Série de reportagens da Contraf-CUT analisa sistema financeiro nacional

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) está publicando uma série de matérias em parceria com a GGN. O tema é Por Dentro do Sistema Financeiro.

A matéria assinada por Ana Gabriela Sales, do Jornal GGN, aborda a questão do crédito e explica que no cenário econômico global, “o crédito deixou de ser apenas uma ferramenta de consumo para se consolidar como pilar de cidadania, estabilidade social e desenvolvimento econômico”.

De acordo com o texto, em países com democracias consolidadas, o acesso a recursos financeiros a custos baixos permite planejamento de longo prazo, investimento em educação, acesso à moradia e estímulo à atividade produtiva.

A matéria faz um paralelo com a situação atual do Brasil, onde “o crédito passou a operar como mecanismo estrutural de transferência regressiva de renda, deslocando recursos da base da pirâmide para o topo do sistema financeiro”.

A base dessa engrenagem, segundo a análise apresentada pela matéria, “é sustentada pelas maiores taxas de juros praticadas no mundo, ancorada na Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e que atualmente está em 15% ao ano – o maior índice dos últimos 20 anos”.

O texto segue falando sobre a transformação do sistema financeiro nacional desde 2019. Segundo o Banco Central, o Brasil conta hoje com cerca de 300 instituições de pagamentos e fintechs autorizadas, incluindo bancos digitais, plataformas de pagamento e big techs financeiras. Empresas como Nubank e Mercado Pago ampliaram o acesso, digitalizaram serviços e disputaram clientes.

Porém, mesmo com a ampliação do número de instituições não houve redução estrutural do custo do crédito.

Também o spread bancário brasileiro está entre os mais altos do mundo, incorporando fatores como inadimplência e custo operacional.

*Fonte: Contraf-CUT

*Foto: Freepik

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