Bancários de todo país lutam por ‘Menos metas, mais saúde’

Sindicatos dos bancários de todo o país realizam, nesta terça-feira (11), manifestações para denunciar o assédio e a pressão realizada pelos bancos na cobrança abusiva pelo cumprimento de metas. As atividades marcam o lançamento da campanha “Menos Metas, Mais Saúde”, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que terá duração de seis meses. O secretário da Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles, falou sobre o objetivo da campanha. “Nossa intenção é evidenciar o cenário de adoecimento físico e mental dos trabalhadores do ramo financeiro, que a cada ano que passa sofre mais com os transtornos psicológicos e as LER/Dort, velhos problemas conhecidos pela categoria, que há anos é submetida a cobranças por metas excessivas”, explicou Salles. Ação nas redes sociais Paralelamente às atividades de rua, os bancários também realizarão um tuitaço das 11h às 12h desta terça-feira, com a hashtag #MenosMetasMaisSaúde. “Queremos mostrar para toda a sociedade o cenário assustador que a categoria bancária precisa enfrentar todos os dias, que tem levado ao crescimento, inclusive, do número de suicídios de bancários e bancárias”, afirmou o dirigente sindical da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT
Lançamento do Programa de Prevenção à violência de gênero marca história de lutas da categoria bancária

A tarde desta segunda-feira (10) marcou o lançamento do Programa Nacional de Prevenção à Violência contra as Mulheres, de conscientização da sociedade, incluindo das bancárias e bancários no ambiente de trabalho, sobre o combate à violência de gênero. O lançamento foi feito pelo Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), falou sobre o avanço da categoria nesta pauta. “Hoje, nós demos mais um passo importante no contexto de uma série de conquistas que a categoria bancária obteve com muita luta e organização, ao longo dos anos, na pauta de Igualdade de Oportunidade, que inclui o combate à violência de gênero dentro e fora do ambiente de trabalho, com o acolhimento das bancárias que sofrem com a violência doméstica”, destacou a presidenta da Contraf-CUT. Juvandia lembrou que a inclusão do tema de Igualdade de Oportunidades nas mesas de negociação com os bancos foi uma conquista da categoria em 2000. “Ao longo desta luta, descobrimos que, além de lutar por igualdade de oportunidade para mulheres e homens no trabalho, que é uma questão da vida pública, também precisávamos falar da vida privada”, afirmou Juvandia explicou que a violência doméstica impacta na produtividade das mulheres no trabalho, seja por motivos psicológicos ou por motivos de saúde. “Em briga de marido e mulher temos, sim, que meter a colher, porque machuca não só a mulher, mas toda a sociedade”, arrematou. “Quando pensamos nesta clausula (de combate à violência doméstica e familiar na sociedade) pensamos no sofrimento da mulher que está do outro lado e que pode ser qualquer uma de nós. E a proposta deste programa é, através da conscientização, alcançar a sociedade que queremos”, completou a também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva. Ela ressaltou que “apesar de estar muito feliz com o lançamento do programa, é triste ainda ter que lutar para enfrentar o problema da violência de gênero em pleno Século 21. A modernidade não pode avançar só no mundo tecnológico, tem que avançar nos direitos.” Retorno das políticas públicas A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, que participou da mesa “Igualdade das mulheres na sociedade” falou sobre a retomada de uma série de políticas públicas direcionadas, especialmente, para combater a desigualdade social entre homens e mulheres e a violência de gênero, com destaque para o projeto de lei, enviado pelo governo Lula ao Congresso, que determina a igualdade salarial entre homens e mulheres. “A diferença desta lei, em relação ao que tínhamos até hoje, pela CLT, é que ela determina quem fiscaliza e a aplicação de multa para as empresas que não cumprirem a legislação”, ressaltou a ministra. Cida Gonçalves também destacou a necessidade de iniciativas como o lançamento do programa de prevenção à violência de gênero, pela categoria bancária, e lembrou que o movimento sindical foi fundamental para resistir aos ataques sobre os direitos das mulheres aprofundados nos últimos seis anos, desde o golpe que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. Trabalho das ONGs Representantes das três organizações não governamentais (ONGs) Papo de Homem, Me Too Brasil e IMP Instituto Maria da Penha, apresentaram suas propostas de trabalho na mesa “Iniciativas de negociação nacional do movimento sindical para a sociedade, bancárias e bancários”. As entidades foram contratadas pelos bancos para responder às demandas do movimento sindical, inseridas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Ana Addobbati, do Instituto Maria da Penha, ressaltou que o papel da entidade é atuar com embaixadoras e embaixadores voluntários em escolas e empresas, para conscientizar sobre a violência e como combatê-la, “em uma linguagem que todos entendam”. Marina Ganzarolli, presidenta da Me Too Brasil, destacou que a organização trabalha diretamente com mulheres e homens vítimas de violência sexual, incluindo assistência psicológica. A entidade também atua na linha da prevenção, dando ferramentas para a identificação de relacionamentos abusivos e caminhos para construir interações saudáveis. Marina Moreira, coordenadora de operações, treinamento pesquisa do Instituto Papo de Homem (PDH), explicou que a ONG tem como foco desenvolver materiais para conscientizar os homens. “Nossa estratégia é na comunicação. Estamos preocupados em explicar a questão da violência de gênero, que precisa ser combatida, e isso passa pela transformação social do homem, mas com o cuidado para não desconectar com aqueles precisamos conversar. Por isso, temos muito cuidado com as palavras. Apesar de ser inerente que, neste processo de transformação social, a gente passe por conflitos, não podemos perder a conexão com os homens, caso contrário, não vamos ter o alcance que precisamos”, afirmou. Entre as ações que as ONGs vão entregar no âmbito do Programa Nacional de Prevenção à Violência contra as Mulheres, estão treinamentos, cartilhas, livro e série de palestras em várias regiões do país, voltadas tanto ao público bancário quanto à sociedade civil. “Cada organização tem propostas diferentes que são complementares. E isto é bastante positivo. Esperamos que o programa realmente alcance sociedade e trabalhadores e trabalhadoras bancárias do Brasil inteiro”, ressaltou Juvandia. Histórico de conquistas A secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes falou sobre a luta da categoria e suas conquistas. “A categoria bancária tem um histórico de avanços importantes na luta por igualdade de oportunidade que se torna exemplo para as demais categorias. Então, é fundamental manter o que já conquistamos e avançar para superar as desigualdades que ainda persistem dentro dos bancos e no contexto social do país que, infelizmente, registra uma desigualdade salarial significativa entre homens e mulheres, assim como altos índices violência”, avaliou Fernanda. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) mostra que, no mercado de trabalho brasileiro, as mulheres ganham, em média, 21% menos que os homens. Na categoria bancária, a remuneração delas é 22,2% menor que a média dos colegas do sexo masculino. Ao analisar o recorte racial, a desigualdade é ainda mais aprofundada: a remuneração da mulher preta é, em média, 40,6% inferior à remuneração do
Pessoas com deficiência terão linha de crédito na Caixa para financiar próteses e outros equipamentos

Pessoas com deficiência poderão financiar cadeiras de rodas, próteses, aparelhos auditivos, entre outros equipamentos, com recursos da Caixa Econômica Federal, a partir das próximas semanas. O anúncio foi feito pela presidenta da Caixa, Rita Serrano, durante a posse dos novos integrantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). Rita Serrano adiantou que a linha de crédito para esse público deverá ser lançada ainda este mês e emprestará de R$ 5 mil a R$ 30 mil para a compra, a manutenção e o reparo de produtos e serviços de tecnologia assistiva. O crédito poderá ser pedido diretamente nas agências da Caixa e as parcelas poderão ser pagas em até 60 meses (cinco anos). A linha de crédito, que será coordenada pelo Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania, terá juros mais baratos que os de mercado, com subsídio do governo federal. As taxas serão 6% ao ano para quem ganha até cinco salários mínimos e 7,5% ao ano para quem ganha de cinco a dez salários mínimos. Poderão ser financiados equipamentos tradicionais como cadeira de rodas, aparelhos auditivos, próteses, além de adaptação de imóveis e de veículos para pessoas com deficiência. Os mutuários também poderão financiar a manutenção, a revisão e o reparo de produtos e recursos de tecnologia assistiva. *Com informações da Agência Brasil
Bancários e Fenaban se unem contra a violência de gênero

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reúnem nesta segunda-feira (10). A reunião é para o lançamento do Programa Nacional de Prevenção à Violência contra as Mulheres. O encontro está marcado para as 14h, no Hotel Intercontinental, em São Paulo, mas poderá ser acompanhado por transmissão ao vivo, nos canais do Youtube da Febraban e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) – link aqui. A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, confirmou sua participação on line. Também participam do evento as coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira (presidenta da Contraf-CUT) e Ivone Silva (presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região), além de representantes dos bancos. Cobrança A secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes, informou que no encontro as três ONGs contratadas pelos bancos vão apresentar os planos de trabalho. “O combate ao assédio sexual é uma conquista da categoria, obtida na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Nessa ocasião, para atender nossa demanda, os bancos fizeram o compromisso de contratar entidades não governamentais para estabelecer programas de combate à violência e desigualdade de gênero”, explicou Fernanda. A implementação e divulgação de canais de combate à violência doméstica também é uma cobrança da categoria bancária. “Nós estamos aguardando que o banco nos apresente um balanço sobre os programas, os números de atendimento e também que os canais sejam melhor divulgados para as funcionárias. Queremos entender como os canais estão funcionando, como está sendo a recepção das vítimas e o encaminhamento, inclusive, jurídico que os bancos estão dando às mulheres que fazem denúncias”, destaca Fernanda Lopes, lembrando que o combate à violência doméstica foi uma conquista da CCT de 2020 e que inclui a criação de um programa de prevenção à prática de violência doméstica e familiar contra bancárias, incluindo a criação de canais de acolhimento, orientação e auxílio às vítimas. *Fonte: Contraf-CUT
‘Menos Metas, Mais Saúde’ é a campanha da Contraf-CUT para evidenciar problemas de saúde dos bancários

“Menos Metas, Mais Saúde” é o tema da campanha que está sendo lançada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com o objetivo de evidenciar o cenário de adoecimento físico e mental dos trabalhadores do ramo financeiro. Há anos a categoria é submetida a cobranças e metas excessivas, convivendo com transtornos psicológicos e as LER/Dort, entre outros problemas. Segundo Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, a responsabilidade por essa situação é inteiramente da gestão dos bancos. “Profissionais de agência, do crédito, do call center, de TI: não há quem saia ileso. Dentro dos bancos, o individualismo é reforçado a todo tempo, em detrimento da coletividade”, afirmou Salles. Para chamar a atenção da população, os trabalhadores preparam um Dia Nacional de Luta, marcado pelo lançamento oficial da campanha, prevista para durar seis meses. A campanha “Menos Metas, Mais Saúde” foi criada para fortalecer o necessário enfrentamento às políticas praticadas pelos bancos que tem feito nossa categoria adoecer. “O Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT quer dar visibilidade ao alto número de adoecimento pelas metas abusivas, pressão por resultados e assédio moral para exterminar essas práticas”, explicou Mauro Salles. Os sindicatos e federações podem baixar o material da Campanha Menos Metas, Mais Saúde no acesso restrito do nosso site. Fonte: Contraf-CUT
Plano de saúde é tema de debate entre BNDES e funcionários nesta quinta-feira(6)

Representantes dos funcionários do Sistema BNDES, inclusive, as subsidiárias BNDESPAR e Finame, têm encontro com a entidade na tarde desta quinta-feira (6), no Rio de Janeiro. O tema da reunião é o plano de saúde, oferecido a funcionários, aposentados e seus dependentes, como definido no parágrafo 4º da cláusula 32 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), assinado com o BNDES no ano passado. Essa é a terceira rodada de negociação, no âmbito do Grupo de Trabalho (GT) específico para a questão, para debater a manutenção do plano nos moldes atuais ou a adoção de eventuais modificações. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representada pelo vice-presidente Vinícius Assumpção, está entre as entidades sindicais e associações que participam das negociações em nome dos funcionários. Fonte: Contraf-CUT
Pesquisa do Datafolha mostra que maioria da população aprova pressão contra juros altos

Cerca de 80% da população concorda com a pressão que o presidente Lula (PT) faz ao Banco Central pela redução da taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira. Esse é o resultado da pesquisa realizada pelo Datafolha, que aponta ainda que 71% consideram que a taxa está mais alta do que deveria; 55% que a Selic é muito alta e 16% que está um pouco alta. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vem realizando diversas manifestações, desde fevereiro, com o mote #JurosBaixosJá, nas ruas e em materiais didáticos propagados nas redes sociais. O trabalho inclui vídeos com economistas e informações sobre o impacto desta política monetária sobre a vida das pessoas e no crescimento do país. Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT Nacional, explica que não é possível aceitar um Banco Central que serve aos interesses dos rentistas do mercado financeiro, dos ricos que usam seus recursos para comprar títulos e viver de especulação. “Nós, inclusive, cobramos do BC quais as medidas adotadas pela entidade para garantir o pleno emprego e o crescimento econômico no país e lembramos que essas também são obrigações do Banco Central que estão presentes na Lei Complementar 179/2021”, ressaltou Juvandia, se referindo ao ofício enviado pela Contraf-CUT para a entidade em fevereiro, mas que ainda não obteve resposta. O Brasil tem a maior taxa de juros real (13,75%) do mundo, na frente de México (taxa de 5,53%), Chile (4,71%) e Colômbia (3,04%). Os efeitos disso são a retração do consumo e do investimento produtivo, impedindo o crescimento econômico. “Como nós destacamos em nota de repúdio, mesmo em um momento em que o Brasil está com a economia desacelerada, por herança de decisões do governo anterior, e que resultaram no aumento do desemprego e na volta do país ao Mapa da Fome, o BC decidiu manter os juros altíssimos, que impedem que o Brasil aumente investimentos necessários para a economia voltar a crescer e gerar emprego e renda. Isso mostra que o BC não está servindo aos interesses da população, mas sim de banqueiros e super-ricos. Esta pesquisa recente do Datafolha, portanto, mostra que a população está atenta, compreende os impactos da alta taxa de juros sobre as suas vidas e quer uma mudança na política monetária”, concluiu Juvandia. *Fonte: Contraf-CUT
Agências bancárias permanecem fechadas nos feriados de Sexta-Feira da Paixão (7) e Tiradentes (21)

As agências bancárias não abrirão nos feriados de Sexta-feira da Paixão, neste dia 07 de abril, e Tiradentes, no próximo dia 21. Segundo informações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as áreas de autoatendimento ficarão disponíveis para os clientes, assim como os canais digitais e remotos de atendimento (internet e mobile banking), tanto nos feriados quanto nos fins de semana. Contas de consumo (água, energia, telefone, etc.) e carnês com vencimento nos dias 07 e 21 de abril poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil aos feriados, ou seja, nos dias 10 e 24 de abril, segunda-feira. Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão é antecipar o pagamento ou, no caso dos títulos que têm código de barras, agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado). *Fonte: Febraban
COE e a direção do Itaú voltam a se reunir dia 13

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Itaú têm encontro marcado, no próximo dia 13, para mais uma rodada de negociações. Vão discutir questões relacionadas à diversidade, saúde e condições de trabalho. A reunião será presencial, em São Paulo, a partir das 10h. Na véspera da reunião, a COE vai preparar a intervenção durante a reunião com o banco. O Itaú se comprometeu a apresentar o programa de diversidade para os representantes dos bancários.
Salário-mínimo: centrais sindicais propõem valorização independente de governo ou ciclo econômico

A proposta de reajuste do salário-mínimo, elaborada pelas centrais sindicais, busca superar a sua desvalorização. A perda, segundo o documento, corresponde a 5,4% em três anos e 1,77% ao ano. As entidades também propõem uma política permanente de valorização para as próximas décadas. Segundo Walcir Previtale, secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), desde 2019 o piso nacional perdeu a regra permanente de reajuste que garantia a reposição da inflação e aumento real igual ao aumento do PIB no salário-mínimo. “Com isso, o piso nacional passou a ser determinado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pelo Congresso Nacional. O resultado foi que não tivemos um reajuste real – ou seja, acima da inflação – nos últimos três anos e, 2023, seria o quarto ano consecutivo, não fosse a decisão de Lula de reajustar o salário-mínimo a partir de maio”, completou. De acordo com avaliação das entidades, o valor real do salário-mínimo quando foi criado (julho de 1940), atualizado para valores de dezembro de 2022, seria de R$ 2.441,38 – uma diferença de 87,51% em relação ao valor praticado atualmente. “O movimento sindical defende um valor maior para o salário mínimo e quer que haja negociação com as Centrais Sindicais”, ressalta a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. Proposta para o governo As centrais sindicais propõem para 2024, um reajuste com o resultado do INPC (Índice de preços ao consumidor, usado para observar tendências de inflação), acrescido do PIB de 2022 (2,9%) e acrescido de 2,40%. Para os próximos dois anos, 2025 e 2026, o reajuste seguiria a mesma receita: o resultado do INPC, acrescido do resultado do PIB de dois anos antes, mais 2,40%. “Levando em conta as expectativas de crescimento do PIB (Focus) para o período, haveria uma valorização média (aumento real) de 3,85% ao ano (2023 a 2026) e de 4,2% ao ano (2024-2026)”, explicam as centrais em nota. Proposta para 2027-2053 As centrais propõem um reajuste, entre 2027 e 2053, que considere:– Variação do INPC anual;– Aumento real equivalente a variação do PIB de dois anos anteriores;– Estabelecimento de um “piso” para o aumento real de 2,40% ao ano;– Revisão dos parâmetros da política a cada 10 anos. Dessa forma, as centrais apontam que será possível manter a valorização do piso nacional acima da inflação para as próximas décadas, independentemente de governo e de ciclos econômicos. Segundo as entidades sindicais, com a atual política de valorização do salário-mínimo, seriam necessários 28 anos para o país alcançar o piso que deveria ter atualmente (R$ 2.441,38) se retomasse o valor real do salário-mínimo no ano da sua criação. Impactos econômicos Para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor necessário para cobrir as “necessidades vitais básicas” do brasileiro hoje seria de R$ 6.647. A política de valorização do salário-mínimo, rompida em 2019, foi adotada a partir de 2007, no segundo mandato Lula e tornada lei em 2011, pelo critério de correção pela inflação mais o ganho real igual à valorização do PIB de dois anos antes. “Ela aconteceu por causa de mobilizações conjuntas das centrais sindicais, entre 2004 e 2009, com a realização de Marchas em Brasília. Com as nossas manifestações, queremos ressaltar para toda a sociedade que a perda no poder de compra do salário-mínimo, ou seja, a valorização insuficiente, prejudica não só a capacidade de consumo das pessoas, das famílias, mas também prejudica as empresas e dificulta a recuperação econômica”, explica o secretário de Socioeconômicos da Contraf-CUT. “Em outras palavras, valorizar o salário-mínimo contribui para aumentar o que os economistas chamam de demanda agregada, ou seja, a soma de consumo, investimento, gastos do governo e exportações líquidas. É esse processo que faz a economia crescer”, conclui Walcir Previtale. *Com informações da Contraf-CUT