Bancários pedem suspensão de processo de transferência de loterias

Durante audiência pública, realizada pela Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, representantes de empregadas e empregados da Caixa, pediram a suspensão do processo de transferência das Loterias da Caixa para uma empresa subsidiária. A audiência ocorreu nesta quarta-feira (3) e a representação dos empregados também pediu a abertura de diálogo com a sociedade para debater a necessidade, ou não, da transferência, como ressaltou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Diante da importância das loterias e dos recursos que elas destinam para diversas políticas sociais, pedimos que esta transferência seja suspensa e se abra um processo de diálogo com a sociedade, o movimento sindical e o parlamento, para que sejam colocadas sobre a mesa todas as questões sobre o tema”, afirmou Juvandia. A presidenta da Contraf-CUT apresentou dados que mostram que a arrecadação das Loterias Caixa chegou a R$ 23,4 bilhões em 2023, e que 39,2% deste total (R$ 9,2 bilhões) foram destinados a programas sociais do Governo Federal. “Entre eles o Fies, que permite que filhos de brasileiros consigam fazer um curso universitário graças aos recursos das loterias destinados à educação”, ressaltou Juvandia, lembrando que por meio das mais de 13 mil lotéricas, a Caixa oferece serviços bancários e promove a bancarização dos brasileiros de quase todo o país. Já o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, afirmou que a defasagem tecnológica da Caixa causa problemas em todas as áreas da Caixa, não só nas loterias. “O programa Pé-de-Meia, por exemplo, que acabou ser lançado pelo Governo Federal, tem causado filas enormes nas imediações do banco, e uma das causas é justamente o problema nos sistemas do banco. Então, é preciso sim se investir em tecnologia, pois nos últimos anos houve um sucateamento do banco, mas este investimento precisa resolver problemas em todas as áreas, não apenas os que estão relacionados às loterias”, disse Takemoto. A secretária adjunta de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Simone Aparecida Vicentini, disse que o ministério não tinha qualquer conhecimento sobre a proposta de transferência. “Solicitamos que a Caixa nos mandasse informações e esclarecimentos sobre a proposta, quando recebemos o convite para a participação na audiência pois não tínhamos recebido nenhuma informação até aquele momento”, disse Simone. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Em reunião com a Caixa, Contraf-CUT cobra soluções para reivindicações pendentes

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu com o vice-presidente de Pessoas da Caixa Econômica Federal, Francisco Egidio Pelúcio Martins. O objetivo do encontro foi explicar o funcionamento do Comando Nacional dos Bancários, reforçar a importância do diálogo, discutir sobre o calendário de negociações e cobrar soluções para reivindicações pendentes. Para Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, a reunião foi positiva. “Esse é um ano de negociações para a renovação da nossa Convenção Coletiva de Trabalho e do acordo específico da Caixa. É muito importante que o novo vice-presidente tome pé de como funcionam as negociações e das demandas dos trabalhadores, para que o andamento das negociações flua mais tranquilamente e a gente possa chegar ao melhor acordo para a categoria e para os empregados da Caixa”, ressaltou Juvandia. Também participou da reunião a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, recém-eleita representante dos trabalhadores no Conselho de Administração do banco, Fabiana Uehara Proscholdt. Ela aproveitou para expor os problemas enfrentados pelas empregadas e empregados para o atendimento dos beneficiários do Programa Pé-de-Meia, do Governo Federal. “A sobrecarga de trabalho, os constantes problemas nos sistemas do banco e a falta de condições de trabalho, que afetam o cotidiano de trabalho das empregadas e empregados estão escancarados para todo mundo ver”, afirmou a coordenadora, referindo-se às filas que estão se formando nas imediações das agências da Caixa em todo o país, devido a mais uma demanda para atendimento a beneficiários de programas sociais do Governo Federal. Fabiana pediu que “não haja cobrança de cumprimento de metas comerciais dessas agências, para permitir que os empregados atendam esse público de forma adequada, sem que tenham que se preocupar em vender os produtos estipulados pelo banco.” Já o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, que também esteve presente ao encontro, ressaltou a importância do programa social. “O programa é extremamente positivo! Garante uma renda mínima para evitar que haja evasão escolar de jovens do ensino médio. Mas a Caixa precisa ter condições de prestar um bom atendimento à população, sem adoecer seus empregados e nem expor a população a situações degradantes”, explicou Takemoto. *Fonte: Contraf-CUT
Campanha da Federa alerta para perda de direitos trabalhistas

A Federa-RJ lançou uma campanha, nesta terça-feira (2), mostrando a realidade atual dos bancários. O tema é “Banco está pior que Uber”. O vídeo mostra o diálogo entre uma bancária, que presta serviço para um banco digital, e um motorista de Uber, ex-bancário. O objetivo, segundo o texto veiculado, é dizer não à “uberização”, pois andando pelas ruas do Rio, é fácil constatar que as agências bancárias estão fechando e os empregos desaparecendo. Só no Estado do Rio de Janeiro, foram fechados 1.156 postos de trabalho da categoria bancária no ano passado. O resultado é que os clientes perdem o atendimento humanizado, ficando apenas com o atendimento eletrônico e os bancos virtuais, as Fintechs. Como explica campanha da Federa, este conceito moderno esconde o fim dos direitos para bancários como FGTS, férias, 13º salário. Além disso, quem trabalha em um banco digital precisa pagar uma taxa para acessar a carteira de clientes. Essa realidade é apresentada no diálogo entre a passageira e o motorista de Uber, que depois de ouvir a lista de direitos perdidos conclui: “Banco está pior que Uber”. *Fonte: Federa-RJ
Federa inicia encontros para levantar prioridades da categoria bancária

Apesar de a data-base dos bancários ser dia 1º de setembro, as entidades sindicais já estão se organizando para mobilizar a categoria para Campanha Nacional dos Bancários 2024. Por isso, a Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do Rio de Janeiro (Federa-RJ) começa, nesta terça-feira (2), a percorrer os sindicatos de sua base para uma série de encontros. O objetivo é promover debates para levantar as prioridades da categoria bancária que serão levadas à Conferência Estadual dos bancários. O primeiro sindicato a ser visitado será o de Campos, onde vão ser debatidos temas como a realidade dos bancos, além de informações e dados do emprego no Ramo Financeiro, Saúde do Trabalhador e Igualdade de Oportunidades. *Fonte: Federa-RJ
Caixa: representação dos empregados pede explicações sobre mudanças

Preocupada com o impacto gerado sobre trabalhadoras e trabalhadores da Caixa Econômica Federal, a Comissão Executiva de Empregados (CEE) enviou ofício ao banco, questionando as recentes mudanças implementadas. De acordo com Fabiana Uehara Proscholdt, que reassumiu a coordenação até sua posse no Conselho de Administração, a falta de informação por parte da Caixa é preocupante. “Os empregados estão sendo impactados por mudanças significativas sem terem acesso a informações claras e detalhadas sobre o que está acontecendo. Essa falta de transparência gera insegurança e instabilidade no ambiente de trabalho”, afirmou Fabiana. No ofício, a CEE destaca diversas transformações em curso e pede informações sobre o impacto do Plano de Demissão Voluntária (PDV), que prevê o desligamento de até 3.200 empregados. Eliana Brasil, diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e empregada da Caixa, disse que é necessário debater com a Caixa urgentemente. “Sabemos que a Caixa, em PDVs anteriores, tem a estratégia de extinguir grande parte das vagas de cargo efetivo e, em especial, as funções gratificadas, de natureza técnica, dos trabalhadores que aderem ao PDV, com o objetivo de redução de despesas com a folha de pagamento. Isso desestimula os empregados que ficam nas unidades e almejam ascensão na carreira”, observou Eliana. Também são motivo de preocupação para a CEE, as mudanças decorrentes do projeto de transformação digital, que prevê o destacamento no processo “teia” de cerca de dois mil empregados para atuar de forma exclusiva por até dois anos. Segundo a Comissão, a alteração pode gerar mais sobrecarga de trabalho para os empregados. Além disso, a representação dos empregados pede esclarecimentos sobre a contratação de uma consultoria para realizar um estudo de adequação das funções gratificadas, assunto que o movimento sindical tem interesse em participar do debate. A criação de novas superintendências, o fechamento de unidades e a centralização do jurídico também precisam de esclarecimentos. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Caixa: empregados querem avanço na mesa de negociação

Representantes dos empregados da Caixa Econômica Federal cobram, nesta quinta-feira (28), avanços na mesa de negociação. Uma das pautas é a promoção por mérito, que está parada desde julho de 2023, quando as negociações foram paralisadas. Eleita recentemente como representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt afirma que o retorno do debate sobre os deltas é urgente. “Na primeira negociação do ano, ocorrida em 6 de fevereiro, a comissão já havia cobrado da Caixa a retomada dos debates sobre a promoção por mérito. Na ocasião, o banco não sinalizou com nenhuma proposta. Na reunião desta semana vamos cobrar solução pois o delta faz diferença na remuneração do empregado”, disse. Segundo Fabiana, os empregados querem também que a Caixa apresente respostas às reivindicações que estão pendentes desde 2023 ou um calendário para negociar essas questões. Eliana Brasil, diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressaltou que este ano houve apenas uma reunião, onde foram relacionadas pautas urgentes a serem tratadas na mesa única de negociação. “São muitas as pendências de mesas anteriores e outras demandas que vão surgindo com a movimentação feita pela Caixa sem o diálogo com as entidades que representam os empregados. A falta de transparência, as incertezas geradas, além de desmotivar, estão adoecendo os empregados e empregadas. É urgente um calendário fixo de negociações com a CEE”, cobrou Eliana. João Paulo Pierozan, coordenador do GT promoção por mérito, observou que as discussões da promoção por mérito referência 2022-2023 foram iniciadas em junho de 2023, mas foram suspensas assim como outros grupos de trabalho devido às negociações do Saúde Caixa, “O banco e as representações dos trabalhadores não chegaram a debater nenhuma proposta. Nossa cobrança é que seja garantida a distribuição de um delta a todos os trabalhadores e haja o debate para aplicação do segundo delta”, disse João Paulo. Também serão cobradas soluções para reivindicações como redução de jornada para pais de PCDs, reestruturação, retorno do GT Condições de Trabalho e também dos Fóruns de Condições de Trabalho, fim da atividade minuto e volta das designações de caixas e tesoureiros, dentre outras. *Fonte: Contraf-CUT
Financiários definem pauta de reivindicações

Reunidos na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo, para sua 7ª Conferência Nacional, os financiários definiram a pauta de reivindicações para a Campanha Nacional 2024. A minuta apresenta propostas de reajuste dos salários com o INPC + 5% de aumento real, reajuste diferenciado no vale-alimentação (VA) e no vale-refeição (VR) e aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além da manutenção das cláusulas da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por dois anos. O documento será levado para aprovação às assembleias, que vão ser realizadas em todo o Brasil entre os dias 8 e 9 de abril. Depois de aprovada, a minuta vai para a Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi), a partir do dia 15 de abril, para definição do calendário das reuniões de negociações para a renovação da CCT. Também foram definidos a arte e o slogan da Campanha Nacional 2024: “Representatividade gera conquista – Aumentar a representatividade para garantir direitos e construir vitórias”. A secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, Magaly Fagundes, ressaltou que a categoria acredita na representatividade como chave para alcançar seus objetivos. ”Assim fortalecemos nossa voz coletiva, ampliamos nossas conquistas e construímos um futuro mais justo e próspero para todos os financiários. Juntos, vamos transformar essa visão em realidade e conquistar os direitos que merecemos”, concluiu Magaly. *Fonte: Contraf-CUT
Modelos de gestão dos bancos ameaçam saúde mental do trabalhador, aponta pesquisa

Dados da pesquisa “Avaliação dos Modelos de Gestão e das Patologias do Trabalho Bancário” foram apresentados, na última sexta-feira (22), ao Comando Nacional dos Bancários. O documento aponta que cerca de 80% dos trabalhadores do ramo financeiro declaram ter tido pelo menos um problema de saúde relacionado ao trabalho no último ano, sendo que quase metade está em acompanhamento psiquiátrico. Cerca de 91,5% dos que estão em acompanhamento psiquiátrico, usam medicações prescritas pelo psiquiatra, um percentual que cai para 64,4% entre os que estão em outros tipos de acompanhamentos médicos. A pesquisa foi realizada pela Secretaria de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em colaboração com pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UNB). Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, afirma que os resultados da pesquisa são preocupantes. Segundo ela, “é evidente que a saúde mental dos trabalhadores está em risco devido aos modelos de gestão adotados pelos bancos”. A presidenta ressalta que é preciso proteger os direitos e a saúde da categoria. “Precisamos pressionar os bancos para implementar medidas urgentes que melhorem as condições laborais e garantam um ambiente de trabalho saudável e seguro. Não podemos aceitar que a ganância e a negligência empresarial continuem prejudicando a vida e o bem-estar dos trabalhadores”, observou Juvandia. *Fonte: Contraf-CUT
Cartilhas reforçam combate à violência contra a mulher

As cartilhas “Sexo Frágil – Um manual sobre a masculinidade e suas questões” e “Como conversar com homens sobre violência contra meninas e mulheres” foram lançadas, nesta segunda-feira (25), durante reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Julio Cunha, vice-presidente da Federa-RJ e presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, representou a federação no evento. As publicações fazem parte do Programa Nacional de Prevenção à Violência contra as Mulheres. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, ressaltou que a importância da presença dos homens para debater e buscar soluções a fim de diminuir a a violência contra as mulheres. “É essencial lembrar que por trás de cada número estatístico, há uma história de dor”, lamentou Adriana. Para Julio Cunha, a iniciativa da Fenaban em lançar o programa nacional de iniciativa de prevenção à violência contra a mulher no setor bancário, reforçando a cláusula 48 CCT, é muito importante. “Em conjunto com o Basta, os bancos precisam colocar em prática e preparar os gestores para agir em casos desse tipo de violência contra as mulheres”, ressaltou Julio. Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional do Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), observou que a categoria bancária registra importantes avanços na luta por igualdade de oportunidade, conquista obtida nos anos 2000. “De lá pra cá, a partir de muito trabalho e discussões, avançamos no reconhecimento da desigualdade de gênero dentro das empresas, de que as mulheres são mais suscetíveis ao assédio moral e ao assédio sexual. Mecanismos de combate a essas violências, no ambiente de trabalho, também foram conquistados nas convenções coletivas de 2010, 2020 e 2022″, lembrou Juvandia. *Fonte: Contraf-CUT e Federa-RJ
Fabiana Uehara é eleita para o CA da Caixa

A nova representante das empregadas e dos empregados da Caixa Econômica Federal no Conselho de Administração do banco é Fabiana Uehara Proscholdt. A exemplo do primeiro turno, ela foi a mais votada conquistando 50,88% dos 30.343 votos. Fabiana vai assumir como representante no Conselho de Administração em abril e o mandato será de dois anos. Após a divulgação do resultado, Fabiana agradeceu a confiança dos colegas de trabalho. “Agradeço a cada colega que mostrou seu compromisso com o caráter público do banco e com a luta pelos nossos direitos, não apenas aos 15.319 que depositaram sua confiança em mim e no meu trabalho, mas em todos os 30.343 que participaram da eleição”, afirmou. Fabiana fez questão de ressaltar ainda que a luta vai continuar agora no Conselho de Administração, não só representando os anseios dos empregados, mas de toda sociedade, “que tem na Caixa o apoio que todo banco precisa dar para seus clientes e para todo o país.” *Fonte: Contraf-CUT