A pedido do movimento sindical, gestantes terão direito ao Supera no Bradesco

Desde o início do ano estão sendo realizadas reuniões entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e a direção do banco para debater a renovação do programa de Participação nos Resultados (PPR) Supera para 2026. O objetivo é aprimorar regras, ampliar a justiça nos critérios de pagamento e atender demandas apresentadas pelos trabalhadores de todo o país. Segundo o movimento sindical, já foi registrado um avanço importante nas negociações. O banco acatou a reivindicação sindical e confirmou que as gestantes elegíveis vão receber o Supera. Assim, será corrigida uma distorção apontada pela representação dos trabalhadores. O banco vai considerar a produção realizada imediatamente antes da licença maternidade. Nas reuniões, o movimento sindical tem ressaltado pontos como a revisão dos patamares de ROAE exigidos para pagamento do PRB; o aumento dos valores do Programa de Remuneração Bradesco (PRB); a atenção à dissolução de carteiras, que impacta diretamente o atingimento de metas e o pagamento do Supera aos elegíveis; e a consideração da produção das gestantes elegíveis para fins de pagamento do programa. PRB — Programa de Remuneração Bradesco Valor fixo pago aos bancários não elegíveis ao Supera ou aos elegíveis que não atingiram 95% do cumprimento das metas. O pagamento está condicionado ao desempenho do banco medido pelo ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido). Tabela de pagamento do PRB (referência 2025): *Fonte: Contraf-CUT
Banco do Brasil: lucro tem queda de 53,5% no primeiro trimestre do ano

O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil registrou R$ 3,431 bilhões, uma queda de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025. Em comparação ao trimestre anterior, a queda foi de 40,2%. Segundo análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), houve forte queda no desempenho do banco neste início do ano. Para Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o resultado reforça a necessidade de debate sobre a estratégia do banco e seus impactos sobre trabalhadores e clientes. Também houve recuo (9,4 pontos percentuais em 12 meses) no patrimônio líquido (RPSL) ajustado anualizado, que ficou em 7,3%. Segundo o relatório do banco, o desempenho foi impactado pelos seguintes fatores: Em relação ao crédito, houve crescimento na carteira de crédito expandida, que chegou a R$ 1,306 trilhão, com crescimento de 2,2% em 12 meses e 0,7% no trimestre. No agronegócio, as operações vinculadas ao programa BB Regulariza Agro alcançaram R$ 37,9 bilhões, com expansão de 68% no trimestre. As chamadas “perdas esperadas” – antigas provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) – cresceram 46,6% em 12 meses, somando R$ 16,8 bilhões. Em contrapartida, o índice de inadimplência superior a 90 dias chegou a 5,05%, alta de 1,42 ponto percentual em um ano. A base de clientes cresceu em 1 milhão de pessoas e chegou a 83 milhões em março de 2026. Apesar disso, o banco continua reduzindo sua estrutura. No final do trimestre, o BB contava com 84.619 funcionários, depois de fechar 1.498 postos de trabalho em 12 meses (-1,7%); reduzir 587 empregos apenas no trimestre (-0,7%); encerrar 56 agências tradicionais e 113 postos de atendimento em um ano; abrir apenas uma agência digital e especializada. De acordo com o movimento sindical, os dados reforçam a preocupação com o impacto das reestruturações sobre o atendimento à sociedade e as condições de trabalho nas unidades do banco. *Fonte: Contraf-CUT