‘Sextou’ dos bancários está em risco

A apresentação do relatório do deputado Fabio Ramalho (MDB/MG) na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, indicando a aprovação do Projeto de Lei 1043/2019, que autoriza a abertura de agências e o trabalho bancário aos sábados e domingos, está agendada para a próxima quinta-feira (2/12). O autor do projeto é o deputado David Soares (DEM/SP), filho do pastor R.R. Soares. “Precisamos mostrar nossa indignação contra mais esse ataque aos trabalhadores da categoria e, nas bases destes deputados, fazermos um trabalho intenso junto aos bancários e bancárias para mostrarmos quem é que apresenta propostas que os prejudicam”, disse o secretário de Relações do Trabalho da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Jeferson Meira, o Jefão, ressaltando que a Contraf-CUT e os sindicatos e federações que fazem parte do Comando Nacional dos Bancários já vem fazendo um trabalho de mobilização e desconstrução de mais esse ataque à jornada de trabalho da categoria. Para Jefão, o projeto vai sobrecarregar ainda mais bancários e bancárias que já estão adoecendo devido à pressão e o assédio moral da cobrança de metas. “Se um projeto como este for aprovado, a pressão pelo cumprimento de metas aumentará ainda mais e trará um grande prejuízo à categoria”, ressaltou, acrescentando estes parlamentares desconhecem totalmente o trabalho da categoria bancária, que nunca parou de trabalhar durante a pandemia se expondo às mais diversas situações de risco. “O que deveriam fazer era uma moção de agradecimento aos bancários e bancárias”, disse. Mostre sua indignação O dirigente da Contraf-CUT conclama toda a categoria acessar o site da Câmara dos Deputados e mostrar sua discordância com o projeto. “Basta acessar o link, se cadastrar e clicar em ‘discordo totalmente’. Mas, também é possível mandar e-mails e ligarem para o relator do projeto mostrando a sua insatisfação”, disse. Ataque contínuo A possibilidade de abertura das agências bancárias aos sábados e domingos já foi aventada diversas vezes no Congresso, tanto por meio de projetos de lei, como o PLS 203/2017, quanto por medidas provisórias (MP 881/2019 e MP 905/2019) encaminhadas pelo governo Bolsonaro e foi derrubada graças à pressão dos trabalhadores e seus representantes sindicais. Para a presidenta Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que também é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, a proposta visa atender interesses do mercado financeiro. “É coisa deste governo, que governa só para os ricos. Hoje, os bancos já obtêm lucros astronômicos com cobrança de metas absurdas dos bancários. Eles querem realizar essa mesma prática aos sábados e domingos para aumentar ainda mais seus lucros, sem pensar na saúde e nas condições de trabalho da categoria”, disse. Acordos O principal argumento de quem defende a abertura dos bancos aos finais de semana é a necessidade de eventos que necessitem de serviços bancários nestes dias. Mas, a presidenta da Contraf-CUT lembrou, que para casos específicos, como a abertura durante eventos aos finais de semana e para o funcionamento de centrais de teleatendimento, já existem acordos específicos negociados com as entidades de representação dos trabalhadores e que, por isso, não há necessidade de alteração na lei. Histórico O PL 1043 tramita desde 2019, mas foi engavetado até este ano após intervenção da Contraf-CUT junto ao antigo relator, o deputado João Carlos Bacelar (PL/BA). Como ele não pertence mais à CDC, o deputado Fábio Ramalho foi designado como novo relator. “Fábio Ramalho já havia apresentado um relatório contrário, que foi devolvido para adequações, mas, de forma surpreendente, mudou de posição e fez um relatório pela aprovação, que também foi devolvido, e agora, em forma de substitutivo, deu parecer favorável novamente para que as agências sejam abertas aos sábados e domingos colocando em xeque o descanso semanal dos bancários e bancárias”, explicou Jefão. Fonte: Contraf-CUT
Atuação da Cassi na pandemia será um dos temas do 2º Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários

Dores e fraqueza muscular, agravamento de doenças preexistentes, perda duradoura de paladar e olfato, fibrose nos pulmões e rins, além de distúrbios do sono e falta de ar. Essas são algumas das sequelas de pacientes que sobreviveram à Covid-19 e que precisam ser tratadas pelos sistemas de saúde, incluindo, obviamente, os de saúde suplementar, como a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). O balanço da atuação da Cassi e sua responsabilidade para com os pacientes que ficaram com sequelas da Covid-19 será o tema da terceira e última mesa do 2º Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do BB, que acontece neste sábado (27), das 9h às 13h, transmitido pelos canais do Youtube e Facebook da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O painel contará com a participação de Claudio Said, ex-gerente executivo da Cassi, e de William Mendes, ex-diretor eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi. Eles conversaram com a comunicação da Contraf-CUT sobre o tema. Principais trechos da entrevista Contraf-CUT: Qual o balanço os senhores fazem dos erros e acertos da Cassi durante a pandemia?Claudio Said: A Cassi demorou a entender a amplitude dos impactos trazidos pela pandemia. Demorou a reagir e, ao fazê-lo, limitou-se a acionar o serviço de telemedicina, seguindo a necessidade do momento, pois no auge do distanciamento social essa era a única forma de atender. A telemedicina é uma ferramenta de acesso aos serviços, mas sua eficácia para a gestão de saúde só acontecerá se ela estiver integrada às estratégias de atenção da Cassi, em particular à Estratégia de Saúde da Família. Em resumo, acertou ao disponibilizar o serviço, mas ele não está integrado aos programas de promoção da saúde e prevenção de doenças, o que é um erro estratégico gigantesco. Há tempo para correções, mas precisa ser agora! William Mendes: Uma das vantagens que a Cassi teve no enfrentamento à pandemia é o arcabouço de informações dos associados, que foi construído ao longo de décadas, graças ao modelo de saúde definido em 1996 e que implementou o modelo de saúde preventivo, onde você prioriza a prevenção de acidentes, o incentivo à promoção da saúde, monitoramento de pessoas com doenças crônicas. Esse modelo também incluía o programa Estratégia de Saúde da Família. O balanço negativo é que a atual gestão vem, desde antes da pandemia, desmontando esse sistema. Nós tínhamos um modelo próprio de equipes nucleares de família, espalhadas pelas capitais e mais algumas regiões metropolitanas e interioranas. E essa estrutura era barata. A Cassi tem a menor despesa administrativa do mercado de saúde, fazendo saúde, o que não é qualquer coisa. As despesas assistenciais da Cassi eram cerca de 6% da sua receita, com uma equipe de quase 2 mil profissionais de saúde, envolvendo equipes de família, nutricionistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, diversas áreas de atenção primária e da saúde, e isso tudo está sendo desfeito pela direção atual da Cassi. Ainda dentro do desmonte do sistema de monitoramento das pessoas com doenças crônicas, antes, essa população recebia periodicamente, em casa, todos os medicamentos que precisavam para dar continuidade a seus tratamentos. Quando entra a pandemia e tivemos, em todo o país, uma crise séria de medicamentos de uso contínuo, essas pessoas foram seriamente afetadas. Outro ponto é a telemedicina. Essa é uma ferramenta implementada em todo o mundo. Na pandemia houve, é claro que por conta da necessidade de distanciamento, um aumento do uso dessa ferramenta. Então, claro que é positivo a Cassi ter a telemedicina. Acontece que a atual diretoria fez a implantação desse serviço em detrimento da sua própria estrutura. Ela desmontou a estrutura que tinha antes, com um corpo próprio de profissionais, para contratar uma empresa de telemedicina de fora, que não tem os dados dos participantes como nós temos na Cassi. Contraf-CUT: Como a Cassi tem se posicionado sobre a oferta de atendimento para o grupo de pacientes que ficaram com sequelas da Covid-19?Claudio Said: Lamentavelmente, não vejo um posicionamento efetivo para lidar com essa realidade. A essa altura da pandemia, o histórico de informações já é suficiente para mapear as sequelas mais recorrentes e desenvolver programas específicos de prevenção e tratamento. Muito pouco está sendo feito para cuidar do ser humano atingido pela doença. É urgente que a Cassi mobilize suas equipes técnicas e construa alternativas de cuidados para a população atingida. Disponibilizar acesso à telemedicina não basta! Acesso aos serviços é premissa de um sistema de saúde, não é a sua finalidade. William Mendes: Segundo levantamento da Contraf-CUT, cerca de 13 mil assistidos hoje não usam mais o sistema de medicamentos da Cassi, o chamado PAF – programa de assistência farmacêutica. Isso prejudicou essas milhares de pessoas. Elas estão sendo assistidas hoje? Não sabemos, porque a direção atual desmontou o sistema de assistência farmacêutica, fundamental para as pessoas com doenças crônicas. Como a Cassi vai atender agora os novos crônicos de Covid? Todo esse movimento que entregou a telemedicina para uma empresa terceirizada, o fim do monitoramento periódico dos pacientes crônicos e da Estratégia de Saúde da Família está fazendo a Cassi perder o essencial necessário para cuidar dos pacientes crônicos, tanto os que já eram crônicos antes da Covid-19, quanto os novos crônicos da Covid-19, uma geração que, talvez, irá demandar atenção do sistema de saúde para o resto de suas vidas. Contraf-CUT: Como avaliam a atuação da direção da Cassi para garantir o atendimento adequado dos trabalhadores que precisaram usar o sistema de saúde?Claudio Said: A palavra mais ajustada a essa pergunta é omissão. Eu não gostaria de estar falando isso, mas alguém viu alguma ação estratégica e diferenciada das diretorias eleitas para garantir o atendimento? Só a telemedicina, a qual não resolve os casos mais graves. Só não tivemos maiores problemas com a ocupação de leitos hospitalares porque as Unidades Estaduais da Cassi agiram por conta própria na gestão local da oferta de leitos. Mas, se tivesse ocorrido um esgotamento severo da oferta de leitos de UTI, o sistema Cassi não suportaria a demanda, apesar dos esforços regionais, porque
2º Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do BB discute efeitos da pandemia sobre as trabalhadoras e trabalhadores

Fórum irá abordar as ‘sequelas’ trabalhistas no pós-pandemia e como reverter as ações do governo que impactaram negativamente na segurança econômica de trabalhadores O impacto social da pandemia sobre a classe trabalhadora é tema da mesa 2 do 2º Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do Banco do Brasil, que acontece neste sábado (27), das 9h às 13h, transmitido pelos canais do YouTube e Facebook da TV-Contraf. O debate será sobre as ameaças aos direitos trabalhistas, aprofundadas por decisões do governo Bolsonaro na pandemia. Também será debatido o aumento da violência doméstica no período e a capacidade dos sistemas públicos de Saúde para acolher e tratar as vítimas desse crime. Participam da Mesa 2 Phamela Godoy, coordenadora do projeto ‘Basta! Não iremos nos calar’, que capacita entidades sindicais a prestarem assistência jurídica gratuita a mulheres em situação de violência; e Lúcia Porto Noronha, sócia da Crivelli Advogados e assessora jurídica no Comando Nacional dos Bancários. O impacto da crise no direito trabalhista Em entrevista para o portal Contraf-CUT, a advogada Lúcia Noronha pontuou: “Foram vários os efeitos da pandemia nas relações de trabalho. Ao mesmo tempo que acarretou efeito econômico, também trouxe consequências nas relações de trabalho. O governo brasileiro, sob o pretexto de tentar combater a pandemia, editou normas que rebaixaram ainda mais os direitos dos trabalhadores. Muitos empregadores, inclusive bancos, demitiram trabalhadores em plena pandemia”. Lúcia criticou, principalmente, a Medida Provisória (MP) nº1045/21, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, conhecida como ‘minirreforma trabalhista’. A medida ficou em vigência de abril a setembro. Ela chegou a ser aprovada na Câmera, em agosto, mas foi derrubada no mês seguinte pelo Senado. A MP autorizava a suspensão temporária do contrato de trabalho e a redução proporcional da jornada e do salário, além disso, eliminava o direito a férias, 13º e FGTS. Mais recentemente, em 11 de novembro, Bolsonaro usou outra uma vez sua caneta para assinar uma medida que elimina mais de 1.000 decretos, portarias e instruções normativas trabalhistas, resumidas em apenas 15 dispositivos. “Ao mesmo tempo em que os trabalhadores eram e são demitidos, as metas continuam aumentando. São frequentes os relatos de trabalhadores sobrecarregados”, contou Lúcia. “O ministro [da Economia] Paulo Guedes falou, dia 24 de novembro, que os servidores deram uma contribuição importante por terem ficado sem reajuste salarial durante a pandemia. As medidas deveriam ser outras, considerando dois aspectos: a proteção dos trabalhadores contra o contágio da Covid-19; e ações políticas com o objetivo de fomentar o aumento de emprego e renda, promover demanda de mão de obra”, destacou a advogada. “A mobilização dos trabalhadores é fundamental para impedir a evolução dos desmontes”, concluiu. A pandemia da violência doméstica A coordenadora do projeto ‘Basta! Não iremos nos calar’, Phamela Godoy, também falou sobre outro tema que será destaque na Mesa 2, do 2º Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do BB: o combate à pandemia da violência doméstica. “A gente passa por um processo de pandemia da Covid-19. Mas, segundo a ONU, a violência doméstica no mundo também é uma pandemia. Então, estamos passando por uma pandemia dentro da outra”, destacou Phamela, completando que a junção dessas duas pandemias prejudica mais ainda mulheres a saírem de relacionamentos abusivos. “E, tudo isso, somado às políticas desastrosas do governo federal, que colocaram milhões de pessoas em situação de miséria, que retiraram milhões de empregos e que atuam fortemente para desmontar o SUS”. Phamela explicou que muitas mulheres que sofrem violência doméstica têm dificuldades de abandonar o parceiro, autor das agressões, por dependência financeira. Logo, além de obrigar as mulheres a ficarem mais tempo em casa com seus agressores, todos os desdobramentos sociais e políticos da pandemia acabaram reduzindo a possibilidade de independência financeira de mulheres vítimas da violência doméstica. “É extremamente importante discutirmos a violência doméstica no âmbito da saúde pública, porque ela, além de afetar a saúde física, quando há uma violência sexual ou uma violência física, também afeta a saúde psicológica, a saúde mental que a gente tem tanta dificuldade de discutir no Brasil”, ponderou. O canal de apoio “Basta! Não irão nos calar” nasceu primeiro no Sindicato dos Bancários de São Paulo, antes da pandemia, em dezembro de 2019. Com o aumento de casos de violência doméstica, em decorrência da pandemia, em agosto de 2021, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) ampliou o projeto, para auxiliar todos os sindicatos parceiros a criarem seus próprios canais. As mulheres que procuram o “Basta!” recebem assessoria jurídica, que inclui desde a orientação para procurar os canais de serviços públicos, até o auxílio para manter o patrimônio e a guarda dos filhos. Segundo dados do governo, a violência contra a mulher cresceu 20% no Brasil durante a pandemia. Já uma pesquisa realizada pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) aponta que, durante a pandemia, 13,4 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência íntima no Brasil, o que significa 25 brasileiras a cada minuto sofrendo violência doméstica. Fonte: Contraf-CUT
BB: sindicatos querem explicação do banco sobre convocação de grupo de risco ao trabalho presencial

“Vamos cobrar a responsabilidade do BB convocar grupo de risco sem, ao menos, fazer um mapeamento sobre quem tomou vacina e quais as condições dos locais de trabalho”, pontuou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, sobre reunião por videoconferência que acontecerá na próxima segunda-feira, dia 29 de novembro, entre os membros do Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Nacional de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Nos últimos dias, o Banco do Brasil passou a convocar os funcionários do grupo de risco, com exceção das gestantes, para o retorno ao trabalho presencial. Nos comunicados anteriores, que vinham sendo feitos ao longo do ano, primeiro “convidando” os funcionários a saírem do teletrabalho e, depois, “convocando-os”, o BB não cobrou o ciclo vacinal completo. “Essa tem sido uma exigência constante do movimento sindical. Somente no último comunicado de convocação o banco decidiu cobrar, dos bancários, a vacinação completa. Mas, e as pessoas que já retornaram ao trabalho presencial e não foram cobradas antes e não estão em dia com todas as doses?”, observou o coordenador da CEBB. Atestado Segundo Fukunaga, outra cobrança dos sindicatos na reunião com a Fenaban, em relação ao BB, será que as pessoas do grupo de risco com comorbidades, além de imunizadas, só retornem ao trabalho presencial mediante um atestado de médico assistente. “A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) procurou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e, de acordo com a entidade, as pessoas de grupo de risco com comorbidades poderiam voltar ao trabalho presencial somente mediante a orientação de um médico assistente”, explicou. Nos comunicados de convocação, o BB estabelece o retorno gradativo nos meses de novembro e dezembro, observando os percentuais mínimos de 50% (novembro), 75% (primeira quinzena de dezembro) e 100% (até o final de dezembro). As entidades de representação das trabalhadoras e dos trabalhadores do BB pedem que, aqueles que sentirem seus direitos ameaçados, entrem em contato com seus respectivos sindicatos. Fonte: Contraf-CUT
Banco do Brasil: trabalhadores protestam contra retorno presencial de grupo de risco

Sem negociar com movimento sindical, BB convoca funcionários do grupo de risco para trabalho presencial; Expectativa é de 100% até final de dezembro Sem nenhuma negociação com o movimento sindical, a direção do Banco do Brasil iniciou a convocação de funcionários do grupo de risco, com exceção das gestantes, para o retorno ao trabalho presencial. A atitude gerou protestos da coordenação do Comando Nacional dos Bancários e da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), durante videoconferência realizada com o vice-presidente corporativo e o diretor de pessoas do BB. “O movimento sindical é contra o retorno presencial desta forma e neste momento, quando ainda pairam incertezas sobre uma eventual nova onda de contaminações, a exemplo do que vem ocorrendo na Europa, e diante da orientação do Ministério da Saúde sobre a necessidade da dose de reforço da vacina contra o coronavírus”, disse o coordenador da CEBB, João Fukunaga. No comunicado sobre retorno presencial, o BB acrescentou a cobrança do ciclo vacinal completo, uma medida defendida há meses pelo movimento sindical, mas que somente agora está sendo cobrada pelo banco. O esquema de retorno implementado pelo BB estabelece o retorno gradativo nos meses de novembro e dezembro, observando os percentuais mínimos de 50% (novembro), 75% (primeira quinzena de dezembro) e 100% (até o final de dezembro). Para respaldar o posicionamento em favor da proteção dos funcionários e funcionárias do BB, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) procurou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com a entidade, as pessoas de grupo de risco poderiam voltar ao trabalho presencial, no atual cenário, mediante a orientação de um médico assistente. Diante dessa informação da Fiocruz, os representantes dos bancários cobraram, durante a reunião, um posicionamento da direção do banco. Descomissionamento por produtividade O Acordo Coletivo de Trabalho Emergencial (Pandemia Covid-19), aprovado em março de 2020 pelos funcionários em assembleia e negociado entre o movimento sindical e a direção do BB, prevê que não haverá descomissionamentos por desempenho enquanto durar a pandemia, além da anistia de 10% do saldo total de horas negativas a compensar e prazo de compensação de horas negativas de 18 meses. O movimento sindical está atento para que o banco não faça descomissionamento por desempenho, descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho Emergencial. “Nós não vamos aceitar eventuais descomissionamentos por desempenho na esteira desta mudança feita sem negociação e que representa um verdadeiro ataque à saúde e aos direitos dos trabalhadores, e vamos acionar o judiciário em caso de descumprimento do acordo”, destacou Fukunaga. Os representantes dos trabalhadores orientam aos funcionários e funcionárias que sentirem seus direitos ameaçados a procurarem seus sindicatos. Fonte: Contraf-CUT
Promoção por mérito na Caixa ainda está indefinida

Empregados não aceitaram proposta excludente feita pelo banco; negociações serão retomadas na sexta-feira (26) O Grupo de Trabalho de Promoção por Mérito da Caixa Econômica Federal se reuniu na segunda-feira (22) para dar continuidade às negociações sobre os critérios a serem adotados para o pagamento dos valores referentes ao Plano de Cargos e Salários (PCS), “deltas”. O GT é composto de forma paritária por representantes dos trabalhadores e do banco. A Caixa apresentou proposta considerando o programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) como único parâmetro a ser utilizado para o cálculo, frustrando a representação dos empregados. “A própria Caixa diz que a GDP é utilizada como forma de ‘educar’ os gestores a fazerem uma avaliação mais condizente com a realidade. Ou seja, ela não avalia corretamente o desempenho dos empregados. Portanto, não deve ser utilizada como parâmetro para o cálculo”, disse o coordenador da representação dos empregados no GT, João Paulo Pierozan. “Além do mais, a Caixa sequer respondeu sobre nosso questionamento sobre o dia não trabalhado no dia 27 de abril, devido à greve. O banco considera o dia como falta não justificada, o que impede que um número muito grande de empregados participem do processo de promoção por mérito. Não temos como aceitar isso”, completou. Pela proposta apresentada pelo banco, apenas 62% dos empregados receberiam delta (57% receberia um delta e 5% dois deltas). Neste momento (base outubro/2021), estes 5% estão enquadrados como desempenho excelente na GDP, mas isso pode mudar até o final do ano. Curva forçada “A nova GDP utiliza um mecanismo chamado “curva forçada”, que define que 5% dos empregados, mesmo que tenha cumprido todas as tarefas e as metas propostas não receberá o desempenho excelente. Não dá para aceitar que uma parte dos empregados, mesmo tendo realizado tudo o que foi proposto, seja penalizada”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “O mais razoável é que a direção da empresa garanta um delta para todos os empregados elegíveis, assim como foi feito no ano base 2020”, completou Pierozan. Atraso na negociação Já em abril de 2021, quando foi efetuado o pagamento referente ao ano base 2020, o movimento sindical cobrava que a Caixa iniciasse as negociações para a definição dos critérios da Promoção por Mérito, mas o banco somente aceitou realizar uma reunião para tratar do assunto na semana passada. “Infelizmente, somente agora a Caixa aceitou tratar do assunto. E agora propõe um modelo que exclui grande parte dos empregados. O mais sensato é que se mantenha o modelo utilizado em 2020 e comecemos já a tratar do modelo para 2022”, defendeu a coordenadora da CEE. Continuidade das negociações A próxima reunião para tratar sobre a promoção por mérito será realizada na sexta-feira (26). Fonte: Contraf-CUT
Vecina Neto e Lígia Bahia confirmam presença no Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do BB

Em entrevista exclusiva ao site Contraf-CUT, médicos sanitaristas avaliam as fragilidades do SUS e os desafios impostos pela pandemia Gonzalo Vecina Neto: O momento pós-pandemia, que nós ainda não estamos vivendo, nós esperamos viver esse momento, ele vai exigir de nós correr atrás do atraso, por um lado. Por outro lado, correr atrás da institucionalização do nosso Sistema Único de Saúde. Precisamos melhor financiar o nosso sistema de saúde, precisamos correr atrás de garantir que nós tenhamos um sistema de saúde realmente universal, integral e financiado por impostos públicos adequados. Então, tem uma luta grande e temos que colocar essa luta na agenda das eleições. Temos que cobrar isso dos candidatos, para que eles se comprometam com a agenda de ter um sistema único de saúde público, universal e integral. Fonte: Contraf-CUT
Bancários protestam contra demissões no Bradesco

Manifestações realizadas em todo o país também focaram a cobrança de metas abusivas e o aumento do risco aos trabalhadores e clientes, devido à retirada das portas giratórias de segurança em diversas unidades do banco Bancários de todo o país se manifestaram, nesta terça-feira (23), nas imediações de agências e regionais do Bradesco em protesto contra demissões, cobrança de metas abusivas e a retirada das portas giratórias de segurança em diversas unidades do banco. “Neste ano já ocorreram mais de 3 mil demissões e, se considerarmos o período de 12 meses, veremos que os cortes resultaram em um saldo de 8.100 postos de trabalho a menos”, disse indignada a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Magaly Fagundes. “Para ficar bem claro, é preciso explicar que estes 8.100 postos a menos são o saldo das demissões menos as contratações. Ou seja, o número de demissões é muito maior. É muita coisa! É muita gente perdendo o emprego em plena pandemia!”, completou. Para Magaly, as demissões estão ligadas ao novo modelo de atendimento implementado pelo banco, que está transformando agências em unidades de negócios, sem atendimento de caixa. Segurança e condições de trabalho “Nossa luta é para preservar o emprego e reverter as demissões. Mas, também, para a melhoria das condições de trabalho daqueles que permanecem no banco e acabam sobrecarregados devido à redução de pessoal. E as metas de vendas de produtos e serviços bancários é cada vez maior”, disse a coordenadora da COE do Bradesco ao acrescentar que a sobrecarga, somada ao estresse gerado pela cobrança de metas e assédio moral das chefias, acaba levando os trabalhadores ao adoecimento. “Sem contar a apreensão devido à falta de segurança e do risco que os funcionários correm com a retirada das portas giratórias. Tudo isso contribui para a degradação do ambiente de trabalho”, concluiu. Manifestações nas redes Além das manifestações realizadas nas imediações das agências e regionais do banco, trabalhadores e suas entidades de representação sindical também se manifestaram nas redes sociais. Pela manhã, um tuitaço com a hashtag #QueVergonhaBradesco alcançou a 6ª posição entre os assuntos mais comentados na rede em todo o Brasil. No Sul Fluminense Diretores do Sindicato realizaram reunião com os bancários abordando a importância da interação entre a categoria e a entidade sindical visando maior eficiência na atuação do dia a dia que envolvem a saúde física e mental, o combate ao assédio moral, jornada de trabalho, metas abusivas, entre outros assuntos. Neste mesmo dia, a diretoria distribuiu panfletos aos clientes e população, esclarecendo sobre o que representa o fechamento de agências por todo país. Informou sobre a abertura das UN’s (Unidades de Negócios), novo modelo que exclui atendimento presencial a clientes e divulgou nos sinais de trânsito, faixas denunciando os abusos do banco e seu lucro astronômico. Fonte: Contraf-CUT, com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense
Fórum discute luta contra o racismo e reflexo no mercado de trabalho

O 6º Fórum Nacional Pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro promoveu, nesta terça-feira (23), um debate aprofundado sobre o racismo no Brasil e a inserção da população negra no mercado de trabalho do ramo financeiro. O evento, promovido pela Secretaria de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), contou com a participação de mais de 100 militantes sindicais de todo o país e foi realizado em videoconferência. “É importante que sindicatos e federações da categoria bancária façam esse debate para conter esse racismo. Foi muito boa a participação de bancárias e bancários de vários estados do Brasil no Fórum deste ano. Tivemos cerca de 180 participantes, uma boa discussão que só nos anima a continuar a luta para ampliar a participação da população negra no ramo financeiro, com bons salários e trabalhos com respeito e dignidade”, avaliou o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, acompanhou os debates. “É muito atual e necessário fazer esse debate. O racismo tem um reflexo no mercado de trabalho e na vida como um todo. Nos bancos as mulheres negras recebem 47% do que recebem os homens não negros. Precisamos acabar com isso. O fórum faz esse debate, para avançar a participação da população negra no mercado de trabalho. Isso se reflete na nossa categoria, com uma presença muito pequena. Negras e negros têm dificuldade de ascensão profissional no banco”, afirmou Juvandia Moreira na abertura do fórum. A presidenta da Contraf-CUT lembrou que sua participação na vida sindical serviu para enxergar melhor a diversidade da classe trabalhadora. “O sindicato é uma universidade para nos tornarmos pessoas melhores. Influenciamos muito a sociedade para fazer a mudança para um mundo melhor, onde as pessoas se amem. Não podemos ver o racismo e achar normal. O que aconteceu no Carrefour, quando um rapaz negro foi morto por seguranças, acontece todo o dia. Temos que lutar muito e é uma luta boa de se lutar, que a gente faz com gosto”, finalizou Juvandia. Cultura negra Ramatis Jacino, professor da Universidade Federal do ABC, começou sua fala destacando que a história da população negra não começa com a escravidão. “É muito mais antiga, remonta há 5 mil anos, no mínimo. Nossas civilizações deixaram um legado, como o Egito, a Abissínia, o reino de Aksun, o reino do Mali, o império Ashanti. A contribuição do continente africano foi além das artes e do que foi folclorizado. Se dá nas mais diversas áreas da ciência”, destacou. Ramatis lembrou que foi o escravizado africano que teve papel importante na agricultura do açúcar e do café na economia brasileira, assim como o conhecimento de metalurgia para a exploração das Minas Gerais. Também foi destacado por Ramatis a luta de resistência da população negra contra a escravidão: “Havia as resistências como a Balaiada, Sabinada, Rebelião do Hauçás na Bahia, seja na existência de um país dentro do país que durou mais de 90 anos, que era chamado de Angola Jamba ou de Palmares. Não era um quilombo, mas um verdadeiro país formado por vários quilombos”, ressaltou. Ramatis falou que a desigualdade entre brancos e negros prosseguiu após a abolição sob novas formas. “Isso se dá ao final do século 19, ao longo do século 20 e se mantem no século 21. A questão social do racismo passa pela discussão política de classes. É o movimento sindical que tem todos os instrumentos para fazer esse enfrentamento”, afirmou. Genocídio A advogada Tamires Sampaio, mestra em Direito Político e Econômico e diretora do Instituto Lula, falou sobre genocídio da população negra e suas relações históricas. “As instituições, em especial o sistema de justiça criminal e segurança, promovem o processo de encarceramento e naturalização da morte. É só ver a forma como a população negra é retratada na TV, nos filmes, nos programas jornalísticos. A relação do racismo com a ideologia faz com que a própria população negra absorva essas imagens. É para o controle da população”, afirmou Tamires. A violência que atinge a população negra também se estende às suas lideranças. “Estão sendo atacadas quando ocupam espaços de poder. Vejam o que aconteceu com a Marielle, com as nossas parlamentares eleitas em 2018 e 2020. Não dá para falar sobre o combate ao racismo se não falarmos no combate a sistema econômico”, disse. Dieese A economista Nadia Vieira de Souza, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de Brasília. Apresentou no fórum números que evidenciam a desigualdade racial no Brasil e também na categoria bancária. Citou dados da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério da Economia que mostram que o rendimento médio mensal na categoria bancária dos negros em relação aos brancos é sempre menor. Enquanto homens não negros têm remuneração média de R$ 10.169, os bancários negros recebem R$ 7.938. Mulheres não negras recebem no setor bancário uma média de R$ 7.849, enquanto que mulheres negras têm rendimento médio de R$ 6.363. Bancárias e bancários negros também ocupam menos cargos de direção. São apenas 5% dos cargos de diretoria e superintendência, 15% das gerências e 17% de cargos de supervisão, chefia e coordenação. Ações afirmativas O advogado Gabriel Sampaio falou sobre conquistas históricas, ações afirmativas na luta contra o racismo na vida e no trabalho. “O Brasil forma em sua base de legislação o enraizamento do projeto racista. Nossa primeira constituição optou por legitimar o modelo escravocrata. No final do século 19, nossas elites, sabendo da transição ao trabalho livre, aprovam algumas normas para preparar o terreno econômico para o trabalho livre e determinam o papel de subalternização da população negra”, afirmou Gabriel Sampaio. Para o advogado, o Brasil foi consolidando, ao longo do tempo, um projeto de necropolítica. “O estado, pelas suas formas de poder, determina quais são os corpos matáveis, mortes toleradas do ponto de vista da força. Isso é parte do nosso passado e também do nosso presente”, afirmou Gabriel Sampaio. O advogado avaliou que as ações afirmativas chegaram atrasadas. Ações como a distribuição de terras
Frente latino-americana em defesa dos bancos públicos protesta contra Bolsonaro

A UNI Américas Finanças, através de sua Aliança Latino-Americana em Defesa dos Bancos Públicos fez na quinta-feira (18) sua reunião ordinária semipresencial em Bogotá na Colômbia. O encontro de trabalhadoras e trabalhadores do ramo financeiro debateu a difícil situação dos bancos públicos na nossa região. O coordenador da Aliança, Gustavo Tabatinga, Secretário Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), fez uma apresentação por videoconferência da situação dos bancos públicos brasileiros, todos submetidos a reestruturações, desmontes e ameaça de privatização. Durante a reunião, os representantes dos sindicatos do sistema financeiro da Costa Rica, Colômbia, Peru, El Salvador e Argentina manifestaram com cartazes seu apoio à luta que os sindicatos do sistema financeiro brasileiro filiados à Contraf-CUT vem travando no Brasil em defesa do património público, contra o racismo, em defesa do meio ambiente, contra a retirada de direitos e principalmente em defesa da democracia. “Com a pandemia, os bancos públicos tiveram um papel fundamental para dar suporte à população para enfrentar esse momento tão grave, onde dois vírus são enfrentados: o da Covid-19 e o do governo Bolsonaro. Por isso, a nossa aliança com nossos companheiros latino-americanos de diversos bancos públicos fez esse protesto em defesa do que é público e que deve ser para todos”, afirmou o secretário-geral da Contraf-CUT. Gustavo Tabatinga lembrou que o governo Bolsonaro, além de atacar os bancos públicos no Brasil, fechou várias unidades do Banco do Brasil na América Latina, fechamento que foi denunciado pela UNI na reunião de Aliança em Bogotá. Fonte: Contraf-CUT