Nesta terça (6), bancários do Santander promovem tuitaço e Dia Nacional de Luta

Bancários e bancárias do Santander realizam, nesta terça-feira (6), a partir das 13h, um tuitaço com as hashtags #SeLigaSantander e #VigilânciaBancária. Também nesta terça-feira, será promovido  Dia Nacional de Luta, com atividades em agências de várias cidades do país pela manhã. O protesto do movimento sindical é contra as demissões, o fechamento de agências físicas, a falta de segurança nas unidades, principalmente de negócios, e o assédio moral que está adoecendo os trabalhadores em função da política de metas.  O movimento sindical conta com a participação de toda categoria na mobilização, que pode inclusive envolver familiares, amigos e vizinhos para reforçar o tuitaço.

Contraf e Fenae se reúnem com Funcef para cobrar mudanças no estatuto

Na última sexta-feira (2), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) se reuniram com a Fundação dos Economiários Federais (Funcef)  para cobrar mudanças no estatuto da Funcef e no equacionamento dos planos REG/Replan Saldado e Não Saldado. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, disse que o encontro foi fundamental para a continuidade do debate de problemas que atingem os participantes dos planos de previdência da fundação. “Entre os principais pontos que abordamos está a questão do equacionamento, que aflige a maioria dos empregados, em especial os aposentados. Discutimos também a inclusão dos participantes na elaboração de um novo estatuto, que foi modificado unilateralmente”, afirmou Takemoto. Para Eliana Brasil, secretária executiva da Contraf-CUT, a abertura do diálogo com as entidades pela Funcef é um avanço para os participantes e para o debate sobre a revisão do estatuto. “Este encontro foi primordial para a continuidade dos debates em um grupo de trabalho interno para avaliar os problemas e buscar soluções para os participantes”, disse Eliana. Também estiveram presentes na reunião o presidente da Funcef, Ricardo Pontes, os diretores Jair Pedro Ferreira (Benefícios), Rogério Vida (Administração e Controladoria) e Alenir Romanello (Investimento) e o secretário-geral da Fundação, Orency Francisco Silva. Mudanças O novo Estatuto da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) entrou em vigor em agosto de 2021, após violação ao normativo de 2007, que, com o voto de minerva, enfraqueceu a representação dos participantes dentro da Fundação e ampliou o poder da patrocinadora. As mudanças provocaram um verdadeiro desmonte na democratização da gestão da Fundação conquistadas pelos participantes desde 2001, como o aumento das diretorias executivas, de seis para quatro, e a alternância dos mandatos dos diretores, com substituição de metade dos integrantes a cada dois anos. Fonte: Contraf-CUT

Grupo de trabalho é criado para aprimorar e fortalecer fundos de pensão fechados

O Diário Oficial da União publicou, na última sexta-feira (2), o Decreto 11.543, criando um grupo de trabalho (GT) de previdência complementar fechada. Para o presidente da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão e Autogestão em Saúde (Anapar), Marcel Barros, a proposta é uma das prioridades da Agenda Positiva da Previdência Complementar e já havia sido feita à equipe de transição do governo. Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e participante do Fundo Banespa de Seguridade Social (Banesprev), ressaltou que o GT é importante para fortalecer e aprimorar os fundos de pensão fechados. “Vivenciamos, nos últimos anos, uma sequência de ataques contra as nossas entidades de previdência complementar e seus dirigentes eleitos, na tentativa de o mercado colocar a mão na gestão dos recursos acumulados pelos trabalhadores. Por isso, é importante um grupo de trabalho para dar também segurança jurídica não só às entidades, mas também para os participantes e dirigentes”, afirmou Berlofa. Para Wagner Nascimento, diretor eleito de Seguridade da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), o decreto atende a uma demanda dos participantes e assistidos de fundos de pensão. Já o diretor de benefícios da Funcef, o fundo de pensão dos empregados da Caixa, Jair Pedro Ferreira, lembrou que as “mudanças no passado recente na legislação previdenciária fragilizaram o sistema de previdência complementar fechado”. Formato do GT O coordenador do GT será o secretário do Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência, Paulo Roberto dos Santos Pinto. O grupo terá representação quadripartite, das seguintes instituições: Ministério da Previdência Social, por intermédio do secretário Paulo Roberto dos Santos Pinto (que será o coordenador) e de um integrante do Departamento de Políticas e Diretrizes de Previdência Complementar da Secretaria de Regime Próprio e Complementar. Governo, com um representante da Casa Civil, um representante da Previ e um dos ministérios da Fazenda e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Um representante da Anapar. Um representante da Abrapp e das patrocinadoras e instituidores. Forum Internacional de Pensão Também na última sexta-feira (2), representantes de entidades sindicais e representativas, ligados à Uni Finanças Global Union, divulgaram um documento com diagnósticos e propostas para um sistema de previdência social que assegure “bem-estar e permita o alcance  de direitos humanos básicos“. O trabalho foi desenvolvido no Forum Internacional de Pensão, realizado pela Uni Americas Finanças, em Bogotá, na Colômbia. O encontro contou com representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), como Rita Berlofa, Rafael Zanon, secretário de formação, e pela presidenta Juvandia Moreira. *Com informações da Contraf-CUT

Estudo do Dieese mostra lucro de R$ 106,7 bi dos cinco maiores bancos do país

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) produziu um estudo sobre o desempenho dos bancos. O documento aponta que, no ano passado, os cinco maiores bancos do Brasil tiveram lucro de R$ 106,7 bilhões. O Itaú Unibanco segue como maior banco do país em ativos, que atingiram um montante aproximado de R$ 2,5 trilhões ao final de 2022, com alta de 14,0% em doze meses (a maior alta observada no período entre os cinco bancos). O segundo maior ativo é o Banco do Brasil, totalizando pouco mais de R$ 2,0 trilhões, com alta de 5,0%, seguido do Bradesco, que obteve crescimento de 7,6% em seus ativos, chegando a, aproximadamente, R$ 1,8 trilhão ao final do ano. Os ativos da Caixa Econômica superaram R$ 1,5 trilhão, com alta de 9,4% no período. O banco Santander, por sua vez, apresentou alta de 8,8% em seus ativos, totalizando pouco mais de R$ 1,0 trilhão. Para a economista e técnica do Dieese, na subseção da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vivian Machado, a alta da Selic é uma das principais responsáveis por essa lucratividade. “A taxa Selic é uma das principais responsáveis por esse lucro. Além das taxas dos próprios bancos, existem  as receitas das aplicações compulsórias, que são recursos que os bancos têm que deixar no próprio Banco Central. São recursos que eles nem mexem, que estão ganhando com os recursos parados ali. Estão ganhando a partir da taxa Selic”, explicou a economista. Segundo Vivian, também contribui para esse lucro, num segundo plano, as tarifas de prestação de serviços, as tarifas bancárias, as receitas de prestação de serviços que sozinhas pagam toda a folha de pagamento dos bancos. Vivian lembrou que esse lucro não é revertido para os empregados, já que os bancos, cada vez mais, investem na digitalização. “Os bancos vêm, há alguns anos, apostando na digitalização. Eles investem mais de R$ 20 bilhões ao ano em tecnologia e, com isso, estão substituindo a sua estrutura física, fechando agências tradicionais e apostando em novos formatos, além das agências digitais, escritórios especializados, agências que eles chamam de unidades de negócios. São agências mais enxutas e com o mínimo de pessoal para atendimento. Dessa forma, estão diminuindo cada vez mais o número de bancários”, explicou a economista. Segundo o estudo do Dieese, um resultado direto da manutenção das taxas de juros num patamar tão elevado é o endividamento das famílias brasileiras. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao final de 2022, 77,9% das famílias declararam estar endividadas, um endividamento recorde, com alta de sete pontos percentuais em relação a 2021, quando 70,9% das famílias declararam ter dívidas.

Aprovado pelo Senado, projeto de igualdade salarial entre homens e mulheres segue para sanção presidencial

Foi aprovado, nesta quinta-feira (1º), o projeto de lei (PL) 1085/23, que garante o pagamento de salários iguais para homens e mulheres que exercem a mesma função. A Câmara já tinha aprovado o texto em 4 de maio, agora ele segue para a sanção presidencial. Válida para todos os funcionários que trabalham no modelo de contrato CLT, a norma estabelece mecanismos de transparência e remuneração que deverão ser seguidos pelas empresas. “Essa é uma grande conquista na batalha por direitos iguais. No Brasil, as mulheres recebem em média 21% menos que os homens e, apesar de representarem 44% do total da força de trabalho no país, elas são a maioria entre os desempregados (55,5%)”, destacou a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes.  A redação final do PL 1085/23, aprovada no Senado, é da deputada Jack Rocha (PT-ES). A iniciativa foi uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentada pelo governo no dia 8 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. “Com a aprovação desse projeto, avançamos no combate à desigualdade salarial o que implica também num importante passo no combate ao machismo que ainda impera em nossa sociedade”, destacou o secretário de Relações do Trabalho e responsável da Contraf-CUT pelo acompanhamento da pauta legislativa de interesse dos trabalhadores no Congresso Nacional, Jeferson Meira, o Jefão. Convenção 190 da OIT A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, realizará no dia 15 de junho uma audiência pública sobre a ratificação da Convenção 190 (C190) da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata do combate à violência e ao assédio no mundo laboral. “Adotada em 2019, essa convenção é a primeira que fornece uma definição internacional de violência e assédio no trabalho, incluindo a questão de gênero”, explicou Fernanda Lopes *Fonte: Contraf-CUT

Calendário de negociações entre CEE e Caixa está definido

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal já definiu o calendário de reuniões para negociações com o banco. Nessas reuniões serão tratadas questões que afetam o dia a dia de trabalho nas unidades do banco e de respeito e valorização de empregadas e empregados. No próximo dia 13 de junho, representantes dos trabalhadores vão conhecer o funcionamento da Universidade Caixa, e nos dias 16, 20 e 23 haverá reuniões sobre condições de trabalho, promoção por mérito e específicas das funções de caixa, tesoureiro e avaliador de penhor, respectivamente. A coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, ressaltou que a Campanha Nacional dos Bancários de 2022 garantiu que, em setembro, a categoria terá aumento real nos salários e demais verbas e, além disso, todos os direitos garantidos até agosto de 2024. “As negociações deste ano terão o objetivo de solucionar problemas do cotidiano nas unidades, para melhorar as condições de trabalho das empregadas e empregados da Caixa, além de questões específicas envolvendo caixas, tesoureiros e avaliadores de penhor e da promoção por mérito”, disse Fabiana. A coordenadora explicou ainda que “é importante aproveitarmos a agenda aberta por causa das conquistas já obtidas no ano passado para avançarmos nas negociações das mesas permanentes. Por isso, criamos grupos de trabalho específicos sobre os temas de maior interesse dos trabalhadores.” Saúde Caixa O Saúde Caixa é outro tema de negociações para este ano. Além das mesas de negociações com o banco, a representação dos empregados propôs que as federações e sindicatos debatam sobre o tema em suas bases e, no dia 22 de julho, será realizado um seminário nacional, por videoconferência, para aprofundar e sintetizar os debates realizados nas bases. Calendário de negociações 13/06 – Visita à Universidade Caixa, em Brasília16/06 – GT Condições de Trabalho20/06 – GT Promoção por Mérito23/06 – GT caixas/tesoureiros/avaliadores de penhor *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato já está recolhendo envelopes com pesquisa sobre ‘Doença Mental no Trabalho Bancário’

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense está percorrendo as agências de diversas cidades, onde foi entregue um questionário aos bancários com uma pesquisa sobre “Doença Mental no Trabalho Bancário”, para recolher o material. A ação do sindicato, que conta também com a distribuição de folhetos explicativos, visa à conscientização dos profissionais para os riscos do adoecimento. O questionário, colocado em envelope lacrado, serve para coleta de informações básicas sobre a rotina de trabalho. É muito importante que os bancários respondam ao questionário. Não é necessário se identificar. Basta preencher e colocar no envelope lacrado. Todo o material será encaminhado ao Projeto de Saúde Mental no Trabalho Bancário, que é uma parceria entre o sindicato e Universidade Federal Fluminense/Volta Redonda, onde os dados serão devidamente tabulados. O sindicato não tem acesso às respostas dos bancários.  As informações serão tratadas com metodologia científica. Ao final desse trabalho será feita uma fotografia de todo o grupo para traçar um plano de trabalho efetivo.  Estão previstas as etapas de extensão, estudo e pesquisa acadêmica, cujo objetivo é o trabalho bancário e suas repercussões na saúde dos trabalhadores. A pesquisa já foi entregue nos municípios de Barra Mansa, Volta Redonda, Itatiaia, Porto Real, Quatis e Pinheiral, Resende, Rio Claro, Piraí, Paracambi, Paulo de Frontin, Mendes, Vassouras, Barra do Piraí, Valença e Rio das Flores. Atualmente,  cerca de 15% dos associados do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense estão afastados pelo INSS para tratamento de saúde. Quase toda a sua totalidade está associada à Síndrome de Burnout, que é caracterizada pelo esgotamento emocional e, consequentemente, físico. Na sequência do trabalho será formado um procedimento chamado clínicas de trabalho, que serão espaços coletivos de escuta para que os bancários possam expor e exprimir seus sentimentos. O objetivo é diminuir a culpabilização das vítimas que ainda se martirizam por terem adoecido sem perceber que era o trabalho o agente causador.

Santander apresenta políticas e ações para promover a diversidade no quadro funcional do banco

O Santander apresentou à Comissão de Organização dos Empregados (COE) suas políticas e ações a fim de promover a diversidade no quadro funcional do banco. A exposição foi feita com base no relatório de sustentabilidade de 2022 do banco, em reunião nesta quarta-feira (31). Entre as medidas elencadas pelo Santander estão: Participação das mulheres nos cargos de decisão: segundo o banco, as mulheres representam 33% do Conselho de Administração e 40% do Comitê Executivo. Incentivo à participação das mulheres em áreas estratégicas, como as vice-presidências (VP) de varejo e de finanças, e o RH. Durante o encontro, o banco admitiu que nem sempre é cumprido o percentual previsto na Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (8.213/91) que determina a contratação de 5% de empregados com deficiência. Mas alegou esforços a fim de melhorar este índice, inclusive por meio de programas de contratação e capacitação de PCDs em setores de tecnologia (F1RST) e na área comercial. O cumprimento desta lei não é opcional, e o movimento sindical vai cobrar para que seja respeitada. Outra promessa do Santander é destinar três mil bolsas de estudo, no âmbito do Santander Universidade, exclusivamente a homens e mulheres negras em cursos preparatórios para certificação Anbima (CPA-10, CPA-20 e CEA); e de idiomas, entre outros. O banco apresentou ainda um programa de desenvolvimento de mulheres, lançado em evento realizado no Dia Internacional das Mulheres, com a participação de 12 mil empregadas, e a contratação de 205 estagiários negros, no âmbito do programa Jovens Talentos. Segundo o banco, 75% dos menores aprendizes são negros. Na avaliação da coordenadora da COE Santander, Wanessa De Queiroz, houve avanços, mas ainda há muito a ser feito. “O Santander avançou nos temas da diversidade dos trabalhadores, em especial na formação de lideranças femininas, porém observamos que ainda existe muito a ser feito, principalmente no que se refere a mais possibilidade de ascensão profissional aos trabalhadores e trabalhadoras com deficiência, e negras e negros em todos os quadros da organização, incluindo funções de liderança e cargos de diretoria”, afirmou Wanessa. O banco se comprometeu a apresentar ações voltadas para os trabalhadores LGBTQIAP+; de combate ao assédio sexual; e aos empregados com idade mais avançada, nas próximas reuniões, que ainda não têm data para acontecer. O pacote de medidas lançado pelo governo Lula no dia 8 de março prevê a igualdade salarial entre homens e mulheres, incluindo o fornecimento de dados mais detalhados sobre contratação de empregados e empregadas por gênero, raça e PCDs. Com a medida, as empresas deverão fornecer estes dados ao Ministério do Trabalho e Emprego, e haverá mais condições de fiscalizar o cumprimento da lei. *Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT lança #BoraConversar para conscientizar trabalhadores sobre assédio moral

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)  lançou o #BoraConversar, através da campanha “Menos Metas, Mais Saúde”, para promover uma mudança no ambiente de trabalho dos profissionais do setor financeiro. O objetivo é fazer uma conscientização sobre os impactos prejudiciais das metas abusivas e incentivar o diálogo sobre assédio moral no ambiente corporativo. O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, falou sobre  os impactos na saúde física e mental dos trabalhadores. “A pressão por metas abusivas pode afetar negativamente a saúde física e mental dos trabalhadores. A Campanha Menos Metas, Mais Saúde busca sensibilizar a sociedade, mobilizar os trabalhadores, e cobrar atitude das empresas e dos órgãos reguladores sobre a importância de estabelecer práticas mais saudáveis e equilibradas no ambiente de trabalho”, afirmou Salles. Segundo ele, a conscientização sobre os efeitos negativos das metas abusivas é o primeiro passo para garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores do ramo financeiro. “Nossa missão é construir um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado, onde as metas não sejam prejudiciais à saúde dos profissionais”, completou. O #BoraConversar incentiva os trabalhadores a compartilharem suas experiências relacionadas ao assédio moral, seja sofrido diretamente ou presenciado no ambiente corporativo. Através do diálogo aberto e da busca por soluções, espera-se que seja possível promover um ambiente laboral mais humano e seguro. Os trabalhadores também são encorajados a relatar casos de assédio moral, respeitando a confidencialidade e a privacidade das pessoas envolvidas. Compartilhar essas histórias contribui para a visibilidade do problema, encorajando outros a se manifestarem e ajudando a construir um ambiente de trabalho mais saudável. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicatos fazem campanha contra demissões e fechamento de agências do Bradesco

Sindicatos de bancários de todo o país lançaram, nesta quarta-feira (31), a campanha #AVergonhaContinuaBradesco. O objetivo da iniciativa, idealizada pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, é protestar contra o fechamento de agências e as demissões que ocorreram nos últimos meses. A campanha #AVergonhaContinuaBradesco ganhou força nas redes sociais, com um tuitaço que ampliou ainda mais a visibilidade do movimento e fortaleceu a mobilização. As discussões e ações em torno desse tema devem continuar nos próximos dias, com o intuito de ampliar a conscientização e buscar soluções que beneficiem tanto os funcionários quanto os clientes do Bradesco e a sociedade como um todo. Com as ações do banco, os funcionários que permaneceram trabalhando ficaram sobrecarregados. Além disso, os clientes e a população como um todo são afetados pelo aumento das filas, demora no atendimento e dificuldade de acesso aos serviços bancário s. O Bradesco é considerado reincidente nesse tipo de situação. A campanha “Que vergonha Bradesco” foi realizada em 2020, durante a pandemia, por sindicatos de todo o país. A denúncia foi feita, tanto nas ruas como nas redes sociais, informando que o banco estava obtendo lucros recordes, enquanto seus funcionários sofriam com assédio moral decorrente de metas abusivas, ameaças de demissões, sobrecarga de trabalho após redução de pessoal e fechamento de agências. Agora, mesmo tendo alcançado um lucro de mais de R$ 20 bilhões em 2022, o banco fechou 1.276 postos de trabalho, 93 agências e 174 unidades de negócios. Magaly Fagundes, coordenadora da COE e secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT),afirma estar preocupada com a manutenção dos empregos. “A vergonha continua, Bradesco. O quadro de funcionários do Bradesco é extremamente enxuto, e a política de demissões e fechamento de agências está comprometendo o atendimento aos clientes. Embora o banco afirme que os funcionários das agências fechadas estão sendo realocados, nossa preocupação é com a manutenção dos empregos”, afirmou a coordenadora. Ainda segundo Magaly, muitas agências que foram transformadas em unidades de negócios são fechadas logo em seguida, resultando em demissões. “O banco precisa cumprir efetivamente o que está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), garantindo a requalificação e realocação desses funcionários como forma de preservar seus empregos”, ressaltou Magaly. Para ela, o fechamento de agências ou sua transformação em Postos de Atendimento (PAs) resulta em dificuldades para os clientes acessarem serviços bancários básicos. *Fonte: Contraf-CUT