Violência no trabalho: bancos apresentam devolutivas ao Comando Nacional

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para avaliar a evolução das medidas tomadas pelos bancos em relação às cláusulas de combate a qualquer tipo de violência no ambiente laboral, conquistadas na renovação mais recente da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

As medidas determinavam aos bancos a disponibilidade de canais para denúncias e para o acolhimento humanizado, com garantia de proteção e sigilo às vítimas e aos denunciantes.

Além de campanhas internas e externas de repúdio ao assédio moral, sexual e outras formas de violência no ambiente laboral. E ainda: disponibilizar aos empregados orientações sobre as atitudes que podem ser tomadas diante desses tipos de violência.

“Nesse encontro, acompanhamos a evolução das ações que os bancos estão realizando para colocar em prática as cláusulas de combate a todo o tipo de violência no trabalho. E um dos pontos que levantamos foi a necessidade de saber os tipos de violências e como os bancos resolveram os problemas”, ressaltou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT.

Veja as devolutivas:

Canais de denúncias: a Fenaban destacou que aumentou o percentual de casos resolvidos dentro de 45 dias. Enquanto que, nas denúncias recebidas em 2024, 68,9% foram resolvidas em até 45 dias, no primeiro semestre deste ano 78,3% foram solucionados neste prazo.

SIPAT: o Comando reivindicou garantia de participação de representantes do movimento sindical na Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT). Segundo a Fenaban, 100% das empresas aderiram a essa exigência.

O Comando Nacional reforçou a necessidade de incluir o “assédio por algoritmos”, ou seja, a prática da utilização de sistemas de monitoramento, cobrança e pressão sobre o trabalhador por meio de ferramentas digitais, no debate sobre violência e pressão por metas e resultados.

As duas partes concordaram em fazer uma reunião no dia 1º de dezembro próximo para aprofundar a questão. A reunião terá como tema “Gestão ética da tecnologia”, onde também serão discutidos os limites do uso da Inteligência Artificial (IA) no setor bancário. Também será debatida a substituição dos papéis térmicos a base de bisfenol, usados em impressoras dos bancos.

*Fonte: Contraf-CUT

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