Começa o pagamento do PIS/Pasep

O abono do PIS/Pasep ano-base 2021 começa a ser pago nesta quarta-feira (15) para trabalhadores da iniciativa privada, que fazem aniversário em janeiro e fevereiro, e para trabalhadores do setor público. A liberação continuará sendo feita até 17 de julho, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. O abono de até um salário mínimo é pago aos trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos. Quem trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2021, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos, pode receber agora. Para os inscritos no Pasep, como servidores públicos, militares e empregados de estatais, o pagamento será feito no mesmo período, pelo Banco do Brasil. Tanto no PIS como Pasep, o dinheiro estará disponível até 28 de dezembro. Após esse prazo, os recursos voltam para o caixa do governo. Confira as datas para os trabalhadores da iniciativa privada que recebem pela Caixa Econômica Federal: Mês de nascimento Data do pagamentoJaneiro e fevereiro 15 de fevereiroMarço e abril 15 de marçoMaio e junho 17 de abrilJulho e agosto 15 de maioSetembro e outubro 15 de junhoNovembro e dezembro 17 de julho Trabalhadores do setor público, que recebem pelo Banco do Brasil: Final da inscrição Data do pagamento0 15 de fevereiro1 15 de março2 e 3 17 de abril4 e 5 15 de maio6 e 7 15 de junho8 e 9 17 de julho O valor do abono varia conforme a quantidade de dias trabalhados durante o ano-base 2021. Cerca de 22 milhões de pessoas devem receber o benefício, com valor total de mais de R$ 20 bilhões. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Segundo informações da Caixa Econômica Federal, o crédito será depositado automaticamente para quem tem conta no banco. Os demais beneficiários devem receber os valores por meio da Poupança Social Digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não tenha conta digital, o saque poderá ser feito com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, sempre de acordo com o calendário de pagamento. Abonos esquecidos Cerca de 400 mil trabalhadores que esqueceram de retirar o abono do PIS/Pasep referente a 2020 podem pedir o dinheiro ao Ministério do Trabalho a partir de hoje. Os valores ficaram disponíveis até 29 de dezembro do ano passado, mas quem perdeu o prazo tem até cinco anos para retirá-los, desde que entre com recurso administrativo. A abertura do recurso administrativo ao Ministério do Trabalho pode ocorrer de três formas: presencialmente, por telefone ou pela internet. O pedido presencial pode ser feito em qualquer unidade do ministério, o que inclui superintendências regionais de Trabalho e Emprego, gerências regionais do Trabalho e Emprego, agências regionais, agências do Sistema Nacional do Emprego (Sine) e unidades móveis do trabalhador. Os pedidos por telefone devem ser feitos por meio da Central Alô Trabalhador, no número 158. As ligações são recebidas das 7h às 19h, sendo gratuitas para telefones fixos e cobradas para celulares. Pela internet, o trabalhador faz o pedido no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou por e-mail. A mensagem deve ser enviada para trabalho.uf@economia.gov, trocando “uf” pela sigla da unidade da Federação onde o trabalhador mora. *Com informações da Agência Brasil
Bancários se unem contra política do presidente do BC

Bancários de todo o país participaram, nesta terça-feira (14), de protesto contra os juros altos definidos pelo Banco Central (BC). No Rio, o ato foi realizado em frente ao Banco Central, com a presença de representantes do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, além de centrais sindicais, movimento sindical e movimentos sociais. Entre as 11 horas e o meio-dia de Brasília, também ocorreu um tuitaço, com a hashtag #JurosBaixosJá. Os atos, que também pedem a saída do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, são organizados pela CUT, outras centrais, o Comando Nacional dos Bancários, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e outras entidades. Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, e Sérgio Nobre, presidente nacional da CUT, participaram do ato em Brasília, que também teve a presença de vários políticos, como a deputada Erika Kokay (PT-DF), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG). “Não existe no mundo taxa tão alta como a do Brasil, juros tão elevados são uma sabotagem à economia brasileira, uma postura criminosa que acaba com emprego e renda e empobrece o trabalhador brasileiro. Por isso dizemos ‘Fora Campos Neto!’”, afirmou Juvandia. A ligação política de Campos Neto com o governo anterior também foi lembrada pela dirigente. “O atual presidente do Banco Central foi votar com a camiseta de Bolsonaro, estava em grupos de WhatsApp dos seus ministros e continua fazendo a política econômica de Paulo Guedes, que só favorece os rentistas que vivem de especulação e está bloqueando o crescimento econômico. Deveria pedir demissão”, ressaltou. “Atos como este são necessários para mostrar para a população brasileira que o presidente do BC, com sua política de juros altos, boicota o desenvolvimento do país, boicota a geração de empregos e faz os combustíveis e os alimentos aumentarem de preços”, afirmou o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, que participou das manifestações em São Paulo. Já a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, também presente no ato de São Paulo, observou que “não é de hoje que pedimos a redução dos juros. Não é por causa desse novo governo. Realizamos manifestações contra a alta dos juros aqui em São Paulo e em todas as cidades onde existem sedes do BC, além de outras grandes cidades do país, porque queremos o desenvolvimento do país, mas com os juros altos é mais lucrativo para os empresários especular no mercado financeiro do que investir no setor produtivo”. Segundo Ivone, “isso prejudica a vida de todo mundo, pois não há geração de emprego, o financiamento da casa própria fica mais caro e as pessoas não conseguem alavancar os seus negócios”. O bancário Edson Carneiro, conhecido como Índio, secretário geral da Intersindical, disse que “a população pode perguntar se o juro alto afeta sua vida, e temos que explicar que com uma taxa alta o custo do crédito para a produção vai lá para cima, e as grandes empresas, ao invés de aumentar a produção, investem o dinheiro no mercado financeiro. Baixar os juros é condição para a economia brasileira crescer, para que o micro, o pequeno e o médio empresário possam tomar empréstimo e aumentar sua produção. Precisamos é de dinheiro na produção. A taxa de juros no ponto de 13,75% é um crime contra a economia brasileira”. Lideranças bancárias Os protestos contaram com várias lideranças sindicais dos bancários. Para o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, que também esteve no ato em São Paulo, “o protesto da categoria em frente ao BC é contra a política fascista que mantém a economia estagnada e prejudica o desenvolvimento da política de Estado e de bem-estar social”. Já o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale, disse que “o que se pede é a redução dos juros e a discussão da autonomia do BC. Temos que fazer esse difícil debate para que todos entendam como os juros afetam nosso dia a dia, seja na fatura do cartão ou no limite do cheque especial”. Para ele, a questão afeta toda a estrutura produtiva do país. “Não é possível ter um governo eleito com uma política desenvolvimentista e uma política econômica que segue o caminho contrário”, concluiu Walcir que participou do ato em São Paulo. De norte a sul As manifestações se concentraram em frente aos prédios do BC em Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Nas cidades onde a instituição não possui sede, os atos ocorreram em locais de grande circulação. *Com informações da Contraf-CUT
Banco do Brasil define data de pagamento da PLR: saiba quando

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, anunciou a data do pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR). Os funcionários do Banco do Brasil vão receber os valores no dia 03 de março. A PLR do banco é composta pelo módulo Fenaban e pelo módulo BB. Pelo módulo Fenaban, o funcionário recebe 45% do salário paradigma definido no acordo, acrescido de parcela fixa. No módulo BB há a distribuição linear de 4% do lucro do semestre entre os funcionários, além da parcela variável.
Agências bancárias fecham na sexta e reabrem na Quarta-feira de Cinzas

O expediente bancário será normal até a próxima sexta-feira (17). Por conta do Carnaval, na segunda-feira (20) e na terça-feira (21) as agências vão permanecer fechadas, sem atendimento ao público. A reabertura será na Quarta-feira de Cinzas, às 12h, com encerramento previsto no horário normal de fechamento das agências. A informação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Nas localidades em que as agências fecham normalmente antes das 15h, o início do expediente bancário será antecipado, de modo a garantir o mínimo de 3 horas de atendimento presencial ao público, segundo a Febraban. A entidade orienta os clientes a utilizarem preferencialmente os canais digitais, como sites e aplicativo dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas durante o período de fechamento das agências. Os clientes que tiverem pagamentos vencidos nos dias em que as agências estarão fechadas poderão quitar as dívidas na quarta-feira (22), sem cobrança de multa.
Balanço do Banco do Brasil aponta lucro de R$ 31,8 bi

Balanço divulgado pelo Banco do Brasil, nesta segunda-feira (13) à noite, mostra que o BB teve lucro líquido ajustado recorde de R$ 31,8 bilhões em 2022. O crescimento foi de 51,3% em relação a 2021. Apenas no quarto trimestre, o lucro totalizou R$ 9 bilhões, alta de 52,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a instituição financeira, a alta no lucro pode ser explicada pelo crescimento na concessão de crédito com inadimplência controlada. O BB informa que o lucro recorde também se deve à diversificação de receitas, à disciplina na gestão de custos e à solidez na estrutura de capital. Do total deste lucro, segundo o Banco do Brasil, 40% serão distribuídos aos acionistas na forma de dividendos e de juros sobre o capital. Isso equivale a R$ 11,8 bilhões. Marca histórica O balanço divulgado aponta que a carteira de crédito ampliada do BB encerrou 2022 acima da marca histórica de R$ 1 trilhão, com alta de 14,8% em relação a 2021. Os destaques foram operações com pessoas físicas, com empresas e com o agronegócio. Pessoas físicas – a carteira de crédito cresceu 9% no ano passado, somando R$ 289,6 bilhões. A expansão foi influenciada pela carteira de crédito consignado, que encerrou 2022 em R$ 115,1 bilhões. A carteira de crédito para pessoas jurídicas totalizou R$ 358,5 bilhões, com alta de 12,8% em 12 meses. Agronegócio – a carteira ampliada somou R$ 309,7 bilhões, com recorde registrado em 2021. O crescimento totalizou 8,3% em relação ao trimestre anterior e 24,9% em 12 meses. O BB manteve a liderança no crédito ao segmento. Quanto à inadimplência, o índice acima de 90 dias das operações de crédito do banco ficou em 2,5%. Apesar do aumento em relação ao fim de 2021, quando estava em 1,75%, o indicador continua inferior à média do Sistema Financeiro Nacional, de 3%. A carteira de negócios sustentáveis, que engloba os empréstimos a projetos com impacto social e ambiental positivo, somou R$ 327,3 bilhões no ano passado, com alta de 12,3% em 12 meses. O montante corresponde a um terço do crédito total do banco. Receitas e despesas Com a prestação de serviços, as receitas totalizaram R$ 32,3 bilhões em 2022, alta de 10,2% quando comparado com 2021. Destaque para os segmentos de administração de fundos (+11,8%); seguros, previdência e capitalização (+14,6%); e operações de crédito e garantia (+27,4%). As despesas administrativas aumentaram 5,6% no ano passado, abaixo da inflação acumulada no ano passado e dentro das projeções do banco, que variavam entre 4% e 8%. Também foram divulgadas as projeções do banco para 2023. Para este ano, a instituição prevê lucro líquido ajustado entre R$ 33 bilhões e R$ 37 bilhões, expansão de 8% a 12% na carteira de crédito e crescimento de 7% a 11% tanto nas receitas com prestação de serviços como com gastos administrativos. Em abril, a instituição financeira fará um concurso. As inscrições encerram-se no próximo dia 24. *Fonte: Agência Brasil
Bancários fazem protesto contra juros altos e atrelamento do BC ao mercado financeiro

Bancários e bancárias de todo o Brasil protestam contra os juros altos impostos pelo Banco Central (BC), nesta terça-feira (14). A Selic, a taxa básica, está em 13,75%, a mais alta do mundo, e o BC sinaliza que a manterá nesses patamares elevados pelo menos até dezembro. Os atos são organizados pelo Comando Nacional dos Bancários, Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e diversas outras entidades. Às 11 horas de Brasília, também será feito um tuitaço, com a hashtag #JurosBaixosJá.As ações devem ser realizadas em várias cidades do país em frente às sedes do BC, onde elas existem, ou nas principais ruas das cidades de cada base sindical, onde elas não existem. A Contraf-CUT está preparando um banco de tuítes e imagens de apoio, que serão disponibilizados assim que estiverem prontos. “Não podemos continuar com um Banco Central que serve aos interesses dos rentistas do mercado financeiro, dos ricos que usam seus recursos para comprar títulos e viver de especulação”, afirmou a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. A presidente da Contraf-CUT ressaltou que a maioria das grandes economias não adota a política de juros altos. “Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa básica de juros costuma não superar 2% ao ano. No bloco europeu, o Banco Central da região dificilmente, também, aumenta a taxa básica para muito além desse patamar”, destacou Juvandia. Confira a programação dos atos em frente às sedes do BC em várias cidades do país. Brasília/DF Setor Bancário Sul (SBS), Quadra 3, Bloco B, Edifício Sede do BC, às 12h30. Belém/PA Boulevard Castilhos França, 708 – Campina, às 9 horas. Belo Horizonte/MG Av. Álvares Cabral, 1605 – Santo Agostinho, às 10 horas. Curitiba/PR Av. Cândido de Abreu, 344 – Centro Cívico, às 11 horas. Fortaleza/CE Av. Heráclito Graça, 273 – Centro, às 9 horas. Porto Alegre/R Rua 7 de Setembro, 586 – Centro, às 12 horas. Recife/PE Rua da Aurora, 1259 – Santo Amaro, às 9 horas. Salvador/BA 1ª avenida, 160 – Centro Administrativo da Bahia (CAB), às 9 horas. São Paulo/SP Av. Paulista, 1804 – Bela Vista, às 11 horas. Rio de Janeiro/RJ Av. Presidente Vargas, 730 – Centro, às 11 horas. Em cidades sem prédio do BC, os atos serão organizados em locais públicos de grande circulação. Consulte o sindicato local.
Caixa começa a pagar Bolsa Família de fevereiro

Os beneficiários do Bolsa Família já podem receber a parcela de fevereiro. O pagamento começou a ser feito nesta segunda-feira (13) pela Caixa Econômica Federal, com valor médio de a R$ 614,21 por família. Os primeiros a receber são os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. O pagamento será interrompido durante o Carnaval, voltando a ser realizado na Quarta-feira de Cinzas (22). O adicional de R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos ainda não começou. Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o valor extra só começará a ser pago em março, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), para eliminar fraudes. Ainda este mês, a pasta deve apresentar A proposta de um novo Bolsa Família, com foco na integração com o Sistema Único de Assistência Social e na atualização do CadÚnico deve ser apresentada pela pasta ainda em fevereiro. De acordo com o governo, os beneficiários do Bolsa Família não precisam trocar ou atualizar os cartões para receber o valor deste mês. Valem os cartões do Auxílio Brasil, nome adotado pelo governo anterior, tanto para saques quanto para movimentações. Quem quiser consultar a situação do benefício, basta acessar a conta pelo aplicativo Auxílio Brasil, pelo aplicativo Caixa Tem ou ligar para o Atendimento Caixa por meio do telefone 111. Em caso de dúvidas, o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério do Desenvolvimento Social pelo telefone 121. Confira a tabela com as datas do pagamento Final NIS Data de pagamento 1 13 2 14 3 15 4 16 5 17 6 22 7 23 8 24 9 27 0 28 Auxílio Gás Neste mês, também haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o próximo pagamento será realizado em abril. Só recebe o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico ou famílias com pelo menos um membro que more na mesma casa e receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência de receber o benefício, assim como mulheres vítimas de violência doméstica. O valor do Auxílio Gás equivalente a 100% do custo médio do botijão de 13 quilos. *Com informações da Agência Brasil e CUT Nacional
Mais cinco bancos anunciam data do pagamento da segunda parcela da PLR

Mais cinco bancos marcaram a data para o pagamento da segunda parcela da PLR 2022. O Banco Pan vai fazer o crédito no dia 15 de fevereiro; o Safra no dia 24/02; e o Citibank, o Banco BV e o Banco Alfa vão depositar no dia 28/02. Os bancos que possuem programas próprios de PLR também farão este pagamento na mesma data do crédito da PLR da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), discriminando-os separadamente no contracheque. A PLR dos bancários é determinada pelo lucro anual do banco, e o pagamento é efetuado em duas parcelas, a primeira sendo creditada até 30 de setembro (antecipação), e a segunda até 1º de março do ano seguinte, quando o lucro dos bancos já está consolidado. Cálculo A segunda parcela da PLR dos bancários é calculada pela fórmula “(90% do salário + valor fixo) – antecipação”. Mas o valor poderá ser majorado ou reduzido, de acordo com o lucro do banco. Além da Regra Básica/Majorada também há a distribuição de 2,2% do Lucro Líquido de forma linear a todos os trabalhadores, com um teto a ser definido em cada negociação. O cálculo da PLR é determinado através da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho). A CCT PLR 2022/2023 detalha o pagamento da PLR Bancários 2023. Conquista sindical Importante conquista da categoria junto do movimento sindical, a PLR dos bancários foi a primeira a garantir esse direito em Convenção Coletiva de Trabalho Nacional, em 1995. De lá pra cá, a PLR bancários passou por muitos ajustes e melhorias, resultando em valores cada vez maiores. Impacto na economia Segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a PLR dos bancários 2023, referente ao exercício 2022, já considerando o pagamento final até março de 2023, injetará, em âmbito nacional, por volta de R$ 8,7 bilhões na economia.
Trabalhadores do Santander já podem calcular PLR 2023

A segunda parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), referente a 2022, será paga pelo Santander no próximo dia 28 de fevereiro. A assessoria do Dieese, em parceria com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, disponibilizou um simulador para ajudar os bancários no cálculo de quanto vão receber. Basta acessar aqui. A PLR será creditada junto com o Programa Próprio de Remuneração do Santander (PPRS) no valor de R$ 3.355,73, mais o Programa Próprio para os cargos de Gestão (PPG) e a variável do segundo semestre de 2022, para todos os empregados ativos, afastados por doença ou licença maternidade/paternidade e demitidos a partir de 2 de agosto. O acordo firmado na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2022 estabeleceu reajuste de 13% na parcela adicional da PLR e correção do INPC (8,83%) na regra básica. Na negociação com o movimento sindical, o Santander também vai majorar os salários em até 2,2 salários. *Fonte: Contraf-CUT
Audiência sobre fim da função de caixa executivo é adiada a pedido do Banco do Brasil

A audiência de conciliação, que estava marcada para a manhã desta sexta-feira (10), entre o Banco do Brasil e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) foi adiada por solicitação do BB. A pauta era a liminar, conquistada pela categoria, que impede a eliminação da função de caixa executivo. “É fato notório que em janeiro deste ano houve alteração da alta administração do Banco do Brasil implicando na modificação do Conselho Diretor que ainda não está em sua composição plena”, argumentou a empresa. Renata Cabral, assessora jurídica da Contraf-CUT e sócia do escritório Crivelli Advogados, acrescentou que o banco pediu o prazo de 60 dias. “Agora, além de um posicionamento do BB, aguardamos por uma nova data para audiência de conciliação”, completou. Enquanto isso, segue em vigor a liminar concedida ainda em fevereiro de 2021 e que mantém o cargo de caixa executivo e a gratificação ligada à função. Entenda No início de 2021, a empresa anunciou uma nova reestruturação, com fechamento de agências, redução de postos de trabalho e extinção da função de caixa junto com o fim da gratificação para os escriturários que cumprem a função. “De início, procuramos negociar nas mesas de mediação com o banco. Em seguida, tentamos mediação junto ao Ministério Público do Trabalho. Mas, como a diretoria na época não nos atendeu, buscamos a Justiça”, lembrou a funcionária do BB e representante da Contraf-CUT na CEBB, Fernanda Lopes. Em 18 de fevereiro de 2021, o juiz Antonio Umberto de Souza Junior, da 6ª Vara da Justiça do Trabalho de Brasília, atendeu a liminar da Contraf-CUT e proibiu o Banco do Brasil de extinguir a função de caixa. Na decisão, o magistrado também obrigou o BB a incorporar o valor integral da gratificação de caixa para os empregados que, em 10/11/2017, a recebiam há mais de dez anos. O Banco do Brasil chegou a entrar com mandado de segurança, mas o Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou o pedido da empresa. A audiência de conciliação, que deveria ter ocorrido na manhã desta sexta-feira (10), foi agendada pela juíza substituta do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, Audrey Choucair Vaz, ao avaliar possível “disposição das partes para uma autocomposição”, passados dois anos desde que Contraf ajuizou a ação que impediu banco de extinguir a função. *Fonte: Contraf-CUT