Pesquisa analisará incidência de burnout na categoria bancária

Resultados podem ajudar a compreender fatores associados à síndrome, ampliar as possibilidades de diagnósticos e de tratamento, além de apontar para causas da ocorrência entre bancários e bancárias A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) orienta que todos os sindicatos da categoria bancária incentivem suas bases a responderem o questionário de uma pesquisa sobre “Conflitos de valores, alterações de identidade e desgaste emocional em bancários”. O objetivo do psicólogo e pesquisador Rui Carlos Stockinger, da Universidade Católica de Petrópolis (RJ), é melhorar a compreensão de fatores associados à Síndrome de Burnout, ampliando a possibilidade de diagnóstico e de tratamento, além de apontar para as causas da ocorrência e contribuir com propostas de cuidados com a saúde da categoria. No texto de divulgação da pesquisa, Stockinger diz que a Síndrome de Burnout “apresenta crescimento expressivo entre bancários e define-se por sintomas como o esgotamento físico e psicológico, o distanciamento afetivo dos demais, certa insensibilidade ou perda do sentido do eu e baixa realização profissional, caracterizada por sensações e sentimentos de baixas eficácia e autoestima”. “Esta pesquisa investigará a relação entre conflitos de valores pessoais e éticos e alterações de identidade na Síndrome de Burnout em bancários, como por exemplo o distanciamento entre identidade pessoal e profissional, sentimentos de vazio, de perda de contato com as próprias vontades, o automatismo e rigidez no comportamento, sentimentos de incapacidade de refazer a vida fora da instituição bancária e sensações de recusa involuntária à ida ou permanência no ambiente de trabalho”, diz o pesquisador. Para o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles, a Síndrome de Burnout representa atualmente um transtorno de enorme prevalência na atualidade. “Ainda é pouco conhecida e, portanto, sub diagnosticada, mas já se sabe que é geradora de outras morbidades e causa de um número crescente de afastamentos no trabalho com consequências na saúde, nas organizações de trabalho e apresenta crescimento expressivo entre bancários”, disse o dirigente da Contraf-CUT, lembrando que o nível de adoecimento psíquico na categoria é alto decorrente da pressão por resultados praticada pelos bancos. “Esta pesquisa vai nos ajudar a entender melhor essa realidade, auxiliando nossa ação sindical para enfrentar a situação, com propostas de novas formas de gestão e de cuidados com a saúde dos trabalhadores”, completou. Participação do bancário Mauro explica que é essencial que os bancários e as bancárias respondam a pesquisa. “Quanto maior a participação, melhor será a amostra e isso permitirá que tenhamos uma maior compreensão sobre esse fenômeno preocupante que é o adoecimento mental em nossa categoria”, disse. Todos os bancários podem responder a pesquisa e não precisa ter algum sintoma. Mas, para evitar viés com respostas de trabalhadores de outras categorias, o link para acesso ao questionário será enviado aos bancários pelos seus respectivos sindicatos. “É importante destacar que os dados pessoais dos respondentes serão mantidos em sigilo e ficarão em posse apenas do pesquisador, que divulgará os resultados de uma geral, sem qualquer possibilidade de identificação pessoal”, ressaltou o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT. Acesse este link e participe! Fonte: Contraf-CUT
Encontro Nacional de Saúde do BB reforça defesa do SUS

O difícil enfrentamento à pandemia da Covid-19, que tirou a vida de mais de 600 mil pessoas no Brasil, expôs a fragilidade dos sistemas de saúde públicos e privados, revelou as desigualdades entre os planos de saúde e reforçou o debate nacional sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e do investimento em ciência, tecnologia e inovação. Esses foram alguns dos pontos discutidos com profundidade no painel “O SUS na pandemia e os desafios da saúde pública e suplementar pós-pandemia”, do Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado sábado (27). “Este encontro surgiu de um debate muito importante, no Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil, que é a necessidade de discutirmos a saúde do trabalhador, não só os nossos planos de saúde, mas a saúde em si dos trabalhadores, discutir políticas, discutir projetos, discutir enfrentamentos com o próprio governo e com o próprio banco, frente à pandemia que vivemos e frente às consequências do pós-covid”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, durante a abertura do evento. O debate aconteceu entre os médicos sanitaristas Gonzalo Vecina Neto, fundador da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e Lígia Bahia, pesquisadora em saúde pública e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ. Um dos pontos de acordo entre os dois especialistas é o fato de estarmos longe do fim da pandemia: “Sendo muito otimista, poderia dizer que estamos no meio da pandemia. No fim, nem pensar”, disse Gonzalo. “Nós não estamos apenas longe do final, como também estamos numa crise pós-crise econômica, considerando que é recente a crise mundial de 2008. Talvez a gente ainda não tenha distanciamento histórico [suficiente] para entender todas as mudanças que estão ocorrendo neste momento”, ponderou Lígia. SUS e sistema suplementar Para os dois especialistas, não há dúvidas de que a crise sanitária que atingiu o Brasil foi pior por causa de um conjunto de fatores que incluem o desmonte da atenção primária à saúde provocado pelo governo Bolsonaro; a falta de integração entre os sistemas dos Estados e municípios; a drenagem de recursos do setor público para o privado, que também oferece planos de saúde de qualidade duvidosa; além do baixo investimento para a produção de tecnologias próprias na área de saúde. “Temos que revisitar a discussão sobre as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Uma grande parte dessas mais de 600 mil mortes não se deve ao vírus, mas ao tipo de medicina porca que nós praticamos”, criticou Gonzalo. “Em Manaus faltou oxigênio. Aqui no Sul e Sudeste faltou torpedo de oxigênio, porque nós estávamos internando pacientes em UPA, que não foi feita para tratar pacientes que precisam de oxigênio”, destacou. Para a professora Lígia, a terrível marca de mortos no Brasil, em decorrência da Covid-19, comprova que o SUS, do jeito que está “não é bom”. A pesquisadora não é a favor do fim do Sistema Único de Saúde. Muito pelo contrário, ela defendeu que a discussão seja feita com base na realidade para que as manifestações em defesa do SUS sejam, de fato, eficientes, completando: “A ciência também não saiu glorificada dessa pandemia. Esse é outro problema que temos que discutir: a ciência é muito arrogante, o que colaborou para a polarização [nos debates]”. Lígia criticou, principalmente, o grande aporte de recursos públicos para a iniciativa privada enfrentar a pandemia: “Só em 2020, o Ministério da Saúde alocou mais R$ 36 bilhões para a Saúde, entretanto a rede pública não se fortaleceu. Por que isso? Porque se comprou leitos do setor privado, grupos econômicos pegaram parte desse dinheiro”, disse. Na Saúde Suplementar, Lígia denunciou o aumento na desigualdade de tratamento entre os pacientes. “Não temos mais aquela discussão entre ‘quem tem plano e quem não tem plano’. Não! O que temos são diferentes tipos de planos no mercado que disputam recursos entre si, disputam profissionais de saúde”. A professora também expôs uma recente denúncia na Justiça contra a Amil feita por um médico, acusando a operadora de prescrever remédios mais baratos e sem efetividade para o tratamento de câncer dos pacientes de planos de saúde inferiores. O professor Gonzalo ponderou que há espaço para as iniciativas pública e privada atuarem juntas. “Atualmente, 60% da rede hospitalar brasileira é privada. Não é possível funcionar sem esses 60%. Então, essa rede continuará sendo contratada pelo SUS”, completando que há espaço, principalmente, à iniciativa privada nas ações da saúde de alta complexidade. Porém, Gonzalo apontou para a grande diferença entre o custo por paciente entre os dois sistemas: “A assistência médico-suplementar, pelos dados que temos de 2019, gastou R$ 4.000 per capita em um ano, enquanto o SUS gastou R$ 1.200 per capita no ano”. A professora Lígia respondeu que não defende o fim dos planos de saúde, mas sim “uma transição, um movimento que não prejudique ninguém”, e que estabeleça financiamento seguro e progressivo para um sistema de saúde público e universal. Desafio da nova variante Os dois médicos sanitaristas avaliaram com preocupação a descoberta da variante da Covid-19, chamada Ômicron. “Só vamos conseguir atravessar a pandemia se a vacina chegar para as pessoas de todo o mundo”, destacou Gonzalo. Caso as vacinas já em circulação não sejam capazes de criar anticorpos contra a Ômicron, o professor pontuou que a humanidade tem capacidade de produzir novos imunizantes. “Mas lembro que fazer vacina nova não é a mesma coisa que distribuir vacina nova”, explicando em seguida que, caso a variante Ômicron exija nova vacina e o Brasil falhar na continuidade do plano de imunização, “o jogo zera e [a Covid] começará a matar de novo, gerando outros milhares de mortos”. “Quando essa pandemia começou, criamos uma expectativa muito grande, que o mundo se tornaria um lugar mais solidário. Mas, não foi isso que aconteceu”, lamentou Lígia. “Acho que os sindicatos, as centrais sindicais, nós, cidadãos e cidadãs, temos que partir para cima. Não é
Reunião mantém cumprimentos dos protocolos de segurança contra a Covid-19

O Comando Nacional d@s Bancári@s manteve nesta segunda-feira (29) reunião com a Comissão Nacional de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)para tratar da manutenção dos protocolos de segurança contra a Covid-19 e a questão das bancárias e bancários que têm comorbidades. Ficou acertado no encontro que todos os protocolos de segurança continuam a ser cumpridos, pois a pandemia ainda não acabou. A Fenaban ficou de discutir a reivindicação do Comando de revisão de convocações para que esse grupo de risco retorne ao trabalho presencial, feita por alguns bancos. O debate sobre a questão será feito em nova reunião, na semana que vem. Também foi discutida a tentativa do governo Bolsonaro de atacar a conquista dos vales refeição e alimentação, limitando o benefício por decreto. “Quem tem comorbidade, a tendência, em caso de reinfecção, é que se agrave a doença. Não é à toa que elas foram classificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como grupo de risco. É por conta da maior incidência de um maior número de mortes. Tem banco que já convocou o retorno desse grupo, outro que está chamando de volta. Isso sem conversar com a gente. O retorno, quando acontecer, que seja feito com avaliação do médico assistente, que acompanha a pessoa. Queremos preservar vidas. Por isso colocamos a importância de se manter todos os protocolos de segurança, manter o uso de máscara, inclusive para os clientes, manter o distanciamento. Não é hora de se retirar os cuidados. Tem que cumprir os protocolos”, afirmou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Pandemia se agrava com a Ômicron A reunião ocorreu no momento em que uma nova variante do coronavírus foi identificada na semana passada na África do Sul. A nova cepa do coronavírus pode ter uma capacidade ainda maior de contágio do que as variantes anteriormente identificadas. A notícia da nova variante, chamada de Ômicron, aumentou a preocupação das autoridades sanitárias em todo o mundo, principalmente na Europa e na Ásia Central, regiões que já enfrentam uma nova onda de infecções e mortes causadas pela Covid-19. Os países dessas regiões foram responsáveis por cerca de 60% dos novos casos da doença e metade das mortes nas últimas semanas, de acordo com levantamento descrito pela Fiocruz. Técnicos da Fiocruz orientam que seja possibilitada a permanência do trabalho em casa para os grupos de risco. “A OMS fez um alerta na semana passada, de que temos que ter cuidados com a falsa sensação de segurança. Temos que ter cuidado ainda mais com essa nova variante. Alguns bancos estão ensaiando fazer a volta dos que têm comorbidade. Temos que lembrar que, no início da pandemia, o primeiro grupo que foi protegido foi o grupo de risco. Não é de graça. Sabemos que quem tem comorbidade pode ter complicação. Aqui em Porto Alegre, um colega que tinha câncer, era hipertenso e asmático entregou todos os laudos ao banco e, mesmo assim, ele teve que voltar ao presencial. Resultado: pegou covid e está isolado com complicações pulmonares. Quem é o responsável por isso? Não tem logica os bancos deixarem de respeitar os cuidados com o grupo de risco”, criticou Mauro Salles, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT. Outra questão levantada pelos bancos na reunião foi como agir caso, em algumas localidades, prefeitos ou governadores baixem decretos derrubando a obrigatoriedade do uso de máscaras. Juvandia Moreira disse que tais decretos não interferem na obrigatoriedade para bancárias e bancários usarem máscaras. “Eles não podem simplesmente liberar. Que isso seja discutido com a gente em cada caso”, disse a presidenta da Contraf-CUT. Os representantes da Fenaban concordaram em discutir com os sindicatos eventuais decretos que liberem medidas de segurança. Vales refeição e alimentação Outro ponto discutindo na reunião foi o recente decreto do governo Bolsonaro que limita a dedução do Imposto de Renda das empresas na concessão de vales refeição e alimentação. O Decreto pode entrar em vigor a partir do dia 11 de dezembro e estabelece que apenas os valores pagos até um salário mínimo poderão ser descontados da base de cálculo do Imposto de Renda das empresas que oferecem o benefício a seus trabalhadores. Os representantes da Fenaban manifestaram preocupação com o decreto. “É mais uma medida absurda desse governo para acabar com nossos direitos. Vamos brigar para que caia essa proposta. Não é assim que se resolve o problema de tributação do país. Vamos brigar para que saia de pauta, seja revogado”, afirmou Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, também coordenadora do Comando Nacional. Foi destacado na reunião que o decreto de Bolsonaro é ilegal, pois uma mudança na lei só pode ser feita pelo Congresso Nacional. Tanto o Comando Nacional como a Fenaban concordaram em desenvolver esforços para derrubar essa tentativa de Bolsonaro de atacar mais uma conquista dos trabalhadores. Fonte: Contraf-CUT
Fundação Itaú: Participantes do Plano CD vão receber R$ 483,8 milhões

O Conselho Deliberativo da Fundação Itaú-Unibanco aprovou, nesta segunda-feira (29), a distribuição de R$ 483,8 milhões do excedente do Plano CD aos participantes do plano Itaubanco CD. Serão de 60% para participantes e 40% patrocinadora. O valor representa um incremento de 5,6% do saldo aplicado pelo patrocinador em outubro. O crédito já será feito em novembro e visualizado no extrato de dezembro. Também será permitido aos assistidos que já realizaram saque único, efetuar um novo saque de até 25% sobre o valor do excedente de 2021, no mesmo percentual do primeiro realizado. “A novidade é que, em decorrência da crise e dificuldades econômicas pelas quais o país passa, a fundação vai autorizar o saque de 25% referentes aos 5,6% de incremento”, informou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves. A representação dos trabalhadores também colocou em pauta a discussão para que a fundação e a patrocinadora busquem um projeto de subsídio para os aposentados. “É importante pensarmos em possibilidades de empréstimos com taxas reduzidas e convênio médico, que come boa parte da renda dos aposentados”, informou Erika Godoy, que é conselheira deliberativa da Fundação, eleita pelos participantes. Histórico de luta Em 2008, a Contraf-CUT e os conselheiros eleitos iniciaram um processo negocial visando resolver as distorções existentes nos diferentes planos de aposentadoria complementar (PAC) do banco. A negociação foi concluída em 2010, quando foi feito o processo de migração e adesão ao novo plano: Itaubanco CD. Na época as reservas foram proporcionalizadas e individualizadas para todos que fizeram a adesão. Instituiu-se o direito à pensão, inexistente nos planos PAC. Garantiu-se também a contribuição de um valor extra por parte da patrocinadora nas contas individualizadas. Com isso, instituiu-se um benefício mínimo, o que não existia no PAC, visto que em muitos casos o benefício no PAC era zero. Mais de 20 mil trabalhadores fizeram a adesão ao Itaubanco CD e com isso abriu-se a possibilidade de também fazerem contribuições para esse novo plano, incrementando assim suas reservas individuais. Com a individualização das reservas surgiu também a possibilidade do mecanismo de portabilidade, onde o participante, ao desligar-se da empresa, pode optar por levar suas reservas para outro fundo. “Foi uma longa negociação do movimento sindical com a fundação. A primeira distribuição foi em 2016, agora será zerado este saldo com a redistribuição linear do restante deste valor entre os participantes ativos, assistidos, Bpd e auto patrocinados”, explicou o coordenador da COE/Itaú. >>>>> Leia a nota divulgada pela Fundação e o informativo especial. Fonte: Contraf-CUT
Contraf-CUT cobra melhorias no atendimento do Saúde Caixa

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) encaminhou um ofício à Caixa Econômica Federal solicitando informações sobre o atendimento aos beneficiários do Saúde Caixa. A iniciativa foi gerada após entidades sindicais, de diversos locais do país, receberem reclamações de usuários do plano. A falta de atualização da relação da rede de credenciados; o não atendimento, ou a demora demasiada, para atendimento aos usuários pela central; demora no retorno da liberação de procedimentos médicos, que demandam autorização prévia; atraso no pagamento de credenciados, o que impacta no atendimento; e cobranças indevidas, que excedem o teto de coparticipação de R$ 3.600,00 do grupo familiar estão entre as reclamações. “A Caixa, na condição de responsável pela gestão e administração do plano, deve providenciar o adequado atendimento aos usuários”, frisou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que é secretária de Cultura da Contraf-CUT. “É preciso melhorar o atendimento para que sejam evitados processos administrativos e judiciais que podem gerar passivos para o Saúde Caixa”, completou ao lembrar que as reclamações listadas são passíveis de denúncias junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em seu ofício a Contraf-CUT reivindica o atendimento adequado e célere aos usuários do Saúde Caixa; a devolução dos valores cobrados à maior; a regularização do funcionamento da central de atendimento e das liberações de procedimentos médicos e de exames; e informações sobre a quantidade de denúncias na ANS, registradas em 2021, bem como o resultado de tais denúncias/reclamações, se houve aplicações de sanções, quantas e quais foram. Fonte: Contraf-CUT
Direção da Caixa promove gestão do caos

O acordo coletivo da categoria bancária é claro: as medidas que afetem a vida dos empregados devem ser levadas à mesa de negociação, mas a atual direção da Caixa, mais uma vez, desrespeita essa premissa. Desde quinta-feira (25) circulam informações de alterações de normativos internos que extinguiram funções gerenciais da rede de atendimento e levaram à migração de algumas áreas da Vice-Presidência de Rede de Varejo (Vired) para a Vice-Presidência de Negócios de Atacado (Vinat), e a destituição de função de diversos empregados ligados à vice-Presidência de Logística e Operações (Vilop). “É inacreditável o que está acontecendo. É uma política de terrorismo que está sendo feita com os empregados porque nada é claro e cada vez mais os colegas se sentem ameaçados e inseguros. Pode ter um fundo de boato em várias denúncias que recebemos? Pode ser, mas no geral os boatos não acontecem por acaso,” afirmou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Ela informou que a Contraf-CUT encaminhou dois ofícios (confira abaixo a íntegra dos dois documentos) à Caixa solicitando informações e a suspensão de todo e qualquer processo de reestruturação feito sem o necessário diálogo em mesa de negociação, conforme determina o acordo coletivo dos bancários. O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, criticou a falta de transparência que marca a atual direção, o que aumenta a preocupação dos empregados, que já enfrentam agências superlotadas e falta de pessoal para atender à demanda de trabalho. A preocupação aumentou com a notícia de que os superintendentes de rede foram convocados para uma reunião presencial em Brasília na próxima segunda-feira (29), às vésperas de um feriado local do Distrito Federal. “Em nome da moralidade, do respeito aos empregados, exigimos que a direção da Caixa se manifeste sobre essas mudanças, não podemos aceitar tanta insegurança e desrespeito aos empregados”, afirmou. Leia a íntegra dos ofícios: OF 26521 – Solicitacao de Informacoes sobre Eventuais Reorganizacao de Areas.pdfOF 26721 – Solicitacao de Esclarecimentos sobre Reestruturacao na VILOP _1_.pdf Fonte: Fenae
Permanece impasse sobre promoção por mérito na Caixa

O Grupo de Trabalho de Promoção por Mérito da Caixa Econômica Federal voltou a se reuniu nesta sexta-feira (26) para continuar as negociações sobre os critérios a serem adotados para o pagamento dos valores referentes ao Plano de Cargos e Salários (PCS), “deltas” referentes a 2021. O impasse permanece, uma vez que a Caixa insiste em considerar apenas o programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) como parâmetro a ser utilizado para o cálculo. “Queremos que o banco considere questões objetivas, como a frequência, cursos na Universidade Caixa, PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), ações de autodesenvolvimento e, da GDP também sejam usados apenas os critérios objetivos”, disse o coordenador da representação dos empregados no GT, João Paulo Pierozan. “Usar apenas a GDP, ainda mais com a nova ‘curva forçada’, é inaceitável, uma vez que é um sistema que foi implementado sem qualquer negociação com os trabalhadores, nem com suas representações e, de cara, taxa 5% dos funcionários como ‘não atende’, mesmo que eles tenham cumprido todos os requisitos exigidos para terem um desempenho satisfatório”, completou. Pela proposta apresentada pelo banco, apenas empregados com ‘desempenho superior’ e ‘desempenho excelente’ receberiam delta, que somam 62% dos empregados (57% receberia um delta e 5% dois deltas). Neste momento (base outubro/2021), estes 5% estão enquadrados como desempenho excelente na GDP, mas isso pode mudar até o final do ano. Durante a reunião, a representação dos trabalhadores reafirmou a reivindicação para que fosse distribuído um delta para todos os empregados de forma linear, mas se manteve aberta à negociação desde que os representantes da Caixa apresentassem outras propostas que ampliassem o número de empregados contemplados e considerassem critérios objetivos além da GDP para o cálculo. Continuidade das negociações Ambas as partes farão conversas internas para se chagar a uma proposta de consenso e voltam a negociar na próxima quarta-feira (1º/12), às 15h. Fonte: Contraf-CUT
‘Sextou’ dos bancários está em risco

A apresentação do relatório do deputado Fabio Ramalho (MDB/MG) na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, indicando a aprovação do Projeto de Lei 1043/2019, que autoriza a abertura de agências e o trabalho bancário aos sábados e domingos, está agendada para a próxima quinta-feira (2/12). O autor do projeto é o deputado David Soares (DEM/SP), filho do pastor R.R. Soares. “Precisamos mostrar nossa indignação contra mais esse ataque aos trabalhadores da categoria e, nas bases destes deputados, fazermos um trabalho intenso junto aos bancários e bancárias para mostrarmos quem é que apresenta propostas que os prejudicam”, disse o secretário de Relações do Trabalho da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Jeferson Meira, o Jefão, ressaltando que a Contraf-CUT e os sindicatos e federações que fazem parte do Comando Nacional dos Bancários já vem fazendo um trabalho de mobilização e desconstrução de mais esse ataque à jornada de trabalho da categoria. Para Jefão, o projeto vai sobrecarregar ainda mais bancários e bancárias que já estão adoecendo devido à pressão e o assédio moral da cobrança de metas. “Se um projeto como este for aprovado, a pressão pelo cumprimento de metas aumentará ainda mais e trará um grande prejuízo à categoria”, ressaltou, acrescentando estes parlamentares desconhecem totalmente o trabalho da categoria bancária, que nunca parou de trabalhar durante a pandemia se expondo às mais diversas situações de risco. “O que deveriam fazer era uma moção de agradecimento aos bancários e bancárias”, disse. Mostre sua indignação O dirigente da Contraf-CUT conclama toda a categoria acessar o site da Câmara dos Deputados e mostrar sua discordância com o projeto. “Basta acessar o link, se cadastrar e clicar em ‘discordo totalmente’. Mas, também é possível mandar e-mails e ligarem para o relator do projeto mostrando a sua insatisfação”, disse. Ataque contínuo A possibilidade de abertura das agências bancárias aos sábados e domingos já foi aventada diversas vezes no Congresso, tanto por meio de projetos de lei, como o PLS 203/2017, quanto por medidas provisórias (MP 881/2019 e MP 905/2019) encaminhadas pelo governo Bolsonaro e foi derrubada graças à pressão dos trabalhadores e seus representantes sindicais. Para a presidenta Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que também é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, a proposta visa atender interesses do mercado financeiro. “É coisa deste governo, que governa só para os ricos. Hoje, os bancos já obtêm lucros astronômicos com cobrança de metas absurdas dos bancários. Eles querem realizar essa mesma prática aos sábados e domingos para aumentar ainda mais seus lucros, sem pensar na saúde e nas condições de trabalho da categoria”, disse. Acordos O principal argumento de quem defende a abertura dos bancos aos finais de semana é a necessidade de eventos que necessitem de serviços bancários nestes dias. Mas, a presidenta da Contraf-CUT lembrou, que para casos específicos, como a abertura durante eventos aos finais de semana e para o funcionamento de centrais de teleatendimento, já existem acordos específicos negociados com as entidades de representação dos trabalhadores e que, por isso, não há necessidade de alteração na lei. Histórico O PL 1043 tramita desde 2019, mas foi engavetado até este ano após intervenção da Contraf-CUT junto ao antigo relator, o deputado João Carlos Bacelar (PL/BA). Como ele não pertence mais à CDC, o deputado Fábio Ramalho foi designado como novo relator. “Fábio Ramalho já havia apresentado um relatório contrário, que foi devolvido para adequações, mas, de forma surpreendente, mudou de posição e fez um relatório pela aprovação, que também foi devolvido, e agora, em forma de substitutivo, deu parecer favorável novamente para que as agências sejam abertas aos sábados e domingos colocando em xeque o descanso semanal dos bancários e bancárias”, explicou Jefão. Fonte: Contraf-CUT
Atuação da Cassi na pandemia será um dos temas do 2º Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários

Dores e fraqueza muscular, agravamento de doenças preexistentes, perda duradoura de paladar e olfato, fibrose nos pulmões e rins, além de distúrbios do sono e falta de ar. Essas são algumas das sequelas de pacientes que sobreviveram à Covid-19 e que precisam ser tratadas pelos sistemas de saúde, incluindo, obviamente, os de saúde suplementar, como a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). O balanço da atuação da Cassi e sua responsabilidade para com os pacientes que ficaram com sequelas da Covid-19 será o tema da terceira e última mesa do 2º Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do BB, que acontece neste sábado (27), das 9h às 13h, transmitido pelos canais do Youtube e Facebook da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O painel contará com a participação de Claudio Said, ex-gerente executivo da Cassi, e de William Mendes, ex-diretor eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi. Eles conversaram com a comunicação da Contraf-CUT sobre o tema. Principais trechos da entrevista Contraf-CUT: Qual o balanço os senhores fazem dos erros e acertos da Cassi durante a pandemia?Claudio Said: A Cassi demorou a entender a amplitude dos impactos trazidos pela pandemia. Demorou a reagir e, ao fazê-lo, limitou-se a acionar o serviço de telemedicina, seguindo a necessidade do momento, pois no auge do distanciamento social essa era a única forma de atender. A telemedicina é uma ferramenta de acesso aos serviços, mas sua eficácia para a gestão de saúde só acontecerá se ela estiver integrada às estratégias de atenção da Cassi, em particular à Estratégia de Saúde da Família. Em resumo, acertou ao disponibilizar o serviço, mas ele não está integrado aos programas de promoção da saúde e prevenção de doenças, o que é um erro estratégico gigantesco. Há tempo para correções, mas precisa ser agora! William Mendes: Uma das vantagens que a Cassi teve no enfrentamento à pandemia é o arcabouço de informações dos associados, que foi construído ao longo de décadas, graças ao modelo de saúde definido em 1996 e que implementou o modelo de saúde preventivo, onde você prioriza a prevenção de acidentes, o incentivo à promoção da saúde, monitoramento de pessoas com doenças crônicas. Esse modelo também incluía o programa Estratégia de Saúde da Família. O balanço negativo é que a atual gestão vem, desde antes da pandemia, desmontando esse sistema. Nós tínhamos um modelo próprio de equipes nucleares de família, espalhadas pelas capitais e mais algumas regiões metropolitanas e interioranas. E essa estrutura era barata. A Cassi tem a menor despesa administrativa do mercado de saúde, fazendo saúde, o que não é qualquer coisa. As despesas assistenciais da Cassi eram cerca de 6% da sua receita, com uma equipe de quase 2 mil profissionais de saúde, envolvendo equipes de família, nutricionistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, diversas áreas de atenção primária e da saúde, e isso tudo está sendo desfeito pela direção atual da Cassi. Ainda dentro do desmonte do sistema de monitoramento das pessoas com doenças crônicas, antes, essa população recebia periodicamente, em casa, todos os medicamentos que precisavam para dar continuidade a seus tratamentos. Quando entra a pandemia e tivemos, em todo o país, uma crise séria de medicamentos de uso contínuo, essas pessoas foram seriamente afetadas. Outro ponto é a telemedicina. Essa é uma ferramenta implementada em todo o mundo. Na pandemia houve, é claro que por conta da necessidade de distanciamento, um aumento do uso dessa ferramenta. Então, claro que é positivo a Cassi ter a telemedicina. Acontece que a atual diretoria fez a implantação desse serviço em detrimento da sua própria estrutura. Ela desmontou a estrutura que tinha antes, com um corpo próprio de profissionais, para contratar uma empresa de telemedicina de fora, que não tem os dados dos participantes como nós temos na Cassi. Contraf-CUT: Como a Cassi tem se posicionado sobre a oferta de atendimento para o grupo de pacientes que ficaram com sequelas da Covid-19?Claudio Said: Lamentavelmente, não vejo um posicionamento efetivo para lidar com essa realidade. A essa altura da pandemia, o histórico de informações já é suficiente para mapear as sequelas mais recorrentes e desenvolver programas específicos de prevenção e tratamento. Muito pouco está sendo feito para cuidar do ser humano atingido pela doença. É urgente que a Cassi mobilize suas equipes técnicas e construa alternativas de cuidados para a população atingida. Disponibilizar acesso à telemedicina não basta! Acesso aos serviços é premissa de um sistema de saúde, não é a sua finalidade. William Mendes: Segundo levantamento da Contraf-CUT, cerca de 13 mil assistidos hoje não usam mais o sistema de medicamentos da Cassi, o chamado PAF – programa de assistência farmacêutica. Isso prejudicou essas milhares de pessoas. Elas estão sendo assistidas hoje? Não sabemos, porque a direção atual desmontou o sistema de assistência farmacêutica, fundamental para as pessoas com doenças crônicas. Como a Cassi vai atender agora os novos crônicos de Covid? Todo esse movimento que entregou a telemedicina para uma empresa terceirizada, o fim do monitoramento periódico dos pacientes crônicos e da Estratégia de Saúde da Família está fazendo a Cassi perder o essencial necessário para cuidar dos pacientes crônicos, tanto os que já eram crônicos antes da Covid-19, quanto os novos crônicos da Covid-19, uma geração que, talvez, irá demandar atenção do sistema de saúde para o resto de suas vidas. Contraf-CUT: Como avaliam a atuação da direção da Cassi para garantir o atendimento adequado dos trabalhadores que precisaram usar o sistema de saúde?Claudio Said: A palavra mais ajustada a essa pergunta é omissão. Eu não gostaria de estar falando isso, mas alguém viu alguma ação estratégica e diferenciada das diretorias eleitas para garantir o atendimento? Só a telemedicina, a qual não resolve os casos mais graves. Só não tivemos maiores problemas com a ocupação de leitos hospitalares porque as Unidades Estaduais da Cassi agiram por conta própria na gestão local da oferta de leitos. Mas, se tivesse ocorrido um esgotamento severo da oferta de leitos de UTI, o sistema Cassi não suportaria a demanda, apesar dos esforços regionais, porque
2º Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do BB discute efeitos da pandemia sobre as trabalhadoras e trabalhadores

Fórum irá abordar as ‘sequelas’ trabalhistas no pós-pandemia e como reverter as ações do governo que impactaram negativamente na segurança econômica de trabalhadores O impacto social da pandemia sobre a classe trabalhadora é tema da mesa 2 do 2º Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do Banco do Brasil, que acontece neste sábado (27), das 9h às 13h, transmitido pelos canais do YouTube e Facebook da TV-Contraf. O debate será sobre as ameaças aos direitos trabalhistas, aprofundadas por decisões do governo Bolsonaro na pandemia. Também será debatido o aumento da violência doméstica no período e a capacidade dos sistemas públicos de Saúde para acolher e tratar as vítimas desse crime. Participam da Mesa 2 Phamela Godoy, coordenadora do projeto ‘Basta! Não iremos nos calar’, que capacita entidades sindicais a prestarem assistência jurídica gratuita a mulheres em situação de violência; e Lúcia Porto Noronha, sócia da Crivelli Advogados e assessora jurídica no Comando Nacional dos Bancários. O impacto da crise no direito trabalhista Em entrevista para o portal Contraf-CUT, a advogada Lúcia Noronha pontuou: “Foram vários os efeitos da pandemia nas relações de trabalho. Ao mesmo tempo que acarretou efeito econômico, também trouxe consequências nas relações de trabalho. O governo brasileiro, sob o pretexto de tentar combater a pandemia, editou normas que rebaixaram ainda mais os direitos dos trabalhadores. Muitos empregadores, inclusive bancos, demitiram trabalhadores em plena pandemia”. Lúcia criticou, principalmente, a Medida Provisória (MP) nº1045/21, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, conhecida como ‘minirreforma trabalhista’. A medida ficou em vigência de abril a setembro. Ela chegou a ser aprovada na Câmera, em agosto, mas foi derrubada no mês seguinte pelo Senado. A MP autorizava a suspensão temporária do contrato de trabalho e a redução proporcional da jornada e do salário, além disso, eliminava o direito a férias, 13º e FGTS. Mais recentemente, em 11 de novembro, Bolsonaro usou outra uma vez sua caneta para assinar uma medida que elimina mais de 1.000 decretos, portarias e instruções normativas trabalhistas, resumidas em apenas 15 dispositivos. “Ao mesmo tempo em que os trabalhadores eram e são demitidos, as metas continuam aumentando. São frequentes os relatos de trabalhadores sobrecarregados”, contou Lúcia. “O ministro [da Economia] Paulo Guedes falou, dia 24 de novembro, que os servidores deram uma contribuição importante por terem ficado sem reajuste salarial durante a pandemia. As medidas deveriam ser outras, considerando dois aspectos: a proteção dos trabalhadores contra o contágio da Covid-19; e ações políticas com o objetivo de fomentar o aumento de emprego e renda, promover demanda de mão de obra”, destacou a advogada. “A mobilização dos trabalhadores é fundamental para impedir a evolução dos desmontes”, concluiu. A pandemia da violência doméstica A coordenadora do projeto ‘Basta! Não iremos nos calar’, Phamela Godoy, também falou sobre outro tema que será destaque na Mesa 2, do 2º Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do BB: o combate à pandemia da violência doméstica. “A gente passa por um processo de pandemia da Covid-19. Mas, segundo a ONU, a violência doméstica no mundo também é uma pandemia. Então, estamos passando por uma pandemia dentro da outra”, destacou Phamela, completando que a junção dessas duas pandemias prejudica mais ainda mulheres a saírem de relacionamentos abusivos. “E, tudo isso, somado às políticas desastrosas do governo federal, que colocaram milhões de pessoas em situação de miséria, que retiraram milhões de empregos e que atuam fortemente para desmontar o SUS”. Phamela explicou que muitas mulheres que sofrem violência doméstica têm dificuldades de abandonar o parceiro, autor das agressões, por dependência financeira. Logo, além de obrigar as mulheres a ficarem mais tempo em casa com seus agressores, todos os desdobramentos sociais e políticos da pandemia acabaram reduzindo a possibilidade de independência financeira de mulheres vítimas da violência doméstica. “É extremamente importante discutirmos a violência doméstica no âmbito da saúde pública, porque ela, além de afetar a saúde física, quando há uma violência sexual ou uma violência física, também afeta a saúde psicológica, a saúde mental que a gente tem tanta dificuldade de discutir no Brasil”, ponderou. O canal de apoio “Basta! Não irão nos calar” nasceu primeiro no Sindicato dos Bancários de São Paulo, antes da pandemia, em dezembro de 2019. Com o aumento de casos de violência doméstica, em decorrência da pandemia, em agosto de 2021, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) ampliou o projeto, para auxiliar todos os sindicatos parceiros a criarem seus próprios canais. As mulheres que procuram o “Basta!” recebem assessoria jurídica, que inclui desde a orientação para procurar os canais de serviços públicos, até o auxílio para manter o patrimônio e a guarda dos filhos. Segundo dados do governo, a violência contra a mulher cresceu 20% no Brasil durante a pandemia. Já uma pesquisa realizada pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) aponta que, durante a pandemia, 13,4 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência íntima no Brasil, o que significa 25 brasileiras a cada minuto sofrendo violência doméstica. Fonte: Contraf-CUT