28ª Conferência aprova pauta de reivindicações para Campanha Nacional Unificada

Reunidos na 28ª Conferência Nacional dos Bancários, mais de 630 delegados e delegadas, além de 140 convidados, representantes da categoria bancária de todas as regiões do país, aprovaram neste domingo (21) a pauta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada.

“Foram recebidas mais de 70 propostas, e a grande maioria foi incorporada à minuta de reivindicações, que será levada às mesas de negociações, nesta Campanha Nacional Unificada, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria”, explicou o assessor jurídico da Contraf-CUT, Jefferson Martins Oliveira.

A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, falou sobre a importância do encontro para a categoria.

“Saímos desta plenária revigorados, mais unidos e dispostos para seguir em frente na luta pela manutenção e avanço em direitos às bancárias e bancários de todo o país. A luta da categoria bancária é a luta de toda a classe trabalhadora. Quando nós avançamos, inspiramos toda a nossa classe a seguir avançando”, afirmou Juvandia.

O Comando Nacional dos Bancários vai entregar a pauta de reivindicações à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), no próximo dia 24 de junho.

Abaixo, a pauta e principais definições da Conferência:

– 5% de aumento real no salário e nas demais verbas, como PLA, VA e VR;
– Fim das metas abusivas;
– Manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional);
– Manutenção dos direitos conquistados;
– Manutenção da mesa única, da CCT pra toda a categoria e dos direitos já conquistados;
– Defesa do emprego bancário;
– Defesa dos bancos públicos;
– Distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, e pelo fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.

Confira os eixos de luta política para o próximo período:

– Por um sistema financeiro mais regulado;
– Importância das eleições de 2026 e de apoio a candidaturas comprometidas com a classe trabalhadora, para a Presidência da República, governos estaduais e do Distrito Federal e, com especial atenção, para Câmara dos Deputados e Senado;
– Organização do movimento: autorregulação e comunicação;
– Segurança tecnológica para os clientes.

Moções aprovadas:

– Em defesa da dignidade, da saúde e pela valorização das trabalhadoras e trabalhadores aposentados e idosos no setor bancário;
– Por uma dupla missão para o Banco Central do Brasil – Estabilidade de preços e proteção de emprego;
– De repúdio às práticas antissindicais, à precarização do trabalho e ao desmonte do atendimento pelo banco Santander;
– Manifesto de solidariedade ao povo bolivariano e à Cuba. Lutar contra o imperialismo.

Resoluções:

– Contra os ataques à democracia e soberania nacional, e pela reeleição do presidente Lula;
– Contra a PEC 65/2023, independência do Banco Central, e que afasta a instituição do controle democrático, priorizando os interesses do setor financeiro em detrimento do desenvolvimento social. A resolução inclui ainda posicionamento contra a porta-giratória no Banco Central e pela redução dos juros bancários.

*Fonte: Contraf-CUT

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