Cassi: diretoria tenta afastar responsabilidade por má gestão culpando associados

“A Telemedicina Cassi está neste momento com uma grande sobrecarga de atendimentos, muito provavelmente por ‘algum relaxamento’ coletivo nas festas de final de ano”. A afirmação, culpabilizando os associados pela pane no teleatendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), é do diretor de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento, Luiz Satoru, em comunicado publicado no dia 3 de janeiro.Desde meados de dezembro, vem ocorrendo um aumento exponencial na procura dos associados pelos serviços de teleatendimento médico na Cassi. “Essa procura cada vez maior se deve a irresponsabilidade do BB ao convocar funcionários para o retorno ao trabalho presencial em meio a quarta onda da Covid-19 e da nova variante da Influenza (H3N2)”, pontua o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.Associados relatam esperas que chegam a 9 e até mais de 12 horas pelo atendimento no sistema de telemedicina. “Essa espera exagerada nas filas compromete a qualidade e também do resultado financeiro da Cassi, uma vez que na área de Saúde a demora no atendimento provoca aumento dos custos”, analisa Claudio Said, ex-gerente executivo da Cassi. “A solução para este problema não é difícil. O teleatendimento é facilmente modulável e ajustável à demanda. Comparado com o atendimento presencial ele é bem mais barato e mais fácil de customizar”, completa.Os representantes das trabalhadoras e dos trabalhadores do BB observam que a declaração de Satoru, de que o aumento da procura pelo teleatendimento seria fruto apenas do impacto das festas de fim de ano, revela o posicionamento negacionista da atual diretoria da Cassi, semelhante ao do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que tratou a pandemia com desdém desde seu início, demorando para articular a liberação de recursos à Saúde, o que levou às tristes cenas de falta de cilindros de oxigênio em várias partes do país, na demora para a compra de vacinas e, mais recentemente, na tentativa de impedir a vacinação de crianças e pré-adolescentes.“O que estamos assistindo, agora, associados durante horas na fila de espera, é consequência de uma visão negacionista da direção da Cassi em relação ao verdadeiro cenário da pandemia, que se reflete na gestão da Caixa de Assistência com a contratação de uma única empresa para terceirizar o atendimento médico remoto, com o desmonte da Estratégia Saúde da Família e concentração das decisões apenas à gerência de Brasília, dificultando a tomada rápida de ações locais”, pondera Fukunaga.O papel da telemedicinaClaudio Said explica que a telemedicina é uma ferramenta implementada em todo o mundo e tem contribuído positivamente para o atendimento aos associados da Cassi, especialmente diante da pandemia que afastou os pacientes dos consultórios médicos.“É preciso, entretanto, esclarecer que o teleatendimento é um complemento ao atendimento presencial, não um substituto. Isto é, ele não pode substituir a rede credenciada, mas sim complementá-la. Seu papel essencial é o de orientar e direcionar o atendimento, tratando os casos de baixa complexidade e encaminhando para a rede credenciada os casos de média/alta complexidade”. Em outras palavras, o papel da telemedicina é facilitar o acesso aos serviços médicos da Cassi. “Sem cumprir essa função, a telemedicina perde totalmente a sua eficácia”, completa Said.Procure o SindicatoO movimento sindical reitera que continuará participando ativamente dos debates e das instâncias de decisão na Cassi, por meio da atuação de seus representantes no Conselho de Usuários e pede para que os associados que se sentirem prejudicados contatem as suas respectivas bases sindicais. fonte: contraf-CUT
Casos suspeitos de Covid-19 e Influenza nos bancos da região devem ser informados ao Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense

Apesar do avanço da vacinação, os casos de Covid-19 e de Influenza e seu subtipo H3N2 voltaram a crescer no Brasil. Para se ter ideia da situação, na última quarta-feira, dia 5 de janeiro, foram registrados no país em apenas 24 horas 133 mortes provocadas pelo Coronavírus e suas complicações, totalizando 619.559 óbitos desde o início da pandemia. Neste contexto, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense alerta a categoria para que, se eventualmente, identificar ou desconfiar de casos suspeitos de ambas as doenças comunique imediatamente a entidade. A informação deve ser feita através de denúncia anônima diretamente no site www.bancariosulfluminense.com, no link: Faça aqui a sua denúncia, ou pelos telefones (24) 98156-8685/ 3323-2848. A intenção da Entidade, é que a partir das informações, o Sindicato possa atuar junto ao banco para garantir que todos os protocolos de prevenção sejam devidamente respeitados, mensurar a situação da pandemia e do surto de gripe na categoria, e cobrar as providências cabíveis. É preciso ter clareza que a pandemia não acabou. Os casos das variantes Ômicron e Delta estão aí, comprovando que não é o momento de relaxar no cumprimento dos protocolos nos locais de trabalho, e também nos cuidados fora do banco, como o uso de máscaras, distanciamento social, evitar aglomerações e a constante higienização das mãos. Precisamos estar cada dia mais atentos, principalmente após as festas de fim de ano, época em que muitas pessoas desconsideram a pandemia e suas consequências. A diretoria destaca ainda a importância de observar os sintomas das síndromes gripais. Existe um surto de gripe em todo o país. Os hospitais e unidades de saúde estão lotados por pessoas a procura de atendimento médico. Portanto, o bancário que estiver com qualquer sintoma gripal deve avisar ao gestor e não comparecer ao local de trabalho, realizar o teste de Covid-19 e, se possível, também para Influenza, aguardando o resultado em casa. Em contrapartida, o gestor deve viabilizar junto à área responsável a testagem de todos que tiveram contato com o trabalhador que testou positivo, assim como a sanitização do local de trabalho, e se for o caso o afastamento dos trabalhadores e fechamento do local. São precauções que preservam vidas e que devem estar na pauta cotidiana dos bancos e de toda a sociedade. Fonte: Sin. Bancários do Sul Fluminense
Espanha revoga reforma trabalhista, uma das inspirações de Temer

Mudanças devem servir de exemplo para o Brasil, que também sofre com as mudanças na legislação Uma das inspirações da reforma trabalhista feita no Brasil em 2017, sob o governo de Michel Temer, a reforma trabalhista da Espanha é revogada dez anos depois de sua aprovação. A mudança faz parte de negociação que envolveu empresas, sindicatos e partidos que compõem a coalização que dá suporte ao Partido Socialista Espanhol (Psoe). Lá como aqui, o pretexto de baratear as contratações para se criarem mais empregos fracassou. Isso porque, a principal consequência foi a precarização do trabalho e a criação de vagas mal remuneradas, com menos direitos e condições ruins de trabalho. Depois de aprovado pelo conselho de ministros na última terça-feira de 2021 (28), o projeto foi convertido em “real decreto-lei” – uma espécie de medida provisória, que coloca as regras em vigor até que sejam ratificadas pelo Legislativo. Essa nova reforma trabalhista na Espanha, agora com objetivo de resgatar direitos, é parte do acordo entre o partido do governo e o Podemos, partido mais à esquerda. O acordo ajudou a formar a maioria necessária ao Psoe para indicar o primeiro-ministro Pedro Sánchez, após a eleição de abril de 2019. Brasil deve seguir o exemplo Economista e professor da Unicamp, Marcio Pochmann defende que as semelhanças entre o caso europeu e o brasileiro deveriam levar a uma revisão similar em nosso País. Em entrevista ao portal Reconta Aí, o economista explica que a reforma de 2012 se baseou na “flexibilização [e retirada de direitos] na contratação e na demissão”. “No início da década passada, em 2012, um governo de direita na Espanha adotou medidas que aprofundaram da receita neoliberal para o mundo do trabalho. Nove anos depois, essas medidas não concretizaram a promessa de geração de empregos e melhora na qualidade das ocupações, pelo contrário”, sustenta Pochmann. Quatro anos depois, seria o Brasil a adotar medidas semelhantes: “A reforma trabalhista imediatamente introduzida no governo Temer seguiu o mesmo rumo daquela realizada em 2012 na Espanha”. Se as medidas foram parecidas, os resultados também – “funestos e no mesmo sentido”, qualifica Pochmann. Se na Espanha o desemprego, principalmente entre jovens, não foi resolvido, no Brasil vivemos “sete anos seguidos sem crescimento econômico”. Ao mesmo tempo, no País “aumenta o número de ricos sem aumentar a riqueza”. “Isso só é possível por um processo brutal de transferência de renda, resultado de reformas neoliberais que enfraquecem o poder dos trabalhadores, permitindo que o patronato possa capturar parcelas significativas da renda que anteriormente estavam asseguradas ao trabalho”, explica. Em 2014, o custo do trabalho no Brasil representava 36% do custo do trabalho nos EUA. Em 2019, a comparação já havia baixado para 25%. Para Pochmann, esse é mais um dado para qualificar a reforma trabalhista como “falácia”. “O novo governo espanhol [de centro-esquerda] certamente fez uma avaliação dos resultados. E chegou à conclusão de que as medidas eram incorretas. Além de não gerarem empregos, reduziram a renda da classe trabalhadora, reduzindo o consumo”, aponta. Segundo o economista, o principal entrave para reverter medidas que retiraram direitos no Brasil reside justamente em questões mais relativas à política do que a econômicas. “A reversão das chamadas reformas trabalhistas são um componente mais de natureza política do que econômica. Em um quadro em que há dificuldades de expansão da atividade econômica e, portanto, de manter elevada taxa de lucro, surge o argumento ideológico [a favor da retirada de direitos]. Me parece um argumento de natureza política”, finaliza. Mobilização dos Trabalhadores é fundamental O vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vinicius Assumpção, afirma que o papel da classe trabalhadora neste processo de reconstrução da economia, com a volta da geração de empregos dignos é fundamental. “Nós precisamos nos unir numa corrente única de mobilização em toda a qualquer tentativa de retirada de direitos. Precisamos frear este processo imediatamente e só a força dos trabalhadores é capaz disso.” Para ele, este ano é a grande oportunidade de mudança. “Nós teremos as eleições e nesta hora temos de escolher candidatos que atuem em prol da classe trabalhadora e não pela retirada de direitos e empregos, com o consequente crescimento da desigualdade social. Temos que construir uma grande bancada no Congresso Nacional que tenha compromisso com a retornada do crescimento econômico através da geração de empregos, aumento da renda e mais direitos”, completou. Empregos temporários O principal objetivo da nova reforma espanhola é acabar com o abuso de contratações temporárias, que hoje responde por mais de um quarto das ocupações no país. A ideia é estimular a contratação por prazo indeterminado, que dá mais segurança aos trabalhadores e, portanto, à economia. Além disso, a nova regra extingue a chamada contratação “por obra ou serviço”, equivalente ao “trabalho intermitente” da reforma de Temer. Os prazos de contratações temporárias passam a ser limitados a seis meses, podendo chegar a um ano, caso haja autorização em negociação coletiva. Em situações temporariamente previstas – como datas festivas ou atividades agrícolas – o período máximo é de 90 dias. Outro aspecto importante da nova lei é o de tentar coibir as terceirizações. Com isso, trabalhadores contratados por meio de empresas de terceirização terão obrigatoriamente de receber salários iguais aos dos empregados diretos. Por exemplo, no setor financeiro, um terceirizado deverá receber conforme a convenção coletiva firmada entre bancos e os sindicatos de bancários. O decreto-lei proíbe ainda demissões de funcionários por motivos econômicos e institui de forma permanente o Expediente de Regulação do Trabalho Temporário. A medida foi criada durante a pandemia para evitar que trabalhadores percam o salário e o emprego devido à suspensão da atividade nas suas empresas. A reforma espanhola pretende reequilibrar os parâmetros de negociação coletiva, revogando a limitação de ultratividade – a perda de vigência de um acordo coletivo quando expira seu prazo de validade. A medida dificultava as negociações entre empresas e sindicatos. E agora, então, o novo texto estende a vigência dos acordos coletivos, até a conclusão de nova negociação.
Contraf-CUT apoia trabalho dos novos conselheiros da Funcef

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) apoia o trabalho feito pelos novos conselheiros do Conselho Deliberativo da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) Nilson de Moura Junior (titular) e Maria Gaia Demétrio (suplente) e do Conselho Fiscal Heitor Menegale (titular) e Valter San Martin (suplente). Eles foram eleitos em julho de 2021, com 55% dos votos apurados, empossados em setembro e têm mandato até 1º de junho de 2024. “É importante mantermos essa unidade e este apoio para continuarmos com este bom trabalho de representação e conseguirmos devolver à Funcef para as mãos dos empregados”, disse a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, ao lembrar que a atuação desses novos representantes mira a gestão paritária na Funcef, na busca para colocar a Fundação no patamar de maior controle, transparência e participação. “Agora, contamos com um canal de diálogo dentro da Funcef”, completou. A chapa 1 – A Funcef é dos participantes se comprometeu a lutar em defesa dos participantes, aos quais ela pertence, e pelo fim do equacionamento, além de zelar por qualidade, segurança e controle de risco dos investimentos. Fonte: Contraf-CUT
COE debate remuneração variável com o Itaú

O banco Itaú apresentou na tarde desta quarta-feira (22) as principais alterações feitas no programa de remuneração variável, o Gera, para 2022, em reunião realizada com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.Entre elas está a compensação de pontos no trimestre, que seria a média de pontos em três meses, com a justificativa do funcionário ter a oportunidade de recuperar um mal desempenho em um dos meses.“Não concordamos com essa mudança, pois o pagamento mensal passa a ser trimestral. Muitos trabalhadores já programam suas contas contando com este dinheiro dentro do mês. Nós queremos a manutenção do pagamento mensal”, afirmou Jair Alves, coordenador da COE Itaú.Para a remuneração semestral, as alterações são o fim da curva forçada (Ranking entre gerentes), o fim da elegibilidade e a inclusão de indicadores de produção (créditos e produtos). “É importante o banco apresentar todas as mudanças formalizadas, para que o movimento sindical possa analisar e apresentar as contrapropostas. Nós queremos estabelecer o pagamento proporcional no programa”, completou Jair Alves.Os representantes dos trabalhadores ainda pediram uma atenção especial na forma como essas mudanças serão passadas para os gestores, com orientações claras dessas alterações, até para manter a equipe motivada.A diretoria do Itaú disse que a equipe responsável pela formulação do GERA se comprometeu a participar das reuniões informativas aos bancários. Fonte: contraf-CUT
Para bancários, vida é mais importante do que lucratividade dos bancos

O Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta segunda-feira (20), para negociar a segurança nas chamadas “unidades de negócios”, que são agências bancárias sem atendimento de caixa.“Todos os segmentos da sociedade estão preocupados com a segurança. Em prédios comerciais, por exemplo, as pessoas precisam se registar, tirar fotos e passar por catracas para entrar. Os bancos estão indo na contramão, retirando portas de segurança e vigilantes das agências alegando que precisam reduzir custos para ‘se manterem vivos’”, disse o coordenador do coletivo, Elias Jordão.Unidades de negócioOs bancos estão transformando agências bancárias nas chamadas “unidades de negócio”, sem atendimento de caixa, sem portas de segurança e sem vigilantes. “Eles alegam que não existem riscos por não haver circulação de numerário, mas existem caixas eletrônicos e existem denúncias de que funcionários manipulam valores e precisam atender demandas de clientes que vão até o local para efetuar saques e outras operações”, observou Elias. “Também recebemos muitos relatos de agressões de bancários por clientes e usuários que não se sentem adequadamente atendidos nestas ‘unidades de negócio’ e, sem vigilantes, se sentem à vontade para agredir os funcionários”, lamentou.A Fenaban apresentou uma série de slides para justificar a mudança de perfil de agências. “Vamos analisar com cuidado as informações para apresentar nossa posição. Mas, é preciso que fique bem claro que, entre a manutenção da rentabilidade dos bancos e vida dos bancários, vamos sempre optar pelos trabalhadores. Muitos trabalhadores já perderam sua vida por causa da má-gestão que o governo Bolsonaro deu à pandemia. Não podemos correr o risco de mais trabalhadores perderem suas vidas”, disse o coordenador do Coletivo de Segurança Bancária. “Até porque, por mais que a Fenaban alegue que a concorrência está ganhando mercado e os bancos estão perdendo rentabilidade, eles continuam ganhando muito. E vidas valem muito mais do que lucro”, concluiu.O Coletivo solicitou os dados apresentados pela Fenaban e vai analisá-los com cuidado. Somente depois desta análise outra reunião será marcada, provavelmente em março. Fonte: contraf-CUT
Itaú apresenta programa de Diversidade à Contraf-CUT e COE

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com a direção do banco, na tarde da última sexta-feira (17), para retomar a pauta de reivindicações, especificamente nos temas diversidade, banco de horas e fechamento de agências.“A destaque da mesa de negociação foi a apresentação, pelo banco, de um projeto que deu início ao debate de Diversidade na COE, para a construção de um ambiente melhor de trabalho”, avaliou o coordenador da COE do Itaú, Jair Alves.A pauta da Diversidade é historicamente levantada pelos trabalhadores, que pedem a promoção da igualdade salarial entre homens e mulheres, brancos e negros e o combate a toda e qualquer forma de discriminação contra as mulheres, identidades raciais, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e contra intolerância religiosa e política.A agenda de diversidade do banco apresentada na reunião foi restrita a quatro pilares: gênero, raça, pessoas com deficiência e LGBTQIA+. “Consideramos importante o plano apresentado pelo banco, que diz respeito a várias questões que as bancárias e os bancários já vinham reivindicando. A mesa de hoje é um pontapé inicial, porque entendemos que a discussão do tema da Diversidade deve ser periódica, além de ser mais abrangente”, pontuou Jair Alves.Entre as ações apresentadas pelo banco que alcançam os pilares gênero e raça, está a parceria com o Projeto Descubra, em Belo Horizonte, que atua para que jovens, em idade apropriada, sob a tutela do Estado (ou seja, que tiveram que ser afastados das famílias ou que foram abandonados por elas e vivem em abrigos públicos) sejam encaminhados ao mercado de trabalho. Por meio do Projeto, o banco capta colaboradores para o programa Jovem Aprendiz, alçando jovens negros, especialmente mulheres jovens e pretas.No pilar LGBTQIA+ o banco apresentou uma agenda que inclui o respeito aos nomes sociais, implementação de protocolo de acolhimento nos ambientes de trabalho e questões que envolvem a saúde dos trabalhadores, com o treinamento de médicos para melhor atender pessoas trans. Já no pilar da população com deficiência, o banco destacou o aprimoramento constante da acessibilidade de ferramentas de trabalho e de treinamento.“Apesar de o banco apresentar todos estes projetos, ainda não enxergamos o impacto de programas de diversidade nos locais de trabalho. São poucos negros e PCDs (Pessoas com Deficiência) na linha de frente no atendimento nas agências. Também falta diversidade nos cargos de Gestão. Outro ponto bem crítico no banco é a discriminação de pessoas com mais idade”, esclareceu Jair Alves.O secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Almir Aguiar, também participou da mesa de negociação, destacando sobre o plano apresentado pelo banco: “São pontos que a gente já vinha discutindo com o banco. Na questão das pessoas com deficiência, por exemplo, a gente debateu com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) pontos no sentido de adequar a legislação sobre acessibilidade; quanto a questão da mulher negra, evoluímos num acordo com a Fenaban a implementação de um programa de treinamento com os funcionários e o Sindicato do Bancários de São Paulo está com projeto muito importante, que é o ‘Projeto Basta!’, ampliado para várias federações e sindicatos do Brasil”, destacou Almir que também representa a diretoria-executiva da Contraf junto à Fenaban.“O Projeto Descubra, em Belo Horizonte, tem a ver com debates que temos feito muito nos sindicatos, tanto que temos insistido na questão do Censo da Diversidade. O primeiro foi realizado em 2008, mostrando que o sistema financeiro tinha, naquele momento, apenas 19% de negros e negras. O Censo de 2014 mostrou que esse percentual chegou a 24,7%, devido também a políticas afirmativas do então governo Dilma, que ampliou o percentual de negras e negros nesse mercado de trabalho a partir de concursos. E, hoje, a gente não tem um número exato porque, no último Censo a gente acabou não tendo número suficiente de pessoas [entrevistadas], de acordo com o primeiro e o segundo, para que pudéssemos ter um diagnóstico mais preciso em relação à essa questão”, completou.Almir Aguiar destacou ainda a importância de o banco compartilhar os dados sobre gênero, raça, pessoas com deficiência e LGBTQIA+ com os movimentos que representam as trabalhadoras e trabalhadores bancários. “Todos os pilares são pontos que precisam de discussão. As informações que o banco apresentou como, por exemplo, o fato de haver hoje mais de 4 mil funcionários com alguma deficiência, são importantes para que tenhamos dados claros para produzir ações cada vez mais eficientes em favor da diversidade”, ponderou. DemissõesEm mesa de negociação anterior, que ocorreu no dia 2 de dezembro, o COE cobrou do Itaú uma posição sobre demissões em agências de todo país. Os trabalhadores apontam que muitos desligamentos ocorrem pela cobrança de metas abusivas e avaliações de performance. Na reunião desta última sexta, o coordenador da COE Jair Alves alertou: “Pontuamos que somos contra o fechamento de agências e temos que garantir a realocação de funcionários dentro do banco. Em algumas localidades no país já temos problemas de superlotação de funcionários em algumas unidades. Até material básico está faltando, cadeira e mesa para o pessoal trabalhar”.Banco HorasO acordo de banco de horas negativas, firmado entre os representantes dos trabalhadores e o banco durante a pandemia, com vigência de dois anos, vence em agosto de 2022. “O banco nos apresentou o resumo de horas devidas e notamos que precisamos melhorar muito, pois ainda temos um número alto de funcionários devendo horas. Em dezembro de 2020, tínhamos 5.962 pessoas devendo horas. Agora, em dezembro de 2021, são 2.784 funcionários, uma redução de 53%. Esses números nos preocupam, pois o total de funcionários devendo mais de 400 horas – 764 colaboradores – ainda é muito grande”, frisou Jair Alves.Segundo dados apresentados pelo banco na reunião, atualmente são 1.503 trabalhadores devendo entre 50 e 200 horas; 515 entre 200 e 400 horas; e 764 acima de 400 horas. Fonte: contraf-CUT
Após reivindicação do GT de Saúde, Itaú emite comunicado sobre retorno ao trabalho remoto

Atendendo a reivindicação do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde, o banco Itaú voltou atrás quanto ao retorno do grupo de risco ao trabalho presencial. A notícia foi divulgada pelo GT, no entanto, a comunicação com os gestores estava gerando dúvidas. Em reunião realizada na última sexta-feira (17), o GT cobrou do banco a divulgação para que os bancários e as bancárias que se enquadram nesta situação pudessem optar pelo trabalho remoto. O banco atendendo a reivindicação, enviou o seguinte comunicado aos trabalhadores:“Até que haja mais informações sobre a variante Ômicron, os colaboradores com as patologias de maior vulnerabilidade para a Covid-19 (que são doenças que levam à imunossupressão) que estão trabalhando presencialmente podem optar por retornar ao modelo remoto. Se você faz parte do grupo de risco imunocomprometido e opta por retornar ao modelo remoto, entre em contato com o time de saúde ocupacional pelo e-mail programas_bemestar@itau-unibanco.com.br para que o caso seja avaliado”.Para Luciana Duarte, coordenadora do GT de Saúde, os cuidados continuam, pois, a pandemia ainda não acabou, além da nova variante, ainda o surto de gripe influenza é preocupante. “Continuamos em mesa de negociação para garantir protocolos seguros para o trabalho presencial e remoto”, afirmou.De acordo com o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Carlos Damarindo, “foi importante a compreensão do banco, pois apontamos que havia discriminação entre os bancários de agências e de departamentos. Os de agência estavam sendo obrigado a retornarem ao trabalho presencial, mesmo com relatórios atualizados. Já os de área meio estavam no teletrabalho.” Fonte: contraf-CUT
Empregados apresentam reivindicações à Caixa

Entidades de representação dos empregados da Caixa Econômica Federal entregaram, no dia 14/12, à vice-presidente em exercício de Estratégia e Pessoas (Viepe), Magda Carvalho, e ao diretor executivo de Pessoas (Depes), Jairo Sobrinho, algumas das demandas sobre condições de trabalho, Saúde Caixa e Fundação dos Economiários Federais (Funcef). A entrega ocorreu no primeiro dia do “Nação Caixa”, um evento nacional que reuniu o presidente, vice-presidentes, diretores, empregados “selecionados” e empresários correspondentes bancários, em Atibaia, no interior de São Paulo.“São três dos principais temas que afetam o dia a dia de trabalho dos empregados da ativa e aposentados e que fazem parte de nossa pauta de reivindicações já faz um bom tempo. Está na hora de a Caixa olhar com atenção para eles e se abrir à negociação para buscarmos uma solução”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), uma das entidades que assinam os documentos.“Ouvimos de muitos empregados que é um despropósito que, enquanto muitos colegas não possuam local para trabalhar por causa da devolução de prédios – que teria como objetivo economizar – a diretoria da Caixa aplique os recursos do banco em um evento como este. A política de economizar proposta pela direção da empresa não pode ser seletiva, e não pode atingir os direitos dos empregados, como ocorreu na Funcef, como era pretendido no Saúde Caixa e como tentam nas condições de trabalho e na nossa promoção por mérito”, explicou o diretor-presidente da Associação de Pessoal da Caixa do Estado de São Paulo (Apcef/SP), Leonardo Quadros.Saúde CaixaO documento referente ao Saúde Caixa observa que, “depois de quase um ano de discussões sobre o modelo de custeio para o Saúde Caixa, os empregados da ativa e aposentados, além dos pensionistas, estão enfrentando um verdadeiro ‘apagão’ na qualidade de atendimento do plano” e que “os principais problemas enfrentados envolvem principalmente atrasos no pagamento de credenciados, aumento de descredenciamentos e o suporte deficiente da central de atendimento”.O documento é encerrado com o pedido de “empenho dos vice-presidentes responsáveis pela gestão do Saúde Caixa, de modo que os empregados possam, novamente, ter um plano que de fato atenda às suas necessidades, e que a empresa cumpra o compromisso formalizado em Acordo Coletivo com as representações dos empregados”.Condições de trabalhoO documento que trata sobre condições de trabalho é direcionado ao presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Logo no início, o texto traz informações sobre a redução da estrutura do banco. “Conforme balanço publicado, ao final de 2018 havia na empresa 84.952 empregados e 11.409 estagiários e aprendizes, além de 3.375 agências. Já no último balanço, que traz os números de setembro deste ano, o número de empregados é 84.751, o número de estagiários e aprendizes é 7.175 e o de agências, 3.372”, informa o documento, que logo em seguida diz que o trabalho aumentou pois “o número de clientes saltou de 92,6 milhões para 145,9 milhões. A quantidade de contas na Caixa também teve crescimento expressivo, saltando de 102 milhões para 214 milhões”.O texto observa que “após as reestruturações realizadas, a estrutura de suporte às agências não tem dado conta de suas necessidades” e que “o resultado é refletido na saúde dos empregados e na insatisfação dos clientes”, que faz com que a Caixa figure entre as instituições financeiras com mais reclamações.As entidades dizem ainda que, nas áreas-meio, a quantidade de estações de trabalho disponíveis atualmente é menor que o número de empregados. “As decisões da direção deixaram os empregados sem ter onde trabalhar, e a alternativa apontada pela direção, que seria o teletrabalho, tem diversos problemas, como a falta de controle da jornada de trabalho, o que aumenta a sobrecarga dos colegas, prejudica sua saúde e cria uma insegurança jurídica enorme a todas as partes envolvidas. Esta situação é inadmissível”.FuncefCom relação à Funcef, o documento lembra que, recentemente, houve mudanças no estatuto da Fundação e no regulamento de um dos planos, em desacordo com o que previa o estudo vigente à época, que trouxe prejuízos para os participantes. A demora no retorno do convênio do INSS com a Caixa e a Funcef e a implementação da resolução 25 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) são outros pontos apresentados no documento.As entidades pedem “a revisão das políticas implementadas pelos representados indicados pela Caixa na Funcef, de forma a restabelecer plenamente os direitos dos participantes da Fundação. Fonte: contraf-CUT
Câmara aprova realização de audiência pública para debater PL 1043/2019

Na última quinta-feira (16), foi aprovado o REQ 62/2021, do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que requer a realização de audiência pública para debater o PL 1043/2019, de autoria do Deputado David Soares, que “dispõe sobre a abertura de agências bancárias aos sábados e domingos”.A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese), a Associação dos Funcionários do Grupo Santander Banespa, Banesprev e Cabesp (Afubesp), a Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) são algumas das entidades convidadas, além de representante da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).“Enquanto há países discutindo a redução da carga horária de trabalho, baseados na importância do descanso semanal, não só pela preservação da dignidade do trabalho, mas como da saúde psíquica e qualidade de vida do trabalhador e trabalhadora, parlamentares que não têm nenhum conhecimento do trabalho, da já tão pressionada categoria bancária, tentam manipular a jornada de trabalho dos bancários e bancárias através de um projeto irresponsável. Vamos derrubar esse nefasto PL 1043/19 e pressionar o autor, o deputado David Soares, do DEM-SP, e o atual relator, o deputado Fábio Ramalho, do MDB-MG, para desistirem de mais esse ataque ao nosso direito fundamental ao descanso e lazer aos fins de semana”, afirmou o secretário de Relações do Trabalho e responsável pelo acompanhamento de questões de interesse da categoria no Congresso Nacional pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Jeferson Meira, o Jefão.“O requerimento do Ivan Valente está na nossa estratégia para enterrar esse projeto, juntamente com o empenho do deputado Paulo Pimenta, do PT-RS, pois são membros e nossos aliados na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) nesse e em outros temas”, completou Jefão.O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, acredita que o debate do PL 1043, que reduz os direitos e conquista dos bancários, será fundamental para mostrarmos o posicionamento contrário das entidades a esse Projeto. “Os trabalhadores estão exaustos e adoecidos com tantas metas desumanas, assédio moral e jornadas de trabalho estressantes. Aumentar os dias de trabalho, além de retirar um direito, é expor o trabalhador a mais estresses. O fim de semana é o período que o bancário tem para ficar com a sua família e descansar. Há coisas mais urgentes para se pensar, como a contratação de mais empregados para melhorar o atendimento à população no dia a dia. Já tivemos outros ataques aos nossos direitos como esse anteriormente, a Medida Provisória (MP) 905 e a MP 936 são exemplos. Essas MPs foram derrubadas com a união das entidades representativas e dos trabalhadores, e vamos conseguir novamente.”Para o dirigente sindical e representante do Sindicato dos Bancários de São Paulo no Grupo Nacional da Agenda Legislativa das Centrais Sindicais, Alexandre Caso, esse é mais um projeto elitista, de um lado pretende abrir as agências bancárias aos sábados e domingos com o objetivo de privilegiar a clientela segmentada que já tem atendimento vip; de outro, os bancos vão continuar encaminhando para atendimento pelos correspondentes bancários a maioria dos usuários. “Hoje, além do atendimento presencial, existem diversos canais de atendimento que suprem todas as necessidades dos clientes sem que seja preciso acabar com o sextou da categoria bancária. Sem dúvida, o quadro de adoecimento vai se tornar mais grave, pois ninguém merece mais pressão por metas e assédio também aos sábados e domingos. A realização de audiência pública é o melhor caminho para que o debate e os dados comprovem que esse projeto não merecer prosperar. Fonte: contraf-CUT