Bancários querem a manutenção das portas de segurança nas agências

O fim da obrigatoriedade de instalação de portas de segurança nas agências bancárias, previsto no Projeto de Lei 18.459/22, é uma preocupação para a categoria bancária e para toda a população. O projeto, que tramita na capital catarinense, está levando entidades de representação sindical da categoria bancária aos gabinetes dos vereadores para explicar a importância das portas de segurança para trabalhadores e clientes. O secretário de Políticas Sociais e coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Elias Hennemann Jordão, ressalta que o momento para o debate é oportuno. “É bom que este projeto tenha sido trazido à pauta de discussões na Câmara Municipal de Florianópolis, pois as consequências da falta de segurança em locais de atendimento ao público estão vivas na memória de todos nós”, disse o dirigente da Contraf-CUT, lembrando a morte de quatro crianças após a invasão de uma creche em Blumenau, também em Santa Catarina. Elias observou que a aprovação do projeto será um contrassenso, já que neste momento o governador do estado e diversos municípios catarinenses e de todo o país estão propondo segurança armada em instituições educacionais, visando justamente aumentar a segurança da população. “É o momento de fazermos pressão para que esta proposta seja enterrada e nunca mais colocada em pauta, pois não é de agora que as agências bancárias são alvo de ataques armados e as vidas de bancários e clientes são colocadas em risco. Não defendemos uma sociedade armada. Defendemos a continuidade de dispositivos que ajudem profissionais capacitados na vigilância a manter a segurança e resguardar a vida da população”, afirmou Elias. O Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Sintrafi) de Florianópolis e a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetraf) de Santa Catarina estão debatendo com os vereadores da capital catarinense os impactos que serão causados em toda população se o projeto for aprovado. “É importante que os vereadores conheçam os reflexos da alteração desta lei na sociedade e na categoria bancária. Estamos pedindo o apoio deles, para que o projeto não seja aprovado na Câmara Municipal”, observou o secretário de Finanças do Sintrafi Florianópolis, André Luiz Alves. Já o coordenador da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) de Santa Catarina, Marco Silvano, lembrou que “as autoridades públicas têm a responsabilidade de priorizar a vida dos cidadãos”. *Fonte: Contraf-CUT
BB reedita Instrução Normativa sobre diferença em caixas, após questionamentos do movimento sindical

O Banco do Brasil (BB) reeditou a Instrução Normativa (IN) nº 499-2, que trata de diferenças apuradas nos valores sob a guarda de caixas bancários. A reedição veio em decorrência dos questionamentos feitos pelo movimento sindical. No texto divulgado semana passada, o Banco do Brasil dizia que em caso de diferença de caixa a menor “com indícios de intencionalidade”, o gestor deveria abrir “de forma tempestiva (imediata) boletim de ocorrência policial na delegacia”. A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, analisou a questão. “Ao usar a redação ‘indícios de intencionalidade’, sem critério técnico para solucionar questões neste âmbito, como dar ao caixa a possibilidade de defesa nas instâncias internas do BB, a empresa facilitava o assédio tanto partindo do gestores sobre os caixas, quanto da própria empresa sobre os gestores”, destacou Fernanda. De acordo com as mudanças apresentadas nesta terça-feira (18), em caso de eventuais diferenças de caixa, ocorridas no dia a dia, o gestor e o funcionário responsável pelo caixa deverão seguir os procedimentos internos, já descritos na IN 500-2. Segundo nota da empresa, “o boletim não será requerido quando as instruções internas sobre as diferenças, dentre as quais a contabilização, forem realizadas. Porque nesse caso não haverá diferença física nas conferências obrigatórias”. Entretanto, nos casos em que ocorrer o desaparecimento de valores a partir de R$ 5 mil, a instrução normativa é pela abertura de boletim de ocorrência na polícia. “O boletim de ocorrência não acusa ninguém. É apenas a comunicação para a autoridade competente do sumiço do patrimônio”, escreveu o banco. “Acreditamos que o texto, como está agora, deve impedir que a instrução normativa seja usada como forma de assédio, mas continuaremos acompanhando. Caso algum funcionário seja ameaçado por esta instrução, nossa orientação é que procure imediatamente o seu sindicato”, finalizou Fernanda Lopes. Veja a seguir como ficou o novo texto: IN 499-2 – Diferença de caixa a menor, localizada durante a conferência de numerário (aleatória, mensal, opcional, cruzada e rodízio de baú), de valor igual ou superior a R$ 5 mil, sem origem identificada: 2.4.1 Adote no que couber, as providências de comunicação de ocorrência, descritas na IN: 500-2; 2.4.2.1 Agências não absorvidas por PSO: gerente geral ou superior; 2.4.2.2 PSO e PSV: gerente de segmento ou superior; 2.4.2.3 Lojas BB: gerente geral da agência lateral ou superior. 2.4.2.4 Para todas as situações, o responsável pelo registro do boletim de ocorrência não poderá ser o detentor do saldo. 2.4.2.5 Declare de forma clara e objetivamente o fato relatado que em procedimento de conferência foi detectada a falta de numerário pertencente ao Banco cujo fato gerador da diferença não foi identificada, além das seguintes informações: 2.4.2.5.1 valor da diferença; 2.4.2.5.2 data da identificação da diferença; 2.4.2.5.3 demais informações solicitadas pela autoridade policial. 2.4.2.6 Encaminhe o BO para a USI/Gines através de e-mail com o título: Diferença de Caixa a Menor – Numerário/Tesouraria – B.O, para a caixa corporativa, com cópia para a Unidade Tática jurisdicionante, para encaminhamento e acionamento da Ajure jurisdicionante pela USI. *Fonte: Contraf-CUT
Conferência debate saúde psíquica da categoria bancária

Um importante alerta foi feito pelo vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vinícius Assumpção, durante a 1ª Conferência Intersetorial sobre Saúde e Trabalho bancário, realizada em Porto Alegre (RS), no último dia 13: “Os dados sobre o adoecimento psíquico nos bancos são alarmantes, dentre eles o de que 78% dos bancários fazem uso de medicamentos controlados. Antes, os problemas de saúde da categoria eram decorrentes de LER/Dort. Agora, são ansiedade e depressão”. Vinícius acrescentou ainda que o índice de afastamento por doenças do trabalho, nas demais categorias, é de 15%, enquanto no meio bancário chega a 25%. Para ele, houve evoluções nos bancos, mas ainda são insuficientes para garantir efetivamente melhores condições de trabalho. “Este tema é o principal debate na categoria atualmente e deve continuar assim nos próximos anos”, destacou Vinícius. O documentário “Além do limite – quando a meta é sobreviver”, dirigido pelo jornalista Marcelo Monteiro, foi lançado no início do evento. O filme aborda a triste realidade enfrentada pela categoria bancária, com relatos de diversos casos de adoecimento psicológico, alguns culminando em suicídio. No final foi realizado um debate com o jornalista. Gravidade O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, disse que o evento deixou nítida a gravidade do alto número de adoecimento relacionado ao trabalho. Também debateu soluções para que essa situação não persista. “Não é possível que trabalho seja sinônimo de medo, sofrimento e adoecimento. Temos uma Convenção Coletiva com muitas cláusulas de saúde conquistadas, mas a gente tem que lutar para que os bancos cumpram o que assinaram. E também cobrar ação das instituições responsáveis pela promoção de saúde e fiscalização dos ambientes de trabalho”, afirmou Salles. O encontro faz parte das atividades da campanha “Menos metas, mais saúde”. Um novo debate virtual está previsto para o dia 27 de abril.
Contraf-CUT indica aprovação de Relatório Anual da Cassi 2022

O Relatório Anual da Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi) começou a ser votado nesta segunda-feira (17). A votação vai até o próximo dia 28, às 18h e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) orienta a aprovação do documento. Todos os associados e associadas à Cassi podem votar pelo site, SISBB, App ou terminais de autoatendimento do BB (saiba como votar em cada plataforma). Gustavo Tabatinga Junior, funcionário do BB e secretário-geral da Contraf-CUT, explicou que o documento reflete na íntegra a realidade do balanço patrimonial da entidade no exercício de 2022 e foi aprovado pelos conselhos Deliberativo e Fiscal da Cassi e por uma auditoria independente. “A Contraf-CUT entende que os associados devem votar pela aprovação do relatório porque, além de refletir a realidade atual da entidade, trouxe avanços em pontos que sempre defendemos que fossem priorizados, como expansão da oferta da Atenção Primária à Saúde (APS), também conhecida como Estratégia Saúde da Família”, completou. A prevenção de doenças, favorecendo a coordenação do cuidado e o uso eficiente dos recursos assistenciais é o principal foco da atenção primária. Segundo levantamento da Cassi, os serviços de APS conseguem resolver de 75% a 85% das demandas de saúde da população. “Além do reforço às estratégias de prevenção, que ao mesmo tempo em que possibilita melhor qualidade de vida para os associados reduz os custos dos planos de saúde da Cassi, o relatório inclui o fortalecimento e expansão das CliniCassi e da rede credenciada, com a contratação de médicos especializados”, observou Gustavo Tabatinga. A Cassi concluiu o ano de 2022 com Reservas Financeiras de R$ 3,729 bilhões, o que, segundo a entidade, lhe permite segurança de operação. “Esse dado financeiro nos dá uma certa tranquilidade para pensarmos juntamente com os patrocinadores, associados e Banco do Brasil, uma forma de custeio que garanta perenidade e sustentabilidade à Cassi”, ressaltou o secretário-geral. *Fonte: Contraf-CUT
Copa Contraf-CUT Fifa 23: etapa Rio terá início dia 6 de maio

Uma boa oportunidade para os bancários e as bancárias que gostam de jogar um FIFA é o primeiro torneio de videogame para trabalhadores(as) do ramo financeiro sindicalizados(as) nos sindicatos filiados à Federa-RJ. O campeonato vai contar com premiação nas etapas regionais e nacionais. As inscrições podem ser realizadas clicando aqui. O objetivo do torneio é criar interatividade entre os associados do Sindicato dos Bancários, onde disputarão Torneio de FIFA 23 pelo vídeo Game Playstation 4 e 5 XBOX ONE, Series X e S. Participarão da disputa limitando 64 jogadores na modalidade fase de grupos e ou mata-mata. A modalidade de disputa poderá sofrer alterações caso haja alterações no número de competidores. As inscrições começam nesta segunda-feira (17) e vão até o próximo dia 28, através do link https://forms.gle/oZCssXqyhNcQQyQh6. O torneio acontece no dia 6 de maio. As plataformas permitidas são: Playstation 4, Playstation 5 (na antiga geração), Xbox One (na antiga geração) e Xbox Series (na antiga geração). Serão duas partidas, cada uma com seis minutos. As partidas serão disputadas em locais escolhidos pelos jogadores. Os bancários e as bancárias que ficarem em primeiro, segundo e terceiro lugar da etapa regional vão disputar a fase nacional, com 32 equipes de todo Brasil. Os jogos serão por mata-mata, em partidas de ida e volta. O chaveamento do campeonato será definido após o final das inscrições de cada etapa regional, que tem o limite máximo de 64 participantes e poderá ser acompanhado pelos inscritos. A organização é realizada pela equipe da SMU Games, que oferece todo o suporte durante o campeonato e um painel preparado para os competidores postarem os resultados dos jogos e acompanharem a tabela de classificação. REGRAS GERAIS Os jogos deverão ser realizados no modo Amistoso. Os controles são de responsabilidade de cada jogador. Caso o controle apresente defeito o jogador deverá pausar o jogo e comunicar a Campeonato SMUGAMES. Se o competidor jogar com o controle defeituoso o resultado final será válido. Os jogadores poderão jogar com times ou seleções, e os mesmos podem ser repetidos. Utilizar “pause” somente quando a bola estiver parada ou nas mãos do goleiro. Escanteio, lateral, tiro de meta, falta são exemplos de bola parada (permitido por jogo 4 pausas apenas). Cada jogo será iniciado na hora determinada pelo torneio, com tolerância de 10 minutos. Os competidores que não estiverem no horário do jogo e fora da tolerância serão desclassificados. Os competidores terão 2 minutos para realizar as configurações de controles, táticas, formação e iniciar o jogo imediatamente. Caso o jogo seja interrompido, é de responsabilidade do jogador comunicar a SMUGAMES para que seja restabelecido. Quanto ao local do evento, todos os competidores jogarão da sua casa ou de qualquer lugar que escolherem, desde que tenham acesso à internet com velocidade acima de 20 MB. A equipe da SMUGAMES criará grupos de whatsapp relacionados aos grupos do Campeonato e através dele gerenciará o momento que os jogadores iniciarão suas partidas. Neste campeonato, o lançamento de resultados será feito somente pelo administrador. Ao finalizar o jogo, tire o print e se possível grave um pequeno vídeo com resultado do jogo e envie para o administrador do Campeonato, que prontamente postará o resultado do jogo no site. Sempre guarde um print do resultado do jogo, pois caso seu adversário diga que está incorreto ele poderá ser usado como evidência. Vale lembrar que em caso de fraudes com resultados o jogador será banido e não poderá jogar mais campeonatos. Em caso de lag ou delay durante a partida, o jogador deverá sair do jogo e avisar seu adversário via whatsapp que não tem condições de jogar daquela forma, após isso notificar a administração da SMU Games. Ao continuar no jogo com lag ou delay você concorda com as condições do jogo e tal reclamação será desconsiderada. Em caso de goleada, os gols não serão desconsiderados por causa do lag, somente serão desconsiderados gols onde claramente o lag prejudicou a jogada, fato que deverá ser comprovado com vídeo do jogo. QUEDA DE CONEXÃO Caso ocorra a queda de conexão será considerada vitória ao jogador que se manteve na partida por 3 x 0 (a equipe da SMUGAMES entrará em contato com os participantes para avaliar o caso, e ver se partida será refeita) Rage quit é expressamente proibido mesmo que esteja tomando a famosa goleada. Abandonar a partida ou rage quit além do jogador ser advertido, serão adicionados 3 gols além do placar que a partida já tinha. Vale lembrar que Rage Quit é diferente de queda de conexão. ADVERTÊNCIAS Caso seja identificado que o jogador iniciou a partida com elenco editado (Ex: Messi no Real Madrid, etc) e que tal fato comprove a intenção de se beneficiar, o jogador que cometeu a infração será banido do campeonato sem direito a ressarcimento do valor da inscrição. Comportamento anti-jogo (Ex: tocar a bola no campo de defesa sem reação de ataque por várias vezes) levará advertência e poderá ter o jogo anulado após análise da administração. Em caso de duas advertências o jogador será banido do campeonato sem direito a ressarcimento do valor da inscrição. A conduta de substituir um jogador inscrito por outro membro da mesma equipe ou outra pessoa que não seja ela mesma, é considerada conduta antidesportiva e passível de penalidade como eliminação do campeonato em curso, assim como o jogador que for identificado jogando com duas contas diferentes no mesmo campeonato, caracterizados como “fake”. Combinação de resultados de partidas entre jogadores do mesmo grupo que forem comprovadas acarretará em desclassificação dos jogadores envolvidos, sem direito a ressarcimento do valor da inscrição. Caso não haja evidências, a acusação será desconsiderada; Apenas saia da partida se realmente tiver a gravação do jogo; Aconselhamos a gravar todas as partidas, caso seu console não ofereça tal recurso, utilize aparelho celular. COMPORTAMENTO DO COMPETIDOR É expressamente proibido o uso de linguagem vulgar quando estiver dentro da área do torneio, assim como desafios, ironias, gestos e afins ao adversário. Tal conduta poderá gerar penalidade e consequentemente desclassificação, sem direito a ressarcimento do valor de inscrição. Uso
Banco do Brasil: Previ fechou ano com recorde de R$ 267 bilhões em investimentos

A diretoria da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) mostrou os resultados positivos de 2022 dos planos de benefícios. O Plano 1 alcançou superávit de R$ 5,6 bilhões em 2022 e o Previ Futuro apresentou rentabilidade em todos os perfis de investimento, superior aos seus pares do mercado. A apresentação foi feita em São Paulo, na última quinta-feira (13). Segundo o relatório apresentado, em benefícios, a Previ pagou, no ano, R$ 15,3 bilhões aos mais de 100 mil associados, somente do Plano 1. “Além desse valor injetado na economia, por meio dos aposentados e pensionistas, a Previ fechou o ano com recorde de R$ 267 bilhões em investimentos, o que aponta, mais uma vez, para a importância macroeconômica dos fundos de pensão”, afirmou o presidente da Previ, João Fukunaga. Para o diretor eleito de Administração da entidade, Márcio de Souza, “esses resultados são explicados pela solidez da governança do maior fundo de pensão da América Latina”. Já o diretor eleito de Seguridade, Wagner Nascimento, ressaltou o trabalho da equipe para garantir a transparência das atividades. “A Previ é o único fundo de pensão que coloca em seu site 100% dos seus investimentos. Lógico que não colocamos a nossa estratégia de investimentos, mas o passado a gente coloca. A gente, inclusive, disponibiliza os resultados mais rápido do que algumas empresas de capital aberto”, destacou Nascimento. Segundo a diretora eleita de Planejamento da Previ, Paula Goto, a entidade está retomando este ano as apresentações presenciais, interrompidas por três anos em razão da pandemia de covid-19. Ela reforçou que esses encontros compõem o “objetivo de oferecer o melhor resultado para o associado, com transparência”. Avaliação dos associados A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, também avaliou os resultados. “Esses resultados positivos, e acima da média em comparação aos outros fundos fechados e planos de previdência do mercado, comprovam a eficiência do modelo de governança da Previ, baseada na eleição periódica de diretores e conselheiros eleitos pelos associados e associadas da entidade”, disse. Fernanda também falou sobre a missão dos associados. “Nossa missão, como associados da Previ, é continuar de olho na governança para que essa eficiência continue e também para que a gestão atenda nossas reivindicações”, completou. Ela destacou ainda as cobranças para que os funcionários oriundos de bancos incorporados pelo BB tenham acesso igual à Previ e para a revisão da tabela de Pontuação Individual do Participante (PIP), aprovada na última renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), mas ainda sem implementação. Mais saúde para os associados Durante o encontro, Fukunaga apresentou os planos propostos pela nova gestão da Previ. Entre eles está uma parceria com a Cassi para atendimento aos associados da Previ, por meio das CliniCassi. “A gente quer mudar um pouco a forma como se olha previdência e saúde, não como algo separado, mas algo junto. Porque não adianta eu, como associado, ter recurso financeiro, mas não ter saúde para gozar desse recurso financeiro”, explicou. O presidente da Previ disse ainda que já houve um primeiro encontro com a direção da Cassi para a construção de um projeto piloto. “Inicialmente, a gente vai começar na sede da Previ, que tem cerca de 500 funcionários vindos do banco, portanto associados à Previ. Vamos cadastrar todos no Estratégia Saúde da Família, fazendo uma ação de saúde junto com a Cassi. Tanto associados da Previ quanto da Cassi poderão passar em consultas lá dentro. Nesse espaço piloto teremos também o atendimento da Previ, tirando dúvidas, para gerar uma sala de convivência. O objetivo é, com isso, valorizar nossos modelos de atendimento da Previ e da Cassi”, completou. *Fonte: Contraf-CUT
Banco do Brasil: diferença no cálculo de benefícios, que não existe, gera ações judiciais na Previ

A Previ, Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, vem recebendo ações reivindicando aumento de benefícios para mulheres, com base em uma suposta diferença de tratamento na concessão de benefícios para homens e mulheres. Entretanto, diretores e conselheiros eleitos da entidade fazem um alerta para que os associados tenham cuidado com a “indústria dos processos”. O diretor eleito de Administração da Previ, Márcio de Souza, afirma que essa não é a realidade da Previ. “Acontece que esses processos não têm base na realidade da Previ, uma entidade que, no cálculo e na concessão de benefícios, trata de forma igual mulheres e homens”, destacou Márcio. Segundo o diretor, a motivação por trás dessas ações é uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra outro fundo de pensão que, em um de seus regulamentos, estabeleceu uma regra na aposentadoria proporcional, colocando as mulheres em desvantagem em relação aos homens e feriu o princípio da isonomia. Márcio ressalta que “esse problema não existe na Previ, onde todos os regulamentos dos planos de benefícios sempre previram a aplicação da proporcionalidade pelo tempo de filiação do associado, sem diferença alguma entre os sexos masculino e feminino. Portanto, não tem como essas ações judiciais prosperarem”. E adverte: “É importante dar esse alerta, para que os associados e associadas tomem muito cuidado com as aventuras jurídicas, que depois podem se voltar contra eles. Terão de devolver eventuais pagamentos indevidos e ainda arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios.” Márcio cita como exemplo ações judiciais movidas contra a Previ pedindo a incorporação da cesta-alimentação nos benefícios do Plano 1, nos anos 2000, envolvendo 4.700 associados e associadas. Quando o tema chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a corte considerou indevidos os pedidos de incorporação do auxílio aos benefícios pagos pela Previ, derrubando tutelas antecipadas que permitiram o pagamento. “Isso obrigou mais de quatro mil proponentes da ação a restituírem à Previ os valores recebidos, com juros e correção monetária que, na Justiça, são maiores do que parâmetros praticados na Previ”, afirmou o diretor, alertando que a dívida não paga pelos associados passará aos seus beneficiários, em caso de falecimento dos primeiros. Impacto bilionário Segundo cálculos da Previ, as disputas jurídicas estimuladas contra a entidade pela chamada “indústria do processo”, somente neste tema sobre isonomia, podem causar um impacto de até R$ 17 bilhões nas reservas matemáticas do Plano 1, que contabilizam os compromissos de longo prazo da Previ com seus associados. “Não devemos esquecer que se o déficit do Plano 1 chegar a R$ 14 bilhões, pela legislação, a Previ será obrigada a fazer um plano de equacionamento, obrigando a um aumento de contribuição para todos os associados. Ou seja, será um tiro no pé”, alertou o diretor eleito de Administração, lembrando que todos pagam a conta em se tratando de planos de benefícios de caráter mutualista, como é o Plano 1. Márcio concluiu lembrando a missão da Previ: “A missão da Previ sempre foi e sempre será formar um patrimônio coletivo que é gerido com a finalidade de garantir o pagamento de benefícios até o último associado ou seu dependente vivo. Então, quando a entidade perde uma ação judicial como essa, todos nós perdemos.” *Com informações da Contraf-CUT
Banco do Brasil: funcionários reivindicam a revisão da tabela PIP

Os funcionários do Banco do Brasil estão reclamando que, mesmo após quase seis meses da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), até agora o banco não apresentou a nova tabela de Pontuação Individual do Participante (PIP). Um dos principais avanços do acordo foi a revisão do critério da PIP, sistema de cálculos usados na Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), que permite aos trabalhadores do BB, associados ao plano Previ Futuro, somarem mais recursos à aposentadoria. A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-cut) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEEB), Fernanda Lopes, falou sobre como os trabalhadores são prejudicados. “A cada mês sem a entrega da revisão da PIP é um mês em que os associados estão sendo prejudicados. A mudança de cálculo da PIP significa uma melhora substancial no benefício dos aposentados do plano Previ Futuro e o movimento sindical está cobrando uma mesa com o banco para debater o tema e uma data efetiva para a implementação do novo modelo de cálculo”, afirmou. Entenda A revisão da tabela PIP é uma antiga reivindicação dos trabalhadores, que impacta na contribuição adicional, conhecida como 2B, que pode variar de 1% a 10% do salário de participação dos associados do Previ Futuro, com o BB contribuindo com o mesmo percentual que o participante. “A 2B aumenta à medida que o funcionário evolui na sua carteira funcional”, explicou Getúlio Maciel, representante da Federação dos Bancários no Estado de São Paulo (Fetec-SP) na CEBB. O plano Previ Futuro foi criado em 1998. Desde então, não houve alteração da metodologia de cálculo da PIP, mesmo após várias alterações nos planos de cargos e salários. Isso explica o porquê, até o momento, apenas executivos com altos salários terem conseguido obter 10% na parte 2B. “O que nós procuramos fazer com a proposta de revisão, presente no novo ACT, é mudar isso, para que mais associados da Previ tenham oportunidade de realizar contribuições adicionais superiores e, desta forma, aumentar suas chances de engordar a aposentadoria no futuro”, reforçou Getúlio Maciel. *Fonte: Contraf-cut
Bancários protestam contra metas abusivas

Bancários de todo o país denunciaram o assédio e a pressão realizada pelos bancos na cobrança abusiva pelo cumprimento de metas e os prejuízos que esta prática causa nos trabalhadores da categoria. Eles foram às ruas e às redes sociais, nesta terça-feira (11). As atividades marcaram o lançamento da campanha Menos Metas, Mais Saúde, promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e por seus sindicatos e federações filiados. A campanha terá duração de seis meses. “Há anos reivindicamos que as metas e as formas de cobranças do seu cumprimento sejam estabelecidas com a participação dos trabalhadores que terão que cumpri-las, mas os bancos alegam que se trata de uma questão de gestão e que esta decisão cabe somente a eles. As consequências são desastrosas para os trabalhadores. O cenário de adoecimento físico e mental da categoria piora a cada ano, com transtornos psicológicos e as LER/Dort. E, nos últimos tempos, também tem aumentado o número de suicídios entre os bancários”, afirmou o secretário de Saúde do Trabalhador, Mauro Salles. Durante as manifestações, os sindicalistas distribuíram boletins e panfletos para os trabalhadores, clientes dos bancos e a população que transitava pelas ruas. “Para as bancárias e bancários pode não ser novidade, afinal eles sofrem as consequências em seu dia a dia, mas nossa intenção é denunciar a situação para clientes e a população de uma forma geral. Queremos mostrar que os bancos não são os ‘bons-moços’ retratados em suas publicidades. Muita coisa fica escondida atrás dos outdoors e das propagandas de TV”, explicou o dirigente da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT
Bancários de todo país lutam por ‘Menos metas, mais saúde’

Sindicatos dos bancários de todo o país realizam, nesta terça-feira (11), manifestações para denunciar o assédio e a pressão realizada pelos bancos na cobrança abusiva pelo cumprimento de metas. As atividades marcam o lançamento da campanha “Menos Metas, Mais Saúde”, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que terá duração de seis meses. O secretário da Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles, falou sobre o objetivo da campanha. “Nossa intenção é evidenciar o cenário de adoecimento físico e mental dos trabalhadores do ramo financeiro, que a cada ano que passa sofre mais com os transtornos psicológicos e as LER/Dort, velhos problemas conhecidos pela categoria, que há anos é submetida a cobranças por metas excessivas”, explicou Salles. Ação nas redes sociais Paralelamente às atividades de rua, os bancários também realizarão um tuitaço das 11h às 12h desta terça-feira, com a hashtag #MenosMetasMaisSaúde. “Queremos mostrar para toda a sociedade o cenário assustador que a categoria bancária precisa enfrentar todos os dias, que tem levado ao crescimento, inclusive, do número de suicídios de bancários e bancárias”, afirmou o dirigente sindical da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT