Mulheres sofreram mais os efeitos da pandemia no mercado de trabalho, principalmente as negras

Na “situação dramática” do mercado de trabalho brasileiro, com desemprego, informalidade, precarização e corte de direitos, aliada à pandemia, as mulheres foram “duramente atingidas”, destaca o Dieese. Em boletim divulgado para marcar o Dia Internacional da Mulher, o instituto lembra que elas historicamente já ocupam as posições mais vulneráveis no mercado. São mais atingidas pelo desemprego e maior dificuldade de reinserção, além de receber menos do que os homens, mesmo tendo maior grau de escolaridade. No terceiro trimestre do ano passado, havia 1,106 milhão de mulheres a menos na força de trabalho em relação a igual período de 2019, chegando a um total de 46,398 milhões. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. Isso significa, aponta o Dieese, “que parcela expressiva de trabalhadoras saiu do mercado de trabalho durante a pandemia e ainda não havia retornado em 2021”. Daquela redução, 925 mil eram trabalhadoras negras. Desemprego e recolocação Já entre as ocupadas, no ano passado havia aproximadamente 1,670 milhão a menos, sendo 1,211 milhão negras. E as desempregadas aumentaram em 564 mil, com 285 mil negras e 277 mil não negras. A diferença se observa também na taxa de desemprego, que no caso das mulheres subiu de 14,3%, em 2019, para 15,9% em 2021. Já a dos homens permaneceu estável: de 10% para 10,1%. As não negras têm taxa de desemprego de 12,5%, enquanto a das negras sobe para 18,9%. Nos dois casos, as mulheres enfrentam dificuldade para retornar ao mercado. Praticamente metade das negras (49,9%) e das não negras (47,6%) desempregadas procuravam nova colocação há mais de um ano. “Esse quadro é reflexo da crise sanitária e da desestruturação do mercado de trabalho pré-pandemia, uma vez que, no terceiro trimestre de 2019, as proporções de mulheres negras (37,5%) e não negras (35,2%) já eram altas” diz o Dieese. Também em 2021, a proporção de homens em busca de trabalho há mais de um ano era de 36,1% para os negros e de 41,7% para os não negros. Efeitos da “reforma” As subutilizadas (que queriam trabalhar mais, porém não conseguiram) eram 33,3% das ocupadas no terceiro trimestre de 2021. Entre os homens, 20,9%. A proporção caí para 26,2% para trabalhadoras não negras e subia a 39,1% para negras. “Vale destacar que a pandemia e a política econômica pífia do governo elevaram a subutilização da força de trabalho feminina.” Segundo o Dieese, a pandemia agravou um quadro que já era ruim, por causa da “reforma” trabalhista de 2017. “Verificou-se o crescimento do número de mulheres trabalhadoras por conta própria, as chamadas empreendedoras, que, na verdade, são pessoas que lutam para sobreviver diante de uma realidade de precarização e incertezas.” De 2019 para 2021, só houve crescimento da ocupação entre trabalhadoras por conta própria: 9,4% para não negras e 2,9% para negras. E os rendimentos das mulheres continuam menores que os dos homens. No terceiro trimestre de 2021, elas recebiam em média R$ 2.078, enquanto eles ganhavam R$ 2.599. Assim, as mulheres ganham o equivalente a 80% dos homens, mesmo com mais escolaridade. A proporção subiu ligeiramente em relação a 2019 (78%). Por hora, as mulheres negras recebiam R$ 10,83 e as não negras, R$ 17,13 (37% a menos). Fonte: Rede Brasil Atual

Mulheres são as mais afetadas pelo desemprego e baixos salários

As trabalhadoras brasileiras ainda têm muito a lutar pela igualdade de direitos, especialmente no mercado de trabalho. Mesmo sendo maioria – 52% da população brasileira é formada por mulheres -, e em geral estudem mais, elas têm menos oportunidades no mercado de trabalho, não progridem nas carreiras como os homens; em épocas de crise são as primeiras a serem demitidas e as últimas a serem recontratadas, com salários mais baixos; e sofrem com o machismo, com assédios morais e sexuais. E em governos de direita, mais preocupados com cortes de gastos do que com o bem-estar da população, como é o caso do governo de Jair Bolsonaro (PL), as mulheres sofrem também com a falta de políticas públicas mais assertivas que as contemplem para que possam exercer suas atividades profissionais. Exemplos dessas políticas são o aumento no número de creches e maior estabilidade no emprego após a volta da licença maternidade. Falta de oportunidades e igualdade Dados atualizados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua (PNDA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até o 4º trimestre de 2021, mostra que mulheres com 14 anos ou mais de idade representam apenas 43,8% do total de pessoas na força de trabalho e 41,6% entre o total de ocupados e ocupadas. Por outro lado, entre as pessoas desocupadas as mulheres representam 52,2% e entre as pessoas fora da força de trabalho são 64,2%. De acordo com um levantamento do Dieese, a situação só piorou nos últimos sete anos. A recessão, em 2015 e 2016, seguida de baixo crescimento nos três anos seguintes, restabeleceu e aprofundou características como alta taxa de desemprego, crescente informalidade, desigualdade de oportunidades e aumento do número de pessoas subutilizadas da força de trabalho, diz o estudo sobre mercado de trabalho feminino feito pela coordenadora do Dieese Nacional Patrícia Pelatiere e pela técnica da subseção do Dieese da CUT Nacional Adriana Marcolino. “Mesmo em ciclos de crescimento econômico a desigualdade entre mulheres e homens se mantém estável porque ela é estrutural”, explica a técnica. Segundo ela, para complicar, “ainda há o preconceito de que mulher engravida, deixa de trabalhar para cuidar dos filhos e, claro, há o machismo que elas enfrentam para conseguir evoluir na carreira”. Segundo uma pesquisa do IBGE, em 2019, a participação das mulheres sem filhos na força de trabalho é 35,2% maior em relação à participação daquelas com filhos. Ao contrário, os homens que têm filhos não enfrentam nenhuma desvantagem. O que o governo deveria fazer para reduzir essa desigualdade no mercado de trabalho As primeiras medidas a serem tomadas para mudar este cenário de desigualdade e preconceito com as trabalhadoras, em especial as grávidas ou nas chamadas ‘idades férteis’, é a ampliação dos horários de atendimento das creches, o aumento no número de vagas disponíveis no mercado de trabalho para as mães trabalhadoras e o fim das demissões após o término da licença maternidade, pontua Adriana Marcolino. “Os horários de atendimento das creches não são compatíveis com os horários em que essas mães saem do trabalho, o que acaba provocando mais demissões”, diz a técnica, que critica outra política muito comum das empresas que é demitir a mulher quando ela volta da licença maternidade. “É preciso uma política de estabilidade maior no emprego para que as mulheres possam readequar suas vidas ao trabalho”, diz. Outra política pública defendida por Adriana Marcolino para que as mulheres tenham mais oportunidades no mercado de trabalho é criação de empregos emergenciais com percentuais reservados a elas. “Com este tripé mais creches, empregos emergenciais e maior estabilidade na volta da licença maternidade creio que melhoraria a inserção de vagas para as mulheres”, afirma. Reformas Trabalhista e da Previdência pioraram a vida das mulheres Além da falta de políticas públicas para o mercado de trabalho, as reformas neoliberais: a trabalhista (2017, no governo do ilegítimo Michel Temer, do MDB) e a previdenciária (2019, de Bolsonaro) pioraram a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. A primeira retirou, flexibilizou e/ou desregulamentou direitos trabalhistas, criou um ambiente desfavorável à negociação coletiva, procurou desarticular a estrutura sindical, reduziu o acesso à Justiça do Trabalho, entre outros pontos. Já a segunda dificultou o acesso aos benefícios previdenciários e reduziu o valor do benefício. Pandemia também agravou o mercado de trabalho O estudo “Sem Parar – O trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, da Gênero e Número e da Sempreviva Organização Feminista, realizado entre abril e maio de 2020, já  apontava que 50% das mulheres passaram a se responsabilizar pelo cuidado de alguém na pandemia. Entre as que cuidam de crianças, 72% afirmaram que aumentou a necessidade de monitoramento dentro do domicílio.  Essa responsabilização pelos cuidados da casa e dos membros da família – como crianças e idosos – ficou ainda mais presente na pandemia, o que dificultou a participação da mulher no mercado de trabalho. Segundo a técnica da subseção do Dieese da CUT Nacional, Adriana Marcolino, podemos observar também que as características negativas da participação das mulheres no mercado de trabalho foram aprofundadas na pandemia. O crescimento demográfico foi bastante semelhante para homens e mulheres, no entanto, elas sofreram uma redução no contingente de pessoas na força de trabalho e entre o total de ocupados, uma redução maior do que a registrada entre os homens – isso também se repete entre o total de desocupados e de pessoas fora do mercado de trabalho, na taxa de participação na força de trabalho (soma de ocupados e desocupados), nível de participação e na taxa de desocupação. Além disso, os rendimentos das mulheres são em torno de 75% daquilo que ganha um homem não negro. Já as mulheres negras chegam a receber 47% da remuneração paga para um homem branco, disse a economista Isabela Mendes, em entrevista ao Brasil de Fato. Por fim, Marcolino e Pelatiere apontam que somado ao baixo crescimento e ao desmonte do Estado há uma ação recorrente da mais alta autoridade do Estado brasileiro, o Presidente da República, que dissemina um repertório machista, racista e misógino, amplificado na sociedade por seus seguidores. Fonte: CUT

8M: Contraf-CUT e Sindicato lançam cartilha sobre o Dia Internacional da Mulher

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, juntamente com a Contraf-CUT, lança uma cartilha abordando os principais tipos de violência sofridas pelas mulheres. A publicação traz ainda telefones úteis que podem salvar a vida de mulheres em situação de vulnerabilidade. Como forma de reconhecimento ao importante papel da mulher em todos os segmentos da sociedade, a cartilha homenageia a primeira bancária associada ao Sindicato, na década de 1958: Maria das Dores Sacchi de Souza.

Contraf-CUT e Sindicato repudiam atos de deputado Arthur do Val

Conhecido como Mamãe Falei, parlamentar foi até a Ucrânia e afirmou que mulheres ucranianas são “fáceis, porque são pobres” A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense repudiam as ações misóginas e sexistas do deputado estadual Arthur do Val (Podemos-SP), conhecido como Mamãe Falei, que foi até à Ucrânia, país atacado pela Rússia desde 24 de fevereiro, e afirmou que mulheres ucranianas são “fáceis, porque são pobres”, entre outros comentários machistas. Em mensagem vazada, enviada a um grupo do WhatsApp, o deputado, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), diz que as ucranianas “são fáceis, porque elas são pobres. E, aqui, minha carta do Instagram, cheia de inscritos, funciona demais. Não peguei ninguém, mas eu colei em duas minas, em dois grupos de mina. É inacreditável a facilidade. Essas minas, em São Paulo, você dá bom dia e ela ia cuspir na sua cara. E aqui são supersimpáticas”. Na fronteira com a Eslováquia, o autor do áudio compara a fila de refugiados ucranianos – que somam mais de 1 milhão, segundo a ONU – com a “fila da melhor balada do Brasil”. Para Elaine Cutis, secretária da Mulher da Contraf-CUT, é repulsiva a postura e a maneira abjeta com que o parlamentar se refere às mulheres ucranianas, vítimas das atrocidades no ambiente de guerra. “Os áudios são muito revoltantes, por si. Quando contextualizados no momento vivido pela Ucrânia e seu povo, em meio a um conflito armado, que fragiliza e vulnerabiliza suas mulheres, suas famílias e todo o seu povo, causa ojeriza”. Deputados se mobilizam para cassar Mamãe Falei Uma representação suprapartidária foi apresentada ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo, neste domingo (6), com a adesão de 15 deputados, de diferentes partidos. Segundo a bancada do PT, que participou da articulação dessa representação, a cassação do deputado é importante porque ele já mostrou não ter escopo ético e moral para permanecer representando o povo paulista. A representação contra Mamãe Falei afirma que “as declarações são graves em qualquer contexto, em qualquer país e fosse no Brasil, poderiam ser enquadradas em crimes de assédio sexual pela lei brasileira – definido no artigo 216-A do Código Penal como ‘constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função’”. Mamãe Falei deve prestar contas sobre dinheiro O uso dos R$ 180 mil na viagem à Ucrânia, que o deputado Arthur do Val, o Mamãe Falei, diz ter arrecadado, deverá ser uma das questões abordadas na Comissão de Direitos Humanos do Senado, que, em sessão desta segunda-feira (7), deve votar sua convocação para dar esclarecimentos sobre fala de teor misógino e sexista. “Os eleitores de do Val têm direito de saber: o que ele (Mamãe Falei) fez com o dinheiro que arrecadou antes de viajar? Se o dinheiro era para socorrer os ucranianos, a quem entregou? Tem recibo disso?”, indagou neste domingo o jornalista Ricardo Noblat, no site Metrópolis. Em sua coluna de terça-feira (1°), a jornalista Mônica Bergamo publicou entrevista com o deputado, em que ele afirma que o dinheiro “foi arrecadado em uma live feita na segunda, em seu canal no YouTube. No vídeo, o parlamentar aparece com dois voluntários de um movimento de civis que oferece ajuda humanitária para os refugiados e que envia mantimentos para o país vizinho”. Ainda segundo a entrevista, anterior à hecatombe de suas falas machistas, “parte do dinheiro, segundo diz o deputado, será destinada para a compra de alimentos e suprimentos. Eles serão doados ao movimento dos voluntários”. Arthur do Val retira pré-candidatura ao governo de SP O deputado estadual comunicou por meio das redes sociais a retirada de sua pré-candidatura ao governo do estado de São Paulo. Em nota, publicada no Instagram, no sábado (5), ele diz que “não tem compromisso com o erro” e que havia entrado em contato com a presidenta do partido, Renata Abreu, para “retirar a pré-candidatura ao governo de São Paulo”. No mesmo texto em que anuncia a retirada da pré-candidatura, do Val diz que toma esta decisão também para “preservar o árduo trabalho de todos aqueles que se dedicam na construção de uma terceira via”. Em São Paulo, o parlamentar é aliado e defensor da pré-candidatura do ex-juiz Sérgio Moro, também filiado ao Podemos, à presidência da República.

Fim da violência contra a mulher será a bandeira principal do 8 de março

O fim da violência contra a mulher será a bandeira principal das manifestações programadas para o 8 de março – Dia Internacional da Mulher – deste ano. Pauta prioritária dos movimentos feministas, que envolve tanto a questão de gênero como a de violência doméstica, foi escolhida para evento, que volta a ser realizado presencialmente nas ruas de várias cidades, depois de dois anos de pandemia. Pesquisa de opinião realizada pelo Instituto DataSenado, em parceria com Observatório da Violência Contra a Mulher, no final de 2021, mostrou que 86% das mulheres brasileiras perceberam um aumento da violência contra elas. O número de casos é 4% maior que em 2020. Ainda de acordo com a pesquisa, que ouviu três mil pessoas, entre 14 de outubro e 5 de novembro, cerca de 68% das pessoas entrevistadas conhecem alguma vítima e 27% declararam já ter sofrido este tipo de violência. Elaine Cutis, secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), afirma que a pesquisa é uma entre as muitas realizadas desde o início da pandemia, que comprovam o aumento da violência como efeito do isolamento social e da crise sanitária. “É histórico, sempre a mulher é a primeira e a que mais sofre. Seja em crises econômicas, sociais ou sanitárias, as mulheres são vítimas de violência de gênero e de violência doméstica”. Elaine lembra que, antes mesmo do surgimento do coronavírus, as mulheres já vinham sofrendo com muito retrocesso. “Começou lá trás, com o golpe da presidenta Dilma, depois com a reforma trabalhista, e intensificou-se terrivelmente com este governo. Um governo sem compromisso com as mulheres, que fez cortes nas políticas para as mulheres e, ainda por cima, mostra claramente nos seus discursos o quanto é machista e misógino”, lamenta. “É por isso que as mulheres estarão tão fortemente nas ruas no 8 de março, porque este governo representa toda a miséria, carestia e retrocessos sociais que impactaram a classe trabalhadora nos últimos anos, e mais fortemente as mulheres”. Podcast: Movimentos de mulheres se preparam para tomar as ruas no dia 8 de março Assista ao ContrafCast desta semana, no qual a secretária de Mulheres da Contraf-CUT, Elaine Cutis, fala sobre a mobilização das mulheres para o 8 de março, que este ano volta a ser nas ruas. A Contraf-CUT participará das manifestações que têm como lema “Pela vida das mulheres, Bolsonaro nunca mais! Por um Brasil sem machismo, racismo e fome!” Fonte: Contraf-CUT

Trabalhadores começam a negociar implantação de teletrabalho no BB

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com a direção do banco no final da tarde de quinta-feira (3) para a implementação do regime de trabalho em home office, cujas premissas estão contempladas em acordo específico aprovado pelos funcionários no final de 2020. “O banco se comprometeu com os funcionários e seus representantes a negociar a implementação dos pontos do acordo aprovado. Um ano e dois meses depois, nada havia acontecido. Nesse tempo todo, cobramos a abertura dessas negociações específicas diversas vezes. Com o retorno ao trabalho presencial de muitos funcionários, intensificamos estas e outras reivindicações”, explicou o coordenador da CEBB, João Fukunaga, ao lembrar que, na semana passada, os trabalhadores do BB conquistaram o retorno ao home office aos funcionários do grupo de risco e àqueles com mais de 60 anos. O acordo que regulamenta o teletrabalho no banco, após o fim da pandemia, garante ajuda de custo para quem atue em mais de 50% dos dias úteis na modalidade de teletrabalho, fornecimento e manutenção pelo banco de equipamentos e cadeira adequada, VR e VA nos termos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), controle de jornada e desconexão, entre outros pontos. Uma nova reunião para continuar as negociações para a implementação foi agendada para a próxima semana. Resumo do ACT de teletrabalho do BB Definição de trabalho remotoToda e qualquer prestação de serviços realizada remotamente, de forma preponderante ou não, fora das dependências do banco ou em local diferente daquele de lotação do funcionário, com a utilização de tecnologias da informação e comunicação. Modalidades do trabalhoO trabalho remoto no BB poderá ocorrer:a) Na residência do funcionário, o qual se denomina home office;b) Em outras dependências do banco, empresas parceiras ou em coworkings (espaços colaborativos) internos, o qual se denomina on office. Excepcionalmente, há a possibilidade da realização do trabalho remoto fora da praça de lotação, por interesse do funcionário, sendo necessária a autorização do comitê da unidade gestora. Equipamentos para o Trabalho Remotoa) Equipamento eletrônico corporativo (desktop ou notebook);b) Acessórios (mouse, teclado, headset);c) Cadeira ergonômica. Ajuda de custoa) R$ 80,00/mês para funcionários que atuem em mais de 50% dos dias úteis do mês e tenham aderido ao trabalho remoto, na modalidade home office. Outros itens do acordo Facultatividade: A adesão ao teletrabalho deve ser facultativa ao funcionário; Controle de jornada: O banco implantará um sistema de controle da jornada, para evitar que haja excesso de trabalho e “pedidos” fora do expediente;Desconexão: Serão dadas instruções e orientações para desconexão em horários fora do expediente; Manutenção dos equipamentos: será de responsabilidade do banco; Preocupação com a saúde: Além de oferecer equipamentos ergonômicos, o banco se compromete a manter cuidados especiais com a saúde dos funcionários que exercerem suas atividades em home office; Violência doméstica: Conforme estabelecido na CCT da categoria, o banco criará uma Central de Atendimentos para as bancárias vítimas de violência doméstica; Auxílio refeição e alimentação e vale transporte: Serão mantidos os direitos aos vales refeição e alimentação e ao vale-transporte;Acompanhamento pelo sindicato: Os sindicatos terão acesso aos funcionários que exercerem seus trabalhos fora das dependências do banco. Fonte: Contraf-CUT

Preconceito contra LGBTQIA+ começa nas palavras: trans, queer e não binários são conceitos diferentes

A intolerância leva as pessoas a não conhecer ou desconsiderar os termos ajustados para se referir tanto à identidade de gênero como à orientação sexual, e a imprecisão pode ser ofensiva Um ponto importante para que o preconceito seja eliminado da sociedade é entender que a orientação sexual e a identidade de gênero são coisas distintas, pois os problemas enfrentados por pessoas em relação a cada uma dessas questões exigem atenção e cuidados específicos. A orientação sexual refere-se à relação de um indivíduo com pessoas do mesmo sexo, pessoas de outro sexo, de qualquer sexo ou pessoas de nenhum sexo. Já a identidade de gênero é como a pessoa se sente, e a partir desse seu sentimento, como ela define aparência, maneirismos ou outras caraterísticas, para estar confortável consigo mesma. Assim, o indivíduo pode se identificar como homem, como mulher, como um ou outra, ou ainda nem como mulher nem como homem. Transgênero e não binário são termos usados para se referir à identidade de gênero. Por outro lado, queer descreve identidades sexuais e de gênero que não são heterossexuais e cisgênero. Assim, pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais podem se identificar com a palavra queer. Às vezes, o termo queer é usado para expressar que a sexualidade e o gênero podem ser complicados, podem mudar ao longo do tempo e não se encaixar perfeitamente em nenhuma das identidades, como masculino ou feminino, gay ou heterossexual. Participantes da pesquisa da Global Union (UNI) expressaram suas preocupações em relação a trabalhadoras e trabalhadores trans, queer e não binários, no que diz respeito à falta de informação sobre a diferença entre orientação sexual e identidade de gênero, a políticas para tornar os locais de trabalho mais acolhedores para as pessoas trans, queer e não binárias, e à necessidade de se destacar o quanto é importante abordar as questões relacionadas a este grupo social. Para Adilson Barros, da direção executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e militante LGBTQIA+, “a pesquisa da UNI reforça exatamente o que a gente vem construindo no setor financeiro. É preciso conhecer o rosto dos trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+. É necessário ouvir mais e manter nossa representatividade forte e atuante. A Contraf-CUT cumpre muito bem esse papel. Que venham outras representatividades e se amplie cada vez mais nossos direitos e, de uma vez por todas, todos e todas abracem nossa luta como se fosse sua”.

Segurança sanitária volta a ser tratada entre trabalhadores e bancos

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta quinta-feira (3) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para ouvir especialistas sobre o quadro da pandemia e suas recomendações a respeito da continuidade do cumprimento de protocolos de segurança sanitária em decorrência da Covid-19. Foram debatidas também medidas a serem tomadas em decorrência dos efeitos e sequelas da doença sobre a categoria, já levando em conta os resultados da “Avaliação longitudinal do Impacto do SARS-CoV2 no sistema nervoso em bancários”, realizada pelas professoras doutoras Clarissa Yassuda e Márcia Bandini, em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A Fenaban informou que os especialistas que seriam ouvidos preferiram aguardar a consolidação do quadro da pandemia após o período de Carnaval. Para tanto, pediram que uma nova reunião ocorresse daqui a 15 ou 20 dias. “Já estamos há dois anos tratando do tema nesta mesa específica sobre a Covid-19. Com nossa negociação conseguimos que fossem tomadas diversas medidas para dar mais segurança e tranquilidade para a categoria e esperamos que os bancos continuem a cumprir os protocolos de segurança e levem em conta as sequelas da doença sobre os trabalhadores que foram infectados”, cobrou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional. “Valorizamos muito o que conquistamos nesta mesa e reconhecemos que as medidas tomadas contribuíram para que a categoria não fosse ainda mais afetada, mas não podemos deixar de lembrar que passamos por momentos muito difíceis, com perdas de diversos trabalhadores bancários, inclusive de três companheiros membros do Comando, para a Covid-19”, ressaltou. “Concordamos com a posição dos especialistas. Por isso, é prudente que os bancos mantenham as medidas de segurança, da forma como foram negociadas nesta mesa”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, que também é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. Fim por decreto O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, mostrou preocupação com o descaso de autoridades e dos meios de comunicação com quadro atual da Covid-19 no país. “Parece que estão querendo acabar com a pandemia por decreto. Não vemos mais os meios de comunicação tratando a pandemia com a devida importância e alguns bancos estão descumprindo os protocolos tratados nesta mesa e passaram a se orientar por portarias que não levam em conta nossa preocupação com a saúde e a vida dos trabalhadores, não apenas com questões econômicas ou com o lucro”, observou. Mauro também lembrou dos resultados da pesquisa realizada pela Contraf-CUT, que aponta que 44% dos trabalhadores estão com a capacidade de trabalho afetada e continuam trabalhando. “Não é hora de baixar a guarda!”, ressaltou o secretário de Saúde da Contraf-CUT. O representante da Fenaban informou que os bancos assumem o compromisso de continuar trabalhando com prevenção e de estudar quais medidas serão tomadas devido às sequelas da doença. Mas, disse que seria enviada uma orientação aos bancos de que, a partir de hoje, não haveria mais a necessidade de fechamento das unidades para sanitização onde houvesse casos confirmados. No entanto, após as considerações feitas pelo Comando Nacional dos Bancários, mudaria a estratégia e indicaria que, a partir do dia 11, se o “efeito Carnaval” não reverter o atual quadro de queda nos casos de contágio e mortes, passando a um quadro adverso, não haverá a necessidade do fechamento da unidade para sanitização. O Comando também observa que é preciso levar em conta a situação de cada local e que os sindicatos devem fazer este acompanhamento e tratar diretamente com os gestores locais/regionais e que não deveria ser fixada uma data para se deixar de cumprir os protocolos antes de um debate com especialistas sobre a evolução da pandemia. Uma nova reunião, para que os especialistas sejam ouvidos, será marcada ainda para este mês. Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical apoia chapas 6 e 77 nas eleições da Cassi

Vote pela retomada da representação dos associados, contra a terceirização e o desmonte da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil Entre os dias 18 e 28 de março, os funcionários do Banco do Brasil, da ativa e aposentados, terão a oportunidade de mudar os rumos da Cassi. Neste período, acontece a eleição dos cargos para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e para os Conselhos Deliberativo e Fiscal. Quatro grupos disputam o pleito para os mandatos que vão de junho de 2022 a maio de 2026. Dentre eles, o grupo Unidos por uma Cassi Solidária, das chapas 6 (para Diretoria e Conselho Deliberativo) e 77 (Conselho Fiscal), é apoiado pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela maioria das entidades sindicais e por entidades associativas e de aposentados. No material de campanha, as chapas destacam o pedido de apoio das trabalhadoras e dos trabalhadores do BB “para retomar a representação dos associados” dentro da entidade que, ao longo dos últimos anos, vem sofrendo processo de terceirização nos serviços e enfraquecimento da Estratégia Saúde da Família. Na atual gestão, a representação do banco e a dos associados se confundem, favorecendo os interesses do banco. “A força da Cassi está na solidariedade entre os funcionários. Foi construída para garantir o mesmo tratamento a todos conforme a sua necessidade, do escriturário ao presidente do Banco, aos ativos e aposentados e seus dependentes. Sem discriminação”, diz ainda Fernando Amaral, candidato à Diretoria de Risco Populacional. “A força da união entre os colegas mantém a Cassi e exige que o banco mantenha e amplie seus compromissos com a saúde de todos. Nós, das chapas 6 e 77, pedimos seu apoio para preservar esta história de sucesso e trabalhar pela perenidade da Cassi”, completa. Clique aqui para acessar o site da campanha das Chapas 6 e 77 – Unidos por uma Cassi Solidária – e conheça todos os candidatos e as propostas das chapas. Fonte: Contraf-CUT

Bancários retornam ao serviço na quarta-feira de cinzas, às 12 horas

Os bancários retornam as atividades nesta quarta-feira de cinzas, dia 02 de março, às 12 horas. Apesar de as agências abrirem somente à tarde, os terminais de autoatendimento e o internet banking funcionarão normalmente, a exemplo do ocorrido durante o feriado de carnaval, quando clientes e correntistas puderem operacionalizar o sistema. O encerramento do expediente ao público será às 16 horas.