Abertura da 25ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro reúne bancários de todo país em São Paulo

Com o tema “Brasil Democrático Sempre – com distribuição de renda, direitos, emprego decente e proteção ao meio ambiente”, a 25ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro foi aberta, no final da tarde desta sexta-feira (4), com a presença de representantes da categoria bancária de todo o país. O secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Gustavo Tabatinga Júnior, deu início ao encontro convidando representantes de diversas entidades para compor a mesa. A presidenta da Contraf-CUT, e também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, que presidiu a mesa, falou sobre a importância de organizar a luta para construir um país mais justo e fraterno. “Nós mudamos a vida das pessoas quando construímos um país melhor, quando combatemos a violência. Queremos uma condição de vida melhor para todo povo. Por isso, nós vamos perseguir a democracia. Esse país é de todo brasileiro, da classe trabalhadora. Lutamos contra a injustiça social. Queremos nestes dois dias construir propostas para um Brasil Democrático sempre”, ressaltou Juvandia. A presidenta da Contraf-CUT afirmou que para haver democracia sempre é preciso que todos se organizem e lutem para conquistá-la, se apropriando dessa luta. “A democracia vai acontecer quando a gente entender que somos 99%, e que a sociedade não é do mercado financeiro, não é da minoria. Esse país é da classe trabalhadora. Teremos dois dias de grandes debates e contamos com todos e todas para transformar esse país em um Brasil democrático sempre!”, disse. Para Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), é hora de debater sobre o que queremos para o nosso futuro, o que queremos para as trabalhadoras e os trabalhadores do ramo financeiro, o que queremos para o nosso país. “O modelo de negociação do ramo financeiro é um exemplo para todo o movimento sindical brasileiro. Suas conquistas são referência para todas as categorias em nosso país. Hoje, vocês dão mais um passo para seguir sendo essa referência inspiradora. Ao lado da minha companheira de luta, Juvandia Moreira, que é presidenta da Contraf e é vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores, desejo uma excelente Conferência a todos e todas. Viva a Contraf! Viva a CUT! Viva a classe trabalhadora!”, ressaltou Nobre. O presidente da Fenae, Sérgio Hiroshi Takemoto, destacou o simbolismo existente em realizar a Conferência, após a retomada, na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, por ser um local de grandes lutas e resistências em defesa da classe trabalhadora. “Aqui, fizemos grandes lutas em defesa dos bancários, dos bancos e das empresas públicas, e só estamos aqui hoje porque resistimos ao golpe, ao Temer após o golpe e ao governo desastroso de Bolsonaro, que de todas as formas atacou e ameaçou nossos direitos”. Takemoto ressaltou que a base dessa resistência é a organização e a unidade da categoria bancária, sendo fundamental que essa unidade continue e se fortaleça, pela defesa da democracia, pela liberdade e pela luta de defesa social. “Não há democracia sem a defesa dos bancos públicos. A Fenae está aqui para reafirmar o compromisso com a unidade na luta da categoria e de todos os trabalhadores(as)”, destacou. Além de Juvandia, participaram da mesa de abertura da conferência, a presidenta do Sindicato dos bancários de São Paulo e região, e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro; Márcio Monzani, secretário regional da UniAmericas; Sergio Takemoto, presidente da Fenae; Douglas Martins, presidente da Central Única dos Trabalhadores em São Paulo; Ubiraci Dantas de Oliveira, vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil CTB; Nilza Pereira, secretária geral da Intersindical; Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, além de presidentes e representantes de federações e sindicatos de bancários de todo o país.
Termina neste sábado (5) o prazo para sacar cotas esquecidas do PIS/PASEP

Trabalhadores de empresas privadas e servidores públicos que tiveram carteira assinada entre 1971 a outubro de 1988 podem ter dinheiro esquecido nas contas do PIS/PASEP. A estimativa é que 10,4 milhões de pessoas se enquadrem nesta situação. São R$ 25,5 milhões que ainda estão disponíveis e, que se não forem retirados até o próximo este sábado (5), serão transferidos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ao Tesouro Nacional, segundo a Caixa Econômica Federal. Quem deixar para sacar depois do prazo precisará fazer uma solicitação de saque para a União no prazo de até cinco anos. O procedimento para solicitação ainda não foi divulgado. Passados os cinco anos, o saldo na conta será dado como abandonado e passará definitivamente para o governo. O valor médio das cotas é de R$ 2,3 mil, mas o saldo individual de cada um vai depender de quanto tempo a pessoa trabalhou no período e qual era o salário naquele momento. Este dinheiro está disponível desde 2020 e, além dos titulares das contas, os herdeiros legais também poderão sacar o valor creditado. No caso dos herdeiros é importante verificar se vale a pena porque os custos da documentação a ser apresentada ao banco podem ser maiores do que o valor a receber. Como sacar Trabalhadores formais podem consultar e solicitar o saque de valores relativos ao PIS por meio do aplicativo do FGTS, da Caixa Econômica Federal, ou se dirigir até uma agência do banco. Os servidores públicos têm direito ao PASEP e devem consultar o saldo e sacar junto ao Banco do Brasil (BB). Todos os trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada cadastrados no Fundo PIS-Pasep até 4 de outubro de 1988 que possuam saldo de cotas podem sacar. Para saber se tem direito a essas cotas basta consultar o aplicativo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o site FGTS ou o internet banking Caixa. Também é possível consultar o saldo nas agências da Caixa – para isso, basta apresentar documento de identificação com foto. Em maio de 2020, o Banco do Brasil transferiu as cotas do Pasep para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Assim, desde junho de 2020, os saques das cotas tanto do PIS quanto do Pasep devem ser solicitados à Caixa Econômica Federal. Com isso, tanto o trabalhador de empresa privada quanto os servidores devem procurar uma agência da Caixa ou se cadastrar no aplicativo ou site do FGTS. Documentos Se for sacar na agência, é preciso levar um documento oficial com foto, como Carteira de Identidade, Carteira de Habilitação (modelo novo), Carteira Funcional reconhecida por Decreto, Identidade Militar, Carteira de Identidade de Estrangeiros, Passaporte emitido no Brasil ou no exterior. Se o trabalhador possui conta individual na Caixa, com saldo positivo e movimentação nos últimos meses, o valor é depositado na conta. Herdeiros É preciso apresentar identificação do próprio interessado, carteira de trabalho do titular e certidão de óbito. Também é preciso apresentar o número de inscrição do PIS/PASEP e do NIS do falecido (a). Caso não tenha, os dados podem ser conseguidos junto à empresa que a pessoa trabalhava. Além disso, é preciso levar declaração de dependentes habilitados pelo INSS, na qual conste o nome completo do dependente, data de nascimento e grau de parentesco ou relação de dependência com o participante falecido, que também pode ser pedida por meio o portal “Meu INSS” junto com o pedido de pensão por morte. Outras situações possíveis Apresentar certidão de óbito e certidão ou declaração de dependentes (beneficiários) habilitados à pensão por morte emitida pela entidade empregadora, para os casos de servidores públicos, na qual conste o nome completo do dependente, data de nascimento e grau de parentesco ou relação de dependência com o participante falecido; ou alvará judicial designando os beneficiários do saque, caso o alvará não faça menção ao falecimento do participante deve ser apresentado a certidão de óbito. Ou ainda escritura pública de inventário, podendo ser apresentado formal de partilha dos autos de processo judicial de inventário/ arrolamento ou escritura pública de partilha extrajudicial lavrada pelo tabelião do cartório de notas; ou Se nenhum dependente tiver direito a pensão por morte, é preciso apresentar autorização de saque subscrita por todos os sucessores, declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos, e certidão de óbito e original e cópia de documento de identificação oficial de cada um dos dependentes ou sucessores. Quem tiver dúvidas pode entrar em contato pelo telefone 4004-0104 (para capitais e regiões metropolitanas) ou pelo 0800 104 0104 (para demais regiões). *Fonte: CUT Nacional
Plenária Nacional do Ramo Financeiro da CUT reúne dirigentes sindicais em São Paulo

A Plenária Nacional do Ramo Financeiro da CUT contou com a participação de dirigentes sindicais das entidades cutistas, inscritos como delegadas e delegados para a 25ª Conferência Nacional dos Bancários, e seus convidados, na manhã desta sexta-feira (4). O encontro foi realizado na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Na plenária, foram tirados posicionamentos do Ramo frente aos debates, propostas e contribuições ao 14º CONCUT. Entre os desafios apontados para o movimento sindical, durante o encontro, foram apresentados temas como combate ao racismo, fortalecimento de bancos públicos, defesa do emprego e organização dos trabalhadores e trabalhadoras em plataformas. *Fonte: Federa-RJ
25ª Conferência Nacional d@s Trabalhador@s do Ramo Financeiro reunirá 636 delegados de todo o país, de sexta (4) a domingo (6)

A 25ª Conferência Nacional d@s Trabalhador@s do Ramo Financeiro será aberta, nesta sexta-feira (4), com o tema “Brasil sempre democrático: com distribuição de renda, direitos, emprego decente e proteção ao meio ambiente”. O evento será realizado em São Paulo e terá atividades até o domingo (6). Organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações e sindicatos filiados e o Comando Nacional dos Bancários, o evento contará com a participação de 636 delegados de todo o Brasil, tendo um total de 800 pessoas envolvidas. Reconstrução do Brasil O tema da abertura, nesta sexta (4), será “Reconstrução do Brasil: ações do governo federal”, que será apresentado pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha. No sábado (5), os temas serão, na parte da manhã, “Conjuntura internacional”, com Moisés Marques (diretor da Faculdade 28 de Agosto) e “Regulamentação das plataformas digitais e inteligência artificial”, com o deputado federal do PCdoB Orlando Silva (relator do Projeto de Lei 2630/20, que trata do tema) e o biólogo Atila Iamarino (comunicador científico). À tarde, haverá dois outros debates: “Reforma tributária: progressiva e distributiva”, com o ex-ministro nos governos anteriores de Lula e de Dilma Rousseff, Ricardo Berzoini (que também foi presidente da Confederação Nacional dos Bancários – CNB e do Sindicato dos Bancários de São Paulo) e a economista Rosângela Vieira dos Santos (técnica do Departamento Intersindical de Estatística e estudos Socioeconômicos – Dieese). No encerramento dos trabalhos do dia, o tema “Transformações no mercado de trabalho e organização do ramo financeiro” será apresentado pelos economistas da subseção da Contraf-CUT do Dieese, Vivian Machado e Gustavo Machado Cavarzan. Consulta Nacional Para o encerramento da Conferência, no domingo (6), estão programadas as duas últimas mesas. Na primeira delas, será feita a “Apresentação dos Resultados da Consulta Nacional dos Bancários 2023”, pela economista, técnica do Dieese, Catia Toshie Uehara. A mesa final será dedicada a “Falas das centrais e correntes políticas que compõem o Comando Nacional dos Bancários e aprovação das resoluções”. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, considera que “a Conferência é um momento importante para o debate dos temas que já vêm sendo preparados pelas conferências estaduais, nos últimos dois meses”. A dirigente pontua que, “como a categoria tem uma Convenção Coletiva de Trabalho válida por dois anos, e não há negociação com os bancos este ano, o evento é importante para a reflexão sobre a conjuntura do país, que passa por um momento decisivo, com pautas fundamentais, como a reforma tributária, e também os desafios atuais das trabalhadoras e trabalhadores da categoria bancária e do ramo financeiro”. Confira a programação completa:
Convites para Festa dos Bancários serão entregues a partir da próxima semana

A partir da próxima semana, uma equipe do sindicato percorrerá os postos de trabalho entregando os convites da tradicional Festa dos Bancários, que acontecerá no dia 26/08. Todos os associados e seus dependentes cadastrados poderão participar do evento. Importante ressaltar que o convite é pessoal e intransferível e será exigido um documento de identificação válido com foto para ingressar na festa. Caso o associado queira levar um convidado, deverá solicitar a troca dos convites dos dependentes através de um formulário especial. Já o bancário associado que não tiver dependentes terá direito a levar um convidado para o evento. Para isso, basta acessar o link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdds0Jsv6-bIyPN24hVdldWh5f6556QcHDXAd68n36A5VX-DQ/viewform?usp=pp_url Mas, atenção: no caso do associado escolher levar um convidado, não poderá levar nenhum dependentes, independente de quantos sejam. Ele deverá trocar todos os convites de dependentes por apenas um convite para o convidado. Vale frisar que a entrada de menores de 18 anos está proibida. A festa será no Clube Comercial de Volta Redonda, a partir das 21h30 e contará com a animação da Banda São Paulo Show.
25ª Conferência Nacional reunirá 636 delegados de todo o Brasil a partir desta sexta-feira (4)

A 25ª Conferência Nacional d@s Trabalhador@s do Ramo Financeiro terá início nesta sexta-feira (4), em São Paulo. As atividades vão até domingo (6) com o tema “Brasil sempre democrático: com distribuição de renda, direitos, emprego decente e proteção ao meio ambiente”. O evento, que terá participação de 636 delegados de todo o Brasil, é organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações e sindicatos filiados e o Comando Nacional dos Bancários. Cerca de 800 pessoas estarão envolvidas no trabalho durante o encontro. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, afirma que “a Conferência é um momento importante para o debate dos temas que já vêm sendo preparados pelas conferências estaduais, nos últimos dois meses”. “Como a categoria tem uma Convenção Coletiva de Trabalho válida por dois anos, e não há negociação com os bancos este ano, o evento é importante para a reflexão sobre a conjuntura do país, que passa por um momento decisivo, com pautas fundamentais, como a reforma tributária, e também os desafios atuais das trabalhadoras e trabalhadores da categoria bancária e do ramo financeiro”, ressalta Juvandia. Reconstrução do Brasil O tema “Reconstrução do Brasil: ações do governo federal” será apresentado pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, na abertura do evento, nesta sexta-feira (4). No sábado (5), os temas serão, na parte da manhã, “Conjuntura internacional”, com Moisés Marques (diretor da Faculdade 28 de Agosto) e “Regulamentação das plataformas digitais e inteligência artificial”, com o deputado federal do PCdoB Orlando Silva (relator do Projeto de Lei 2630/20, que trata do tema) e o biólogo Atila Iamarino (comunicador científico). Na parte da tarde, haverá dois outros debates. O primeiro, “Reforma tributária: progressiva e distributiva” será com o ex-ministro nos governos anteriores de Lula e de Dilma Rousseff, Ricardo Berzoini (que também foi presidente da Confederação Nacional dos Bancários – CNB e do Sindicato dos Bancários de São Paulo) e a economista Rosângela Vieira dos Santos (técnica do Departamento Intersindical de Estatística e estudos Socioeconômicos – Dieese). No encerramento dos trabalhos do dia, o tema “Transformações no mercado de trabalho e organização do ramo financeiro” será apresentado pelos economistas da subseção da Contraf-CUT do Dieese, Vivian Manchado e Gustavo Machado Cavarzan. Consulta Nacional Para o encerramento da Conferência, no domingo (6), estão programadas duas mesas. Na primeira delas, será feita a “Apresentação dos Resultados da Consulta Nacional dos Bancários 2023”, pela economista, técnica do Dieese, Catia Toshie Uehara. A mesa final será dedicada a “Falas das centrais e correntes políticas que compõem o Comando Nacional dos Bancários e aprovação das resoluções”. Programação Confira a seguir a programação oficial completa da 25ª Conferência Nacional d@s Trabalhador@s do Ramo Financeiro.
25ª Conferência Nacional dos Bancários será de 4 a 6 de agosto

A 25ª Conferência Nacional dos Bancários será realizada nos dias 4, 5 e 6 de agosto, em São Paulo. Em junho e julho foram realizadas as conferências estaduais. No Estado do Rio de Janeiro, a conferência estadual foi realizada em Niterói, no dia 15 de julho. Durante o encontro, que aconteceu no Clube Português, foram debatidos temas como a importância da unidade e da participação da categoria na campanha nacional para enfrentar os desafios dos impactos da tecnologia sobre o emprego, a necessidade de melhores condições de saúde e de trabalho, o fortalecimento dos bancos públicos para a retomada do desenvolvimento do país e a reforma sindical.
Prazo para participar da Consulta Nacional dos Bancários termina nesta quarta-feira (2)

Ainda dá tempo de bancárias e bancários de todo o Brasil, sindicalizados ou não, participarem da Consulta Nacional dos Bancários de 2023. O prazo termina nesta quarta-feira (2). A consulta é uma oportunidade para os profissionais darem sua opinião sobre temas nacionais importantes e sobre questões que afetam seu dia a dia de trabalho. “A Consulta é fundamental para sabermos como as bancárias e bancários pensam, quais problemas enfrentam no ambiente de trabalho e quais são seus anseios”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, ao lembrar que a Consulta é uma ferramenta muito eficaz de relação das entidades sindicais com a categoria bancária. As respostas são compiladas e analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e ajudam a balizar a atuação sindical da categoria. “Quanto maior for a participação, melhor para detectarmos os reais anseios dos bancários em todo o país”, explicou o economista do Dieese, Gustavo Cavarzan. Os resultados da análise dos dados serão apresentados na 25ª Conferência Nacional dos Bancários, que ocorrerá entre os dias 4 e 6 de agosto de 2023, em São Paulo. Para participar da Consulta Nacional, basta acessar https://consulta-bancarios.votabem.com.br/ ou o link divulgado pelos sindicatos de cada base específica, uma vez que algumas entidades optaram por um sistema próprio para o levantamento dos dados. *Fonte: Contraf-CUT
Sindicato promove Festa dos Bancários dia 26 de agosto

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense vai realizar no dia 26 de agosto sua tradicional Festa dos Bancários. A animação tomará conta do Clube Comercial de Volta Redonda, a partir das 21h30, com a Banda São Paulo Show. Para entrar é preciso apresentar o convite e um documento válido com foto. Não esqueça que só entram maiores de 18 anos.
Balanço da Febraban mostra que Desenrola fez bancos renegociarem R$ 2,5 bi e limparem o nome de 3,5 milhões de devedores em duas semanas

O balanço divulgado, nesta segunda-feira (31), pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), aponta que o programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil, iniciado no último dia 17, fez os bancos renegociarem R$ 2,5 bilhões em 400 mil contratos de dívida e retirarem a negativação de 3,5 milhões de devedores de até R$ 100 em duas semanas. O programa Desenrola Brasil, promessa de campanha do presidente Lula, foi criado para promover um mutirão de renegociação de dívidas de pessoas físicas. A ideia principal é tirar pessoas da lista de negativados e retomar o potencial de consumo da população. O levantamento leva em conta as renegociações da faixa 2 do programa, que objetivam resolver as dívidas de pessoas físicas com dívidas financeiras negativadas até 31 de dezembro de 2022, e renda de até R$ 20 mil. Também foi promovida a desnegativação das dívidas de até R$ 100, que é uma contrapartida à participação dos bancos no programa. Com isso, se o devedor não tinha outros débitos pendentes, ficou com o “nome limpo” nos sistemas de proteção ao crédito. A previsão do Ministério da Fazenda era que 1,5 milhão de pessoas poderiam ser contempladas por essa medida. Entretanto, a meta foi ultrapassada na primeira semana. Vale lembrar que a desnegativação não é um perdão. O débito continua existindo, mas os bancos se comprometem a não incluir os devedores no cadastro negativo. Confira a nota da Febraban: Nas duas primeiras semanas do Programa Desenrola Brasil, a repactuação de dívidas ultrapassou R$ 2,5 bilhões em volume financeiro, exclusivamente pela Faixa 2, o que representa quatro vezes mais do que na primeira semana. Foram renegociados mais de 400 mil contratos de dívidas. A adesão ao programa irá até o dia 31 de dezembro. Nesse mesmo período, apenas as instituições financeiras retiraram as anotações negativas (desnegativaram) de cerca de 3,5 milhões de registros de clientes que tinham dívidas bancárias de até R$ 100,00. Esse balanço não inclui baixas de registros de outros credores não bancários. “Consideramos que o Programa cumpre o papel essencial no momento delicado das finanças das famílias brasileiras, ao procurar reduzir dívidas da maior quantidade possível de pessoas”, avalia o presidente da Febraban, Isaac Sidney, que complementa. “Os bancos estão dando sua contribuição para que o Desenrola reduza o número de consumidores negativados e ajude milhões de cidadãos a diminuírem seu endividamento.” A Febraban esclarece que cada banco tem sua estratégia de negócio, adotando políticas próprias para adesão ao Programa. As condições para renegociação das dívidas, nessa etapa, serão diferenciadas e caberá a cada instituição financeira, que aderir ao programa, defini-la. A Febraban atualiza periodicamente esses números e dados e divulga balanços parciais. Nas renegociações da faixa 2, cada instituição financeira renegociará suas próprias dívidas, sem a necessidade de consolidação de diferentes credores como ocorrerá na faixa 1. Neste caso, não é necessário inscrição para atendimento em canais digitais do governo. Os bancos oferecerão as condições de renegociação de dívidas diretamente aos seus clientes. Todos os grandes bancos aderiram ao programa e já têm canais ativos para tratar com os clientes. Ao contrário da faixa 1, para este grupo o governo não oferecerá uma garantia. Em troca, o governo vai oferecer aos bancos um incentivo para que aumente a oferta de crédito. Na faixa 2, o programa não atenderá renegociações de dívidas de crédito rural; débitos com garantia da União ou de entidade pública, dívidas que não tenham o risco de crédito integralmente assumido pelos agentes financeiros; dívidas com qualquer tipo de previsão de aporte de recursos públicos; débitos com qualquer equalização de taxa de juros por parte da União. Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 30 milhões de pessoas devem ser beneficiadas nesta faixa. A faixa 1 do programa Desenrola atenderá a população com renda de até R$ 2.640 (dois salários mínimos) ou está inscrito no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico). Poderão ser renegociadas dívidas financeiras e não financeiras de até R$ 5 mil, feitas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022. Essa faixa deve começar a operar em setembro. A portaria publicada pelo Ministério da Fazenda diz que as instituições financeiras deverão se habilitar na plataforma digital do programa para iniciar as renegociações. Mas não indica datas. O governo deve fazer um leilão, em agosto, para definir os credores que serão contemplados. Quem oferecer maior desconto terá vantagem. Atualmente, a maior parte das dívidas negativadas do país (66,3%) não é com bancos, e sim com varejistas e companhias de água, gás e telefonia. Por isso, o governo vai realizar grandes leilões que devem ser divididos por setores e negociará milhares de dívidas ao mesmo tempo. Quem der os maiores descontos, fica apto a participar do programa. O programa não abrange dívidas com garantia real; dívidas de crédito rural; dívidas de financiamento imobiliário; operações com funding ou risco de terceiros. A renegociação dos débitos será feita através de uma plataforma digital. Para isso, o devedor entrará no sistema com seu login do portal gov.br. Depois disso, poderá escolher uma instituição financeira inscrita no programa para fazer a renegociação e selecionar se o pagamento será feito à vista ou número de parcelas. Entre as regras de pagamento estão taxa de juros será de 1,99%; parcela mínima será de R$ 50; pagamento poderá ser feito em até 60 vezes; primeira parcela terá vencimento após 30 dias; prazo de carência será de no mínimo 30 dias e de no máximo 59 dias. De acordo com informações do governo, o pagamento das parcelas poderá ser feito por débito em conta, PIX ou boleto bancário. Os devedores também terão direito a um curso de educação financeira. Mas atenção, em caso de inadimplência após a renegociação, o beneficiário poderá voltar a ficar com o nome sujo. *Fonte: G1