Itaú registra lucro de R$ 12,2 bi no primeiro trimestre, mas mantém fechamento de agências

Com um crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado, o lucro líquido gerencial do Itaú foi de R$ 12,282 bilhões no primeiro trimestre deste ano.

Segundo o relatório financeiro da instituição, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) no Brasil registrou 26,4%, uma alta de 2,7 pontos percentuais em doze meses, deixando clara a alta lucratividade do maior banco privado do país.

O documento explica que o desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento de 4,5% da margem financeira com clientes, resultado do maior volume de crédito e da ampliação da participação de produtos mais rentáveis, com destaque para crédito imobiliário, consignado privado e linhas voltadas a pequenas e médias empresas.

A taxa de inadimplência superior a 90 dias registrou estabilidade, ficando em 1,9%. Mas as despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) aumentaram 8,1% em um ano e 64,2% no trimestre, totalizando R$ 10,164 bilhões.

Resultados positivos e lucros bilionários não impediram o Itaú de manter a política de redução da estrutura física e do quadro de empregados.

No final de março deste ano, o banco estava com 81.659 empregados no Brasil, após o fechamento de 4.620 postos de trabalho em 12 meses, sendo menos 1.034 vagas apenas no trimestre. No mesmo período, foram encerradas 360 agências físicas no país.

Já o número de clientes continuou crescendo, registrando aumento de 1,678 milhão, alcançando 100,9 milhões de clientes.

Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, o avanço da lucratividade não pode ocorrer às custas das condições de trabalho. Para ela, os resultados evidenciam um modelo de gestão que amplia a pressão sobre os trabalhadores.

Para o movimento sindical, o contraste entre resultados bilionários e redução de empregos reforça a necessidade de debate sobre condições de trabalho, saúde mental e valorização dos bancários.

*Fonte: Contraf-CUT

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