Itaú comunica novo programa de remuneração “Decola”

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com a direção, na tarde de quinta-feira (30), para conhecer o novo programa de remuneração, Decola. Segundo representantes do banco, o programa visa trazer maior equilíbrio entre o peso coletivo, o individual e a satisfação dos clientes. Jair Alves, coordenador da COE Itaú, lamenta que o programa tenha começado a vigorar já nesta sexta-feira (1), deixando muitos trabalhadores com dúvidas com relação aos procedimentos e a contratação das metas. “Queremos entender o programa para que possamos acompanhar os trabalhadores no dia a dia e o que irá impactar na renumeração. Já no primeiro dia recebemos uma série de questionamento de trabalhadores em todo o país”. Depois de cobrança da COE, o banco se comprometeu a fazer reuniões em todas a regionais para sanar as dúvidas dos trabalhadores com relação ao novo programa. Outra conquista foi a criação de um grupo de trabalho para discutir e entender o antigo programa de remuneração, o GERA, ponto a ponto. “A ideia é que no futuro possamos construir um acordo coletivo de trabalho justo que comtemple todos os trabalhadores”, completou o coordenador.

Comando da Caixa sabia de assédio e acobertou casos até com promoções, dizem ex-dirigentes

O comando da Caixa Econômica Federal sabia dos casos de assédio do atual presidente, Pedro Guimarães, e acobertou as denúncias, inclusive com promoções, relataram três ex-integrantes dos conselhos de Administração e Fiscal da instituição. Os primeiros casos chegaram aos canais de denúncia do banco ainda em 2019, quando Pedro Guimarães assumiu a presidência. Segundo os relatos, mulheres vítimas do assédio de Guimarães que aceitavam não levar adiante as denúncias foram transferidas, receberam cargos em outras instituições públicas ou ficavam temporadas no exterior, em cursos. Já quem ajudava Guimarães a acobertar os casos chegou a receber promoção. Outros executivos da instituição deixaram o banco porque não aguentaram o ambiente de assédio, que também era moral. Um ex-dirigente conta que, em reuniões do conselho e da diretoria, Guimarães gritava com auxiliares e xingava subordinados, inclusive com palavrões. As áreas de “compliance” e a ouvidoria eram pressionados pelo próprio presidente do banco, segundo outro relato. “É preciso uma ampla investigação na instituição, porque diversos casos eram de conhecimento da cúpula da casa”, afirmou ao blog um ex-conselheiro. Um caso que deve entrar também na mira do Ministério Público é o de um segurança que trabalhava na garagem da instituição e que acabou demitido depois de flagrar a conduta impropria de Guimarães em relação a uma assessora dentro de um carro. Além de pressionar subordinados com demissão, Guimarães usava a proximidade com o presidente Jair Bolsonaro para garantir o silêncio dentro do banco, segundo os relatos. “A publicidade deste caso se deve à corajosa atitude de mulheres que denunciaram o assédio sofrido. A instituição falhou miseravelmente em coibir atitudes improprias e fazer valer regras básicas de governança”, afirmou um dos ex-dirigentes. Fonte: G1

Funcionários são contra retirada de vigilância das novas agências do BB

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) é veementemente contrária a retirada da vigilância armada e dos equipamentos de detecção de metais nas lojas do BB, novo modelo de agências, anunciado esta semana pelo banco. “A alegação do banco é que não tem numerário. Porém, o problema não é só a questão do numerário, mas sim a segurança física das pessoas. Não ter um segurança é a mesma coisa de deixar o espaço livre para ocorrer brigas, sem que ninguém possa separar, ou para clientes ameaçarem os funcionários ou até mesmo para roubos comuns, como de celulares e pertences pessoais”, salientou João Fukunaga, coordenador da CEBB. Para ele, o banco está colocando em perigo não só os funcionários, mas também os clientes. “Qualquer ocorrência é de responsabilidade do banco, desde furtos menores, até alguma desgraça maior que possa acontecer”, completou. A Comissão cobra do banco a abertura de negociação sobre o tema. “Outros bancos têm lojas semelhantes e todas contam, ao menos, com o segurança executivo. O que o BB está fazendo, é economizar custo. Tira a segurança, diminui o custo e aumenta o lucro”, lamentou Fukunaga.

Braço direito de Paulo Guedes é a nova presidente da CAIXA

A secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, foi nomeada nesta quarta-feira (29) pelo presidente da República como nova presidente da Caixa Econômica Federal, em substituição a Pedro Guimarães, que pediu demissão após denúncias de assédio sexual. A exoneração de Guimarães e a nomeação de Daniella Marques foram publicadas no final da tarde em edição extra do “Diário Oficial da União”. A economista Daniella Marques está no governo Bolsonaro desde o início. É uma das assessoras de maior confiança do ministro Paulo Guedes, da Economia. Da equipe original de Guedes, grande parte já deixou o governo. As denúncias contra Guimarães embasaram uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre a conduta do presidente da Caixa. Desde esta terça (28), sob a condição de anonimato, se tornaram públicos relatos de funcionárias contando ações de Guimarães contra elas. Elas contam, por exemplo, que o agora ex-presidente da Caixa as chamava para o quarto dele em hotéis durante viagens oficiais, pedindo remédios ou carregador de celular. Quando elas chegava, ele as recebia com trajes inadequados. As funcionárias relatam também abraços forçados, em que ele passava a mão por partes íntimas delas. Leia também: Pedro Guimarães, acusado de assédio sexual, pede demissão da presidência da CAIXA Fonte: G1

Pedro Guimarães, acusado de assédio sexual, pede demissão da presidência da CAIXA

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, entregou seu pedido de demissão na tarde desta quarta-feira (29) ao presidente da república, Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada depois que várias empregadas do banco o acusaram de assédio sexual. Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, a saída de Pedro Guimarães da presidência da Caixa não é suficiente. “É preciso que seja contratada consultoria independente para apurar, inclusive, se houve conivência da alta direção, pois, se houve denúncias em órgãos internos, também é preciso saber porque as mesmas não foram encaminhadas”, disse. “Além disso, assédio sexual é crime previsto no Código Penal. Se as acusações forem comprovadas, é preciso que haja a devida punição, conforme define a Lei”, completou Juvandia. Entenda o caso Pedro Guimarães foi acusado de assédio sexual por várias empregadas da Caixa, informação divulgada na terça-feira (28), pelo site Metrópoles. Em poucos minutos a notícia ganhou repercussão nacional, em especial na Câmara dos Deputados, onde vários parlamentares pediram em plenário a demissão do executivo. Segundo a reportagem, no fim do ano passado, um grupo de empregadas ligadas ao gabinete da presidência da Caixa, romperam o silêncio com uma denúncia, ao Ministério Público Federal (MPF), do assédio sexual que vinham sofrendo. Desde então, o MPF toca as investigações em sigilo. Cinco das vítimas falaram à reportagem citada sob anonimato. Nos testemunhos, elas contam que foram abusadas com toques em partes íntimas sem consentimento, falas e abordagens inconvenientes e convites desrespeitosos, por parte do presidente da entidade. A maior parte dos relatos está ligada a atividades do programa Caixa Mais Brasil, realizadas em todo o país. Pelo programa, desde 2019, já ocorreram mais de 140 viagens, em que estavam Pedro Guimarães e equipe. Nesses eventos profissionais, todos ficam no mesmo hotel, onde ocorria o assédio. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, disse que “o presidente da Caixa deve ser afastado imediatamente para não interferir nas investigações e para preservar a integridade das vítimas”. Juvandia demonstrou grande preocupação com as empregadas da Caixa que fizeram a denúncia. “As denunciantes precisam de proteção institucional irrestrita e imediata; desde já, toda a estrutura sindical do país se coloca à disposição delas”, disse. Leia também>>>>> Leia o pedido de demissão

Veja a Nota Oficial de bancárias sobre as denúncias de assédio sexual contra o presidente da CAIXA

Nós, bancárias de todo o Brasil, manifestamos nossa indignação pelos atos de assédio sexual praticados por Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, ganharam repercussão na noite de desta terça-feira, 28/06/2022, divulgados por diversos canais de comunicação, contendo trechos dos depoimentos das trabalhadoras assediadas. Exigimos seu afastamento imediato, acolhimento e preservação das vítimas. Ressaltamos que, para que a apuração não seja contaminada e parcial, é imprescindível que Pedro Guimarães seja imediatamente afastado do cargo e seu contato com vítimas e testemunhas seja proibido. Exigimos ainda que seja contratada consultoria independente para que seja apurado se houve conivência da alta direção e se verifique se houve denúncias em órgãos internos e, se houve, o motivo pelo qual as mesas não foram encaminhadas. Lembramos ainda que as condutas narradas constituem crime de assédio sexual previsto no Código Penal. Por isso, exigimos que os casos sejam investigados com seriedade pelos órgãos responsáveis e, se comprovados, que haja a devida punição, conforme define a Lei. Além disso, ressaltamos que a categoria bancária conseguiu incluir na sua Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), em 2020, uma cláusula que estabelece a criação, pelos bancos, de canais de atendimento com procedimentos estabelecidos para casos de violência doméstica. As entidades de representação dos trabalhadores também estão criando seus próprios que podem contribuir para o acolhimento e proteção das vítimas também nos casos de assédio moral e sexual no trabalho. Todas as nossas entidades sindicais se colocam à disposição das empregadas da Caixa e dos demais bancos para todo apoio necessário, tanto no que se refere ao incentivo a novas denúncias, como para o apoio psicológico e de garantias trabalhistas. Reiteramos nossa luta por ambientes de trabalho saudáveis e seguros, pelo fim da violência contra a mulher e a devida punição para aqueles que violam a integridade física, sexual e moral das mulheres. Basta! Não irão nos calar! Mexeu com uma mexeu com todas! Juvandia MoreiraPresidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) Fernanda LopesSecretária da Mulher da Contraf-CUT Chay CandidaSecretária da Mulher da Fetrafi-NE Clarice WeisheimerSecretária da Mulher da Fetec-PR Cristiana GarbinattoSecretária da Mulher da Fetrafi-RS Elis ReginaSecretária da Mulher da Fetec-CN Elisa FerreiraSecretária da Mulher da Feeb-SP/MS Katia BrancoSecretária da Mulher da Federa-RJ Lara LuciaSecretária da Mulher da Fetrafi-MG Maria de Lourdes Alves da SilvaSecretária da Mulher da Fetec-SP NancySecretária das Mulheres da Feeb-BA/SE Vivian Brum Teixeira*Secretária da Mulher da Fetrafi-SC Cláudia Garcia de CarvalhoSecretária da Mulher da Fetraf-RJ/ES

Funcionárias denunciam presidente da Caixa por assédio sexual, diz site

Funcionárias denunciaram o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, por assédio sexual, segundo o site “Metrópoles”, que registrou depoimentos em vídeos que preservam as identidades das vítimas. De acordo com a reportagem publicada nesta terça-feira, o caso está sendo investigado, sob sigilo, pelo Ministério Público Federal (MPF). Procurada, a Caixa não se pronunciou. O MPF do Distrito Federal afirmou que não fornece informações sobre procedimentos sigilosos. De acordo com o “Metrópoles”, há diversas acusações contra Guimarães, um dos integrantes do governo mais próximos do presidente Jair Bolsonaro. Os relatos descrevem situações em que o executivo age de forma inapropriada diante de funcionárias do banco estatal, com toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio. Os relatos destes supostos abusos ocorreram, na maior parte das vezes, em viagens de trabalho da Caixa pelo Brasil. Os vídeos publicados pelo Metrópoles destacam relatos de vítimas que, dizem sob a condição de anonimato, terem sido convidadas por Guimarães para irem à sauna ou piscina durante viagens a trabalho do banco. Em um dos depoimentos ao site, uma das funcionárias que integrava comitiva de Guimarães em uma viagem pelo país diz ter sido convidada para ir à piscina do hotel onde estavam hospedados. No local, ela e outra empregada do banco convidada teriam assistido ao presidente nadar na piscina. Na ocasião, ouviram de um dos auxiliares de Guimarães: “E se o presidente quiser transar com você?” Em outro episódio, Pedro Guimarães teria sugerido que em uma das viagens seguintes, para Porto Seguro, deveria ser feito um “carnaval fora de época”. A declaração aconteceu durante um jantar após ele participar de eventos do programa Caixa Mais Brasil em uma determinada cidade. “Ninguém vai ser de ninguém. E vai ser com todo mundo nu”, teria dito o presidente da Caixa, segundo o relato de uma testemunha divulgado pelo Metrópoles. ‘Vou te rasgar’ As declarações do presidente foram confirmadas pelo “Metrópoles” com outros integrantes da comitiva presentes no jantar. Uma funcionária contou ao site que o Guimarães teria se virado para ela e feito uma afirmação agressiva: “Ele me falou: ‘Vou te rasgar. Vai sangrar’”. As denúncias divulgadas pelo Metrópoles também apontam que Guimarães “pegava” na cintura ou no pescoço de funcionárias sem consentimento. Segundo o site, o presidente da Caixa chegava a pedir com frequência que suas auxiliares levassem em seu quarto de hotel objetos que ele “precisava”, como carregadores de celular ou algum documento. Ao menos uma vez, atendeu a uma delas de cueca. Em outra, teria pedido para a mulher tomar um banho e voltar ao seu quarto para “tratarem de sua carreira”. Em nota enviada ao Metrópoles, a Caixa disse que “não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo”. “A Caixa esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio. O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de ‘qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça’. A Caixa possui, ainda, canal de denúncias, por meio do qual são apuradas quaisquer supostas irregularidades atribuídas à conduta de qualquer empregado, independente da função hierárquica, que garante o anonimato, o sigilo e o correto processamento das denúncias. Ademais, todo empregado do banco participa da ação educacional sobre Ética e Conduta na Caixa, da reunião anual sobre Código de Ética na sua Unidade, bem como deve assinar o Termo de Ciência de Ética, por meio dos canais internos. A Caixa possui, ainda, a cartilha ‘Promovendo um Ambiente de Trabalho Saudável’, que visa contribuir para a prevenção do assédio de forma ampla, com conteúdo informativo sobre esse tipo de prática, auxiliando na conscientização, reflexão, prevenção e promoção de um ambiente de trabalho saudável”, afirma o banco. Fonte: O Globo

Segunda rodada de negociações discute mais contratações, fim das demissões e da precarização

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu na manhã desta segunda-feira (27) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na segunda reunião de negociação da Campanha Nacional 2022 da categoria após a entrega da minuta de reivindicações. “Nessa negociação cobramos a garantia dos empregos, o fim da terceirização, que se amplia no setor bancário, a preparação dos trabalhadores para as mudanças tecnológicas e a redução da jornada de trabalho para quatro dias”, informou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. Desde 2013 houve uma redução de 77 mil postos de trabalho na categoria bancária, como consequência, entre outras coisas, da introdução de novas tecnologias, fechamento das agências bancárias e mudança das exigências no perfil do trabalhadores e das agências. Os bancos alegam que as mudanças ocorreram em função do aumento da concorrência, mas entre 2013 e 2021, mesmo com o surgimento de novos concorrentes, os bancos não perderam participação de mercado, ao contrário, houve aumento de 86% para 87% na participação nas operações de crédito. As instituições não bancárias de crédito (onde estão algumas fintechs) saíram de 0,7% para 0,9% de participação, ou seja, um aumento irrelevante. Mesmo as cooperativas com todo crescimento que tiveram saíram de 2% de participação no crédito para 6%. Lucros exorbitantes Juvandia ressaltou que os bancos dobram seu patrimônio a cada cinco anos. “Não podemos aceitar que eles demitam e colaborem para o aumento da miséria no país, que já chega a 33 milhões de pessoas”, completou. Nos últimos 10 anos, o lucro dos bancos cresceu 15% acima da inflação. Em 2021, os cinco maiores bancos do país (Caixa, BB, Itaú, Bradesco e Santander) lucraram R$ 107,7 bilhões, 34,1% maior do que no ano anterior. No primeiro trimestre de 2022, o montante somou R$ 27,6 bilhões, 17,5% maior do que no mesmo período do ano passado. “Com crise ou sem crise os bancos sempre estiveram muito bem. A sociedade se sente subtraída e quer sua parte. Os trabalhadores bancários também querem a sua parte”, disse a representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb-SP/MS), Ana Stela. Pioneirismo da categoria Ao levantar o tema da redução da jornada de trabalho para quatro dias na semana, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, outra coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, lembrou pioneirismo da categoria. “Nós, do movimento sindical bancário, somos pioneiros em vários pontos na sociedade. Novamente queremos inovar e colocar no debate a apropriação pelos trabalhadores dos benefícios trazidos pelas novas tecnologias”, disse. “A tecnologia ajuda a aumentar a produção do trabalho, pensando na continuidade do aumento da produtividade, propomos a redução de jornada para quatro dias”, disse ao passar dados de uma pesquisa feita na Europa que aponta que a redução da jornada aumenta a satisfação e a produtividade dos trabalhadores. “Mas, a tecnologia também trouxe a intensificação do trabalho. Bancários ficam ligados 18h ou 20h por dia. Um dia a mais de descanso o ajuda a se desligar do trabalho, reduz o estresse e o adoecimento e aumenta a produtividade, com maior equilíbrio entre trabalho e momentos de lazer e satisfação”, disse ao acrescentar que também há o aumento da possibilidade de postos de trabalho. Para o Comando Nacional dos Bancários, a classe trabalhadora vem sofrendo com a redução de direitos. “Hoje os trabalhadores têm sido forçados a aceitar ocupações precarizadas, com redução de direitos, sem proteção social, trabalhista e previdenciária. Em diversos países, essa realidade vem sendo debatida e surgem propostas para reduzir a flexibilização de direitos”, disse Marco Silvano, diretor executivo da Contraf-CUT e representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi/SC). “Não há como discutirmos emprego sem debatermos a necessidade de humanização do trabalho. É impossível continuar com os modelos de gestão que levam ao adoecimento psíquico, ao aumento da ansiedade e do estresse dos trabalhadores”, completou. Terceirização O Comando Nacional dos Bancários também ressaltou a necessidade de se discutir a requalificação dos trabalhadores para que eles possam assumir novas funções devido às inovações tecnológicas que foram introduzidas na sociedade e no setor bancário, assim como a redução de número de postos de trabalho bancário, não do setor financeiro, devido a terceirização, com migração de bancários para o setor financeiro, em empregos precarizados, com representação diferente e menos direitos. Continuidade das negociações A comissão de negociação da Fenaban vai levar as propostas apresentadas pelos Comando para negociação com os bancos. Ao final das negociações será apresentada uma proposta global, com todos os temas em negociação. Veja abaixo o calendário de negociações. Calendário de negociações: Quarta-feira, 6 de julho: Cláusulas sociais e segurança bancáriaSexta-feira, 22 de julho: Cláusulas sociais e teletrabalhoQuinta-feira, 28 de julho: Igualdade de oportunidadesSegunda-feira, 1 de agosto: Saúde e condições de trabalhoQuarta-feira, 3 de agosto: Cláusulas econômicasQuinta-feira, 11 de agosto: Continuação das cláusulas econômicas

Abril é o mês com maior redução de postos de trabalho bancário nos últimos 6 meses

Pelo segundo mês consecutivo, o emprego formal no setor bancário apresentou fechamento de postos de trabalho, segundo levantamento do emprego do bancário realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos dados de abril do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No mês ocorreram 3.232 admissões e 3.296 desligamentos. “O número de desligamentos foi o maior dos últimos seis meses e ajustes futuros poderão elevar ainda mais este número”, observa o Dieese em seu estudo. Tamanho desligamento pode estar associado ao aumento da rotatividade no setor. Outro apontamento feito pelo Dieese é que as demissões voluntárias, a pedido do trabalhador, permanecem em altos patamares. Desde setembro de 2021, este tipo de desligamento está acima de 40% da totalidade. Em abril chegou a 42% do total. No ano (janeiro a abril/2022), mais de 5 mil trabalhadores bancários solicitaram demissão, o que corresponde a 46,6% do total de desligamentos. A média de pedido de desligamentos no emprego formal brasileiro, no mesmo período, foi de 33,3%. “Apesar de não ser possível determinar, de maneira contundente, o motivo dos desligamentos, uma vez que a falta de obrigatoriedade de homologação de demissões dificulta investigações, algumas hipóteses são a de que a flexibilidade promovida pelo home office favorece mudanças e transferências; a migração de trabalhadores para bancos digitais, fintechs e corretoras de valores, muitas vezes por terceirização do trabalho bancário promovida pelos próprios bancos; e o esgotamento dos trabalhadores por conta de pressões pelo cumprimento de metas abusivas”, observou o economista Gustavo Cavarsan, um dos responsáveis pelo levantamento realizado pelo Dieese. Faixa etária e sexo O levantamento do Dieese mostra ainda uma triste realidade de discriminação de gênero. A distribuição da movimentação do emprego aponta que o resultado em abril foi influenciado pelo saldo negativo ocorrido entre as mulheres (-349 postos). Entre os homens, o saldo foi positivo em 285 postos. No que toca a questão das faixas etárias, é possível observar saldo positivo entre as faixas até 29 anos, com ampliação de 673 vagas. Já para as demais faixas etárias, foi notado movimento contrário, com fechamento de 740 vagas. “Neste ponto, a análise mostra o achatamento dos salários da categoria, uma vez que os salários pagos aos bancários admitidos em abril representavam, em média, apenas 83,6% do valor recebido pelos demitidos. Ou seja, os bancos demitem bancários mais experientes, com salários maiores, e contrata outros, mais jovens com salários menores”, observou o economista do Dieese. Leia a íntegra do levantamento realizado pelo Dieese.

Bancários querem reunião com a Previ para entrega de pauta de reivindicações

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou ofício à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), solicitando agendamento de reunião entre a entidade e a Comissão Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), para a entrega da pauta específica de reivindicações. A pauta foi construída e aprovada no 33º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil. “O documento já foi entregue à direção do banco, no último dia 15, e agora solicitamos reunião com a Previ para a entrega das reinvindicações específicas à Caixa de Previdência dos funcionários do BB”, explica o coordenador da CEBB João Fukunaga. Entre as várias reivindicações relacionadas à Previ, destaca-se o pedido para que o banco se comprometa a enviar à Caixa de Previdência alterações dos preceitos da parcela 2B, com revisão do critério de pontuação da Pontuação Individual do Participante (PIP). “A ideia é possibilitar a contribuição 2B para todos os participantes, com paridade contributiva do patrocinador, estendendo essa modalidade 2B e 2C para os planos dos bancos incorporados”, destaca a conselheira deliberativa eleita da Previ, Luciana Bagno. Entenda a questão 2B A 2B é sinônimo de contribuição adicional, que o associado do Previ Futuro pode realizar na medida em que for evoluindo na sua carreira funcional. Já 2C é sinônimo de contribuição complementar, que o associado pode fazer mensalmente ou esporadicamente, mas sem a contrapartida do banco. No caso da 2B, a contribuição pode variar de 1% a 10% do salário de participação e é calculada mensalmente por meio da PIP, considerando como fatores (1) crescimento salarial do participante, (2) tempo de filiação ao plano e (3) crescimento salarial médio anual do funcionário. O BB contribui com o mesmo percentual que o participante. “A nossa discussão é que, desde que o Previ Futuro foi criado, não houve alteração da metodologia de cálculo da PIP, mesmo após várias alterações nos planos de cargos e salários. Por causa disso, somente altos executivos têm conseguindo obter 10% na parte 2B”, pontua Luciana Bagno. Outras reivindicações Outros pontos da pauta de reivindicações são o pedido para que o BB se comprometa a discutir com os funcionários mecanismos para impedir que a Previ faça investimentos em empresas que, notoriamente, agridem o meio ambiente e a legislação trabalhista e, ainda, que o banco, através da Previ, disponibilize a todos os funcionários, inclusive dos bancos incorporados, a opção pelo Previ Futuro.