Trabalhadores do ramo financeiro ficam de fora de nova Comissão para Assuntos de Segurança Privada

O governo federal publicou portaria no Diário Oficial da União retomando a Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), que havia sido extinta no governo passado.

A comissão visa o estudo, proposição e aperfeiçoamento de soluções para a segurança bancária, assim como a fiscalização da área. Mas ao contrário da antiga comissão, essa nova versão não terá representantes dos trabalhadores do ramo financeiro. Também ficou de fora a Confederação Nacional de Vigilantes e Prestadores de Serviços (CNTV).

Segundo o secretário de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Elias Jordão, a entidade enviará um ofício, reivindicando sua participação.

“A medida é positiva, mas a bancada dos trabalhadores não está totalmente contemplada. Nós queremos a nossa participação”, afirmou Elias.

Carlos Damarindo, secretário de Cultura da Contraf-CUT, concorda que a retomada da Comissão  seja positiva, mas critica a exclusão dos trabalhadores bancários.

“A representação dos trabalhadores não pode estar em desequilíbrio em relação aos representantes patronais, que têm interesses bem diferentes dos trabalhadores de modo geral”, afirma Damarindo.

Segundo a portaria, a comissão será composta por membros da Polícia Federal e de entidades representativas das empresas de vigilância (Fenavist), de transporte de valores (ANSEGTV e Fenavist), dos bancos (Febraban), dos trabalhadores de vigilância (Contrasp) e da Associação Brasileira de Cursos e Aperfeiçoamento de Vigilantes (ABCFAV).

Elias Jordão e Carlos Damarindo também criticaram a Portaria 18045/23, editada pelo Ministério da Justiça, que desobriga a utilização de portas giratórias nas agências.

“Nós queremos marcar uma audiência com o ministro da Justiça, Flávio Dino, para mostrar a importância da revisão desta portaria, pois coloca em risco os trabalhadores dessas agências”, disse Elias Jordão.
Para Damarindo, a portaria é absurda e aumenta a insegurança de bancários e clientes.

“Com esta medida, o governo compactua com os bancos que já estão retirando equipamentos de segurança, em nome do lucro em detrimento das vidas das pessoas. O movimento sindical seguirá protestando por mais segurança nas agências bancárias, porque o dinheiro do banco tem seguro, mas as vidas das pessoas são únicas e não têm preço”, afirmou Damarindo.

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