriu os requisitos previstos na Lei nº 7.783/1989, a Lei de Greve. Foram realizadas 13 rodadas de negociação, além de mediação com o Ministério Público do Trabalho (MPT), assembleias em todo o país e comunicação prévia à Caixa e à sociedade. A greve nacional começou no dia 10 de setembro, depois de sucessivas tentativas de negociação e da rejeição das propostas apresentadas pelo banco. A Constituição Federal assegura aos próprios trabalhadores o direito de decidir quando recorrer à greve e quais interesses defender por meio dela. Por isso, a Contraf-CUT pede ao TST que declare a não abusividade do movimento. Além disso, a contestação ressalta que a atividade bancária, de maneira geral, não integra o rol de serviços essenciais definido pela legislação. A Lei de Greve inclui especificamente a compensação bancária, o que, segundo a defesa, não pode ser confundido com o funcionamento integral das agências, plataformas e áreas administrativas. O 41º Conecef foi realizado de 17 a 19 de junho, em São Paulo, reunindo representantes dos trabalhadores de todo o país. Na plenária final foram aprovadas as reivindicações específicas da Campanha Nacional de 2026. A minuta foi entregue à Caixa no dia 24 de junho. Os principais eixos da pauta são: o fortalecimento do Saúde Caixa e o fim do teto de custeio, a ampliação do quadro de empregados, valorização das carreiras, transparência e negociação da remuneração variável, melhores condições de trabalho, combate às metas abusivas, além da defesa da Funcef e da Caixa pública. Fizeram parte dos debates também questões como teletrabalho e direito à desconexão, PCS e PFG, processos de ascensão, diversidade e inclusão, condições para pessoas com deficiência, enfrentamento da sobrecarga, do assédio, dos riscos psicossociais e do adoecimento provocado pelas condições de trabalho. A representação dos trabalhadores considera que o dissídio não pode reduzir toda a Campanha Nacional a uma discussão sobre percentuais ou simplesmente substituir a negociação coletiva pela proposta que a Caixa decidiu levar ao Judiciário. Outro ponto relevante é o tipo de Caixa que os trabalhadores defendem: uma empresa pública forte, com papel social, quadro suficiente de empregados, atendimento de qualidade à população e trabalhadores valorizados. O 41º Conecef foi o espaço de construção dessa pauta coletiva. A programação do congresso concentrou os debates em Saúde Caixa e condições de trabalho; carreira e remuneração; e defesa da Caixa e da Funcef. Negociação travada pela Caixa A contestação apresentada pela Contraf-CUT reconstrói todo o histórico da Campanha Nacional: a realização do 41º Conecef, a entrega da pauta em 24 de junho, as 13 rodadas de negociação, a greve e as três propostas submetidas às assembleias. A última delas foi rejeitada por 102 bases sindicais e aprovada por 30. Apesar da continuidade das negociações e da mobilização dos empregados, a Caixa enviou, em 12 de setembro, comunicado interno informando que deixaria de aplicar cláusulas do ACT 2024/2026, não implementaria reajustes, PLR e outros efeitos econômicos da negociação e manteria o Saúde Caixa por apenas 60 dias. De acordo com a Contraf-CUT, retirar direitos enquanto o processo negocial permanecia aberto viola a boa-fé que deve orientar a negociação coletiva. Para a defesa, a empresa não pode contribuir para o impasse e depois usar esse mesmo impasse para acusar os trabalhadores de abuso do direito de greve. A Confederação também registrou que aceitou participar de nova tentativa de conciliação no TST, mas que a Caixa se antecipou ao afirmar que não havia possibilidade de avanço. Contingente de 60% e multa de R$ 100 mil Mesmo sem ouvir as entidades sindicais, o ministro relator do processo, Maurício Godinho Delgado, concedeu parcialmente a liminar pedida pela Caixa, determinando a manutenção de 60% dos empregados em atividade em cada agência, presencialmente ou de forma remota, durante a paralisação, e estabelecendo multa diária de R$ 100 mil para a entidade sindical que descumprir a determinação. Entretanto, a liminar manteve provisoriamente as cláusulas do ACT 2024/2026 até a decisão definitiva do dissídio e rejeitou o pedido da Caixa para impedir atos sindicais nas unidades, diante da inexistência de indícios de excessos na condução da greve. Em sua contestação, a Contraf-CUT pede que a exigência dos 60% seja revista e considera a multa desproporcional, por entender que ela pode funcionar como instrumento de inibição do exercício de um direito fundamental. Saúde Caixa Principal ponto de tensão durante toda a campanha, o Saúde Caixa tem lugar central na contestação. Para a categoria, a discussão não pode ser reduzida simplesmente à necessidade de cobrir déficits. O que está em jogo é quem deve assumir a responsabilidade pelo financiamento do plano e como preservar seu caráter solidário, mutualista e intergeracional. A reivindicação aprovada pelos empregados é pela retomada do custeio de 70% pela Caixa e 30% pelos beneficiários, fim do teto estatutário de 6,5% da folha que limita
Greve na Caixa: TST quer 60% dos bancários trabalhando

Em decisão liminar, proferida pelo ministro Maurício Godinho Delgado no dissídio coletivo ajuizado pela Caixa Econômica Federal, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determina que 60% das empregadas e empregados do banco permaneçam em atividade durante a greve, de forma presencial ou remota, em cada agência. O julgamento do dissídio está marcado para a próxima terça-feira (29), às 14h30. Até sábado (26), às 13h, as entidades devem apresentar defesa. Também ficou determinada a manutenção provisória das cláusulas do ACT 2024/2026 até a decisão definitiva do dissídio coletivo, sem atribuir caráter definitivo ou ultratividade às condições previstas no acordo. A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT) repudia a decisão da Caixa em recorrer ao TST, ao invés de manter as negociações, para renovar do Acordo Coletivo de Trabalho. A fim de restringir o direito grevista, a Caixa solicitou ao TST a manutenção de 80% do quadro em atividade, além de outras medidas. O TST atendeu parcialmente reduzindo o contingente para 60% e estabelecendo multa diária de R$ 100 mil à entidade sindical que descumprir a determinação. O ministro considerou que a compensação bancária é atividade essencial e destacou a responsabilidade da Caixa pelo pagamento de benefícios sociais e pela gestão do FGTS, determinando que esses serviços funcionem durante a paralisação. Quanto ao pedido do banco para impedir previamente atos de mobilização nas unidades, o TST negou, argumentando que não foram apresentados elementos que demonstrassem excessos ou desvios na condução da greve. O despacho afirma ainda que a greve é um direito constitucional e instrumento legítimo de pressão dos trabalhadores na defesa de direitos e melhores condições de trabalho. Sigilo Ficou determinado, ainda, o levantamento do segredo de justiça sobre a petição inicial e os documentos que a acompanham, que havia sido pedido pela Caixa. Apenas dois conjuntos de documentos vão permanecer com acesso restrito: as justificativas das cláusulas propostas pela Caixa e o Relatório Atuarial e a Nota Técnica Gesad nº 10336/2026, que poderão ser acessados pelas partes e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A Contraf-CUT ressaltou que lamenta e repudia a decisão da Caixa de transferir para o TST a definição sobre a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho, por meio de dissídio coletivo, em vez de dar continuidade às negociações com as entidades representativas das empregadas e dos empregados. De acordo com a entidade, desde julho foram realizadas sucessivas rodadas de negociação sobre Saúde Caixa, carreira, remuneração variável, condições de trabalho e outros pontos da pauta aprovada pelos trabalhadores. As tratativas foram retomadas diversas vezes em setembro, com apresentação e aperfeiçoamento de propostas. A Contraf-CUT destaca que grande parte dos serviços bancários atualmente pode ser realizada por meios eletrônicos e canais alternativos, como PIX, compensação eletrônica, caixas eletrônicos, lotéricas, correspondentes bancários e aplicativos. A entidade ressalta que continuará defendendo o direito de greve e todos os direitos das empregadas e dos empregados da Caixa, sejam os previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), nos acordos coletivos específicos ou decorrentes dos compromissos assumidos pela Caixa durante as mesas de negociação. *Fonte: Contraf-CUT