Bancários do Itaú debatem tecnologia e desafios da categoria em encontro nacional

O Encontro Nacional dos Funcionários do Itaú, realizado nesta sexta-feira (22), em São Paulo, reuniu bancárias e bancários de todo o país. Os debates foram sobre as transformações institucionais e as condições de trabalho no banco. Ao final do encontro, foi aprovado o plano de luta para fazer frente aos principais problemas enfrentados pelos trabalhadores. O uso de IA e IA Generativa foi um dos destaques do debate, já que o Itaú é uma das instituições financeiras do Brasil que mais investe nesta área. O resultado é o fechamento de agências físicas, extinção de empregos e migração de postos para a área de TI da holding. Cátia Uehara, técnica do Dieese, apresentou dados sobre essa transformação. “Enquanto globalmente o orçamento em tecnologia dos bancos cresceu 35% entre 2018 e 2023, no Brasil, o crescimento foi de 97%”, disse a economista. Os dados mostram que de março de 2011 a junho de 2025 já são 18.247 postos de trabalho extintos no Itaú. Entretanto, os postos na TI vêm aumentando. No terceiro trimestre de 2024, por exemplo, 380 empregados da rede Itaú foram transferidos para a TI. Quanto ao fechamento de agências, de junho de 2014 a junho de 2025, foram encerradas 2.031 unidades do Itaú, uma média de 3,5 agências fechadas por semana. O adoecimento psíquico, devido a metas abusivas, sobrecarga, pressão constante e assédio moral, também mereceu destaque no encontro. Além disso, foi apresentada outra causa de adoecimento: a vigilência excessiva do trabalhador por meio da IA, com monitoramento constante e invasivo, por meio das tecnologias digitais. Também foi mencionado o papel do Programa Gera no adoecimento psíquico dos funcionários do Itaú. O GERA leva a rankings de desempenho, com exposição pública de resultados; leva a cobranças em tempo real, com pressão inclusive fora do expediente. *Fonte: Bancários do Rio
Intensificação das ações de luta e organização é destaque no Encontro Nacional do Santander

O Encontro Nacional dos Funcionários do Santander reuniu delegadas e delegados de todo o país em São Paulo no dia 22 de agosto. Os debates incluíram análises de conjuntura e destaques dos dados e do balanço do banco. No final, foram relembradas as negociações do ano passado do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico, com validade até 31 de agosto de 2026. “É importante relembrarmos e destacarmos as conquistas nas cláusulas sociais e econômicas obtidas na Campanha Nacional 2024, que constam no ACT específico do Santander e garantem direitos a todos os trabalhadores do banco até o ano que vem”, ressaltou Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander. Também foram debatidas as atividades mobilização, organização e enfrentamento que já foram realizadas nas bases das federações e as ações que ainda são necessárias. Wanessa falou sobre a importância dos debates. “Ao debatermos a grande campanha nacional que já está em curso, em defesa do emprego bancário e denunciando as fraudes de contratação praticadas pelo Santander com as terceirizações, atualizamos o andamento das ações jurídicas e sindicais, bem como sobre as audiências públicas realizadas em todo País”, ressaltou a coordenadora. As propostas de plano de lutas debatidas nos Encontros Regionais e Estaduais foram remetidas para a COE/Santander pautar as próximas negociações. Logo no início do encontro, a economista e técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Vivian Machado, fez uma análise econômica e dos dados do Santander. Vivian destacou os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que cresceu 3,4% em 2024, e os dados do mercado de trabalho, que alcançou a menor taxa de desocupação e o maior rendimento médio mensal na sequência histórica. A economista lembrou que a taxa de juros (Selic) chegou a 15%, mesmo com uma inflação em 5,35% (acumulada em 12 meses, em junho de 2025), deixando o Brasil com o segundo lugar no ranking de juros reais no mundo, com o maior nível desde junho de 2006. Em relação aos números globais do Santander, a economista destacou que o banco obteve, no primeiro semestre de 2025, o melhor resultado trimestral e semestral de sua história, com lucro de 6,8 milhões de euros. “Nesse cenário, a unidade brasileira é a segunda maior contribuinte para os resultados, atrás apenas da matriz na Espanha, com lucro de 996 milhões de euros, ou seja, 14,6% do resultado global”, explicou Vivian. O resultado nacional do Santander também foi positivo no primeiro semestre, com lucro de R$ 7,520 bilhões no Brasil, um aumento de 18,4% em relação ao mesmo período de 2024. A economista falou, ainda, sobre os negócios do banco e apontou a tecnologia como impulsionadora dos resultados, já que Santander aumentou os investimentos nessa área e reduziu os gastos com estrutura. Os impactos da IA no sistema financeiro também mereceu destaque no encontro, com cientista político e professor da Faculdade 28 de Agosto, Moisés Marques, fazendo uma análise de conjuntura com o tema “o mundo de ‘ponta cabeça’ e as consequências para o Sistema Financeiro Nacional (SFN)”. *Fonte: Contraf-CUT
Congresso da Caixa: mesa de saúde alerta para massacre de trabalhadores

Em sua participação na mesa de debates sobre o Saúde Caixa, no 40º Conecef, Rafael de Castro, diretor e representante da Contraf-CUT na CEE, disse que o pessoal da Caixa está sendo massacrado no dia a dia de trabalho. “Não podemos normalizar as pessoas terem que trabalhar com medo, trabalhar sob pressão, voltar pra casa esgotadas, desmaiar na cama e voltar no outro dia para a mesma rotina de massacre”, afirmou. Já o coordenador da mesa de debates e representante da Federa-RJ, Serginho Amorim, observou que o objetivo da mesa é debater o adoecimento e o sofrimento mental na categoria, conectando isso com a discussão sobre o Saúde Caixa, sua importância, como os usuários enxergam o plano e sua situação financeira. Leonardo Quadros, diretor de Saúde e Previdência da Fenae e presidente da Apcef-SP, alertou para os dados alarmantes referentes aos afastamentos na Caixa por acidentes de trabalho. Os dados de 2024 mostram que quase 75% dos afastamentos na Caixa eram causados por doenças mentais e comportamentais. Leonardo lembrou que as entidades de representação sindical dos trabalhadores cobram, há muito tempo, o aperfeiçoamento da política de gestão de pessoas, em especial a mudança dos programas de prevenção e promoção da saúde, para que eles sejam mais efetivos e possibilitem efetivamente a redução dos riscos de adoecimento psicossociais. A doutora em Economia e técnica do Dieese, Hyolitta Araújo, apresentou números sobre os registros de afastamentos no INSS e, também, da pesquisa da Fenae realizada em 2025, com mais de 3 mil trabalhadores da Caixa. Dos afastamentos registrados pelo INSS entre bancários em 2024, mais de 50% foram motivados por questões relacionadas à saúde mental. Na Caixa Econômica Federal, o número é ainda maior e beira os 70%. *Fonte: Contraf-CUT
Juros altos e crise no agro são desafios para o Banco do Brasil

A economista Rosângela Vieira dos Santos, da Rede Bancários do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostrou como o Banco do Brasil tem enfrentado um cenário de fortes pressões, mas também reafirmou sua relevância estratégica para o desenvolvimento nacional. A apresentação foi realizada no 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (35º CNFBB), em São Paulo, nesta sexta-feira (22). De acordo com Rosângela, a economia brasileira viveu um ciclo recente de crescimento, geração de empregos e queda da inflação. Entretanto, juros elevados freiam a atividade e têm impacto direto sobre os bancos públicos. Segundo Rosângela, no Banco do Brasil, o custo de captar recursos se tornou muito mais caro, o que pressiona seus resultados e reduz a rentabilidade. A queda expressiva nos lucros do Banco do Brasil em 2025 foi um dos destaques da apresentação. Segundo Rosângela, o movimento resulta da combinação de três fatores principais: os juros altos, a entrada em vigor de uma nova norma contábil que aumentou a exigência de provisões e a inadimplência recorde no agronegócio, setor que concentra uma parte relevante das operações do banco. O aumento das despesas do banco também foi abordado, desde os custos para captar recursos até os gastos administrativos. Apesar das adversidades, Rosângela afirma que o Banco do Brasil continua desempenhando funções essenciais para o país. *Fonte: Contraf-CUT
Congressos de bancos públicos têm abertura solene em conjunto

A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, destacou a importância da defesa da soberania nacional, durante a abertura dos congressos nacionais dos bancos privados, nesta quinta-feira (21). “Este é um momento de reafirmar essa unidade, que não é só dos bancários e das bancárias, é de toda a classe trabalhadora. Por isso, abrimos o nosso congresso reafirmando nosso compromisso inegociável com o povo brasileiro, na defesa dos bancos públicos, das empresas públicas, na defesa da Democracia, na defesa de nossa soberania”, ressaltou a dirigente. Juvandia falou também sobre a importância da participação da categoria bancária na reeleição de Lula em 2026, e enfatizou a necessidade de a categoria bancária continuar fortalecendo as pautas pela reforma tributária, para que os super ricos, com renda superior a R$ 50 mil por mês, paguem mais impostos, tirando a sobrecarga da população. O presidente da Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa Econômica Federal, Sérgio Takemoto, falou sobre a importância de manter a unidade da categoria. Segundo ele, graças à unidade foi possível manter a Caixa pública. “Vamos precisar dessa união hoje também para defender a Caixa, nossos direitos, nossa previdência e nosso plano de saúde”, afirmou Takemoto. A resistência aos ataques ao Banco do Brasil marcou a abordagem da coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes. “Quando atacam o Banco do Brasil, não estão atacando apenas a gestão, mas o governo e a população, pois o BB é uma ferramenta de fomento social”, ressaltou Fernanda. *Fonte: Contraf-CUT
Contraf-CUT vai transmitir abertura de congressos de bancos públicos

Nesta quinta-feira (21), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vai transmitir a abertura solene do 40º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa; do 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil; do 30º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil; e 17º Congresso dos Funcionários do Banco da Amazônia. A transmissão será ao vivo, a partir das 18h, pelo canal do Youtube. Para acompanhar, acesse o link abaixo: *Fonte: Contraf-CUT
Justiça garante restabelecimento de benefício a bancária do Bradesco

Uma bancária do Bradesco, diagnosticada com Reações Graves ao Estresse e Transtorno de Adaptação (CID F43) e Transtorno Misto Ansioso e Depressivo (CID F41.2) — relacionados à sobrecarga e frustrações vivenciadas no contexto laboral — teve o seu direito reconhecido na Justiça após meses de espera e descaso do INSS. Em dezembro de 2024, a trabalhadora solicitou benefício por incapacidade. Porém, só em março de 2025 o INSS concedeu o benefício, e ainda de forma limitada, até janeiro daquele ano — uma decisão sem sentido, que ignorou a gravidade do quadro clínico. Diante dessa injustiça, o sindicato, por meio de sua assessoria jurídica, ajuizou ação no dia 09/07/2025 com pedido de tutela de urgência. O objetivo era restabelecer o benefício e garantir a subsistência da trabalhadora enquanto se recupera. A Justiça reconheceu o direito da bancária e, em 11/08/2025, determinou que o INSS restabeleça o benefício na modalidade acidentária em até cinco (5) dias, devendo mantê-lo até nova decisão. Essa vitória reforça a importância da atuação sindical e do acesso à assessoria jurídica especializada para a defesa dos direitos dos trabalhadores bancários. Se você é bancário(a) e teve seu benefício negado ou interrompido de forma indevida, procure imediatamente o sindicato. Seus direitos precisam ser respeitados!
Banco do Brasil oferece apoio a bancárias vítimas de violência doméstica

O Banco do Brasil apresentou à Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o Protocolo de Atendimento para casos de Violência Doméstica e Familiar. Além da Cartilha de Prevenção à Violência Doméstica, o documento estabelece um canal específico na Gepes Atendimento, pelo telefone 4003-5291, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, que conta com uma equipe capacitada para orientar bancárias sobre medidas externas e internas de proteção. O canal oferece acolhimento e suporte para romper o ciclo de violência, além de medidas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como transferência de local de trabalho, alternância de horários e mudança do regime presencial para teletrabalho ou vice-versa. Através do canal, as vítimas poderão ser encaminhadas para acompanhamento psicológico e médico da Cassi, além de auxílio deslocamento para idas a delegacias ou serviços públicos especializados. *Fonte: Contraf-CUT
Bancária tem benefício restabelecido

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense obteve uma vitória na defesa de uma bancária que teve seu auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença) negado pelo INSS. A decisão judicial, proferida pela 1ª Vara Cível da Comarca de Barra Mansa, determinou o restabelecimento imediato do benefício. A bancária buscava a prorrogação do seu auxílio por incapacidade temporária e o juiz considerou que o laudo médico apresentado no processo demonstrava a probabilidade do direito da autora. Com isso, deferiu a tutela de urgência, restabelecendo o benefício que terá a duração de um ano. A decisão judicial destaca a importância do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense na garantia dos direitos dos trabalhadores.
Itaú envia respostas aos questionamentos do GT de Saúde

Na tarde da última terça-feira (19), o Itaú enviou as respostas às reivindicações dos representantes dos trabalhadores durante reunião com o GT de Saúde. Os temas debatidos no encontro foram clínicas médicas, fornecimento de atestados de saúde ocupacional, acesso a prontuários médicos e melhorias na folha de pagamento. A qualidade no atendimento de algumas clínicas foi uma das principais queixas dos trabalhadores. O banco respondeu, explicando que descredenciou quatro unidades e que vai criar salas ocupacionais em diversos estados. Atestados de saúde ocupacional enviados por e-mail era outra queixa. Mas o banco informou que passará a fornecer os documentos originais, atendendo às exigências das perícias do INSS, caso contrário, permanece digital. Quanto ao prontuário médico, foi retirada a exigência de firma reconhecida. Bastará uma carta de próprio punho acompanhada de foto do crachá para que o trabalhador tenha acesso às informações. Para melhor entendimento das folhas de pagamento, o Itaú explicou que, a partir de agosto, o imposto de renda passará a ser retido no momento do pagamento, evitando descontos acumulados em uma única vez. Além disso, a antecipação salarial será registrada em apenas uma rubrica, o que deve facilitar a leitura e entendimento. Já em relação ao exame de retorno e às faltas injustificadas, o Itaú esclareceu que, ao receber a informação de alta, envia um e-mail ao trabalhador para o agendamento. Os dias entre a alta do INSS e a realização do exame deverão ser abonados pelo gestor. Para evitar atrasos, o banco também enviará notificações 15, 10 e 5 dias antes da alta. *Fonte: Contraf-CUT