Caixa atende reivindicação e prorroga home office

A Caixa Econômica Federal informou à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), na sexta-feira (25), que atenderia a reivindicação dos empregados e prorrogaria o “Projeto Remoto Excepcional” até o dia 30 de abril. O banco enviou comunicado para todas suas unidades informando aos gestores que eles podem manter em home office quem já está exercendo suas atividades remotamente, e/ou incluir outros empregados. O banco informou ainda que cada gestor deverá combinar previamente com cada empregado as atividades que o mesmo deverá exercer remotamente, registrá-las no sistema de recursos humanos (SISRH) e acompanhar o cumprimento das tarefas. “Por mais que os casos de contaminação e mortes por Covid-19 estejam reduzindo, precisamos estar alertas com os novos surtos e para evitar novas ondas da doença em nosso país”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que é secretaria de Cultura da Contraf-CUT. “Melhor fazermos nossa ‘lição de casa’, segurarmos mais um pouquinho. Se tivéssemos feito um lockdown de verdade no início da pandemia, poderíamos ter reduzido o número de contaminações em nosso país”, completou. Sobrecarga Fabiana disse concordar que os empregados que estão atendendo presencialmente a população estão sobrecarregados. “Mas, a solução não passa pelo retorno de todos os trabalhadores que estão em home office. Muitos têm outras doenças que podem ser agravadas caso contraiam o vírus e, o que seria uma solução rápida, pode levar à piora do quadro de sobrecarga”, disse a coordenadora da CEE/Caixa. Para ela, a redução da sobrecarga passa pela contratação de mais empregados. “A Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais) já autorizou o aumento do quadro de pessoal com a contratação de concursados, mas, apesar de seu presidente, Pedro Guimarães, ter propagandeado que contrataria quatro mil novos empregados, o banco não contratou nem o que foi autorizado”, disse. “O problema também está acontecendo com as pessoas com deficiência aprovadas em concurso específico realizado no ano passado. A Caixa faz propaganda para a mulher do Bolsonaro aparecer, mas é muito marketing e pouca efetividade”, lembrou. A Caixa tem criado entraves para a contração dos aprovados no concurso específico para PCDs, realizado em 2021. Também há demora para a contratação de aprovados em 2014. “Precisamos lutar para acabar com a sobrecarga de trabalho, que passa pela saúde e pela vida dos trabalhadores”, concluiu a coordenadora da CEE/Caixa. Fonte: Contraf-CUT

Você sabe o que é a CEE/Caixa?

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal é o órgão que auxilia a representação dos trabalhadores nas negociações com o banco. Para falar um pouco sobre a importância da CEE e sobre as conquistas obtidas por meio das negociações que a comissão realizou com o banco, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) entrevistou a coordenadora da CEE/Caixa e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt. Fabiana explicou que a CEE é a voz dos empregados nas negociações com os bancos e que, por meio destas é que são obtidas as conquistas, que muitas vezes o banco tenta passar como se fosse um “benefício” concedido. “Pegando um resgate dos últimos períodos, principalmente considerando o momento da pandemia, eu acho que as negociações entre a representação dos empregados e a direção da empresa conseguiram manter os nossos direitos”, disse a coordenadora da CEE ao lembrar do que está acontecendo na sociedade e dos ataques que os trabalhadores, principalmente de empresas públicas, tem sofrido. “Manter os direitos é algo extremamente importante”, completou. Fabiana lembrou, ainda, de conquistas específicas dos empregados da Caixa. “Conseguimos manter o Saúde Caixa, tivemos avanços importante também na manutenção da PLR Social. Fomos o primeiro banco a ter os protocolos contra a Covid-19, com metade dos empregados em home office e diversas medidas de proteção daqueles trabalhadores que tiveram que continuar trabalhando estavam nas agências”, disse. >>>>> Ouça o episódio completo.>>>>> Ouça o 1º episódio: A importância da Caixa Social Fonte: Contraf-CUT

Funcionários do BB têm até segunda-feira para mudar os rumos da Cassi

As Eleições Cassi 2022 seguem até a próxima segunda-feira (28). Até a manhã desta quinta-feira (24), 64.790 associados (40,64% do total) já tinham votado para a Diretoria e o Conselho Deliberativo, e 60.899 (38,19%), para o Conselho Fiscal. O voto pode ser feito nas seguintes plataformas: site da Cassi, APP da Cassi no celular, terminais de autoatendimento (TAA) ou SISBB (este, exclusivo para funcionários da ativa). Para votar no site da entidade, escolha o perfil “Associados”. Em seguida, na caixa “Acessar serviço”, clique em “Titular” e informe CPF e senha previamente cadastrados. Depois de fazer login, procure no menu a opção “Votação CASSI” e siga as orientações. Ao todo, 159.443 funcionários da ativa e aposentados estão aptos a participar das eleições.  Cada associado deve ficar atento, pois terá que realizar dois votos: primeiro para a Diretoria e o Conselho Deliberativo e depois para o Conselho Fiscal. Chapas 6 e 77 A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e entidades sindicais, associativas e de aposentados, já manifestaram apoio à Chapa 6 para Diretoria e Conselho Deliberativo, e à Chapa 77 para Conselho Fiscal. As chapas 6 e 77 são do grupo Unidos por uma Cassi Solidária, formada por associados e associadas da ativa e aposentados, pré e pós 1998, de várias partes do país e com autonomia em relação ao banco. “A eleição é importante para mudarmos a gestão da Cassi que, mesmo com aportes bilionários do banco e dos associados, nos últimos três anos, aumentou as despesas administrativas do Plano Associados, reduziu a rede credenciada de médicos, hospitais e clínicas, terceirizou e precarizou serviços importantes, como o teleatendimento, e reduziu a lista de medicamentos abonáveis do Programa de Assistência Farmacêutica”, pontuou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. Leia detalhes aqui. Conheça todos os candidatos e as propostas das chapas 6 e 77 no site do grupo Unidos por uma Cassi Solidária. Fonte: Contraf-CUT

Mais uma ameaça à Previ e a outros fundos de pensão

O Ministério da Economia, chefiado pelo banqueiro Paulo Guedes, está preparando um projeto de lei (PL) que coloca em risco as entidades fechadas de previdência complementar (EFPC), para ser entregue pelo presidente Bolsonaro ao Congresso Nacional. Segundo informações do jornal Valor Econômico e do site Investidor Institucional, o texto do projeto de lei já estaria em fase adiantada de elaboração no Ministério da Economia e tem como principal objetivo permitir que os empregados de companhias públicas possam fazer a portabilidade dos seus atuais planos de previdência complementar para qualquer instituição financeira – incluindo bancos privados. Por meio do mesmo projeto, o governo também quer extinguir a obrigatoriedade de representação paritária entre participantes e patrocinadores na gestão das entidades fechadas e reduzir a participação dos trabalhadores na gestão dos seus recursos, o que acontece atualmente via conselhos e, como no caso da Previ, eleições de representantes para as diretorias da entidade. “Como argumento a esse PL, o Ministério da Economia diz que quer evitar ‘interferências políticas’ nas entidades fechadas. Quando, na verdade, é o próprio governo Bolsonaro que tenta praticar interferência política ao criar um projeto para abrir a porteira dos fundos de pensão estatais, que hoje têm uma carteira ativa de mais de R$ 550 bilhões, aos banqueiros”, avalia o ex-diretor de Seguridade da Previ e atual vice-presidente da Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar (Anapar), Marcel Barros. Outro argumento aventado pelo governo Bolsonaro para justificar o PL é que, com a portabilidade, participantes teriam liberdade para buscar fundos com maior rentabilidade. “Essa é outra falácia que não se sustenta segundo dados recentes do próprio Ministério da Economia”, pontua Marcel, que também representa os participantes de fundos de pensão no Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). De fato, no Relatório Gerencial de Previdência Complementar, para o 4º bimestre de 2021, o Ministério da Economia aponta que, de 2012 até agosto de 2021, as EFPC tiveram uma rentabilidade média de 162,1% com taxa de administração média de 0,27% ao ano. Enquanto que os planos abertos, administrados pelos bancos, tiveram uma rentabilidade média de 108,8% no mesmo período, cobrando taxa de administração média de 1,3% ao ano. “Ou seja, como os números comprovam, os bancos privados cobram taxas de administração quase cinco vezes maiores para entregar resultados muito menores. Portanto, se o associado ou a associada tiver seu dinheiro administrado pela previdência aberta de um banco, e não por uma entidade fechada, ao se aposentar terá um patrimônio, no mínimo, 33% menor”, explica Marcel que expõe o assunto com mais profundidade em artigo que você pode ler clicando aqui, escrito em parceria com o ex-presidente da Anapar e ex-diretor eleito da Previ, José Ricardo Sasseron. Para o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, a pressa do governo Bolsonaro em preparar o PL com potencial de movimentar dezenas de bilhões para os bancos privados no mercado de previdência complementar tem ligação com o período eleitoral. “Infelizmente existem meios obscuros e nada ortodoxos no ambiente político, como a instrumentalização do poder de barganha dos bancos privados, para agradar deputados e senadores que poderiam, sob este prisma, votar em favor da PL. Vamos lembrar que o ministro Paulo Guedes foi um dos fundadores do Banco BTG e assessorou a privatização da previdência chilena, hoje administrada por bancos privados que pagam miséria aos idosos daquele país, mas recebe polpudas comissões a título de taxa de administração”, reforça Fukunaga. Fonte: Contraf-CUT

MPT é chamado a intermediar impasse sobre promoção por mérito na Caixa

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício para o Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitando a mediação do órgão sobre o pagamento dos valores referentes à promoção por mérito na Caixa Econômica Federal. O banco estipulou um critério que exclui os empregados que aderiram à paralisação/greve para reivindicar que o banco corrigisse os valores referentes à Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) pagos a menor. “O banco lançou este dia como sendo uma falta injustificada, mas a Justiça reconheceu o direito de greve e, inclusive, determinou fosse mantido um percentual mínimo de funcionamento das agências”, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também secretária de Cultura da Contraf-CUT. “E, além disso, o banco foi comunicado com antecedência prevista em lei sobre a paralisação. Ou seja, não se trata de uma falta injustificada, como o banco tenta alegar”, completou. Negociação prevista no ACT O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados da Caixa Econômica Federal 2020/2022 estabelece que as promoções por mérito (também conhecidas como deltas), referente ao ano base 2021, terão as regras negociadas com as entidades representativas dos empregados. Porém, a negociação chegou a um impasse, diante da insistência da Caixa de não conceder o delta para os trabalhadores que apresentarem “falta não justificada”. “O que o banco quer é punir os empregados que participaram do movimento paredista. Nos anos anteriores, apenas não eram beneficiados pelas promoções no quesito de faltas àqueles que contavam com três ou mais faltas não justificadas”, ressaltou a coordenadora a CEE/Caixa, ao dizer que a alteração promovida pela Caixa mostra sua intenção de punir quem participou da paralisação/greve pela reivindicação das diferenças no valor da PLR Social paga aos empregados. “Isso é perseguição política! É prática antissindical, condenada por lei”, concluiu Fabiana. Fonte: Contraf-CUT

Dia Internacional contra a Discriminação Racial: o Brasil precisa refletir sobre a questão

O assassinato do congolês Moïse Kabagambe a pauladas na Barra da Tijuca; a morte a tiros de Durval Teófilo Filho, em São Gonçalo, que implorou para que o seu vizinho militar não atirasse contra ele; a abordagem racista num shopping denunciada pelo dentista Igor Palhano, de 30 anos, filho do humorista Mussum; entre tantos outros casos que, com frequência estampam a mídia brasileira, não são casos isolados e precisam ser discutidos pela sociedade todos os dias. No entanto, o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, nesta segunda-feira, 21 de março, é oportunidade para se refletir profundamente sobre o tema. “Temos que nos indignar contra a banalização da morte e o extermínio de negros e pobres”, convoca Almir Aguiar, secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A segregação também é forte no mercado de trabalho. Mesmo quando têm mais qualificação profissional e nível de escolaridade, negros e negras recebem salários inferiores e são os mais afetados pelo desemprego. Pesquisa feita no ano passado pelo Instituto Guetto revelou que quase metade das pessoas negras “não se sentem pertencentes ao seu ambiente de trabalho”, por sofrerem algum tipo de discriminação em sua atividade profissional. Em outra pesquisa, feita em fevereiro deste ano pela empresa digital de colocação profissional Catho, 58% dos profissionais negros disseram não ter as mesmas oportunidades que os brancos. Esse sentimento pode ser conferido dentro da própria categoria dos bancários: dos cerca de 450 mil trabalhadores no setor, segundo o IBGE, apenas 24,7% são negros. “E também sabemos que nas demissões dos últimos anos, muitos negros e negras foram desligados; o sistema financeiro tem sim uma política discriminatória e a cor da pele é um dificultador na ascensão profissional”, denuncia Almir. O dia contra racismo O Dia Internacional contra a Discriminação Racial foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1966, em memória ao “Massacre de Shaperville”, ocorrido em 21 de março de 1960, em Johanesburgo, durante o regime Apartheid na África do Sul. Nessa data, cerca de 20 mil pessoas protestavam contra a “lei do passe”, que obrigava os negros a andar com identificações que limitavam os locais da cidade por onde poderiam circular. Tropas do regime baseado na discriminação racial atacaram os manifestantes e promoveram uma chacina: 69 pessoas foram assassinadas e 186, feridas. “Esta é uma data para reflexão para que possamos, negros e brancos, lutar para banir o preconceito e o racismo. Esta mudança depende de nós, inclusive no voto das eleições de 2022, buscando representações de trabalhadores, mulheres, indígenas, negros e negras e LGBTQIA+. É a oportunidade de um recomeço da luta pela emancipação popular, igualdade de oportunidades e justiça social. Que nossa voz, ação, voto e participação sejam a voz contra toda a forma de opressão, intolerância e discriminação”, reforça Almir, que também é militante do Movimento Negro Unificado (MNU). Fonte: Contraf- CUT

Contraf-CUT e Sindicato do Sul Fluminense repudiam a liberação do uso de máscaras em locais fechados

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e o Sinidcato dos Bancários do Sul Fluminense são contrários a liberação do uso de máscaras em locais fechados, anunciada esta semana por alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre. “Manter uso de máscara, especialmente em locais fechados, é essencial. Europa e Ásia voltam a preocupar. Ambientes bancários não têm ventilação natural. É irresponsabilidade liberar uso neste momento, principalmente sem qualquer embasamento científico”, afirma Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT.Para o cientista Miguel Nicolelis, remover as máscaras e tentar mascarar a verdade, seja sobre o estado real da pandemia no Brasil e no mundo, ou tentar confundir a sociedade com a falsa dicotomia epidemia x endemia é literalmente atentar contra a saúde e o bem-estar de dezenas de milhões de brasileiros. “Este é um vírus para não se ter nunca. Nem de forma assintomática, branda ou leve. Ele pode causar múltiplas complicações crônica graves que reduzem a qualidade de vida para sempre e podem ser fatais”, disse ao lembrar que todo o mundo vai ter que lidar nos próximos anos e décadas com milhões de pessoas sofrendo de consequências graves desta pandemia. “Como ela não acabou, quanto mais pessoas se infectarem pelo descaso das autoridades, mais casos de covid crônica ocorrerão no futuro”, completou. Nicolelis acredita que todas essas medidas precoces são motivadas por estarmos num ano eleitoral. “Pelo seu bem e pelo bem dos seus familiares e da sociedade como um todo, mantenha o uso das máscaras, evite ao máximo aglomerações, vacine-se e não ceda à tentação de achar que o normal voltou só porque políticos incompetentes e irresponsáveis decretaram. O preço desta rendição incondicional é caro demais: a qualidade da sua vida futura – ou a falta dela – está em jogo. Use máscaras e diga não ao absurdo”, aconselha o cientista. Fonte: Contraf-CUT

BC determina juros selvagens, mas não consegue domar inflação

O Banco Central (BC) elevou, nesta semana, em mais 1 ponto percentual (p.p.) a taxa básica de juros da economia brasileira, que chegou a 11,75% ao ano, o mais elevado patamar desde abril de 2017. Essa foi a nona alta seguida da Selic, que em março do ano passado estava em 2%, seu índice mais baixo da história. Esse instrumento, segundo os técnicos de Bolsonaro responsáveis pela economia do país, é o recurso adotado para frear o crescimento da inflação, e a autoridade monetária deixou claro que a onda de elevação dos juros vai seguir nos próximos meses, com a justificativa de que a guerra entre Rússia e Ucrânia tem causado fortes impactos na economia mundial. “A inflação realmente está nas alturas, mas não é de hoje. Ela voltou a afetar a vida e o bolso dos brasileiros, pelo menos, desde 2020 e fechou 2021 acima dos 10%. Ou seja, a guerra na Ucrânia é apenas uma desculpa para a desastrosa política econômica deste governo que não consegue fazer o país se desenvolver, gerar emprego e deixa, a cada dia os pobres mais pobres e os ricos mais ricos”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. Do final de 2020 para cá, a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação do país, medida no intervalo de 12 meses, saltou de 4,52%, em dezembro de 2020, para 10,06% no mesmo mês de 2021, depois de ter batido os 10,74% em novembro daquele ano. “Elevar os juros não é a solução. Não estamos em período de economia aquecida, com excesso de demanda, ao contrário. Temos uma alta taxa de desemprego, aumento da pobreza, com concentração de renda e a volta da fome no país”, observou a presidenta da Contraf-CUT. “O governo deveria promover políticas de incentivo ao investimento produtivo e geração do emprego, mas prefere colocar em práticas políticas que levam à concentração de renda. É um governo que não tem compromisso com a população mais carente e com a classe trabalhadora”, completou. Bem antes da guerra No momento, porém, a inflação no Brasil ocorre por outros motivos. O principal responsável por tamanha elevação nesse intervalo foi a gasolina. Se durante o ano de 2020 esse combustível ficou 0,19% mais barato, no ano passado seu preço subiu 47,49% e foi, sozinho, o responsável por 2,34 p.p. na inflação medida pelo IPCA. Outros itens que em 2021 forçaram o índice para cima foram o etanol (alta de 62,23%), o gás de cozinha (36,99%) a energia elétrica (21,21%), as carnes (8,45%) e o aluguel residencial (6,96%). Nesse cenário, os juros bancários, que já estavam altíssimos, foram para a estratosfera. De janeiro de 2021 até o mesmo mês deste ano, a taxa média das operações de crédito com recursos livres foi de 28,39% a.a. para 35,32% a.a. Mas os juros do crédito rotativo do cartão de crédito, que é valor da fatura que não é quitada na data do vencimento, subiram de 329,71% a.a. para 346,31% a.a. no período. Os juros do cheque especial, também de janeiro a janeiro, pularam de 120,29% a.a. para 128,36% a.a. Com inflação e juros altos, num cenário agravado com a inexistência de um projeto econômico para a retomada do crescimento econômico por parte do governo, as consequências mais fortes são a estagnação do emprego e da renda média dos trabalhadores, e isso acentua o endividamento das famílias. Em janeiro passado, 76,1% das famílias brasileiras estavam com dívidas (um ano antes, eram 66,5%). No mesmo período, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso também subiu de 24,8% para 26,4%. Enquanto isso… Hoje, os 55 bilionários do país acumulam em suas mãos a bagatela de U$176 bilhões. Durante a pandemia de Covid-19, esse segmento social mais elitista aumentou sua riqueza em 30%, ou US$ 39,6 bilhões. No mesmo período, 90% da população sofreu uma redução de 0,2% em suas posses. Nesse processo de concentração de riqueza, os 20 maiores bilionários do país passaram a ter nada menos de U$ 121 bilhões, montante maior do que 128 milhões de pessoas, ou 60% da população, têm para tocar suas vidas. Fonte: Contraf-CUT

Retorno ao trabalho presencial das grávidas no Bradesco tem de ser voluntário

A Comissão de Organização de Empresas (COE) do Bradesco se reuniu na manhã desta sexta-feira (18) para discutir um comunicado do banco sobre a volta ao trabalho presencial das funcionárias grávidas. No documento, o banco informou que irá convocar o seu retorno ao trabalho presencial de forma voluntária, apenas com o ciclo vacinal completo. “Nossa cobrança é que o retorno das grávidas permaneça sempre de forma voluntária. Avaliamos que este retorno ainda é precoce, pois a pandemia não acabou. Entretanto, como o governo federal – que em momento algum desta pandemia se preocupou com a vida dos brasileiros – liberou, o banco se sentiu confortável para convocar. Nosso papel agora é garantir que nenhuma delas se sinta obrigada a colocar a vida dos filhos em risco”, declarou Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco. O comunicado abordou ainda o uso de máscara dentro das agências. Os funcionários permanecem obrigados a usar o equipamento de proteção em todo o Brasil. Porém, nas cidades em que houve a liberação da obrigatoriedade, a instituição não pode exigir o mesmo dos clientes. Magaly Fagundes lembrou que o banco tem um compromisso de chamar o movimento sindical para negociar o retorno do grupo de risco, antes de qualquer anúncio. “Esperamos que nosso acordo seja respeitado”. A reunião da COE discutiu ainda a organização do Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco, que deve acontecer no formato híbrido, no início de junho. Fonte: Contraf-CUT

Direção do BB, Cassi e comitê eleitoral fazem campanha à chapa da situação

Com base em dados divulgados pelo próprio site oficial da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), as Chapas 6 e 77 – Unidos por uma Cassi Solidária -, denunciaram que a entidade apresentou resultado operacional negativo de R$ 124 milhões nos primeiros 11 meses de 2021, mesmo tendo recebido R$ 3,6 bilhões a mais em aportes do banco e dos associados nos últimos 3 anos. Em menos de 48 horas, os candidatos receberam da Comissão Eleitoral um comunicado de advertência para não divulgarem mais as informações. A Comissão ainda vazou a advertência à chapa da situação, formada pelo Grupo Mais, que passou a usá-la no contra-ataque da campanha. Campanha velada Desde que a disputa às Eleições Cassi 2022 começou oficialmente, no dia 11 de fevereiro, o site oficial da Cassi vem disparando uma série de notas em tom de elogio à atual gestão, que também disputa, através do Grupo Mais, a reeleição nos cargos à Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e para metade dos membros do Conselhos Deliberativo e Fiscal. A principal manifestação do apoio aconteceu logo na primeira semana da disputa, quando a entidade divulgou a decisão de reduzir os percentuais de coparticipação para o Plano Associados, cobrança feita pelos funcionários do BB há, pelo menos, dois anos. “Já nesta ocasião, por meio da Contraf-CUT e das entidades que representam os funcionários, nós levantamos as suspeitas de oportunismo praticados pela gestão da Cassi, com uso político da entidade e do seu site oficial em pleno período eleitoral”, lembrou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “E, como eu disse na ocasião, não podemos permitir a mistura institucional com a campanha eleitoral. O uso da máquina para fins particulares fragiliza a democracia e a governança da entidade”, completou. Mas a página oficial da Cassi não parou por aí. Nas semanas seguintes, fez publicações sobre aumento de cobertura, balanço financeiro, telemedicina e atualização do modelo de organização da entidade para “melhorar a eficiência”. “O surpreendente é que, em todas essas áreas, as chapas de oposição, durante a campanha, levantaram problemas que a Cassi precisa resolver. E, logo em seguida, o próprio portal oficial da Cassi, divulgava notas sobre esses mesmos pontos”, observou o coordenador da CEBB. Na outra ponta, o BB tem usado sua própria estrutura de comunicação para escoar as informações elogiosas à atual gestão da Cassi – portanto, à chapa da situação – para as funcionárias e funcionários. “O que estamos vendo é o uso da estrutura oficial da Cassi, do BB e até do próprio Comitê Eleitoral, que deveriam ser isentos nesta campanha, usando os canais de comunicação de maneira explícita ou velada, para os candidatos da situação”, alertou Fukunaga. “Nós já estamos acionando as entidades representativas dos funcionários do BB, aposentados e da ativa, para que fiquem atentos a este esquema. A Cassi é uma conquista dos associados e precisa estar a favor dos interesses de cada um deles. O Banco do Brasil já tem seus indicados na direção da entidade, inclusive o presidente. Não podemos permitir que continue tendo mais poder que, constatado nos últimos anos, aumenta os custos dos associados e afasta a responsabilidade do patrocinador”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT