Estudo do Dieese aponta saldo negativo de emprego em setor bancário pelo sexto mês consecutivo

Dados de levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontam que o setor bancário eliminou postos de trabalho pelo sexto mês consecutivo. Somente no mês de março deste ano, foram extintas 1.474 vagas – o maior número desde novembro de 2020, quando mais de 2 mil vagas foram fechadas em consequência da pandemia de Covid-19. No primeiro trimestre de 2023, os bancos eliminaram 2.662 vagas na categoria. No mesmo período do ano passado, ocorreu a abertura de 3.160 vagas. Excluindo a categoria bancária, em sentido contrário, o ramo financeiro apresentou saldo positivo em março, com abertura de 925 postos de trabalho – número 68,5% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, foram criados 28,5 mil postos de trabalho, uma média de criação de 2,3 mil postos por mês. As atividades financeiras que mais criaram postos em março foram: crédito cooperativo (831 vagas); holdings de instituições não-financeiras (351); e outras sociedades de participação, exceto holdings (92). Movimentação por áreas Para melhor compreensão da movimentação de emprego por áreas, a partir da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), o Dieese separou a categoria pelas seguintes áreas específicas: administração e afins, atendimento ao público, tecnologia da informação; e bancária/financeira. Em todas, observou-se saldo negativo para o mês de março e para o primeiro trimestre de 2023.    O setor que mais eliminou vagas foi área bancária/financeira, com variação negativa de 2.092 postos de trabalho nos primeiros três meses do ano, e 1.165 em março. O agrupamento área administrativa e afins eliminou no trimestre 478 vagas. O setor de tecnologia da informação, também apresentou queda das contratações, com saldo negativo de 94 vagas. Segundo o Dieese, isso “sugere o esgotamento das contratações ou mesmo o agravamento das terceirizações”. O único saldo positivo no agrupamento foi o classificado como “demais”, com 147 novos postos de trabalho. Considerado o período de 12 meses, o saldo negativo de empregos no setor bancário foi de 3.166 vagas. Em todas as atividades bancárias ocorreu saldo negativo no primeiro trimestre de 2023 e no mês de março. No documento, o Dieese ressalta que, no resultado de março para o setor bancário, ocorreu elevado número de demissões, “39,5% superior à média de desligamentos do ano de 2022, e baixo número de contratações, 16,5% inferior à média de admissões do ano de 2022”. Faixa etária, sexo e remuneração média No recorte de gênero, o saldo foi negativo tanto entre homens quanto entre mulheres. No entanto, o número de admissões entre os homens foi 11,7% superior em relação ao de mulheres. Enquanto os desligamentos foi 6,1% superior entre os homens em relação às mulheres. Em relação à faixa etária, foi observado saldo positivo apenas nas faixas até 24 anos, com ampliação de 269 vagas. Para as demais faixas, a partir de 25 anos, o fechamento foi de 1.743 vagas. A remuneração média também sofreu movimentação para baixo. O salário médio do bancário admitido em março foi de R$ 6.728,48, enquanto o valor médio do grupo de desligados foi de R$ 8.063,40. Logo, o salário médio do admitido correspondeu a 83,44% do desligado. Falta responsabilidade do setor O secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Walcir Previtale falou sobre a situação e criticou o comportamento dos bancos. “Os bancos continuam eliminando postos um momento em que, apesar de leve melhora no mercado de trabalho, o país continua com altos índices de desemprego. Temos que lembrar que o sistema financeiro continua obtendo altos lucros no país. E aqui entra também a nossa crítica ao Banco Central com manutenção da Selic em 13,75% – a mais alta do mundo, uma vez que também influencia na cobrança dos juros das operações de crédito dos bancos no Brasil”, observa o secretário. Ele lembra que só o Bradesco cortou mais de 2 mil empregos no primeiro trimestre de 2023. “Mesmo na alta lucratividade, cada vez mais o sistema financeiro vai diminuindo o número de empregados”, completou Walcir. Segundo a Pesquisa de Juros da Associação Nacional de Executivos (Anefac), em janeiro, pessoas físicas pagavam em média no Brasil juros de 124% ao ano em operações de crédito. Já as pessoas jurídicas, 61% ao ano. “Os números do Caged, que apontam para uma mudança estrutural no mercado de trabalho bancário, com o fechamento de postos de trabalho, de agências, mudança do perfil salarial para baixo e menos mulheres no setor bancário, apenas confirmam que o sistema financeiro não está cumprindo a sua obrigação com o país, conforme o artigo 192 da Constituição, que prevê a responsabilidade desse setor na promoção do desenvolvimento equilibrado do Brasil e em servir aos interesses da coletividade. Historicamente, o movimento sindical sempre ressaltou essa responsabilidade do setor financeiro, e continuaremos lutando contra o fechamento de agências e pela abertura de unidades em muitos lugares onde, sabemos, não há nenhum tipo de atendimento bancário à população. Na propaganda, os bancos colocam números maravilhosos, mas na prática a gente assiste uma alteração no perfil do mercado de trabalho que compromete o futuro do país”, destacou ainda Walcir. Os dados completos estão na Pesquisa do Emprego Bancário – Número 22 – Maio/2023, elaborada pelo Dieese. *Fonte: Contraf-CUT

Após cobranças, Caixa vai negociar mudanças no Programa de Qualidade de Vendas (PQV) com representantes dos empregados

A Caixa Econômica Federal convocou uma reunião para esta sexta-feira (19), a partir das 14h, com representantes dos empregados. Após as cobranças, o banco vai negociar as mudanças no Programa de Qualidade de Vendas (PQV.  O programa apresentado pela Caixa aumenta as punições para as empregadas e empregados que não cumprirem as metas estabelecidas. Rafael de Castro, dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e empregado da Caixa, ressalta que “as empregadas e empregados não podem ser penalizados pelo fato de clientes cancelarem produtos seguindo orientação enviada pela própria Caixa.” Eliana Brasil, diretora-executiva da Contraf-CUT, lembra ainda da importância da gestão humanizada pelo banco. “Não há motivo para proibir os trabalhadores de participarem de Processos de Seleção Interna (PSI) e muito menos usar de ameaças de encaminhar para a corregedoria, como sugere a proposta do PQV apresentada pela Caixa”, poderá Eliana. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, espera ter uma solução na reunião de sexta-feira. “Sabemos que existe uma boa vontade da nova gestão para não haver qualquer prejuízo aos trabalhadores, e esperamos que, na reunião de sexta-feira, sejam sanados os problemas nesse PQV transitório”, disse Fabiana. *Fonte: Contraf-CUT

Programa de Qualidade de Vendas (PQV) aumenta punições para trabalhadores da Caixa

Na última segunda-feira (15), foram apresentadas pela Caixa Econômica Federal mudanças no Programa de Qualidade de Vendas (PQV). Segundo os funcionários da instituição, as mudanças aumentam as punições para as empregadas e empregados, que não cumprirem as metas estabelecidas. “Recebemos reclamações de empregados que acham injusta a penalização por clientes cancelarem produtos da cesta de serviços, sendo que a própria Caixa manda mensagem para eles, os orientando a solicitarem o cancelamento quando o produto não se enquadrar em seu perfil. Recebemos e-mails hoje dizendo que quem não tiver 90 pontos no PQV pode, entre outras sanções, ser proibido de participar de Processos de Seleção Interna (PSI) e ser encaminhado para a corregedoria”, afirmou o empregado da Caixa e dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rafael de Castro. No novo PQV da Caixa, as vendas de cartão de crédito, seguros e cesta de serviços são avaliadas por até 90 dias após a contratação. Se o cliente cancelar o serviço neste período, o empregado perde pontos no programa. A apuração dos resultados do primeiro semestre de 2023 será feita em dois momentos. O primeiro vai considerar o primeiro trimestre, já com a aplicação das novas faixas de resultados definidas; habilitação, ou desabilitação em campanhas; bonificação, ou punição em processo seletivo (PSI/Score). O segundo momento avaliará os resultados do segundo trimestre, considerando a incidência das novas faixas; início das consequências referentes às novas faixas com mensageria; acompanhamento do desempenho do empregado; avaliação das contestações em mais de uma instância; deflator no IQV decorrente da ausência de avaliação de contestação. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, criticou as medidas. “Na gestão anterior, reclamávamos que o banco não apresentava as mudanças sem que houvesse negociação com os empregados e com as entidades de representação. Também reclamávamos que o banco utilizava programa de metas com ‘valores empresariais’, desconsiderando completamente o perfil social da Caixa. Esperávamos que esta nova gestão nos trouxesse algo diferente. Não é o que pudemos ver neste novo PQV. Ainda nesta terça-feira, vamos nos reunir com a representação dos empregados para definir como vamos tratar sobre este tema com o banco”, completou. A reunião da CEE está marcada para acontecer a partir das 18h, por plataforma eletrônica de videoconferência. *Fonte: Contraf-CUT

Relançada a Frente Parlamentar Mista para defender os bancos públicos

A recriação da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos  e o lançamento da Agenda Legislativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e de outras entidades sindicais do ramo financeiro reuniram, nesta terça-feira (16), entidades associativas e sindicais em cerimônia realizada no Congresso Nacional. O secretário de Relações do Trabalho e responsável da Contraf-CUT pelo acompanhamento da pauta legislativa de interesse dos trabalhadores no Congresso Nacional, Jeferson Meira, o Jefão, falou sobre a importância da Frente. “Muito importante a recriação da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos que, de forma institucional, poderá realizar conferências e audiências públicas envolvendo entes federativos, estaduais e municipais, assim como organizações da sociedade civil na perspectiva de produzir conteúdos que ajudem a direcionar as ações conjuntas na defesa e na manutenção dos bancos como entidades públicas de fomento ao desenvolvimento sustentável e inclusão social”, explicou Jefão. Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, a recriação da Frente é fundamental não apenas para aumentar a atuação das entidades sindicais junto aos parlamentares, para que entendam o papel dos bancos públicos no desenvolvimento do país, mas também para a manutenção dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores bancários e do ramo financeiro. “Essa iniciativa é mais uma via de contato com deputados e senadores para promoção da Agenda Parlamentar da Contraf-CUT e da Fenae. É uma forma de mostrar ao Legislativo como as entidades sindicais e associativas atuam, assim como nosso papel político e social”, afirmou Takemoto. A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos é uma iniciativa da deputada Erika Kokay (PT-DF), mas é composta por deputados e senadores de diferentes partidos que entendem a importância e se propõem a articular estratégias para defender os bancos públicos de ataques dentro do Congresso Nacional. A parlamentar destacou, em diversos momentos, que “defender os bancos públicos é defender a soberania e o desenvolvimento do Brasil” e lembrou que os bancos públicos são instrumentos estratégicos para dinamizar a economia, a partir da concessão de crédito mais barato aos setores nos quais os bancos privados não têm interesse em atuar ou, quando atuam, com crédito a juros altos, drenando, desta forma, os recursos de famílias e empreendedores. *Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil registra lucro de R$ 8,5 bilhões no primeiro trimestre

De acordo com um balanço divulgado nesta terça-feira (16), o Banco do Brasil (BB) teve lucro líquido ajustado de R$ 8,5 bilhões de janeiro a março deste ano. Esse total representa crescimento de 28,9% em relação ao lucro líquido dos primeiros três meses de 2022. O retorno sobre patrimônio líquido ficou em 21%. A expansão na carteira de crédito do banco foi de 16,8% no primeiro trimestre deste ano, alcançando mais de R$ 1 trilhão, em comparação com o período de janeiro a março de 2022. O maior crescimento foi no crédito disponibilizado ao agronegócio, que teve alta de 26,7%, totalizando R$ 322,5 bilhões. Tarciana Medeiros, presidenta do BB, destacou a importância do setor para a instituição. “Somos os líderes desse segmento da economia e queremos ter posição de maior destaque. Os números demonstram a prioridade que damos para nossa parceria com o agronegócio: no atual plano safra, já desembolsamos mais de R$ 148 bilhões, um crescimento de 30% sobre a safra anterior”, enfatizou. Outro destaque foi o crédito consignado.  A carteira de crédito para pessoa física teve expansão de 11,7% entre o primeiro trimestre do ano passado e o mesmo período de 2023, ficando em R$ 300,1 bilhões. Desse total, mais de R$ 100 bilhões são de empréstimos com desconto em folha, uma alta de 40% em relação a 2022, que atende atualmente a 700 mil clientes. Já a carteira de crédito para micro e pequenas empresas passou de R$ 92,4 bilhões no primeiro trimestre de 2022 para R$ 114,8 bilhões neste ano, alta de 24,2%. Os empréstimos para grandes empresas e governos cresceram 8,1%, e em março eram R$ 247,2 bilhões. Inadimplência O percentual de clientes com dívidas em atraso superior a 90 dias também subiu. Passou de 1,89% em março de 2022 para 2,62% em março deste ano. Segundo o Banco do Brasil, o índice ainda é menor que a média de 3,3% do sistema financeiro nacional. No banco, as linhas de crédito para pessoa física têm o maior nível de problemas de pagamento, com inadimplência de 5,39%. “Aqui no Banco do Brasil nós já conseguimos enxergar que essa inadimplência atingiu o seu pico”, disse o CFO (diretor financeiro) da instituição, Geovanne Tobias, sobre a carteira para pessoas físicas. Apesar da inadimplência na carteira destinada a empresas ser menor – 2,13% em março de 2023 contra 1,23% no mesmo mês do ano passado – a direção do banco ainda não vê estabilidade nesse segmento. “Na pessoa jurídica nós tivemos, sim, uma continuidade desse crescimento que reflete, principalmente nesse primeiro trimestre, o que aconteceu no mercado de captação das grandes empresas de títulos privados, basicamente esse mercado travou. Ficou mais caro e mais difícil para as empresas se refinanciarem no mercado de capitais”, argumentou Tobias. No agronegócio, os problemas de pagamento permaneceram em um patamar estável, 0,6% em 2022 e 0,59% neste ano. Para 2023, o Banco do Brasil espera expandir a carteira de crédito entre 8% e 12%. O lucro líquido ajustado estimado para o ano é de R$ 33 bilhões a R$ 37 bilhões. *Fonte: Agência Brasil

Conferência Livre Nacional de Saúde do Trabalhador será dia 24 de maio

A Conferência Livre Nacional de Saúde do Trabalhador será realizada no dia 24 de maio. O evento, que será em formato híbrido, vai acontecer das 9h às 17h, na Fundacentro, em São Paulo, como etapa preparatória para a 17ª Conferência Nacional de Saúde. Com o tema “Trabalho, Saúde e Meio Ambiente: Desafios e Perspectivas”, o evento reunirá especialistas, representantes de entidades governamentais e não governamentais, trabalhadores, empregadores e demais interessados. A Conferência Livre Nacional de Saúde do Trabalhador é um espaço de discussão e debate sobre questões relacionadas à saúde e segurança no ambiente de trabalho. O objetivo principal da conferência é promover a reflexão e o diálogo sobre as demandas e desafios enfrentados pelos trabalhadores no que diz respeito à saúde ocupacional, em busca de encontrar soluções e estratégias efetivas para a promoção de ambientes de trabalho seguros e saudáveis. Também faz parte da pauta a discussão sobre a implementação de políticas públicas e a melhoria das condições de trabalho, bem como a proteção dos direitos dos trabalhadores no que se refere à sua saúde e bem-estar. O secretário de Saúde da Confederação nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, também participará do evento. “A participação ativa de todos os envolvidos é fundamental para o fortalecimento das políticas de saúde do trabalhador e a promoção de um ambiente laboral saudável e seguro para todos. A Conferência Livre Nacional de Saúde do Trabalhador é uma oportunidade única de contribuir para a construção de um futuro melhor no campo da saúde ocupacional”, afirmou Salles. Os interessados em participar podem se inscrever no site oficial do evento, onde também será disponibilizado o link para acesso virtual. A Fundacentro seguirá todas as orientações de segurança e protocolos sanitários para os participantes presenciais. *Fonte: Contraf-CUT

Lançamento da Frente Parlamentar em defesa dos bancos públicos será nesta terça (16)

Será lançada, nesta terça-feira (16), a Frente Mista em Defesa dos Bancos Públicos. O evento está marcado para 10h, em audiência pública, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília. Também será apresentada a agenda legislativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e de outras entidades sindicais do ramo financeiro. O secretário de Relações do Trabalho e responsável da Contraf-CUT pelo acompanhamento da pauta legislativa de interesse dos trabalhadores no Congresso Nacional, Jeferson Meira, o Jefão, falou sobre a importância dos bancos públicos. “Os bancos públicos têm um papel muito importante para o desenvolvimento do país e a melhoria das condições de vida dos brasileiros. Eles atuam em pontos e questões fundamentais pelas quais os bancos privados não demonstram qualquer interesse, como o atendimento bancário em cidades e bairros considerados ‘não-rentáveis’ do ponto de vista financeiro, e no desenvolvimento regional. Juntamente com a Fenae e outras entidades do movimento sindical bancário, levaremos aos deputados e senadores os temas mais relevantes para a efetiva defesa do papel social dos bancos públicos ”, observou o representante da Contraf-CUT. A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos é uma iniciativa da deputado Erika Kokay (PT-DF), mas é composta por deputados e senadores de diferentes partidos que entendem a importância e se propõem a articular estratégias para defender os bancos públicos de ataques dentro do Congresso Nacional. “É fundamental contarmos com apoio dessa frente para fortalecer a luta dos trabalhadores por uma Caixa pública e social, além da manutenção dos direitos dos trabalhadores”, disse o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. Segundo levantamento da assessoria parlamentar da Fenae, tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal mais de 90 projetos que impactam direta ou indiretamente, de forma positiva ou negativa, a Caixa Econômica e os serviços oferecidos a população nas suas diversas áreas como habitação, saneamento, infraestrutura urbana, educação, esporte, cultura, entre outras. “Estão inclusos também temas como governança nas estatais, fundos de pensão, jornada de trabalho, assédio no trabalho, saúde e previdência, abertura das agências bancárias, a participação nos lucros e resultados, dentre outros assuntos, que serão monitorados de forma constante e de uma atuação permanente da Fenae no Congresso Nacional”, informou Takemoto. *Fonte Contraf-CUT e Fenae

Ampliação da licença maternidade é uma das conquistas do movimento sindical bancário

Maio é o mês em que se comemora o Dia das Mães e a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores Financeiro ), lembra que o movimento sindical sempre lutou para conquistar direitos que beneficiem as trabalhadoras mães no ramo financeiro. Como resultado, vieram importantes conquistas que ajudam as mulheres a conciliar suas carreiras com a maternidade. A secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes, explica que essas conquistas são importantes não só para as trabalhadoras, mas para a sociedade como um todo, que reconhece a importância do papel das mulheres no mercado de trabalho e na formação das novas gerações.  “O movimento sindical tem um papel fundamental em pressionar as empresas e o Estado para que garantam os direitos das trabalhadoras e construam um ambiente de trabalho mais equilibrado e justo para todos”, ressalta Fernanda. A ampliação da licença-maternidade para seis meses, prevista em lei desde 2013, é uma das conquistas mais significativas. Porém, ainda enfrenta resistência de algumas empresas. Além disso, as mães têm direito a pausas para amamentação, que devem ser concedidas durante a jornada de trabalho, e a creches dentro das próprias empresas ou em convênios firmados com instituições credenciadas. Uma conquista específica da categoria bancária é a licença-paternidade de 20 dias. Ela permite que os pais se dediquem aos cuidados com os filhos recém-nascidos ou adotados nos primeiros dias de vida. A licença-paternidade é um importante instrumento de inclusão paterna e divide com as mães o cuidado e a responsabilidade pelos filhos. A secretária de Comunicação da Contraf-CUT, Elaine Cutis, também falou sobre os desafios de conciliar carreira e maternidade. “Ser mãe e dirigente sindical é uma jornada desafiadora, mas também uma oportunidade incrível de lutar pelos direitos das trabalhadoras e trabalhadores que, assim como eu, também são pais e mães. Como dirigente sindical, busco incessantemente por políticas e medidas que possam beneficiar as mães trabalhadoras, para que possam ter uma vida mais digna e equilibrada entre trabalho e família. Desejo felicidades a todas as mães trabalhadoras que, com sua força e coragem, contribuem diariamente para a construção de um mundo mais justo e igualitário”, declara Elaine. *Fonte: Contraf-CUT

Lucro da Caixa soma R$ 1,9 bi no primeiro trimestre

O lucro líquido recorrente, que desconsidera efeitos extraordinários, da Caixa Econômica Federal foi de R$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre deste ano. O resultado mostra uma redução de 5,3% sobre o último período de 2022. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a redução ficou em 23,9%. De acordo com informações do banco, a carteira de crédito total, com saldo superior a R$ 1 trilhão, apresentou crescimento de 16,6% em relação ao primeiro trimestre de 2022. Já o saldo da carteira de crédito imobiliário chegou a R$ 659,3 bilhões, registrando um crescimento de 14,4% em relação ao primeiro trimestre de 2022. A participação da Caixa no mercado no crédito imobiliário ficou em 66,5%. Quanto ao crédito consignado, o saldo alcançou R$ 103,2 bilhões, com crescimento de 20,4%. No agronegócio, o crédito apresentou crescimento de 18%, com saldo de R$ 8,1 bilhões. No caso dos financiamentos à infraestrutura, o saldo chegou a R$ 97,4 bilhões, com aumento de 5,7%. Inadimplência O índice de inadimplência ficou em 2,73% no primeiro trimestre deste ano, registrando aumento de 0,4 ponto percentual em 12 meses, “influenciado por um cliente específico do segmento de saneamento/infraestrutura”. “Desconsiderando o impacto desse cliente, o índice seria de 2,38%”, segundo informações do banco. Já o patrimônio líquido, diferença entre ativos e passivos, chegou a R$ 124,5 bilhões, com aumento de 5,4% em 12 meses. O Índice de Basileia ficou em 17,6%, superior em 6,1 pontos percentuais ao mínimo regulatório. Esse percentual indica a capacidade do banco de emprestar, considerando os recursos próprios e a ponderação de riscos de perdas. O índice é um conceito internacional definido pelo Comitê de Basileia. *Fonte: Agência Brasil

CUT completa 40 anos e lança marca comemorativa

A CUT está completando 40 anos de existência e preparou uma série de atividades comemorativas, inclusive o lançamento de uma logomarca especial, realizado com uma live, nesta quinta-feira (11). O programa contou a história da central que ajudou a mudar o Brasil e trouxe inúmeras conquistas para a classe trabalhadora. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que também é vice-presidenta da CUT, acompanhou a live apresentada pelo presidente da CUT, Sergio Nobre, ao lado de ex-presidentes da central e lideranças que hoje compõem a direção nacional, como o secretário-geral Aparecido Donizeti Silva e o secretário de Administração e Finanças Ariovaldo de Camargo. Juvandia apresentou um resumo de como serão as comemorações pelos 40 anos da CUT. “Ao longo deste ano, a CUT Nacional e suas estaduais farão uma programação com atividades para reflexão, debate, atividades artísticas, culturais, exposições visando resgatar e reverenciar as conquistas do passado, nossas bandeiras históricas, e também apontar o que queremos para o futuro da maior central sindical do Brasil e uma das maiores do mundo”, afirmou a dirigente. Também haverá um festival de cultura, como anunciou Juvandia.  “Junto aos Congressos Estaduais, vamos desenvolver não somente atividades com artistas regionais, mas também o debate da importância da cultura na elevação de consciência e mobilização da classe trabalhadora”, concluiu. Trajetória A CUT foi fundada em 1983, na ditadura militar, e teve atuação fundamental na luta pela redemocratização e também na conquista de direitos históricos para os trabalhadores, como a política de valorização do salário mínimo, em 2003, que instituiu reajustes acima da inflação. A participação da CUT na defesa da democracia sempre foi fundamental em toda sua trajetória, inclusive na eleição de um legítimo representante da classe trabalhadora à Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nessa trajetória, os 40 anos da CUT se fundem à história do Brasil não somente pela defesa intransigente dos direitos da classe trabalhadora, mas também porque a CUT está no DNA da luta pela redemocratização do país”, ressaltou Sérgio Nobre. *Fonte: Contraf-CUT