COE debate remuneração variável com o Itaú

O banco Itaú apresentou na tarde desta quarta-feira (22) as principais alterações feitas no programa de remuneração variável, o Gera, para 2022, em reunião realizada com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.Entre elas está a compensação de pontos no trimestre, que seria a média de pontos em três meses, com a justificativa do funcionário ter a oportunidade de recuperar um mal desempenho em um dos meses.“Não concordamos com essa mudança, pois o pagamento mensal passa a ser trimestral. Muitos trabalhadores já programam suas contas contando com este dinheiro dentro do mês. Nós queremos a manutenção do pagamento mensal”, afirmou Jair Alves, coordenador da COE Itaú.Para a remuneração semestral, as alterações são o fim da curva forçada (Ranking entre gerentes), o fim da elegibilidade e a inclusão de indicadores de produção (créditos e produtos). “É importante o banco apresentar todas as mudanças formalizadas, para que o movimento sindical possa analisar e apresentar as contrapropostas. Nós queremos estabelecer o pagamento proporcional no programa”, completou Jair Alves.Os representantes dos trabalhadores ainda pediram uma atenção especial na forma como essas mudanças serão passadas para os gestores, com orientações claras dessas alterações, até para manter a equipe motivada.A diretoria do Itaú disse que a equipe responsável pela formulação do GERA se comprometeu a participar das reuniões informativas aos bancários. Fonte: contraf-CUT
Itaú apresenta programa de Diversidade à Contraf-CUT e COE

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com a direção do banco, na tarde da última sexta-feira (17), para retomar a pauta de reivindicações, especificamente nos temas diversidade, banco de horas e fechamento de agências.“A destaque da mesa de negociação foi a apresentação, pelo banco, de um projeto que deu início ao debate de Diversidade na COE, para a construção de um ambiente melhor de trabalho”, avaliou o coordenador da COE do Itaú, Jair Alves.A pauta da Diversidade é historicamente levantada pelos trabalhadores, que pedem a promoção da igualdade salarial entre homens e mulheres, brancos e negros e o combate a toda e qualquer forma de discriminação contra as mulheres, identidades raciais, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e contra intolerância religiosa e política.A agenda de diversidade do banco apresentada na reunião foi restrita a quatro pilares: gênero, raça, pessoas com deficiência e LGBTQIA+. “Consideramos importante o plano apresentado pelo banco, que diz respeito a várias questões que as bancárias e os bancários já vinham reivindicando. A mesa de hoje é um pontapé inicial, porque entendemos que a discussão do tema da Diversidade deve ser periódica, além de ser mais abrangente”, pontuou Jair Alves.Entre as ações apresentadas pelo banco que alcançam os pilares gênero e raça, está a parceria com o Projeto Descubra, em Belo Horizonte, que atua para que jovens, em idade apropriada, sob a tutela do Estado (ou seja, que tiveram que ser afastados das famílias ou que foram abandonados por elas e vivem em abrigos públicos) sejam encaminhados ao mercado de trabalho. Por meio do Projeto, o banco capta colaboradores para o programa Jovem Aprendiz, alçando jovens negros, especialmente mulheres jovens e pretas.No pilar LGBTQIA+ o banco apresentou uma agenda que inclui o respeito aos nomes sociais, implementação de protocolo de acolhimento nos ambientes de trabalho e questões que envolvem a saúde dos trabalhadores, com o treinamento de médicos para melhor atender pessoas trans. Já no pilar da população com deficiência, o banco destacou o aprimoramento constante da acessibilidade de ferramentas de trabalho e de treinamento.“Apesar de o banco apresentar todos estes projetos, ainda não enxergamos o impacto de programas de diversidade nos locais de trabalho. São poucos negros e PCDs (Pessoas com Deficiência) na linha de frente no atendimento nas agências. Também falta diversidade nos cargos de Gestão. Outro ponto bem crítico no banco é a discriminação de pessoas com mais idade”, esclareceu Jair Alves.O secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Almir Aguiar, também participou da mesa de negociação, destacando sobre o plano apresentado pelo banco: “São pontos que a gente já vinha discutindo com o banco. Na questão das pessoas com deficiência, por exemplo, a gente debateu com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) pontos no sentido de adequar a legislação sobre acessibilidade; quanto a questão da mulher negra, evoluímos num acordo com a Fenaban a implementação de um programa de treinamento com os funcionários e o Sindicato do Bancários de São Paulo está com projeto muito importante, que é o ‘Projeto Basta!’, ampliado para várias federações e sindicatos do Brasil”, destacou Almir que também representa a diretoria-executiva da Contraf junto à Fenaban.“O Projeto Descubra, em Belo Horizonte, tem a ver com debates que temos feito muito nos sindicatos, tanto que temos insistido na questão do Censo da Diversidade. O primeiro foi realizado em 2008, mostrando que o sistema financeiro tinha, naquele momento, apenas 19% de negros e negras. O Censo de 2014 mostrou que esse percentual chegou a 24,7%, devido também a políticas afirmativas do então governo Dilma, que ampliou o percentual de negras e negros nesse mercado de trabalho a partir de concursos. E, hoje, a gente não tem um número exato porque, no último Censo a gente acabou não tendo número suficiente de pessoas [entrevistadas], de acordo com o primeiro e o segundo, para que pudéssemos ter um diagnóstico mais preciso em relação à essa questão”, completou.Almir Aguiar destacou ainda a importância de o banco compartilhar os dados sobre gênero, raça, pessoas com deficiência e LGBTQIA+ com os movimentos que representam as trabalhadoras e trabalhadores bancários. “Todos os pilares são pontos que precisam de discussão. As informações que o banco apresentou como, por exemplo, o fato de haver hoje mais de 4 mil funcionários com alguma deficiência, são importantes para que tenhamos dados claros para produzir ações cada vez mais eficientes em favor da diversidade”, ponderou. DemissõesEm mesa de negociação anterior, que ocorreu no dia 2 de dezembro, o COE cobrou do Itaú uma posição sobre demissões em agências de todo país. Os trabalhadores apontam que muitos desligamentos ocorrem pela cobrança de metas abusivas e avaliações de performance. Na reunião desta última sexta, o coordenador da COE Jair Alves alertou: “Pontuamos que somos contra o fechamento de agências e temos que garantir a realocação de funcionários dentro do banco. Em algumas localidades no país já temos problemas de superlotação de funcionários em algumas unidades. Até material básico está faltando, cadeira e mesa para o pessoal trabalhar”.Banco HorasO acordo de banco de horas negativas, firmado entre os representantes dos trabalhadores e o banco durante a pandemia, com vigência de dois anos, vence em agosto de 2022. “O banco nos apresentou o resumo de horas devidas e notamos que precisamos melhorar muito, pois ainda temos um número alto de funcionários devendo horas. Em dezembro de 2020, tínhamos 5.962 pessoas devendo horas. Agora, em dezembro de 2021, são 2.784 funcionários, uma redução de 53%. Esses números nos preocupam, pois o total de funcionários devendo mais de 400 horas – 764 colaboradores – ainda é muito grande”, frisou Jair Alves.Segundo dados apresentados pelo banco na reunião, atualmente são 1.503 trabalhadores devendo entre 50 e 200 horas; 515 entre 200 e 400 horas; e 764 acima de 400 horas. Fonte: contraf-CUT
Após reivindicação do GT de Saúde, Itaú emite comunicado sobre retorno ao trabalho remoto

Atendendo a reivindicação do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde, o banco Itaú voltou atrás quanto ao retorno do grupo de risco ao trabalho presencial. A notícia foi divulgada pelo GT, no entanto, a comunicação com os gestores estava gerando dúvidas. Em reunião realizada na última sexta-feira (17), o GT cobrou do banco a divulgação para que os bancários e as bancárias que se enquadram nesta situação pudessem optar pelo trabalho remoto. O banco atendendo a reivindicação, enviou o seguinte comunicado aos trabalhadores:“Até que haja mais informações sobre a variante Ômicron, os colaboradores com as patologias de maior vulnerabilidade para a Covid-19 (que são doenças que levam à imunossupressão) que estão trabalhando presencialmente podem optar por retornar ao modelo remoto. Se você faz parte do grupo de risco imunocomprometido e opta por retornar ao modelo remoto, entre em contato com o time de saúde ocupacional pelo e-mail programas_bemestar@itau-unibanco.com.br para que o caso seja avaliado”.Para Luciana Duarte, coordenadora do GT de Saúde, os cuidados continuam, pois, a pandemia ainda não acabou, além da nova variante, ainda o surto de gripe influenza é preocupante. “Continuamos em mesa de negociação para garantir protocolos seguros para o trabalho presencial e remoto”, afirmou.De acordo com o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Carlos Damarindo, “foi importante a compreensão do banco, pois apontamos que havia discriminação entre os bancários de agências e de departamentos. Os de agência estavam sendo obrigado a retornarem ao trabalho presencial, mesmo com relatórios atualizados. Já os de área meio estavam no teletrabalho.” Fonte: contraf-CUT
Bancários protestam contra demissões no Itaú

Bancários e suas entidades de representação sindical de todo o Brasil e da Colômbia realizaram nesta quarta-feira (15) um Dia de Luta para protestar contra processo de reestruturação no banco Itaú, que gera demissões e terceirizações de trabalhadores. O fechamento de agências e o assédio moral também motivaram as manifestações realizadas nas agências e unidades administrativas do banco. “Não há justificativa para que um banco que lucrou quase R$ 20 bilhões nos nove primeiros meses de 2021, com crescimento de 50% em relação ao ano anterior, fechar agências e demitir funcionários. Ainda mais neste momento de crise sanitária e econômica que o país atravessa”, criticou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves. “E este lucro astronômico é resultado também da pressão pelo cumprimento de metas inatingíveis pelos funcionários, o que acaba levando-os ao adoecimento físico e mental”, completou Jair ao lembrar que a categoria bancária está entre as que mais sofrem com as lesões por esforços repetitivos, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/Dort) e transtornos mentais. Terceirização O banco também iniciou um processo de terceirizações de serviços, que retira postos bancários e realoca os trabalhadores em outras categorias que têm menos direitos e pisos salariais menores do que os da categoria bancária. O mesmo processo vem ocorrendo no banco Santander, que também já foi alvo de protestos. “Com isso, o banco, que já ganha muito, mostra toda sua ganância e o total desprezo que tem pelos funcionários, que contribuem para seus lucros e o constante crescimento de sua rentabilidade”, disse o coordenador da COE/Itaú. As atividades ocorreram em todo o Brasil, como a realizada na Central de Atendimento do Itaú, em São Paulo, onde trabalham os cerca de 600 funcionários que serão atingidos pela terceirização do “30 horas” anunciada pelo banco, e também na Colômbia, onde os sindicatos ligados à Unión Nacional de Empleados Bancarios (Uneb), à Asociación Colombiana de Empleados Bancarios (Aceb) e à Asociación Democrática de Empleados Del Sector Bancario (Adeban) realizaram um Dia Nacional de Protesto contra a demissão em massa de trabalhadores disfarçada de “aposentadoria voluntária”. Nas redes Os protestos também atingiram as redes sociais, com um tuitaço com a hashtag #QueVergonhaItaú, que foi utilizado para ampliar a audiência das denúncias contra o banco. Fonte: Contraf-CUT
Bancários revertem decisão do Itaú sobre retorno ao trabalho presencial

COE e GT de Saúde do Itaú avançam na luta pelo cumprimento de protocolos de segurança sanitária em mesa de negociação com o banco A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú se reuniram com a direção do banco, na tarde dessa quinta-feira (2), para retomar a pauta de reivindicações. O principal avanço do encontro foi a reversão da decisão do Itaú, que havia convocado o grupo de risco para retornar ao trabalho presencial. “Este é o resultado de muita luta nossa em defesa do cumprimento dos protocolos contra a Covid-19 e para a proteção à saúde dos trabalhadores”, destacou a diretora de Saúde do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, Luciana Duarte. “A pandemia ainda não acabou e o cenário em outros países comprova isto. A nova variante é uma ameaça real. É importante o avanço da vacinação, como também o cumprimento dos protocolos de saúde e o uso correto das máscaras”, completou o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Carlos Damarindo. Os dois são coordenadores do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú. Ainda no âmbito da saúde, além de se comprometer a manter em home office os trabalhadores de grupos de risco, o Itaú disse que continuará fazendo campanha para incentivar a vacinação das funcionárias e funcionários, inclusive pedindo a dose de reforço ao grupo de risco. O banco disse ainda que está intensificando a importância do protocolo de segurança sanitária entre os bancários por meio de campanha interna. Demissões Outro ponto de destaque na mesa de negociação foram as demissões em agências e departamentos. Trabalhadores apontam que muitos desligamentos ocorrem pela cobrança de metas abusivas e avaliações de performance. A COE cobrou do Itaú uma posição sobre as demissões que estão ocorrendo nas agências de todo o país. “Precisamos saber quais locais estão passando por reestruturação e se estão ocorrendo contratações. A necessidade da criação de um centro de realocação para os funcionários é urgente”, disse o coordenador da COE do Itaú, Jair Alves dos Santos. O banco declarou que haverá o fechamento de agências deficitárias e que os funcionários serão realocados em outras agências. Os representantes dos trabalhadores também cobraram do banco explicações sobre denúncias de que funcionários estão sendo desligados por não terem as certificações CPA 10 e CPA 20. “O banco nos respondeu que isso [o desligamento por falta das CPAs] não é uma política institucional. O Itaú precisa emitir um comunicado oficial sobre o procedimento para certificação e esclarecimento aos funcionários”, cobrou o coordenador da COE. Parcelamento de dívidas Os trabalhadores também reivindicaram a retomada da discussão do parcelamento da devolução antecipação salarial feita pelo banco aos funcionários que se afastam para tratamento de saúde, conforme previsto na cláusula 65 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Uma nova reunião será marcada para que o banco apresente um acordo para que todas a entidades sindicais avaliem em conjunto e passe a ser válido para todo o país. O banco disse que terá problemas operacionais na folha de pagamento, caso tenha que fazer o acordo por sindicato. Banco de horas negativo O acordo de banco de horas negativas, feito entre os representantes dos trabalhadores e o banco, com vigência de dois anos, vence em agosto de 2022. No encontro desta quinta-feira (2), o Itaú se comprometeu a agendar uma nova data, ainda neste mês de dezembro, para discutir o tema. Diversidade O banco concorda com as reivindicações dos movimentos sindicais para promover o respeito à diversidade e disse que irá agendar uma reunião para debater o tema. Entre os pontos defendidos pelos trabalhadores estão a igualdade salarial entre homens, mulheres, brancos e negros e o combate a toda e qualquer forma de discriminação contra as mulheres, identidades raciais, LGBTQIA+, imigrantes, jovens, idosos, pessoas com deficiência e contra intolerância religiosa e política. Segurança bancária O banco também se comprometeu a agendar uma nova data para debater, especificamente, o tema com a participação de um diretor responsável pela segurança bancária. Nesta pauta, os trabalhadores ressaltam a importância de garantir a proteção aos trabalhadores e clientes nas agências de negócios e unidades de varejo; manutenção de vigilantes; porta de segurança com detecção de metais; segurança ao manuseio de numerário e escudos de proteção entre outros equipamentos de segurança nos locais de trabalho. Fonte: Contraf-CUT
Fundação Itaú: Participantes do Plano CD vão receber R$ 483,8 milhões

O Conselho Deliberativo da Fundação Itaú-Unibanco aprovou, nesta segunda-feira (29), a distribuição de R$ 483,8 milhões do excedente do Plano CD aos participantes do plano Itaubanco CD. Serão de 60% para participantes e 40% patrocinadora. O valor representa um incremento de 5,6% do saldo aplicado pelo patrocinador em outubro. O crédito já será feito em novembro e visualizado no extrato de dezembro. Também será permitido aos assistidos que já realizaram saque único, efetuar um novo saque de até 25% sobre o valor do excedente de 2021, no mesmo percentual do primeiro realizado. “A novidade é que, em decorrência da crise e dificuldades econômicas pelas quais o país passa, a fundação vai autorizar o saque de 25% referentes aos 5,6% de incremento”, informou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves. A representação dos trabalhadores também colocou em pauta a discussão para que a fundação e a patrocinadora busquem um projeto de subsídio para os aposentados. “É importante pensarmos em possibilidades de empréstimos com taxas reduzidas e convênio médico, que come boa parte da renda dos aposentados”, informou Erika Godoy, que é conselheira deliberativa da Fundação, eleita pelos participantes. Histórico de luta Em 2008, a Contraf-CUT e os conselheiros eleitos iniciaram um processo negocial visando resolver as distorções existentes nos diferentes planos de aposentadoria complementar (PAC) do banco. A negociação foi concluída em 2010, quando foi feito o processo de migração e adesão ao novo plano: Itaubanco CD. Na época as reservas foram proporcionalizadas e individualizadas para todos que fizeram a adesão. Instituiu-se o direito à pensão, inexistente nos planos PAC. Garantiu-se também a contribuição de um valor extra por parte da patrocinadora nas contas individualizadas. Com isso, instituiu-se um benefício mínimo, o que não existia no PAC, visto que em muitos casos o benefício no PAC era zero. Mais de 20 mil trabalhadores fizeram a adesão ao Itaubanco CD e com isso abriu-se a possibilidade de também fazerem contribuições para esse novo plano, incrementando assim suas reservas individuais. Com a individualização das reservas surgiu também a possibilidade do mecanismo de portabilidade, onde o participante, ao desligar-se da empresa, pode optar por levar suas reservas para outro fundo. “Foi uma longa negociação do movimento sindical com a fundação. A primeira distribuição foi em 2016, agora será zerado este saldo com a redistribuição linear do restante deste valor entre os participantes ativos, assistidos, Bpd e auto patrocinados”, explicou o coordenador da COE/Itaú. >>>>> Leia a nota divulgada pela Fundação e o informativo especial. Fonte: Contraf-CUT
Bancários voltam a negociar retorno ao trabalho presencial no Itaú

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e membros do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú se reuniram com a direção do banco, na tarde desta quarta-feira (10), para discutir o protocolo de retorno ao trabalho presencial dos trabalhadores que estão em home office, o retorno dos trabalhadores do Grupo de Risco e o parcelamento do adiantamento de salário aos trabalhadores afastados.O banco iniciou a reunião garantindo que os protocolos de saúde e segurança, como o uso de máscara, álcool gel, distanciamento e análise dos contactantes quando tem caso suspeito, entre outras medidas, continuam sendo adotados e continuarão enquanto o cenário atual permanecer.Os representantes do Itaú informaram ainda que o banco é contra a realização de exame de retorno, pois as pessoas não estão afastadas, estão trabalhando em home office e não faz sentido fazer exames.Para o retorno dos trabalhadores do grupo de risco, o banco estabeleceu o ciclo vacinal completo, mais o período de 14 dias como exigência mínima. Nas agências, este retorno começou a acontecer a partir do dia 4 de outubro. Na administração, o processo gradativo está acontecendo com pessoas que estão se voluntariando, ainda em número reduzido, por conta dos protocolos dos prédios.O banco deixou claro ainda que todos os bancários que estão com ciclo de vacinação completa e se recusar a retornar ao trabalho presencial por algum impedimento médico devem ser encaminhados ao INSS.Neste momento, os representantes dos trabalhadores apontaram diversos casos das suas bases de trabalhadores que voltaram sem nenhum exame e foram demitidos, apesar de um problema de saúde. O movimento sindical, então, voltou a reivindicar que o banco analise caso a caso o retorno dos trabalhadores do grupo de risco e busque realocar esses mesmo funcionários em Home Office e Teletrabalho.Parcelamento de dívidas. Os trabalhadores reivindicam ainda a retomada da discussão do parcelamento da dívida do INSS. O banco sugeriu que fosse marcada uma nova reunião para debater o tema. Entretanto, adiantou que um acordo só será fechado nacionalmente, com todas entidades representativas dos bancários. Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense
Lucro do Itaú cresce nos primeiros nove meses de 2021

O Itaú Unibanco obteve Lucro Líquido Recorrente Gerencial, que exclui efeitos extraordinários, de R$ 19,720 bilhões, nos nove primeiros meses de 2021. O número represente alta de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. No 3º trimestre de 2021, o Lucro Líquido Recorrente Gerencial foi de R$ 6,779 bilhões, com alta de 3,6% em relação ao trimestre anterior. No país, a rentabilidade (retorno recorrente consolidado sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado do banco – ROE) foi de 19,6% no período, com alta de 5,2 pontos percentuais em doze meses, como mostra a análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Mesmo com esses resultados, foram fechadas 92 agências físicas no Brasil e abertas sete agências digitais, em doze meses, totalizando 3.035 e 202 unidades, respectivamente. “Esse processo também resultou em dezenas de demissões em todo o país”, lamentou Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú. Ao final de setembro de 2021, a holding contava com 86.195 empregados no país, com abertura de 1.923 postos de trabalho em doze meses, sendo 1.196 no trimestre. “O relatório do banco mostra que este saldo se deve a contratações para a área de TI (Tecnologia da Informação), visando acelerar o processo de transformação digital. Nas agências e departamentos houve uma clara redução do quadro de funcionários”, completou. “É um absurdo um banco que ganhou tanto dinheiro em plena pandemia, ainda seja capaz de demitir pessoas. O Brasil está numa das crises mais severas economicamente, com grande parte da população voltando para a miséria e o Itaú manda algumas famílias para o desemprego”, finalizou Jair Alves. Nesse período, percebe-se que, ainda que as receitas da intermediação financeira tenham caído, as despesas tiveram uma queda maior, gerando um resultado bruto positivo de R$ 41,8 bilhões no período, com expressiva alta de 467,2% em doze meses. A Carteira de Crédito do banco cresceu 13,6% em doze meses, atingindo R$ 962,3 bilhões. As operações com pessoas físicas (PF) no país cresceram 27,8% em relação a setembro de 2020, totalizando R$ 302,8 bilhões, com destaque para crédito imobiliário (+54,2%), veículos (+30,8%) e cartão de crédito (+25,1%). As operações com micro e pequenas empresas (MPE) somaram R$ 139 bilhões no país, com alta de 19,1% em doze meses, e a carteira de grandes empresas caiu 3,1% no período, totalizando R$ 125,6 bilhões. A carteira de crédito para a América Latina caiu 2,9% no período, atingindo R$ 200,2 bilhões. O Índice de Inadimplência superior a 90 dias, no país, cresceu 0,2 p.p. em doze meses, ficando em 2,8% em setembro de 2021. As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) foram reduzidas em 51,3% em relação ao mesmo período de 2020, totalizando R$ 11,9 bilhões em setembro de 2021. A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 8,9% em doze meses, totalizando cerca de R$ 31,7 bilhões. As despesas de pessoal, considerando a PLR, por sua vez, cresceram 11,8%, somando R$ 18,2 bilhões. Dessa forma, a cobertura destas despesas pelas receitas com prestação de serviços do banco foi de 174,4% no período. Fonte: Contraf-CUT
Segunda-feira, 25, tem assembleia extraordinária do Itaú/Unibanco

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realiza na próxima segunda-feira, 25, de 8 às 18 horas, assembleia extraordinária especifica a fim de deliberar sobre a negociação e o Acordo Coletivo de Trabalho para a regulamentação de jornada extraordinária (sábado, domingo e feriado) do segmento de veículos. A medida, se aprovada, terá vigência de dois anos a contar de 1º de julho de 2021. A assembleia será online e poderá ser acessada através do site do Sindicato. Confira o edital
Jornal Itaunido – setembro