Empregados reivindicam a volta das Gipes para melhorar o atendimento, durante reunião do GT Saúde Caixa

A representação dos empregados no Grupo de Trabalho (GT), que discute melhorias nos serviços do plano Saúde Caixa, reivindicou, mais uma vez, a volta das Gerências de Filial de Gestão de Pessoas (Gipes), para tratar do processo de escolha da rede credenciada por região, atendendo às necessidades do usuário. A reivindicação foi apresentada durante reunião com a Caixa Econômica Federal, nesta quarta-feira (13). O banco começou a reunião insistindo na forma centralizada de escolha da rede, que passou a ser feita em Brasília, ou em Belo Horizonte, ou repassadas para as agências, após a extinção das Gipes. Mas no final do encontro, ficou de avaliar a solicitação e dar uma resposta em nova reunião. As Gipes tinham outras funções importantes, como a contratação e treinamento de pessoal, saúde do trabalhador, desligamento e licenças. Os representantes dos trabalhadores reiteraram a cobrança de dados mais globais sobre todo o funcionamento do plano, tanto os financeiros, quanto, por exemplo, os relativos a número de atendimentos, com faixa etária, tipo de doenças, entre outros. Segundo os trabalhadores, as informações serão importantes para que a consultoria a ser contratada para assessorar no processo de negociação, possa fazer uma análise criteriosa ajudando na formulação de propostas a serem debatidas no GT. A Caixa disse que vai avaliar.

Caixa reabre linha de microcrédito com orientação técnica

Reaberta pela Caixa Econômica Federal, a linha Microcrédito Caixa Repasse vai destinar R$ 300 milhões até dezembro ao programa, podendo beneficiar  cerca de 160 mil empreendedores, ainda no segundo semestre. Eles terão  acesso a crédito com orientação técnica. Rita Serrano, presidenta da Caixa, afirmou que a medida é importante para regionalizar o crédito e ressaltou a importância do acompanhamento técnico dos empréstimos. “O microcrédito tem de ser uma política pública. Portanto, não pode ser meramente uma operação financeira. Senão não dá resultado. Tem que ter um acompanhamento para gerar resultados. Atuando junto às instituições de microcrédito, o atendimento é regionalizado, com atendimento personalizado e orientação aos tomadores”, explicou Rita Serrano. Os empréstimos, com valor mínimo de R$ 100 mil, terão juros a partir de 0,69% ao mês. O valor final da taxa depende da viabilidade do projeto. O pagamento será em 48 parcelas com a primeira somente seis meses após a contratação. Os juros estão limitados a 4% ao mês porque a ação faz parte do Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Os empreendedores podem usar o microcrédito para a compra de equipamentos, móveis, ferramentas e demais itens necessários ao funcionamento da atividade econômica. Todo o processo de contratação de empréstimos tem supervisão técnica. Os interessados devem entrar em contato com uma das instituições listadas no site da Abcred, já que o dinheiro será emprestado às entidades de crédito que integram a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abcred). Caberá a essas entidades emprestar os recursos aos empreendedores. Diferente do SIM Digital A linha de crédito reaberta terá condições diferentes do SIM Digital, programa de microcrédito criado em março de 2022 que emprestava de R$ 300 a R$ 1 mil com juros baixos, inclusive para quem tinha até R$ 3 mil em dívidas. O SIM Digital, no entanto, foi encerrado em junho deste ano, após a revelação que, dos R$ 3 bilhões emprestados, R$ 2,6 bilhões não foram pagos, com índice de inadimplência em 87%. Já o MPO concede empréstimos mediante análise da viabilidade do projeto. Voltado à ampliação da capacidade produtiva, esse tipo de crédito pode financiar a melhora do fluxo de caixa (capital de giro). *Fonte: Rede Brasil Atual com informações da Agência Brasil

Live vai esclarecer dúvidas sobre incorporação de função na Caixa nesta quinta-feira (14)

As dúvidas sobre a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10), determinando que o banco incorpore ao contrato de trabalho o direito à incorporação conforme o RH 151 (normativo interno que regulava a incorporação de função), serão esclarecidas nesta quinta-feira (14), a partir das 19h, durante live transmitida ao vivo pelo Facebook e canal da Contraf-CUT no Youtube. O evento será realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão Executiva de Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). O bate-papo será entre a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, a diretora executiva da Contraf-CUT, Eliana Brasil, o diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, e a advogada Meilliane Vilar, do LBS Advogadas e Advogados Associados, responsável pela ação.   *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato percorre agências bancárias para conscientizar categoria e população sobre gestão abusiva dos bancos

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense percorreu agências de diversas cidades da região nesta terça-feira (12), Dia Nacional de Luta, abrindo as manifestações da campanha Setembro Amarelo. O objetivo do movimento é conscientizar bancárias e bancários sobre o seu ambiente de trabalho, frequentemente marcado por altas demandas, excesso de metas, jornadas prolongadas, competição e falta de reconhecimento. Além disso, visa denunciar à sociedade a gestão abusiva dos bancos. O Sindicato levou faixas e cartazes às agências das cidades de Resende, Barra do Piraí, Paracambi e Volta Redonda chamando a atenção da população para a campanha da categoria. De acordo com informações do Sindicato, o trabalho de conscientização vai continuar durante todo o mês de setembro com visitas às agências e reuniões sobre a Campanha “Menos Metas, Mais Saúde”.

Resultado de mobilização da categoria, bancários terão reajuste de 4,58% em 2023

Divulgada nesta terça-feira (12), a inflação (INPC) para agosto apresentou variação de 0,20%. Assim, o acumulado para 12 meses, entre setembro de 2022 e agosto de 2023, ficou em 4,06%, determinando que o reajuste de bancárias e bancários em 2023 será de 4,58% (INPC mais 0,5% de aumento real). Esse reajuste é resultado da mobilização de toda a categoria, junto aos sindicatos, na Campanha Nacional Unificada dos Bancários de 2022, que garantiu para 2023 a reposição da inflação (INPC) mais 0,5% de aumento real nos salários. O aumento é válido para todos os valores fixos da PLR, no VA e VR e em todas as demais verbas previstas nas cláusulas econômicas da CCT, como auxílio-creche/babá, gratificações, auxílio home office etc. PLR O reajuste de 4,58% também incidirá sobre a Participação nos Lucros e Resultados, na parcela fixa e na adicional e ainda sobre os tetos. A PLR dos bancários é paga em duas etapas: a primeira até 30 de setembro (prazo previsto na CCT para que os bancos realizem o crédito). A segunda parcela da PLR será paga em 2024, com o fechamento do balanço dos bancos o e a consolidação dos seus lucros. Os bancos têm até 1º de março de 2024 para creditar a parcela final da PLR 2023.

Decisão do TRT garante direito à incorporação de função na Caixa

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região decidiu a favor da ação proposta pela Contraf-CUT e entidades filiadas, que garantia aos empregados da Caixa Econômica Federal, o direito à incorporação de função. O TRT manteve a decisão da primeira instância. A Caixa havia entrado com recurso, mas o tribunal negou. A decisão foi publicada na última sexta-feira, 8 de setembro. A Contraf-CUT ingressou com a ação quando a Caixa revogou o manual normativo RH 151, após a reforma trabalhista. A norma interna estabelecia as condições para a incorporação de função. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, explicou que a decisão é uma grande conquista dos trabalhadores, pois a gratificação de função compõe uma parte significativa das remunerações. “Quando se tem uma gratificação por 10 anos, ela acaba fazendo parte dos seus rendimentos mensais. A retirada das gratificações causa uma grande queda no padrão de vida da pessoa. Alguns gestores passaram a utilizar a manutenção da gratificação como forma de pressão pelo cumprimento de metas. Por isso, é uma grande vitória das empregadas e empregados da Caixa”, afirmou Juvandia. O RH 151 era uma norma interna que estabelecia as condições para a incorporação de função e a decisão, nos autos do processo 0001646-12.2017.5.10.0013, aberto pela Contraf-CUT, tendo como coautoras as federações estaduais e regionais a ela ligadas, contempla o entendimento das autoras de que a Caixa feriu o direito adquirido dos empregados, ao revogar o normativo com a intenção de extirpar o direito dos empregados à incorporação da gratificação de função, quando há dispensa da função sem justo motivo (por interesse da administração). O tribunal, além de manter a decisão de primeira instância, reforçou o entendimento de que são beneficiados todos aqueles que estavam na Caixa em 9 de novembro 2017, quando o RH 151 foi revogado e não apenas aqueles que já possuíam 10 anos de função quando a norma foi revogada. Com a decisão, o RH 151 adere ao contrato de trabalho de todos os empregados das bases de sindicatos filiados à Contraf-CUT, desde que tenham sido admitidos até 9/11/2017, garantindo o pagamento do adicional de incorporação nos termos do RH 151 (descomissionamento ocorrido por algum dos motivos/códigos previstos na norma, quando o empregado tiver 10 anos ou mais de função no ato da dispensa). Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), também reforçou a importância da sentença. “Temos que comemorar muito essa decisão, que reforça que o movimento sindical trabalha em todas as frentes pra defender os direitos dos colegas. E continuamos na luta, não só pra a manutenção de direitos, mas para avançar com novas conquistas”, concluiu. *Com informações da Contraf-CUT

Nesta terça (12), Dia Nacional de Luta, bancárias e bancários fazem tuitaço a partir das 11h

Bancárias e bancários realizam o Dia Nacional de Luta, nesta terça-feira, 12 de setembro, com diversas atividades. A partir das 11h, todos estão convocados a participar do tuitaço #AVidaAcimaDoLucro, que visa denunciar para toda a sociedade a gestão abusiva dos bancos. A Federa-RJ preparou uma manifestação, a partir das 8h, em Copacabana, com o objetivo de alertar sobre o ambiente de trabalho da categoria bancária, frequentemente marcado por altas demandas, excesso de metas, jornadas prolongadas, competição e falta de reconhecimento. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vai distribuir nas agências bancárias de todo o país, um informativo para promover a conscientização sobre a prevenção do suicídio. A publicação aborda a questão do adoecimento psíquico dos trabalhadores do ramo financeiro e atualiza como a campanha “Menos Metas, Mais Saúde” tem trabalhado para promover mudanças positivas. O informativo mostra que, de acordo com a Consulta Nacional realizada entre os trabalhadores do ramo financeiro, mais de 40% deles usam medicamentos controlados. A Consulta apontou ainda que a cobrança excessiva por metas resulta em preocupação constante, cansaço, desmotivação e crises de ansiedade e pânico, afetando a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Segundo levantamento da Universidade Federal de Brasília, entre 1996 e 2005, foram registrados 181 suicídios no setor bancário. O informativo da Contraf-CUT conclama a todos para atuar na prevenção ao suicídio, um problema sério de saúde pública. E uma maneira de ajudar é sendo solidário ao identificar alguém com problema de ansiedade, por exemplo, oferecendo ajuda, mostrando que a pessoa não está sozinha e, principalmente, buscando ajuda profissional. Lembrando que no Brasil o número do Centro de Valorização da Vida é 188.

Bancárias e bancários fazem tuitaço para denunciar gestão abusiva nesta terça-feira (12)

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realiza, nesta terça-feira (12), o Dia Nacional de Luta “A vida acima do Lucro”. O objetivo é destacar a importância da saúde mental e física dos trabalhadores, especialmente em um setor tão desafiador como o financeiro. Entre as ações a serem realizadas está um tuitaço com a #AVidaAcimaDoLucro para denunciar a gestão abusiva dos bancos. O tuitaço terá início às 11h.

Contraf-CUT e Fenae se reúnem com Funcef para discutir equacionamento de déficits

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) têm reunião, na tarde desta segunda-feira (11), com a Fundação dos Economiários Federais (Funcef). Vão debater sobre o equacionamento dos déficits do plano REG/Replan. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, falou sobre a importância de debater assuntos de interesse dos trabalhadores. “Nos últimos anos a Caixa dificultou as negociações sobre diversos assuntos de interesse dos trabalhadores. Precisamos voltar a tratar desses assuntos. E o equacionamento na Funcef é um deles, para minimizar os prejuízos sobre os participantes”, ressaltou Juvandia. A reunião acontece a pedido da representação das empregadas e empregados, que enviou um  ofício à Funcef solicitando tratar deste e de outros pontos de interesse dos trabalhadores.   *Fonte: Contraf-CUT

Relatório do BC mostra que Pix já promoveu inclusão financeira de 71 milhões de brasileiros

O Pix, método de transferência eletrônica criado em 2020, vem contribuindo para a inclusão financeira dos brasileiros, alcançando 71 milhões de pessoas até dezembro de 2022. A informação consta de um estudo promovido pelo Banco Central (BC). De acordo com o estudo, os estados com menos agências bancárias são os que registram mais transações via Pix. Destaque para a região Norte, com registro de 21 transações por pessoa, seguida pelo Nordeste, com média de 19. São Paulo aparece com 18, enquanto o Rio, com 19. O levantamento do BC leva em consideração a média de operações no período entre novembro de 2020 e dezembro de 2022. Gratuidade e funcionalidade do Pix atraíram uma multidão de usuários em pouco tempo. Além disso, pessoas que antes tinham que se deslocar para localidades onde existem agências bancárias, agora usam o Pix. Pequenos pagamentos na economia informal também são feitos pela ferramenta. Ao todo são 133 milhões de pessoas usando o serviço e 551 milhões de chaves cadastradas. A Transferência Eletrônica Disponível (TED), implementada pelos bancos em 2002, foi o pontapé inicial, mas os bancos cobravam pelo serviço. Segundo o BC, o Pix incluiu no sistema financeiro 71 milhões de pessoas que não utilizaram a TED nos 12 meses antes da implementação da ferramenta e passaram a usar a nova modalidade para transferências. O relatório do BC mostra que apenas 40% das cidades do Nordeste têm bancos físicos atualmente. A região foi a que mais fechou agências nos últimos anos. Os motivos vão da violência (as explosões de caixas eletrônicos aumentaram em pequenas cidades) ao avanço da digitalização, com o crescimento de bancos sem unidades físicas para atender os clientes, oferecendo contas gratuitas. O número de transações mostra a força do serviço. Foram 2,9 bilhões de operações em dezembro de 2022 contra 1,4 bilhão um ano antes. Já o valor das transações foi de R$ 1,2 trilhão frente a R$ 718 bilhões em dezembro de 2021, um aumento de 67%. Apesar do crescente número de fraudes digitais e o aumento do roubo de celulares, com objetivo de fazer transferências pelo Pix, a adoção pelo serviço também vem crescendo. De acordo com o estudo do BC, em 20 unidades da federação, o percentual de adultos usuários do Pix é superior a 70%, com destaque para o estado de Roraima e o Distrito Federal, que apresentam percentual superior a 90%, mostra o relatório do BC. Atualmente, a maior parte das operações acontece entre pessoas físicas, com valor médio de R$ 257. *Fonte: O Globo