MP 1045 é uma afronta a direitos trabalhistas previstos na Constituição

Jornada da categoria bancaria pode ser afetada   “É inaceitável que, diante das crises sanitária, econômica e social que o país enfrenta, há setores que queiram se aproveitar para aprofundar a retirada de direitos dos trabalhadores brasileiros”, disse sobre a MPV 1045/2021 o senador Paulo Paim (PT/RS), em entrevista concedida ao jornalista Olyntho Contente, do Sindicato dos Bancários do Rio Janeiro. A MPV 1045/2021, aprovada pela Câmara dos Deputados dia 10 de agosto, foi editada pelo Governo Federal para renovar o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda e sobre medidas complementares para o enfrentamento da Covid-19 no âmbito das relações de trabalho. Mas, com o envolvimento pessoal do ministro da Economia, Paulo Guedes, foram inseridos diversos “jabutis” na proposta, fazendo com que ela se tornasse um aprofundamento da reforma trabalhista, com consequências drásticas para os trabalhadores, inclusive com uma emenda que pode atingir a jornada de trabalho da categoria bancária. “Bolsonaro e seus asseclas insistem em transferir as mazelas desse desgoverno para a classe trabalhadora e, consequentemente, para o povo brasileiro. A incompetência em gerar emprego e renda é o principal motivo desse descalabro com os direitos trabalhistas”, disse o secretário de Relações de Trabalho e responsável por acompanhar as questões de interesse da classe trabalhadora que tramitam no Congresso Nacional pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Jeferson Meira, o Jefão. “Apostam em mentiras e manipulação das informações para pregar que as mudanças visam a preservação das atuais e geração de novas vagas de emprego, atacando a CLT, retirando direitos e até mesmo flertando com o trabalho escravo, ao dificultar a fiscalização. Não se cansam de fazer maldades e ainda comemoram quando as aprovam com a ajuda de parlamentares sem escrúpulos”, completou o dirigente da Contraf-CUT, lembrando ainda que um jabuti inserido na proposta original afeta a jornada da categoria bancária. Segundo Paim, “a proposta, nos termos aprovado pela Câmara dos Deputados, aprofunda as recentes alterações nas leis do trabalho. Representa forte redução de direitos dos trabalhadores, perda de renda e degradação das condições de trabalho. É uma afronta ao estado de bem-estar social, o valor social do trabalho e do princípio da dignidade da pessoa humana, previstos na Constituição Federal.” Leia abaixo a íntegra das respostas do senador petista às perguntas de Olyntho Contente. O que se pode esperar da tramitação no Senado? O ideal seria o Senado não apreciar essa medida provisória e deixar perder a validade, o que acontecerá no dia 7 de setembro. Ou, alternativamente, retirar todo o texto que não mantém correlação com o objetivo original da Medida Provisória e aprovar somente a reedição do programa de manutenção do emprego e renda. É inaceitável que, diante das crises sanitária, econômica e social que o país enfrenta, há setores que queiram se aproveitar para aprofundar a retirada de direitos dos trabalhadores brasileiros. As mudanças na MP estão sendo analisadas em que comissão? Com o Sistema de Deliberação Remota (SDR) adotado em razão da pandemia, as Medidas Provisórias estão sendo analisadas diretamente pelo Plenário da Câmara e, em seguida, pelo Plenário do Senado. Quando o Senado faz alterações no texto da Medida Provisória, a matéria volta para a Câmara dos Deputados apreciar as alterações. A não apreciação das Medidas Provisórias nas Comissões Mistas (composta por Deputados e Senadores) representa a supressão de um importante espaço de debates, realização de audiências públicas e diálogo dos parlamentares, especialmente, com o relator. Qual a disposição dos partidos em relação ao tema? Nossa expectativa é de realizarmos um profundo debate acerca da Medida Provisória. Espero que os Senadores se convençam que esta reforma trabalhista em meio à pandemia, sem debates com a sociedade civil organizada, trabalhadores, centrais sindicais, é um absurdo. A proposta, nos termos aprovado pela Câmara dos Deputados, aprofunda as recentes alterações nas leis do trabalho. Representa forte redução de direitos dos trabalhadores, perda de renda e degradação das condições de trabalho. É uma afronta ao estado de bem-estar social, o valor social do trabalho e do princípio da dignidade da pessoa humana, previstos na Constituição Federal. Algum partido questiona a constitucionalidade das emendas? O Supremo Tribunal Federal tem uma atuação restritiva na análise da constitucionalidade de proposições legislativas em tramitação no Congresso Nacional. Quase sempre, limita-se à análise dos aspectos formais da tramitação, sem adentrar no mérito das proposições. Mas, não tenho dúvida que, se aprovada a Medida Provisória da forma atual, muitos partidos, entidades civis e os próprios trabalhadores recorrerão ao Poder Judiciário para ver declarada a inconstitucionalidade de vários dispositivos. É o que ainda vem acontecendo com a reforma trabalhista, Lei nº 13.467/2017. Há várias Ações Diretas de Inconstitucionalidades propostas por vários partidos, Procuradoria Geral da República, entidades civis, assim como vários processos judiciais individuais tramitando. No Senado, já propus realizar audiências públicas na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Também apresentei requerimento para realizar uma sessão de debates temáticos no plenário do Senado. O intuito é debater com a sociedade e ouvir os especialistas. O Ministério Público do Trabalho (MPT), as Centrais Sindicais e diversas entidades emitiram notas públicas apontando as inconstitucionalidades e prejuízos aos trabalhadores. Não tenho dúvida, se aprovada da forma que se encontra, a discussão não vai terminar aqui. A insegurança jurídica para empregadores e trabalhadores vai aumentar, serão necessários muitos anos para pacificar o entendimento em torno dessa legislação.   Fonte: Contraf-CUT, com contribuição de Olyntho Contente, do Seeb/Rio

Banco do Brasil tem de ser financiador da agropecuária em toda a sua extensão

O Brasil se tornou um dos maiores produtores de alimentos do mundo com a participação decisiva do banco O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Um dos grandes responsáveis é o Banco do Brasil. Por isso, uma das resoluções aprovadas no 32º Congresso Nacional funcionários do Banco do Brasil, realizado no dia 8 de agosto, define como fundamental o papel do BB como apoiador de toda a cadeia produtiva deste segmento. “Desde o agronegócio, buscando, se possível, aumentar o valor deste segmento para a economia brasileira, até as demais formas de produção, incentivando e financiando a expansão da agricultura familiar e os estabelecimentos de pequeno e médio porte, fornecendo crédito e assistência técnica, incentivando, inclusive, as atividades agrícolas sustentáveis e voltadas para a produção orgânica”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. Os funcionários acreditam que o banco deve avaliar o apoio às cooperativas, com financiamento da produção, do processamento e da comercialização. “O papel das cooperativas é cada vez mais importante. Por mais que um produtor consiga comprar x toneladas de fertilizantes, se a cooperativa comprar 10x, ele vai ter condições melhores. A cooperativa tem o lado solidário também, em que o grande ajuda o pequeno produtor. O Brasil tem um desafio global fantástico para que se torne o campeão mundial da segurança alimentar, mas só pode falar isso se tiver uma política pública adequada e uma estrutura cooperativista sólida, que permita a competitividade de maneira clara, com o apoio do Banco do Brasil”, explicou Fukunaga. Para fazer esse papel da melhora maneira possível, o banco também deve buscar sempre a estrutura adequada de atendimento, crédito e assistência de acordo com o porte e tipo de produção. “Este é o papel de um banco público. Atender toda a população, da melhor maneira possível. Para isso, é preciso conhecer as regionalidades e suas necessidades especiais. Então, é fundamental que o Banco do Brasil tenha agências em todas as regiões do país”, disse o coordenador da CEBB. Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT lança projeto Basta! contra a violência doméstica

  A reunião da Direção Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), realizada nesta terça-feira (17), lançou nacionalmente o projeto Basta! Não Irão Nos Calar! Com o projeto, a Contraf-CUT vai apoiar na implantação de serviços e atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O projeto será desenvolvido nas federações e nos sindicatos da categoria bancária e tem por objetivo capacitar as entidades a criar canais de atendimento às vítimas. O atendimento é de assessoria jurídica, desde a orientação para a procura dos canais e serviços públicos até orientações sobre questões como guarda dos filhos. A reunião da Direção Nacional foi convocada regimentalmente a aprovou as contas da Contraf-CUT para os exercícios de 2019 e 2020. “A Contraf-CUT vai ajudar as federações e os sindicatos a criarem seus canais de atendimento das vítimas de violência doméstica. É um projeto muito importante porque infelizmente tem muitas mulheres e entre elas muitas bancárias vítimas de violência. Temos que fazer a nossa parte. O governo desmontou praticamente tudo que tinha de avanço. Vamos fazer a nossa parte até colocar esse país de volta ao eixo. Temos que lutar, resistir e transformar o que pudermos transformar porque vamos colher os frutos de um país melhor, mais feliz, mais justo. Temos obrigação de fazer essa luta”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. A Direção Nacional da Contraf-CUT aprovou por unanimidade a realização do projeto. Problema amplo O projeto Basta! Já existe há dois anos no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Nesse período, realizou 162 atendimentos. O objetivo do projeto é dar assessoria técnica e especializada para entidades filiadas à Contraf-CUT criarem canais de atendimento para orientação e atendimento das vítimas de violência doméstica e familiar. “A violência doméstica não é um problema só das mulheres. É um problema social, um drama para inúmeras famílias. Tem consequências até na economia. Uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará mostra que a economia do país perde R$ 1 bilhão com os impactos desse problema. A pesquisa é de 2017 e o problema deve estar muito maior agora, com a pandemia”, destacou a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis. Além do Sindicato dos Bancários de São Paulo, o projeto Basta! Começou a ser implantado este ano nos sindicatos de Piracicaba, Campinas e Brasília. “Desde que esse governo assumiu, percebemos um ataque aos direitos das mulheres. Hoje temos um presidente com atitudes machistas, homofóbicas e racistas. Fico feliz de vários sindicatos implementarem esse projeto”, afirmou a presidenta do sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva. A secretária-geral do sindicato, Neiva Ribeiro, destacou a importância do projeto na atual conjuntura. “É dever do estado criar política de acolhimento às mulheres, políticas de emprego e renda para mulheres. Mas nesse momento, esse projeto é uma forma de fazer esse debate. Muitas bancárias começam agora a olhar para o sindicato de forma diferente.” Fases A advogada e feminista Phamela Godoy, que dará assessoria técnica para a implantação do projeto nas entidades, explicou que o desenvolvimento do projeto acontece em cinco etapas. A primeira é definir como se dará o primeiro atendimento às vítimas, se por meio de redes sociais, por telefone ou atendimento presencial. Também é necessário definir o horário de atendimento. A fase dois é definir quem fará o atendimento, se dirigentes sindicais, advogadas da entidade ou advogadas parceiras. A terceira etapa é a formação da equipe do projeto, em um curso com 30 horas de duração. “Teremos discussão de temas como desigualdades, atendimento humanizado, Lei Maria da Penha e outros instrumentos legislativos”, explicou Phamela. A quarta fase é sobre a articulação com a rede local de enfrentamento à violência doméstica, quais os serviços disponíveis na região. A última etapa é a de acompanhamentos dos primeiros atendimentos.   Fonte: Contraf-CUT

Hoje tem mobilização contra a Reforma Administrativa de Bolsonaro

Em todo o país haverá mobilizações contra mais um ataque do governo Bolsonaro; às 9h tem tuitaço com a hashtag #18ADiaDeLuta Hoje tem mobilização contra a Reforma Administrativa do governo Bolsonaro. Em todo o Brasil vão acontecer paralisações, ações nas redes sociais, panfletagens e atos públicos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, a chamada Reforma Administrativa. A PEC 32 acaba com a estabilidade do servidor público e também dos trabalhadores das empresas públicas, incluídos os bancos. Tem sérios impactos na vida de toda a população e afeta qualquer retomada de desenvolvimento econômico. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) participa dessa luta e convoca a categoria bancária para a mobilização. A partir das 9h, haverá um tuitaço contra a Reforma Administrativa de Bolsonaro com a hashtag #18ADiaDeLuta . Participe! Fonte: Contraf-CUT

Amanhã é o Dia Nacional de Luta Contra a Reforma Administrativa

Paralisações, panfletagens, atos e tuitaço serão realizados em defesa do serviço público, contra as privatizações e por geração de emprego Nesta quarta-feira (18) é o Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a Reforma Administrativa. Junto com centrais sindicais, movimentos populares e vários setores da sociedade, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) convoca a categoria bancária a participar do movimento em defesa do serviço público, contra as privatizações e por geração de emprego. A luta do Dia 18, que também é de todos os brasileiros que dependem do serviço público, inclui as pautas urgentes como a luta pelo auxílio emergencial de R$ 600, vacina já para todos, por mais empregos, contra a carestia e a miséria. A luta também inclui a defesa dos bancos públicos, ferramentas indispensáveis para o Brasil superar a crise, voltar a se desenvolver e manter as possibilidades de fomentar sua própria economia. As três esferas do funcionalismo público (federal, estadual e municipal) preparam uma paralisação. Também haverá mobilizações nas redes sociais, assembleias, panfletagens e protestos no Brasil inteiro. Um tuitaço será realizado a partir das 9h com a hashtag #18ADiaDeLuta. Fonte: Contraf-CUT

Cassi Essencial: participantes perdem cobertura para transplantes

Novo plano limita cobertura a tabela de procedimentos da ANS, deixando de fora transplantes do coração, fígado, pulmão e outros Apenas a cobertura para transplantes de rins e córneas foi mantida no Cassi Essencial, plano lançado em junho pelos diretores e conselheiros da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Ou seja, caso os participantes do novo plano sofram de complicações que exijam transplantes de coração, pulmão, pâncreas, fígado ou medula óssea, terão que recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou custear do próprio bolso na rede privada. A título de informação, um transplante de coração no Brasil é, em média, R$ 600 mil na rede privada. Já o transplante de fígado custa entre R$ 150 mil e R$ 200 mil. Durante a live realizada no dia 27 de julho, para tirar dúvidas sobre o Cassi Essencial, o diretor de planos da Cassi, Carlos Emílio Flesch, justificou que os transplantes foram retirados do conjunto de serviços prestados pelo novo plano porque “não fazem parte do Rol de Procedimentos da ANS”, a Agência Nacional de Saúde. Os outros planos, Cassi Família I e II e Associados, além do Rol da ANS, cobrem todas enfermidades listadas na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Essa diferença, que foi comentada como algo simples por Flesch, pode ser decisiva na sobrevivência de um participante que acabou optando pelo Cassi Essencial ao invés dos outros planos da Caixa de Assistência”, avalia alertou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) Fukunaga. Além de limitar as coberturas, novo plano coloca em risco toda a Cassi, esvaziando os demais planos e reduzindo a responsabilidade do Banco do Brasil com a manutenção da Cassi e do Plano Associados. Veja a seguir uma tabela com as principais diferenças entre o Cassi Essencial e o Plano Associados. Com as taxas de franquia e coparticipação, o Cassi Essencial tende a se tornar mais caro para o bolso do participante, ao longo do tempo e da necessidade de utilização dos serviços de saúde.   Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil precisa ser muito mais que um banco

Funcionários defendem o BB como uma instituição pública integrada a um programa de governo democrático e popular, com uma atuação aliada às necessidades da população brasileira As resoluções aprovadas pelas delegadas e pelos delegados do 32º Congresso Nacional funcionários do Banco do Brasil, realizado no dia 8 de agosto, abordam – entre outros pontos – a atuação do Banco do Brasil em um governo democrático e popular. “O Banco do Brasil precisa ser fortalecido como banco público e não pode ser privatizado. Defendemos que o Banco do Brasil, como instituição pública integrada a um programa de governo democrático e popular, deve orientar sua forma de atuação de acordo com as necessidades da maioria da população brasileira”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. Para os funcionários do banco, o BB deve continuar a atuação como um banco múltiplo, com operações características de toda instituição financeira. “A atuação do banco em todos os serviços e operações características do sistema financeiro garantem resultados para que ele possa também direcionar suas atividades para áreas que devam ser prioritárias para sua atividade de empresa pública. Mas, deve ir além e contribuir com o desenvolvimento econômico, com a sustentabilidade e com a inclusão das pessoas físicas e jurídicas que tenham dificuldade de acessar os serviços financeiros.” Nos próximos dias vamos destacar algumas áreas de atuação que o Banco do Brasil deve avaliar e adotar como prioritárias em sua função de banco público. Fonte: Contraf-CUT

I Conferência dos Bancários do Rio aprova resoluções a serem apresentadas à Conferência Nacional

Estabelecer medidas de prevenção e proteção da categoria bancária contra a covid-19; garantia no emprego; defesa dos bancos públicos; plano de previdência privada para todos os bancários; teletrabalho; aprovação da palavra de ordem Fora Bolsonaro; participação nas mobilizações nacionais do dia 18 de agosto, contra a Proposta de Emenda Constitucional 32, da reforma administrativa, que privatiza os serviços públicos, como o SUS; e dos protestos de 7 de setembro, pelo impeachment de Jair Bolsonaro. Estas foram as principais resoluções aprovadas pelos participantes da I Conferência dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro, neste sábado. O evento foi feito de forma virtual. As resoluções serão levadas para a Conferência Nacional, a ser realizada dias 3 e 4 de setembro. Aprovadas vão ser encaminhadas pelo Comando Nacional dos Bancários à mesa de negociação com a Federação Nacional dos Bancos. A presidenta da entidade organizadora do evento, a Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro (Federa-RJ), Adriana Nalesso, lembrou que este ano não haverá negociação relativa à Convenção Coletiva de Trabalho, já que a CCT, assinada em 2020, vai vigorar até 2022 Há, no entanto, reivindicações importantes, algumas delas urgentes, que não podem esperar para serem tratadas com os bancos. Estas, foram aprovadas na conferência estadual e encaminhadas à nacional. Na plenária final da conferência foi eleita uma delegação de 122 bancários que representarão a categoria bancária que trabalha no estado na Conferência Nacional. O presidente do Sindicato do Rio, José Ferreira, ressaltou que da delegação, 40% são mulheres e 60% homens, o que representa um avanço. Mas destacou que o objetivo é chegar à paridade. Foi, ainda, aprovada uma moção de repúdio a práticas antissindicais do Santander que atingiram um dirigente da Federa-RJ. Abertura e debates A Conferência começou às 9 horas, com a participação de representantes de sindicatos, da Contraf-CUT, de centrais sindicais e parlamentares. Foi feita uma homenagem aos bancários e bancárias vitimados pela covid-19. Várias mesas de debate foram realizadas ao longo do dia. A conferência foi encerrada às 19 horas Leia também: Abertura – Centrais Sindicais e Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT Painel Saúde – Mauro Salles (Contraf-CUT): negociações, pesquisa e sequelas Covid Painel Conjuntura – Vereador Reimont (PT); ex-senador Lindbergh Farias, e Uirtz Sérvulo, coordenador do Departamento Estadual do PCdoB. Sistema Financeiro e Desenvolvimento Sustentável – Economista do Dieese, Fernando Amorim   Fonte: Contraf-CUT

Comando Nacional d@s Bancári@s discute retorno ao trabalho presencial com Fenaban

O Comando Nacional d@s Bancári@s e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) discutiram nesta sexta-feira (13) sobre o processo de retorno da categoria ao trabalho presencial. A preocupação do Comando é com a pandemia, que ainda está causando média diária de mil mortes diárias. Foi apresentada aos representantes dos bancos a preocupação com uma precipitação na volta ao trabalho presencial e com a necessidade de qualquer processo de retorno ser anteriormente negociado. “Espero que essa negociação que fizemos impeça qualquer precipitação na volta ao trabalho presencial. Colocamos que bancárias e bancários precisam estar vacinados e mesmo a população precisa ter a vacinação completa. Cobramos cautela, para não ter um retorno em massa. Para os que já estão trabalhando, é preciso ampliar a proteção e por isso também discutimos uma padronização dos protocolos de segurança. Após a Conferência Nacional (3 e 4 de setembro) podemos voltar a conversar sobre o tema”, informou a coordenadora do Comando Nacional e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo] Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. Especialistas recomendam que qualquer medida de relaxamento no isolamento social somente seja adotada quando pelo menos 70% da população estiver completamente vacinada. Até a tarde desta sexta-feira (13), somente 22,8% da população brasileira tinha recebido a vacinação completa. “Espero que essa negociação segure qualquer precipitação no retorno ao trabalho presencial. Estamos falando de vidas. Não estamos em um quadro tranquilo, para baixar nenhum tipo de proteção” alertou Juvandia Moreira. Protocolo A preocupação com a proteção de quem já está em trabalho presencial também foi discutida. Desde o início do ano, o Comando e a Fenaban discutem a padronização das medidas de segurança nos locais de trabalho. Os bancos apresentaram uma proposta de protocolo que foi analisada pelo Comando, que acrescentou alguns pontos. A Fenaban ficou de responder às propostas de mudanças para definir um protocolo único para todos os bancos.   Fonte: Contraf-CUT

COE e Itaú debatem emprego, remuneração e banco horas negativas

Emprego, remuneração e banco horas negativas foram os principais pontos da pauta da reunião entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú com a direção do banco, na tarde desta quinta-feira (12). Também foram iniciadas as negociações para o retorno dos trabalhadores presencialmente. A COE cobrou do banco o fim das demissões, mais transparência na implementação do programa GERA e a negociação de pontos específicos dele, como as horas devedoras dos trabalhadores do grupo de risco. Os representantes do Itaú apresentaram o número de trabalhadores que ainda estão devendo horas devido ao afastamento durante a pandemia. Em dezembro de 2020, o total era de 5.962 funcionários. Mas, em junho de 2021, houve uma redução de 34% totalizando, 3.911 trabalhadores. “A redução se deu pelo banco ter cumprido com a palavra de possibilitar que todos os funcionários que estão casa realizasse trabalhos em home office para que não fossem prejudicados”, explicou Jair Alves, coordenador da COE Itaú. Apesar da diminuição, os dirigentes sindicais questionaram o Itaú de como ficarão os bancários que estão em casa sem cumprir horas em home office se não conseguirem compensar as horas. “O prazo para compensação terá que ser revisto. Os bancáerios não podem ser prejudicados, já que não foi por vontade deles não terem equipamentos para realizar o trabalho”, afirmou Jair Alves. O banco também apresentou o número de desligamentos e admissão desde o ano de 2019. Em 2021, por exemplo, são 6.908 admitidos e 3.640 desligados, perfazendo um saldo positivo de 3.268 postos de trabalho. Apesar do saldo positivo desse ano, a COE pediu a suspensão das demissões levando em consideração a pandemia e a crise que o país se encontra e também cobrou a criação de um Centro de Realocação para os trabalhadores. “Não é justo que o banco continue demitindo sem dar uma chance ao trabalhador de realocação, o Itaú tem como fazer isso, pois já foram realizadas realocações eficientes em conjunto com os sindicatos em outros momentos”, ponderou o coordenador. Os representantes dos sindicatos ainda entregarão ao Itaú um documento com todas as reivindicações dos funcionários, definidas no Encontro Nacional dos Bancários do Itaú, realizado na semana passada, quando foram debatidos os temas de emprego, remuneração, saúde e previdência. Outro ponto debatido entre o banco e a COE foi a preocupação com o retorno ao trabalho presencial dos bancários a partir de setembro. O Itaú disse que o retorno ocorrerá de uma maneira voluntária e seguindo todos os protocolos vigentes na lei, ressaltou que para que tudo dê certo, quer debater com os sindicatos como será este retorno. Os sindicatos colocaram as preocupações com os bancários que não quiserem se vacinar, com o retorno das gestantes, do grupo de risco e o seguimento e fiscalização dos protocolos.   Fonte: Contraf-CUT