Movimento sindical questiona cobranças do Saúde Caixa

Empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, em diversas regiões do país, têm encaminhado reclamações aos sindicatos sobre cobranças de contribuições ao Saúde Caixa incidentes sobre verbas remuneratórias recebidas em processos judiciais trabalhistas antes de 1º de janeiro de 2026. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, a cobrança contraria o entendimento da entidade sobre o atual Acordo Coletivo de Trabalho. A assessoria jurídica da CEE, que acompanha as negociações com a Caixa, explica que a cláusula 2ª, parágrafo 5º, estabelece que as contribuições pessoal e patronal devem incidir sobre valores pagos a partir da vigência do acordo. Através da CEE/Caixa, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) questionou o banco, pediu esclarecimentos e a regularização dos casos. De acordo com a Contraf-CUT, os empregados, empregadas, aposentados e aposentadas que receberam a cobrança relativa ao período anterior a 2026 devem: • Responder à Caixa contestando a cobrança;• Não autorizar o desconto no Portal Integramais;• Procurar o sindicato de sua base e encaminhar a cobrança e a memória de cálculo;• Aguardar nova orientação da CEE/Caixa e das entidades sindicais. *Fonte: Contraf-CUT

Campanha: terceira rodada de negociações será por igualdade de oportunidades

Nesta quinta-feira (16) acontece a terceira rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A categoria levará à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) reivindicações sobre igualdade de oportunidades de acesso, ascensão e remuneração para mulheres, negros e negras, pessoas LGBTQIA+ e pessoas com deficiência (PCDs). Dados organizados pelo Dieese a pedido do Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários, mostram que de 2020 até abril de 2026, dos 31,1 mil postos de trabalho fechados no setor, 80% são vagas que antes eram ocupadas por mulheres. O documento aponta diferenças significativas de remuneração entre homens e mulheres e grupos raciais na categoria bancária. Em média, as bancárias recebem menos 18,4% que os homens brancos que exercem a mesma função. Para mulheres negras a diferença é ainda maior, sendo a remuneração média 34,2% inferior aos dos colegas homens brancos. Ainda segundo o relatório, as desigualdades se acentuam nos cargos de liderança. Apenas 24% das pessoas negras (homens e mulheres) estão nos cargos de liderança dos bancos. Apesar das mulheres ocuparem cerca de 46% dos cargos de liderança, a remuneração média feminina é 25% inferior à dos homens que ocupam a mesma função. Confira as reivindicações para promoção de igualdade de oportunidades: Promoção da igualdade de oportunidades • Cotas e metas: Admissão mínima de 30% de negros e negras e 1% de pessoas trans (elevando para 2% em quatro anos) nas novas contratações.•             Programa de trainees: Criação de um programa específico para trainees negros, correspondente a 0,5% do quadro funcional, com duração mínima de 6 meses.•             Proteção contra a violência doméstica: Garantia de teletrabalho, desde que solicitado expressamente pela trabalhadora vítima de violência doméstica, e manutenção do vínculo trabalhista por até 6 meses em casos de afastamento necessário.•             Mulheres na tecnologia (TI): Fortalecimento do programa de bolsas de qualificação integrais e reserva de vagas para bancárias na área de TI, combatendo a disparidade de gênero no setor tecnológico.•             Ascensão profissional: Aceleração da contratação de mulheres negras e estabelecimento de metas de gênero para todos os cursos e treinamentos. Combate ao racismo, discriminações e à LGBTfobia •             Direito de interrupção: O bancário vítima de insulto discriminatório pode interromper o atendimento imediatamente sem ser punido por insubordinação.•             Protocolo nacional contra o racismo: Instituição de canais de denúncia sigilosos e fluxos obrigatórios de apuração com transparência e acolhimento qualificado.•             Transparência: Criação de comissões capacitadas para validar a autodeclaração de candidatos negros e garantir a aplicação correta das políticas afirmativas.•             Proteção à família: Proibição de qualquer discriminação contra pais ou responsáveis por pessoas com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento.•             Isonomia para famílias plurais: Extensão de todos os benefícios e vantagens para parceiros em uniões homoafetivas e famílias plurais. Também faz parte da pauta o combate ao endividamento na categoria. O Comando Nacional vai reivindicar que os trabalhadores bancários sejam isentos do pagamento de quaisquer tarifas bancárias e que as taxas de juros para operações com cheque especial, empréstimos e cartão de crédito fiquem limitadas em 0,5% ao mês para a categoria. *Fonte: Contraf-CUT