Itaú tem recorde de R$ 8,4 bi de lucro no primeiro trimestre

O Itaú Unibanco registrou Lucro Líquido Recorrente Gerencial – que exclui efeitos extraordinários – de R$ 8,435 bilhões, no primeiro trimestre de 2023. O dado significa alta de 14,6% em relação ao mesmo período de 2022 e alta de 10,0% em relação ao trimestre anterior (no 4º trimestre de 2022, o resultado recorrente foi de R$ 7,668 bilhões). A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 4,9% em doze meses, totalizando cerca de R$ 11,681 bilhões. As despesas de pessoal, considerando a PLR, por sua vez, cresceram 0,8% no período, somando cerca de R$ 7,044 bilhões. Assim, a cobertura destas despesas pelas receitas com prestação de serviços do banco foi de 165,8% no período. No final do 1º trimestre deste ano, a holding contava com 89.497 empregados no país, com abertura de 1.237 postos de trabalho em doze meses. De acordo com o relatório do banco, esse saldo se deve à ampliação no número de assessores de investimentos e a contratações para a área de Tecnologia da Informação (TI), com o objetivo de acelerar o processo de transformação digital. Foram fechadas 103 agências físicas no Brasil, no período, e abertas 100 agências digitais, totalizando 2.731 e 415 unidades, respectivamente. O coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves,afirma que o banco manteve sua rentabilidade e que os funcionários têm direito de cobrar mais transparência. “O Itaú foi uns dos poucos bancos, mesmo na crise sanitária que o país passou, que se ajustou e conseguiu manter sua rentabilidade financeira. Isso fica evidente com os lucros que o banco vem tendo ano a ano. E dá direito aos funcionários de cobrarem mais transparência do banco nos processos de terceirização, fechamento de agências e a reivindicarem melhorias na distribuição de renda dentro do Itaú”, observou Jair. Fonte: Contraf-CUT

Previc anula afastamento de diretora

A Previc anulou o processo que manteve a diretora administrativa Maria Auxiliadora Alves da Silva de suas funções no Banesprev, fundo de pensão dos ex-funcionários do Banespa (comprado pelo Santander em 2000). Ela ficou afastada 11 meses do mandato para o qual foi eleita, por solicitação do Banesprev. A Previc é a autarquia que regula o setor. Em 10 de abril, o Banesprev foi notificado do despacho da Previc, mas pediu esclarecimentos de alguns pontos. Com os questionamentos respondidos pela Previc, a única alternativa do Fundo é a recondução da funcionária à diretoria. Para Rita Berlofa, funcionária do Santander e secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o Banesprev não precisava passar por isso. “O Banesprev perdeu mais uma oportunidade de evitar um erro grave. Nós já havíamos apontado a eles os problemas dessa postura. Eles poderiam ter evitado mais esse desgaste à imagem, mas parece que, a exemplo da patrocinadora Santander, o Banesprev está sempre apostando no conflito. Por isso, não nos restou alternativa, que não fosse recorrer à Previc, responsável pela correção dessa distorção”, disse Rita. As entidades representativas dos trabalhadores vão estudar as medidas cabíveis por terem ficado sem representação junto à diretoria do Fundo por 11 meses, além do nome da diretora eleita ter sido indevidamente vinculado à conduta não ilibada. O processo teve como base uma multa aplicada à Maria Auxiliadora pela Previc, quando trabalhou em outro fundo de pensão, na condição de chefe de gabinete, com participação em um comitê de investimentos. O investimento objeto da multa, um Fundo de Precatórios feito na gestão anterior àquela da qual participou apresentou sérios problemas. A multa a ela atribuída foi, na visão da Previc, pela falta do devido acompanhamento desse fundo. “O único acompanhamento que se pode fazer em um investimento dessa modalidade é a verificação dos vencimentos dos precatórios, sendo que era um fundo gerido por uma das maiores administradoras de recursos do mundo, a BNY Mellon (atualmente condenada em primeira instância a pagar pelos prejuízos causados por esse Fundo)”, disse Maria Auxiliadora. Rita Berlofa criticou a atitude do Banesprev: “O Banesprev sequer teve o cuidado de verificar que ela entrou com recurso contra a autuação, ainda não analisado pela Diretoria Colegiada da Previc, o que suspende os seus efeitos. Mas o Banesprev tem pressa e atropela todos os normativos, como sempre tem feito nesta gestão.” Fonte: Contraf-CUT

Kelly Quirino toma posse como nova Caref do Banco do Brasil

Kelly Quirino tomou posse como a nova representante dos funcionários no Conselho de Administração do Banco do Brasil, para um mandato de dois anos. A cerimônia aconteceu em Brasília, com a presença de familiares, amigos e lideranças negras do DF. Kelly agradeceu pelos mais de 30 mil votos recebidos e foi homenageada pelo coletivo BB Black Power. Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), falou sobre a emoção e orgulho de trabalhar pela eleição de Kelly para o Caref. “A gente sabe o quanto é difícil para uma mulher assumir postos de comando. Ainda hoje vemos o reflexo disso dentro do Banco do Brasil: depois de 214 anos, temos hoje a primeira mulher presidenta, o que impacta em toda a estrutura. É um avanço muito grande ter a Kelly no Conselho de Administração”, comemorou a dirigente. Em seu discurso, Kelly ressaltou a importância do apoio do movimento sindical para sua eleição: “O apoio do movimento sindical foi fundamental para que hoje eu esteja nesse púlpito: a participação de cada colega, atuando na base, divulgando a candidatura, postando nas redes sociais, e validando meu nome. Sem esse trabalho e essa dedicação, não estaríamos hoje aqui celebrando. A cada um, de cada sindicato, em cada estado, eu agradeço profundamente”. afirmou.  Kelly também falou sobre o trabalho a ser desenvolvido como Caref:, “Nosso mandato como Caref é pautado pela defesa de políticas efetivas de diversidade e inclusão no Banco do Brasil. Acreditamos que a estatal deve servir de exemplo para as demais empresas do país, sendo um paradigma de governança forte e transparente, respeito aos funcionários e defesa de princípios democráticos e dos direitos humanos. Quero ser a voz dos funcionários no Conselho, e trabalhar fortemente para que o Caref tenha maior escopo de atuação, podendo, inclusive, debater e votar temas ligados ao funcionalismo,” ressaltou Kelly Quirino.

Movimento sindical e BB definem datas para mesas de negociações permanentes

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e representantes da direção do BB definiram as datas permanentes de negociação, durante reunião na última quinta-feira (4), em Brasília. Combate ao assédio, resolução de questões relacionadas à Plataforma de Suporte Operacional (PSO), Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB), programa Performa e promoção da igualdade de oportunidade dentro da empresa são alguns dos temas com datas já definidas. A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CEBB, Fernanda Lopes falou sobre essa nova fase do BB. “O banco está com um discurso novo, até por conta da nova presidência que vem se mostrando aberta às pautas dos trabalhadores, como por exemplo, não aceitar mais o assédio. É importante, agora, que essa mudança da direção se reflita na base”, observou Fernanda. Foram definidas as seguintes datas, relacionadas às mesas permanentes temáticas: 30/05 – Combate ao assédio e avaliação da Gestão de Desenvolvimento por Competências (GDP);21/06 – Caixas e demais comissionados estão no sistema da Plataforma de Suporte Operacional (PSO);12/07 – Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB);20/07 – Promoção da Diversidade/Igualdade de Oportunidade;11/09 – Plano de Cargos e Salários e Programa Performa;28/09 – Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Tabela PIP Os representantes dos trabalhadores também cobraram da direção do banco a entrega da revisão da tabela de Pontuação Individual do Participante (PIP), sistema de cálculos usados na Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), que permite aos trabalhadores, associados ao plano Previ Futuro, somarem mais recursos à aposentadoria. Essa revisão é uma reivindicação antiga e foi uma das conquistas assinadas no último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do BB. Mas a mudança ainda não aconteceu, segundo os funcionários. Outra cobrança foi em relação às reivindicações das funcionárias e funcionários dos bancos incorporados sobre acesso igual aos serviços da Cassi e da Previ. “Ficou definida nesta reunião a criação de um grupo de trabalho para alcançar uma resolução dos problemas do Economus e dos trabalhadores egressos dos bancos incorporados”, destacou Fernanda Lopes, lembrando que, nos últimos anos, a situação dos funcionários incorporados se agravou, sobretudo no que se refere ao plano de saúde dos aposentados, com reajustes nas revisões trimestrais de custeio do FEAS e Economus Futuro. Teletrabalho O Banco do Brasil divulgou nota, na última sexta-feira (5), sobre expansão do Trabalho Remoto Institucional (TRI), ou teletrabalho, em caráter de teste para as redes Varejo, Atacado e Setor Público.  “O banco informou que a expectativa é que, até o fim de maio, 2,4 mil funcionários da rede estejam aptos a trabalhar remotamente de forma híbrida. Esta é uma pauta do movimento sindical. Como temos apresentado em todas as mesas de negociação, a demanda pelo teletrabalho é grande nas áreas meio, especialmente nos escritórios, e existe estrutura tecnológica e espaço para o banco avançar nesta implementação”, explicou Fernanda Lopes. Na nota, o BB destacou que a adesão das áreas, “em caráter de teste” para a implementação do teletrabalho, “dependerá do tipo de unidade das atividades realizadas, do atendimento de requisitos pelos funcionários e da disponibilidade de equipamentos”. Entre as unidades pilotos, anunciadas pelo banco, estão CRBBs, Escritórios Corporate, Escritórios Exclusivo, Escritório Leve, Escritórios Setor Público, Agência assessoria em investimento, SAC e Superintendências. Fonte: Contraf-CUT

Bradesco registra lucro de R$ 4,3 bi de janeiro a março deste ano

No primeiro trimestre deste ano, o Bradesco registrou lucro recorrente de R$ 4,3 bilhões. Apesar de uma queda de 37,3%, o resultado é considerado melhor do que o apontado por analistas que antecipavam a lucratividade de R$ 3,748 bilhões no período. Já a carteira de crédito expandida atingiu R$ 879,283 bilhões em março. A carteira de pessoa física chegou a R$ 365,312 bilhões, com alta de 10,2% em 12 meses. O volume total da margem financeira alcançou R$ 16,653 bilhões entre janeiro e março. A margem com clientes do Bradesco, que reflete operações de crédito, somou R$ 16,965 bilhões. As despesas líquidas com PDD (Provisões para Devedores Duvidosos) chegaram a R$ 9,517 bilhões.  O banco ainda arrecadou com receita de serviços R$ 8,746 bilhões, com crescimento de 1,6% em relação a igual período do ano passado. 

Eduardo Nunes tem apoio da Contraf-CUT para CA da Caixa

A votação do segundo turno da eleição para a representação das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal começou nesta sexta-feira. Eduardo Nunes é candidato apoiado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela maioria das entidades de representação e associativas das empregadas e empregados da Caixa. A votação terminará na próxima quarta (10). Para Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Eduardo é a melhor opção.  “Não medimos esforços para contribuir com a eleição do Edu, pois ele é o melhor candidato para o conjunto dos empregados”, ressaltou Fabiana. Eduardo Nunes afirma que é importante ter uma Caixa que se importe com seus empregados e empregadas. “Com a participação de todos, vamos ajudar a reconstruir uma Caixa Econômica Federal que se importe verdadeiramente com suas empregadas e empregados e com a consolidação de um país democrático, que garanta oportunidades para toda a população”, ressalta o candidato. Rafael Castro, empregado da Caixa e dirigente da Contraf-CUT, explica por que apoiar Eduardo:  “O Edu é um cara que está na base. Que acompanha e sabe quais são os problemas vivenciados pelas empregadas e empregados no dia a dia das unidades da Caixa. Além disso, já atuou como delegado sindical e é próximo das entidades de representação dos trabalhadores. Conhece os caminhos que devem ser percorridos para que estes problemas cheguem ao conhecimento da direção do banco e haja solução. É o melhor candidato para nos representar no CA, por isso, cada empregada e cada empregado deve falar com pelo menos um colega de sua unidade e pedir voto para o Edu.” Como votar A votação é realizada, exclusivamente, por meio eletrônico. Basta acessar https://eleicaoca.caixa.gov.br, entrar com a matrícula e senha pessoal, localizar o número e nome do Edu (2023/0001 – Eduardo Medrado Nunes) e clicar no quadradinho. Empregados e empregadas que possuam cadastro nos aplicativos FGTS, Loterias Online, Saúde Caixa Mobile ou Sou Caixa Web, podem entrar com CPF e a senha desses aplicativos. Caso seja o primeiro acesso, o empregado deverá cadastrar-se utilizando CPF, data de nascimento, e-mail válido e senha numérica de seis dígitos. *Fonte: Contraf-CUT

Câmara aprova PL sobre igualdade salarial entre homens e mulheres

O Projeto de Lei 1085/23 foi aprovado, nesta quinta-feira (4), pela Câmara dos Deputados. O PL garante o pagamento de salários iguais para homens e mulheres que exercem a mesma função. A advogada e assessora jurídica da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Phamela Godoy falou sobre a lei e como será aplicada.  “A lei valerá para todos os funcionários que trabalham pelo modelo de contrato CLT. As empresas que têm mais de 100 funcionários serão obrigadas a divulgar um relatório de transparência, que será a principal forma de fiscalizar o cumprimento da lei. Outras ferramentas de fiscalização que já existem continuam e são importantes, em especial os sindicatos, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho”, explicou. O PL 1085/23 foi aprovado na Câmara por 325 votos favoráveis e apenas 36 contrários. Agora, o projeto de lei seguirá para o Senado, onde ganhará um novo número de tramitação. Se for aprovado, seguirá à sanção presidencial. “A nossa expectativa é que esse PL também tramite em regime de urgência no Senado, como aconteceu na Câmara e, assim, passe a valer o quanto antes”, ressaltou Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT. Fernanda lembrou ainda a fala do presidente Lula, quando anunciou a proposta em 8 de março, destacando que “desde 1943 a CLT prevê que mulheres e homens que exerçam a mesma função tenham equiparação salarial. A inovação do projeto de lei é o estabelecimento da obrigatoriedade da equiparação, a ser verificada por meio documental, ampliando as formas de fiscalização e multa.” As mulheres representam 44% do total da força de trabalho do país. Mesmo assim, são maioria entre os desempregados (55,5%). Além disso, ainda recebem, em média, 21% menos que os homens (o equivalente a R$ 2.305 para elas e a R$ 2.909 para eles). Esses são alguns destaques do Boletim Especial “8 de março, Dia da Mulher”, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PnadC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o 3º trimestre de 2022. Relatórios e divulgação O texto do projeto prevê que empresas com 100 ou mais empregados deverão publicar relatórios de transparência salarial e remuneratória a cada semestre. Os relatórios deverão conter os valores recebidos pelos funcionários, observada a legislação de dados pessoais. Em caso de não apresentação do relatório, a empresa receberá multa de até 3% da folha salarial, limitada a cem salários-mínimos (hoje, R$ 132 mil). As informações dos relatórios ficarão públicas, pelo Poder Executivo através da internet. “Esses indicadores, atualizados periodicamente, sobre o mercado de trabalho e renda por sexo, serão fundamentais também para alinhar políticas de combate à desigualdade de gênero e raça no Brasil”, ressaltou a secretária da Mulher da Contraf-CUT, destacando ainda que além das informações fiscais e salariais, o PL prevê que os relatórios poderão incluir indicadores de violência contra a mulher, vagas em creches, acesso à informação de serviços de saúde e de formação técnica e superior. “Todos esses dados podem contribuir na orientação de novas políticas públicas”, reforçou Fernanda Lopes. Fiscalização e regras A fiscalização contra discriminação salarial e remuneratória entre homens e mulheres será protocolada pelo Poder Executivo, mesmo com aprovação do PL no Senado. Além das diferenças salariais, haverá multa administrativa para o empregador em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade, além das diferenças salariais, que equivalerá a dez vezes o valor do novo salário devido ao empregado discriminado e será o dobro em caso de reincidência na discriminação. A quitação tanto das multas quanto das diferenças salariais também não impedirão a possibilidade de indenização por danos morais à pessoa prejudicada. *Fonte: Contraf-CUT

Bancários criticam manutenção da Selic em 13,75%

Para os trabalhadores do ramo financeiro, a política de juros do Banco Central do Brasil não cumpre a função de reduzir a inflação e atrapalha o desenvolvimento do país, com consequências drásticas para a geração de emprego e renda. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, na reunião da última quarta-feira (3).. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Juvandia Moreira, criticou a manutenção da taxa. “É uma verdadeira extorsão! O Brasil tem a maior taxa de juros reais do mundo! E ela é estabelecida exclusivamente com base em análises feitas pelo mercado financeiro, que se beneficia da política de juros mantida pela atual gestão do Banco Central. É como se o dono da granja pedisse para que a raposa desse dicas para a segurança das galinhas e seus ovos”, ressaltou Juvandia. O Copom toma por base as pesquisas semanais feitas pelo BC com analistas de mercado (boletim Focus). “Dizem que o Banco Central é independente. Mas, que independência é esta que está atrelada às análises feitas por quem se favorece da política a ser realizada? O Banco Central está apostando contra o Brasil e o Congresso Nacional precisa tomar uma providência para tirar Campos Neto de seu comando”, disse. Segundo os bancários, a inflação no Brasil não é gerada por demanda e, por isso, não tem sentido a escalada da taxa de juros no país. Em março de 2021, a taxa básica de Juros (Selic) estava em 2%. A partir de abril começou a subir e atingiu os 13,75% atuais. No mesmo período, a inflação subiu de 6,10%, chegou a 12,13% em abril de 2022 e as estimativas são de que feche 2023 em 6,05%. Inadimplência Outro argumento do BC para a manutenção da taxa básica de juros contestado pelos trabalhadores é o índice de inadimplência.  “Hoje temos mais de 70 milhões de brasileiros adultos endividados. Em 2021, quando o Banco Central começou sua política de alta das taxas de juros, havia 63 milhões de endividados. Isso apenas comprova que aumentar os juros, além de não reduzir a atual inflação brasileira, contribui para o aumento do endividamento das famílias e o Banco Central utiliza esse aumento para justificar sua política”, observou a presidenta da Contraf-CUT, lembrando que muitas empresas também não estão suportando o aumento das taxas de juros e estão entrando em endividamento. Se considerarmos os últimos quatro anos, veremos que o endividamento dos brasileiros subiu de 59% para 79% entre as famílias, sendo que 85% delas possui dívidas com as operadoras de cartão de crédito, que cobram juros de 400%. *Com informações da Contraf-CUT

Conselhão é recriado e vai retomar diálogo entre governo e sociedade

O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o popular Conselhão, deu posse aos seus membros nesta quinta-feira (4), em Brasília. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, e o presidente da CUT, Sérgio Nobre, integram o Conselhão, como representantes da classe trabalhadora. Ao todo, são 246 integrantes, que têm por objetivo espelhar a sociedade. O papel do Conselhão é assessorar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na elaboração de propostas para o desenvolvimento econômico, social e sustentável. Além disso, é uma instância de diálogo com os diversos setores da sociedade. Seus membros representam movimentos sociais, sindicais e setores da economia, como o financeiro, o agronegócio, a indústria e o comércio, entre outros. O colegiado é presidido pelo próprio presidente Lula e tem entre seus membros o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O presidente Lula observou que “o Conselhão, repleto de diversidade e de diferenças, pode ser uma fotografia do Brasil que nós queremos construir.” E completou: “O órgão é um espaço para ajudar a governar o país, o espaço para se dizer como as coisas devem ser feitas; não é um espaço de queixa ou reclamação, mas de produção”. A presidenta da Contraf-CUT ressaltou, em seu discurso, a significativa presença de mulheres no órgão e a retomada do diálogo entre governo e sociedade. “A mulher é sub-representada nos poderes executivo, legislativo e judiciário, portanto essa presença aqui no Conselho é muito significativa”, afirmou. Juvandia lembrou que o desemprego e o subemprego afetam mais as mulheres, como também as pessoas negras, para defender “a retomada do crescimento com o fim das desigualdades de gênero e de raça”. Para a dirigente sindical, “não podemos pensar no Brasil como uma nação com tantas desigualdades, como vivemos hoje”. Diálogo A volta do diálogo entre governo e sociedade também mereceu destaque no discurso da presidenta da Contraf-CUT. “Nós, dos movimentos sociais, não éramos recebidos aqui no Palácio do Planalto há sete anos. Por isso, a retomada do Conselho não é apenas a retomada do Conselho, mas do diálogo”, avaliou. Juvandia lembrou, ainda, a tradição da categoria bancária em negociações trabalhistas, uma experiência baseada no diálogo entre as partes envolvidas (trabalhadores e sistema financeiro), que deve ser vista como exemplo para o país. “É disso que o Brasil precisa, de diálogo, e diálogo que contemple todas as forças da sociedade”, afirmou a dirigente. #JurosBaixosJá Juvandia criticou a manutenção pelo Banco Central (BC) da Selic, em 13,75%.   “Repudiamos a decisão do BC de manter a taxa de juros elevadas, porque inibe o crédito, o investimento produtivo, o emprego e renda, e precisamos fortalecer exatamente o emprego e renda no Brasil”, destacou. *Fonte: Contraf-CUT

Inscrições para a Copa Contraf-CUT terminam nesta quinta (4)

A etapa carioca da Copa Contraf-CUT será realizada neste sábado (6) e quem ainda não se inscreveu tem que correr. As inscrições foram prorrogadas até esta quinta-feira (4), através do link https://forms.gle/oZCssXqyhNcQQyQh6. Este é o primeiro torneio de videogame para trabalhadores(as) do ramo financeiro sindicalizados(as) nos sindicatos filiados à Federa-RJ. O campeonato vai contar com premiação nas etapas regionais e nacionais. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vai transmitir os jogos da semifinal, final e disputa de terceiro e quarto lugares pelos seus canais no Facebook e no Youtube. Os bancários e as bancárias que ficarem em primeiro, segundo e terceiro lugar da etapa regional vão disputar a fase nacional, com 32 equipes de todo Brasil. As partidas serão disputadas em locais escolhidos pelos jogadores. As plataformas permitidas são: Playstation 4, Playstation 5(na antiga geração), Xbox One (na antiga geração) e Xbox Series (na antiga geração). Serão duas partidas, cada uma com seis minutos. A disputa é em sistema de mata-mata, com partidas de ida e volta. O chaveamento do campeonato será definido após o final das inscrições de cada etapa regional, que tem o limite máximo de 64 participantes, e poderá ser acompanhado pelos inscritos. A organização é realizada pela equipe da SMU Games, que oferece todo o suporte durante o campeonato e um painel preparado para os competidores postarem os resultados dos jogos e acompanharem a tabela de classificação. *Fonte: Contraf-CUT