Após três dias de debates, bancários aprovam resoluções de luta pela democracia

A 25ª Conferência Nacional d@s Bancári@s foi encerrada neste domingo (6), com bancárias e bancários apontando a necessidade de maior organização dos trabalhadores do ramo financeiro, com organização dos comitês de luta e brigadas digitais, para ampliar mobilização da luta por reforma tributária com distribuição de renda, regulamentação das plataformas digitais, melhorar as condições de trabalho e saúde dos trabalhadores, defender os bancos públicos e consolidar a democracia. As plenárias contaram com 636 delegados representantes da categoria de todo o país e 98 convidados. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, falou sobre o trabalho realizado nestes três dias. “Tivemos excelentes debates nestes três dias de conferência e tiramos resoluções sobre os principais temas de ação dos trabalhadores do ramo financeiro. Elas vão orientar o posicionamento do Comando Nacional e das entidades sindicais do nosso campo na luta pela manutenção de nossos direitos e novas conquistas”, destacou. Além da Conferência Nacional, Juvandia ressaltou o processo de debate realizado. “É um dos processos mais democráticos e bem organizados do Brasil, que acontece desde as bases, passa pelas conferências locais e regionais, até chegar ao âmbito nacional. É um debate muito rico, mas também fazemos uma consulta à base, para que a categoria bancária possa opinar sobre os temas mais importantes para nossa luta. E esse processo é valorizado pelo Comando, como parte de formação e mobilização”, ressaltou. Resoluções Durante o evento, foram aprovadas seis resoluções para orientar a luta pela reforma tributária com tributação progressiva, que promova a distribuição de renda, onere os mais ricos e promova isenção maior para os mais pobres, tributação sobre os latifúndios e grandes fortunas e isenção da PLR. Além disso, foi aprovada resolução sobre a organização do ramo financeiro, com a continuidade de identificação de todos os trabalhadores nas regiões do país e suas entidades representativas e mobilização, para que a reforma sindical seja um instrumento formal para o reconhecimento da representação por ramo de atividade econômica. Outra resolução foi pela regulamentação das plataformas digitais, para que haja a garantia da proteção dos direitos e privacidade dos usuários, com ambiente mais seguro contra abusos, assédio, discurso de ódio e outros conteúdos prejudiciais à vida em sociedade. Mas, também para que as plataformas sejam tributadas de acordo com a atividade econômica que realizam, evitando evasão fiscal e garantindo a arrecadação de recursos para o Estado. A quarta resolução, relacionada ao tema da Conferência e a tudo o que foi debatido, direciona a luta pela busca de “democracia sempre”, por um país democrático, socialmente justo e ambientalmente sustentável. Uma democracia sólida, que garanta direitos e liberdades individuais, assim como a participação ativa dos cidadãos na tomada de decisões. Uma democracia com políticas públicas orientadas para a redução das desigualdades sociais e que proporcionem igualdade de oportunidades para todos, independentemente da origem social, raça, gênero ou religião. Uma democracia que adote políticas de conservação dos recursos naturais, com redução das emissões de gases que causam efeito estufa, promova o uso das energias renováveis, a preservação da biodiversidade e a promoção do desenvolvimento sustentável em todas as áreas e promova a transição para uma economia verde, com estímulo à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas e renováveis para gerar empregos e criar uma economia. A quinta resolução foi pelo fortalecimento dos Comitês de Luta e das Brigadas Digitais da Classe Trabalhadora, para que o movimento sindical aumente sua participação e sua influência questões sociais, políticas e econômicas em debate na sociedade. A sexta e última resolução é pelo fortalecimento da campanha “Menos metas, mais saúde”, pela luta contra a gestão e práticas de assédio moral em decorrência dos programas de resultados vinculados a metas abusivas praticadas pelos bancos, que causam adoecimento dos bancários no ambiente de trabalho. Moções e propostas As propostas encaminhadas pelas conferências regionais como orientações para a ação do Comando Nacional e da categoria também foram aprovadas. Assim como nove moções em apoio às deputadas vítimas de violência política e assédio de gênero; de repúdio ao Banco do Amazonas (Basa) pela demissão em massa do Quadro de Apoio; em defesa da Caixa Econômica Federal; em repúdio ao genocídio da população negra e a violência seletiva da Polícia Militar; em repúdio ao “Agiliza” nas salas de autoatendimento da Caixa; em apoio à proposta de retorno do Vale-Cultura; em repúdio contra as ações e práticas antissidincais do banco Santander; em apoio à campanha “Por uma Caixa Sem Retrocessos e 100% Pública”; e em apoio de pela isenção da mensalidade sindical no IR. Correntes políticas As correntes políticas que compõem o Comando Nacional dos Bancários também se posicionaram no encerramento da 25ª Conferência Nacional d@s Trabalhador@s do Ramo Financeiro. Manoel Elídio Rosa, o Mané Gabeira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de São Paulo, Osasco e Região, da Contraf-CUT e representante da Intersindical, iniciou sua intervenção parabenizando todos os delgados e delegadas da Conferência e exaltando a participação e a oportunidade de aprender também com a juventude. Em seguida, o dirigente apontou o principal desafio atual: “Nós vencemos uma eleição muito difícil! Vencemos pela unidade da esquerda e pela unidade democrática. Mais que isso, vencemos pelo voto do pobre, dos nordestinos e das mulheres. E, agora, precisamos mudar a realidade econômica do País, pois 60% dos trabalhadores estão no mercado informal e nós precisamos dialogar com esses trabalhadores. Nossa tarefa é resgatar a justiça social, a solidariedade e a organização coletiva”, afirmou. *Fonte: Contraf-CUT

Resultado da Consulta Nacional mostra impacto de metas abusivas na saúde dos trabalhadores

O resultado da Consulta Nacional às Bancárias e Bancários 2023 foi apresentado neste domingo (6), último dia da 25ª Conferência Nacional d@s Bancári@s, que acontece na capital paulista. O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e teve as respostas compiladas e analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Quase 20 mil bancários de todo o país, sindicalizados ou não, participaram da pesquisa sobre temas relacionados ao dia a dia de trabalho e de repercussão nacional, . “A consulta é fundamental, porque torna-se um instrumento para a percepção dos anseios dos trabalhadores e das trabalhadoras em diversas questões, como como saúde, condições de trabalho e ações sindicais. Também recolhemos informações referentes a reforma tributária, a política praticada pelo Banco Central, igualdade salarial entre homens e mulheres e combate a fake news“, explicou a economista pela PUC de São Paulo e técnica do Dieese, que fez a apresentação dos resultados. Perfil A consulta ocorreu entre 7 de julho e 2 de agosto, reunindo 19.967 respostas. Desse total, 54,9% se identificaram como do sexo masculino e 43% do sexo feminino. Em relação a raça/cor, 68,7% se apresentaram como brancos; 23,1% como pardos; 5,7% como pretos; 2,3% amarelos e 0,2% indígenas. Sobre a idade dos entrevistados, a maior parcela (24,6%) das respostas foi de trabalhadores acima dos 50 anos. A segunda faixa etária que mais respondeu foi a entre 36 e 40 anos (20,8); seguida pelos grupos entre 41 e 45 anos (17,0%); entre 46 e 50 anos (14,2%); 31 a 35 anos (10,5%); 26 a 30 anos (9,7%); 21 a 25 anos (2,1%); e até 20 anos (0,7%). Em relação ao tempo de banco, 42,7% afirmaram mais de 16 anos; 26,2% entre 11 e 15 anos; 15,1% entre 6 e 10 anos e 14,5% até 5 anos. Bancos e locais de trabalho Em relação ao local de trabalho, 74,6% dos pesquisados trabalham em agências, contra 24,8% em departamentos. A maior parte dos consultados é dos cinco maiores bancos do país: 27,8% do Banco do Brasil; 23,0% da Caixa Econômica Federal; 18,7% do Bradesco; 12,9% do Itaú/Unibanco; e 9,3% do Santander. Home office A pesquisa observou um leve recuo no volume de bancários em home office (teletrabalho). Na Consulta anterior, 69,9% diziam não exercer trabalho remoto em nenhum dia da semana. Neste ano, o percentual aumentou para 72,2%. Entre os que atuam em home office, 16,7% o fazem em três ou mais dias da semana; 5,6% durante dois dias na semana; e 2,1% um dia na semana. O teletrabalho é uma conquista da categoria, que se tornou a primeira a incluir a modalidade em cláusulas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), obtida durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2022. Saúde “A categoria bancária representa cerca de 1% do emprego formal no Brasil e 25% dos afastamentos acidentários pelo INSS por doenças mentais e comportamentais. Esse cenário pode estar vinculado à forma como estão estabelecidas e cobradas as metas dentro dos bancos”, destacou Catia Uehara na leitura da apresentação. Houve um aumento de bancários e bancárias que tomam medicamentos controlados nos últimos 12 meses. O índice passou de 35,5%, na consulta feita em 2022, para 41,9% na deste ano. Quando questionados se a cobrança excessiva para o cumprimento de metas impacta na saúde, as respostas também foram preocupantes: 68% têm preocupação constante com o trabalho; 61% apresentam cansaço e fadiga constante; 52% disseram estar desmotivados e sem vontade de ir ao trabalho; 46% apresentam crises de ansiedade/pânico; 42% têm dificuldade em dormir, até mesmo nos fins de semana. E ainda: 29% apresentam crises constantes de dor de cabeça; 28% dor ou formigamento nos ombros, braços ou mãos; 28% dores de estômago/gastrite nervosa; 26% vontade de chorar sem motivo aparente; 21% omitem dor ou doença para não se prejudicar; 21% episódios de pressão alta. Propostas para ambiente saudável Ao serem perguntados sobre quais medidas seriam prioritárias para criar um ambiente de trabalho mais saudável, ético, cooperativo e respeitoso no banco, com direito a assinalar mais de três opções, as principais respostas foram: 53,5% – Definição de metas, levando em consideração o porte da unidade, a região, o número de empregados, a carteira de clientes, o perfil econômico; 46,7% – As metas devem ser proporcionalmente readequadas em períodos de redução do quadro de trabalhadores nas unidades, como acontece nos casos de férias, afastamentos ou licenças; 38,9% – Maior participação dos bancários na definição das metas e mecanismos de aferição; 27,6% – Treinamento para gestores que envolvam valorização dos trabalhadores, respeito à diversidade, cooperação, trabalho em equipe e combate ao assédio moral/sexual. Covid-19 O levantamento realizado neste ano mostra que 46% das bancárias e bancários que tiveram covid-19 apresentam alguma sequela relacionada à doença. Do total pesquisado, 24% não contraíram a doença. Enquanto entre os que a contraíram, 30% afirmaram não ter nenhuma sequela. Entre os que apresentam sequelas, as principais são: perda de memória (26%); cansaço (22%); dificuldade de atenção (19%); perda de cabelo (14%); fraqueza muscular (11%) e dor de cabeça (10%). Sindicalização Grande parte dos pesquisados (75%) afirmou ser sindicalizada, contra 24% não sindicalizada. Quando perguntados como se mantêm informados sobre as atividades sindicais e sobre a Campanha Nacional dos Bancários, com direito a assinalar até três opções como respostas, 51,9% disseram que pelos sites das entidades sindicais; 43,4% via WhatsApp; 39,3% pelo jornal do sindicato; e 22,7% pelo dirigente sindical. Em relação às redes sociais, 21,0% disseram se informar pelo Instagram; 7,4% pelo Facebook e 2,8% pelo Twitter – plataforma que ficou atrás, até mesmo, do e-mail (5,9%). Os que participaram da consulta também foram chamados a opinar sobre a forma de financiamento do movimento sindical. Para 93,7%, a responsabilidade é de todos os bancários, uma vez que todos se beneficiam das conquistas resultantes da negociação sindical, que garante diversos direitos para a categoria. Outros 5,6% acreditam que a responsabilidade pelo financiamento deve ser apenas dos sócios do sindicato. Debates de relevância nacional O movimento sindical bancário também tem atuado em debates de repercussão nacional e que,

Transformações do mercado de trabalho e organização do ramo financeiro são temas de debate na Conferência dos Bancários

A mesa de encerramento dos debates deste sábado (5) na 25ª Conferência Nacional d@s Trabalhador@s do Ramo Financeiro teve como tema a “Transformações no mercado de trabalho e organização do ramo financeiro”. As apresentações ficaram a cargo dos economistas da subseção da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Vivian Machado e Gustavo Machado Cavarzan. Vivian abordou as novas tecnologias bancárias, como inteligência artificial (IA), e como isso afeta a segurança no sistema financeiro. De acordo com a economista, o mundo está passando pela quarta revolução industrial, com a fusão de tecnologias que está combinando as esferas física, digital e biológica. A popularidade do ChatGPT gerou todo tipo de discussões e especulações sobre o impacto que a inteligência artificial generativa já está tendo e terá em nosso futuro próximo. Por isso, o mundo todo está correndo para regulamentar essa novidade. Em junho, a União Europeia (EU) deu um grande passo para estabelecer regras – as primeiras do mundo – sobre como as empresas podem usar a inteligência artificial. No Brasil, o Congresso Nacional está trabalhando na construção do Marco Regulatório da Inteligência Artificial. O projeto prevê avaliação de riscos, responsabilização dos agentes envolvidos e direitos de pessoas eventualmente afetadas pela IA. “É importante acompanharmos todo esse debate, pois o setor bancário é líder em investimento privado em tecnologia no Brasil e no mundo”, explicou Vivian, lembrando que, em 2022, os gastos em tecnologia dos bancos chegaram a R$ 34,9 bilhões, com crescimento de 18% em relação a 2021. A economista apresentou alguns pontos da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2023 para mostrar como a agenda 2023 nos bancos será baseada no uso da IA como tecnologia essencial para automação e eficácia. Novos modelos de negócios Vivian Machado também falou sobre a expansão dos bancos digitais. Só em 2022, 28 novas fintechs surgiram. Fintech é uma empresa que tem como objetivo otimizar serviços relacionados às finanças das pessoas ou de empresas, utilizando inovação e tecnologia. O termo surgiu a partir da junção das palavras em inglês financial (financeiro) e technology (tecnologia). Com esse crescimento, quase 80% da população brasileira têm conta em banco tradicional e digital. Por isso, o Banco Central (BC) criou o Open Finance ou sistema financeiro aberto, que é a possibilidade de clientes de produtos e serviços financeiros permitirem o compartilhamento de suas informações entre diferentes instituições autorizadas pelo BC e a movimentação de suas contas bancárias a partir de diferentes plataformas, e não apenas pelo aplicativo ou site do banco, de forma segura, ágil e conveniente. “Atualmente, uma instituição ‘não enxerga’ o relacionamento que os clientes possuem com outras instituições, o que – teoricamente – prejudica a competição entre elas. Com o Open Finance, as instituições se conectam diretamente às plataformas de outras instituições participantes e acessam, exatamente, os dados autorizados pelos (as) clientes. Todo o processo é feito em ambiente seguro e a permissão poderá ser cancelada pela pessoa quando ela quiser”, explicou Vivian. A implantação do Open Finance no Brasil tem o potencial de injetar R$ 760 bilhões (US$ 157 bi) na concessão de crédito, sendo R$ 460,7 bi para pessoas físicas – considerando o potencial total de adesão dos consumidores à modalidade. Mas, a julgar por uma nova pesquisa realizada pela consultoria Capgemini, esse potencial pode levar tempo para se materializar. Real digital O BC estuda a emissão do real digital, iniciativa que criará a versão com tecnologia cripto da moeda brasileira. Uma Moeda Digital de Banco Central (CBDC, na sigla em inglês) é uma criptomoeda, que como qualquer moeda digital, apoia-se em uma tecnologia blockchain para existir, mas que é emitida e controlada pela autoridade monetária do país, com valor exatamente igual ao da contraparte física. Ou seja, um real digital deve sempre valer R$ 1,00. A ideia de emitir versões tokenizadas das divisas soberanas veio do setor privado, que criou as chamadas stablecoins, que são criptomoedas atreladas ao valor de uma moeda tradicional soberana como dólar, euro e real. A maior de todas as stablecoins, o tether (USDT), cresceu mantendo a paridade de um para um (1:1) com o dólar estadunidense. Evolução e tendências Gustavo traçou um cenário do emprego no ramo financeiro. Segundo ele, o setor financeiro brasileiro passou por uma verdadeira reestruturação, com mudanças nas tecnologias, na legislação trabalhista, na regulamentação do BC e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na política econômica do país e no papel dos bancos públicos, o que alterou drasticamente o modelo de negócios. O principal impacto foi no emprego. Conforme o diagnóstico apresentado, desde a reforma trabalhista feita logo após o golpe de 2016, contra a presidenta Dilma Rousseff, os bancários foram fortemente atingidos após. Em 2019, pela primeira vez na história, a categoria passou a representar menos da metade do emprego formal no ramo financeiro. Em 1994, eram 80%; em 2012, 59%; em 2019, 47%; e em 2021, caiu para 44% do ramo financeiro formal, enquanto as demais categorias passaram a 56%. “Isso é muito preocupante, porque a categoria bancária representa o núcleo central do ramo financeiro, com sindicalismo forte e capaz de exigir acordo coletivo consistente, inclusive com cláusulas sociais. A fragmentação do emprego no ramo financeiro nos indica que a estrutura sindical atual brasileira dificilmente dará conta de responder aos desafios colocados”, observou Cavarzan.” De acordo com o Relatório do Fórum Econômico Mundial 2023 sobre o Futuro do Trabalho, as funções que mais crescem estão sendo impulsionadas pela tecnologia e pela digitalização. Big data, por exemplo, está no topo da lista de tecnologias que devem criar empregos. A previsão é comprovada na comparação de trabalhadores em ocupações nas áreas de Tecnologia da Informação (TI) nos bancos privados entre 2012 e 2021. Em 10 anos, o número de trabalhadores em ocupações relacionadas à TI passou de 14,4 mil para 24,6 mil, crescimento de 70,4%. Entretanto, a proporção das mulheres nestas ocupações diminuiu. Enquanto a categoria bancária perdeu mais de 70 mil postos de trabalho, outros segmentos tiveram forte expansão. A proporção de trabalhadores em cooperativas de crédito em relação à categoria bancária saiu de 8% para 21%; e a de securitários, de

Sindicatos do Rio e Federa-RJ marcam presença 25ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro

O segundo dia de trabalho na 25ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, neste sábado (5), começou com debates sobre temas que abordam desde a conjuntura nacional até as fakenews. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, e os presidentes dos sindicatos da sua base (Campos, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, Sul Fluminense e Teresópolis) acompanharam atentamente os debates. Adriana destacou as conquistas da categoria. Segundo ela, a Conferência está sendo importante para traçar estratégias e avançar diante dos desafios da sociedade. Conjuntura nacional e internacional, taxa de Juros, inflação, reforma tributária e a necessidade de reconstruir o Brasil para voltar a ser uma grande potência foram os temas marcantes da primeira mesa de trabalho. A segunda mesa falou sobre a regulamentação das plataformas digitais e inteligência artificial. Orlando Silva, deputado federal, convidado especial, falou da importância de combate às Fakenews. Átila Iamarino, pesquisador brasileiro, falou sobre o impacto da inteligência artificial no dia a dia. *Com informações da Federa-RJ

Inteligência artificial: falta de regulamentação pode gerar problemas graves para a sociedade

O debate sobre a regulamentação das plataformas digitais e inteligência artificial foi realizado, na manhã deste sábado (5), na 25ª Conferência Nacional d@s Trabalhador@s do Ramo Financeiro. O deputado federal do PCdoB Orlando Silva, relator do projeto de lei de combate às fake news, e o biólogo Atila Iamarino, doutor em microbiologia e pesquisador brasileiro, foram os convidados do encontro. O deputado explicou que  não é tão simples falar sobre temas relativos ao direito digital e à regulamentação de plataforma digital. “Porém, é um tema em debate no mundo, não só no Brasil. O presidente Lula já falou diversas vezes sobre a necessidade de cooperação internacional do campo da regulação das plataformas digitais, pois hoje, com o modo como é feita a coleta e tratamento de dados, e na escala que é feita, não só não protege nenhum usuário como coloca em risco a soberania do país”, afirmou. Segundo ele, isso se dá por pouquíssimas e poderosas empresas deterem os dados de boa parte da sociedade, podendo utilizar esses dados para mover e encaminhar temas de acordo com seus interesses. “As pessoas, ao baixarem um aplicativo e aceitarem os termos de uso – muitas das vezes sem ler –, autorizam a coleta dos dados, o tratamento dos dados e, o mais grave, o compartilhamento dos dados. Esse é um dos pontos dentro da regulamentação das plataformas digitais”, observou. O deputado afirmou que, apesar da imensidão de temas que estão no guarda-chuva do direito digital, o texto debatido no Congresso Nacional com o PL 2630/2020 está focado em discutir um aspecto fundamental da comunicação:  “O texto fala sobre redes sociais, como Facebook e Instagram; serviços de mensagens, como Whatsapp e Telegram; e buscadores, como o Google. Evidentemente, esses temas têm ligação direta com os processos que temos vivido nos últimos anos, pois todos lembram da pandemia e de como as redes sociais foram utilizadas para descredibilizar as vacinas. Isso pra não falar na tentativa do golpe em 8 de janeiro e pra não falar na eleição do inominável em 2018, em um processo eleitoral totalmente baseado em fake news”, explicou o deputado. Orlando pontuou que a urgência em debater o projeto se dá, também, por, cada vez mais, estar diminuindo a distância entre o mundo real e o mundo digital, e isso ser utilizado pela extrema direita para disseminar ódio e desinformação com liberdade e sem responsabilidade. “A extrema direita montou uma estratégia que funciona bem. É a lógica deles, eles fazem e falam coisas que o campo da esquerda não é capaz de falar e fazer por um problema ético e de responsabilidade. O que engaja na rede é discurso de ódio, ataque e desinformação. Nosso campo vai pela informação mais precisa possível, pelo que está provado pela ciência, e isso tem menos apelo”, disse. O deputado pediu ajuda para promover o debate e torná-lo o mais amplo possível, sendo esta uma tarefa democrática e geracional. “Esse problema não estava posto há 20 anos, mas está posto hoje e a diferença entre o mundo real e o virtual vai ser cada vez menor. É por isso que pedimos que as pessoas conheçam, acessem o PL, divulguem e conversem. Estamos disponíveis para enviar pessoas capacitadas e especializadas para instruir sobre os principais pontos e o quanto a regulamentação é urgente para a democracia e soberania do país. Este é um desafio da nossa geração, é pelo futuro, pelo presente e pela democracia a regulação das plataformas digitais”, destacou. Iamarino, cujo trabalho como divulgador científico teve grande impacto no esclarecimento da população e no combate à desinformação, durante a pandemia de Covid-19 no Brasil, atendeu o chamado de Orlando Silva. “Ter uma lei que regula as tecnologias é construir uma barragem porque a água está subindo e o que vem pela frente é um dilúvio”, observou, acrescentando que nada do que foi falado sobre este tema é definitivo, pois a tecnologia está em constante evolução. Inteligência artificial Iamarino traçou um histórico para apontar o que mudou na inteligência artificial, desde o seu início, com robôs que jogavam xadrez até o atual ChatGPT, que não para de evoluir. “Se antes a inteligência artificial tinha 50 áreas diferentes que avançavam por conta própria, hoje tem um único sistema que avança mais de 50 vezes mais rápidas, por todos os pesquisadores estarem trabalhando no mesmo sistema, unificando todas as áreas”, explicou o doutor. Com tantos dados assim, a inteligência artificial começa a relacionar as coisas, melhor do que o ser humano. “Não necessariamente melhor em qualidade, mas muito melhor em quantidade e em velocidade. A disputa do futuro é exatamente essa, o quanto a gente vai aceitar o medíocre rápido, ao invés do mais demorado com qualidade”, afirmou Iamarino. Para o pesquisador, o que não mudou na inteligência artificial desde o começo é a continuidade de fruto de mão de obra barata, conteúdo autoral sendo plagiado, privacidade sendo violada, dados enviesados geram sistemas enviesados, opacidade do sistema e propriedade emergentes.  “É muito fácil criar conteúdo, de texto e até imagens, entramos na fase de criar voz parecida das pessoas e vamos entrar na fase de criação dos vídeos”, apontou. Para ele, a nossa realidade vai mudar completamente nos próximos anos, mas ela não vai ser tão real. “Com isso, a solidão vira uma vulnerabilidade. Nossa atenção já foi capturada, daqui a pouco serão as emoções”. Atila Iamarino elegeu o alinhamento como o grande problema desta tecnologia. “Por isso temos de ter menos foco na inteligência e mais foco nos humanos que estão decidindo isso”, finalizou. *Fonte: Contraf-CUT

Abertura da 25ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro reúne bancários de todo país em São Paulo

Com o tema “Brasil Democrático Sempre – com distribuição de renda, direitos, emprego decente e proteção ao meio ambiente”, a 25ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro foi aberta, no final da tarde desta sexta-feira (4), com a presença de representantes da categoria bancária de todo o país.   O secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Gustavo Tabatinga Júnior, deu início ao encontro convidando representantes de diversas entidades para compor a mesa.  A presidenta da Contraf-CUT, e também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira,  que presidiu a mesa, falou sobre a importância de organizar a luta para construir um país mais justo e fraterno. “Nós mudamos a vida das pessoas quando construímos um país melhor, quando combatemos a violência. Queremos uma condição de vida melhor para todo povo. Por isso, nós vamos perseguir a democracia. Esse país é de todo brasileiro, da classe trabalhadora. Lutamos contra a injustiça social. Queremos nestes dois dias construir propostas para um Brasil Democrático sempre”, ressaltou Juvandia. A presidenta da Contraf-CUT afirmou que para haver democracia sempre é preciso que todos se organizem e lutem para conquistá-la, se apropriando dessa luta. “A democracia vai acontecer quando a gente entender que somos 99%, e que a sociedade não é do mercado financeiro, não é da minoria. Esse país é da classe trabalhadora. Teremos dois dias de grandes debates e contamos com todos e todas para transformar esse país em um Brasil democrático sempre!”, disse. Para Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), é hora de debater sobre o que queremos para o nosso futuro, o que queremos para as trabalhadoras e os trabalhadores do ramo financeiro, o que queremos para o nosso país. “O modelo de negociação do ramo financeiro é um exemplo para todo o movimento sindical brasileiro. Suas conquistas são referência para todas as categorias em nosso país. Hoje, vocês dão mais um passo para seguir sendo essa referência inspiradora. Ao lado da minha companheira de luta, Juvandia Moreira, que é presidenta da Contraf e é vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores, desejo uma excelente Conferência a todos e todas. Viva a Contraf! Viva a CUT! Viva a classe trabalhadora!”, ressaltou Nobre. O presidente da Fenae, Sérgio Hiroshi Takemoto, destacou o simbolismo existente em realizar a Conferência, após a retomada, na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, por ser um local de grandes lutas e resistências em defesa da classe trabalhadora. “Aqui, fizemos grandes lutas em defesa dos bancários, dos bancos e das empresas públicas, e só estamos aqui hoje porque resistimos ao golpe, ao Temer após o golpe e ao governo desastroso de Bolsonaro, que de todas as formas atacou e ameaçou nossos direitos”. Takemoto ressaltou que a base dessa resistência é a organização e a unidade da categoria bancária, sendo fundamental que essa unidade continue e se fortaleça, pela defesa da democracia, pela liberdade e pela luta de defesa social. “Não há democracia sem a defesa dos bancos públicos. A Fenae está aqui para reafirmar o compromisso com a unidade na luta da categoria e de todos os trabalhadores(as)”, destacou. Além de Juvandia, participaram da mesa de abertura da conferência, a presidenta do Sindicato dos bancários de São Paulo e região, e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro; Márcio Monzani, secretário regional da UniAmericas; Sergio Takemoto, presidente da Fenae; Douglas Martins, presidente da Central Única dos Trabalhadores em São Paulo; Ubiraci Dantas de Oliveira, vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil CTB; Nilza Pereira, secretária geral da Intersindical; Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, além de presidentes e representantes de federações e sindicatos de bancários de todo o país.

Termina neste sábado (5) o prazo para sacar cotas esquecidas do PIS/PASEP

Trabalhadores de empresas privadas e servidores públicos que tiveram carteira assinada entre 1971 a outubro de 1988 podem ter dinheiro esquecido nas contas do PIS/PASEP. A estimativa é que 10,4 milhões de pessoas se enquadrem nesta situação. São R$ 25,5 milhões que ainda estão disponíveis e, que se não forem retirados até o próximo este sábado (5), serão transferidos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ao Tesouro Nacional, segundo a Caixa Econômica Federal.  Quem deixar para sacar depois do prazo precisará fazer uma solicitação de saque para a União no prazo de até cinco anos. O procedimento para solicitação ainda não foi divulgado. Passados os cinco anos, o saldo na conta será dado como abandonado e passará definitivamente para o governo. O valor médio das cotas é de R$ 2,3 mil, mas o saldo individual de cada um vai depender de quanto tempo a pessoa trabalhou no período e qual era o salário naquele momento. Este dinheiro está disponível desde 2020 e, além dos titulares das contas, os herdeiros legais também poderão sacar o valor creditado. No caso dos herdeiros é importante verificar se vale a pena porque os custos da documentação a ser apresentada ao banco podem ser maiores do que o valor a receber. Como sacar Trabalhadores formais podem consultar e solicitar o saque de valores relativos ao PIS por meio do aplicativo do FGTS, da Caixa Econômica Federal, ou se dirigir até uma agência do banco. Os servidores públicos têm direito ao PASEP e devem consultar o saldo e sacar junto ao Banco do Brasil (BB). Todos os trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada cadastrados no Fundo PIS-Pasep até 4 de outubro de 1988 que possuam saldo de cotas podem sacar. Para saber se tem direito a essas cotas basta consultar o aplicativo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o site FGTS ou o internet banking Caixa. Também é possível consultar o saldo nas agências da Caixa – para isso, basta apresentar documento de identificação com foto. Em maio de 2020, o Banco do Brasil transferiu as cotas do Pasep para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Assim, desde junho de 2020, os saques das cotas tanto do PIS quanto do Pasep devem ser solicitados à Caixa Econômica Federal. Com isso, tanto o trabalhador de empresa privada quanto os servidores devem procurar uma agência da Caixa ou se cadastrar no aplicativo ou site do FGTS. Documentos Se for sacar na agência, é preciso levar um documento oficial com foto, como Carteira de Identidade, Carteira de Habilitação (modelo novo), Carteira Funcional reconhecida por Decreto, Identidade Militar, Carteira de Identidade de Estrangeiros, Passaporte emitido no Brasil ou no exterior. Se o trabalhador possui conta individual na Caixa, com saldo positivo e movimentação nos últimos meses, o valor é depositado na conta. Herdeiros É preciso apresentar identificação do próprio interessado, carteira de trabalho do titular e certidão de óbito. Também é preciso apresentar o número de inscrição do PIS/PASEP e do NIS do falecido (a). Caso não tenha, os dados podem ser conseguidos junto à empresa que a pessoa trabalhava. Além disso, é preciso levar declaração de dependentes habilitados pelo INSS, na qual conste o nome completo do dependente, data de nascimento e grau de parentesco ou relação de dependência com o participante falecido, que também pode ser pedida por meio o portal “Meu INSS” junto com o pedido de pensão por morte. Outras situações possíveis Apresentar certidão de óbito e certidão ou declaração de dependentes (beneficiários) habilitados à pensão por morte emitida pela entidade empregadora, para os casos de servidores públicos, na qual conste o nome completo do dependente, data de nascimento e grau de parentesco ou relação de dependência com o participante falecido; ou alvará judicial designando os beneficiários do saque, caso o alvará não faça menção ao falecimento do participante deve ser apresentado a certidão de óbito. Ou ainda escritura pública de inventário, podendo ser apresentado formal de partilha dos autos de processo judicial de inventário/ arrolamento ou escritura pública de partilha extrajudicial lavrada pelo tabelião do cartório de notas; ou Se nenhum dependente tiver direito a pensão por morte, é preciso apresentar autorização de saque subscrita por todos os sucessores, declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos, e certidão de óbito e original e cópia de documento de identificação oficial de cada um dos dependentes ou sucessores. Quem tiver dúvidas pode entrar em contato pelo telefone 4004-0104 (para capitais e regiões metropolitanas) ou pelo 0800 104 0104 (para demais regiões). *Fonte: CUT Nacional

Plenária Nacional do Ramo Financeiro da CUT reúne dirigentes sindicais em São Paulo

A Plenária Nacional do Ramo Financeiro da CUT contou com a participação de dirigentes sindicais das entidades cutistas, inscritos como delegadas e delegados para a 25ª Conferência Nacional dos Bancários, e seus convidados, na manhã desta sexta-feira (4). O encontro foi realizado na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Na plenária, foram tirados posicionamentos do Ramo frente aos debates, propostas e contribuições ao 14º CONCUT. Entre os desafios apontados para o movimento sindical, durante o encontro, foram apresentados temas como combate ao racismo, fortalecimento de bancos públicos, defesa do emprego e organização dos trabalhadores e trabalhadoras em plataformas. *Fonte: Federa-RJ

Bradesco: presidente diz que redução de juros em linhas de crédito está sendo avaliada

Em reportagem publicada, nesta sexta-feira (4), pelo jornal Valor Econômico, o presidente do Bradesco, Octávio Lazari Jr., afirma que o banco está avaliando a possibilidade de reduzir os juros em todas as linhas de crédito. A medida é consequência da queda da Selic, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), na última quarta-feira (2). Quanto à oferta de crédito, Lazari Jr. afirmou que, em julho, já foi observada uma originação maior e que “certamente” isso vai continuar no segundo semestre. O presidente do Bradesco ressaltou as linhas de grandes e médias empresas são o destaque positivo e devem ter demanda maior. Mas em pequenas empresas e em pessoas físicas de mais baixa renda, haverá menor crescimento do crédito. Durante teleconferência com investidores, Lazari afirmou que, por enquanto, não há nada formal sobre eventual fim dos juros sobre capital próprio (JCP).  “A interlocução com o governo tem sido bastante positiva”, acrescentou. Ainda segundo a reportagem, a possibilidade de extinção ou aperfeiçoamento do JCP foi aventada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e membros da equipe econômica no final do mês passado. *Fonte: Valor Econômico

Bradesco: balanço aponta lucro líquido recorrente de R$ 4,52 bi no segundo trimestre de 2023

De acordo com um balanço publicado, nesta quinta-feira (3), o Bradesco teve  lucro líquido recorrente de R$ 4,52 bilhões no segundo trimestre deste ano. Segundo o documento, isso significa uma queda de 35,8%. O líquido contábil ficou no mesmo patamar do recorrente. A expectativa dos analistas era um lucro líquido, em média, de R$ 4,47 bilhões, com base em dados coletados pela Refinitiv. Segundo maior banco privado do país, o Bradesco registrou índice de inadimplência acima de 90 dias de 5,9%. O resultado aponta um aumento em relação ao primeiro trimestre deste ano, cujo índice ficou em 5,1%,  e ao mesmo período de 2022, quando o registro foi de 3,5%. Já a carteira de crédito expandida avançou 1,6% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 868,7 bilhões. O banco registrou provisão para devedores duvidosos expandida (reserva contra calotes) de R$ 10,3 bilhões. No ano passado, o valor era de R$ 5,3 bilhões. No primeiro trimestre de 2023, o valor era de R$ 9,5 bilhões. Projeções A instituição também revisou projeções para 2023, incluindo uma redução na expectativa de crescimento da carteira de crédito expandida para o intervalo de 1% a 5%, contra estimativa anterior de 6,5% a 9,5%. A expectativa de elevação da margem financeira total também foi reduzida para 2% a 6%, de 7% a 11% anteriormente. A perspectiva de crescimento das despesas operacionais também caiu para 7% a 11% frente à estimativa anterior de 9% a 13%. Porém, a projeção para o crescimento do resultado das operações de seguros, previdência e capitalização saltou para 21% a 25%, contra expectativa anterior de aumento de 6% a 10%. *Fonte: G1