Consignado do INSS: juros serão definidos até sexta (24)

Uma definição sobre o novo teto dos juros do crédito consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sairá até sexta-feira (24). A informação é do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Sidney Oliveira, que esteve reunido com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, na última terça-feira (20). “O patamar fixado pelo Conselho Nacional de Previdência Social, de 1,7% ao mês, não atende a estrutura de custo dos bancos. Tanto não atende que os bancos públicos também interromperam a concessão de consignado, ou seja, Banco do Brasil e Caixa interromperam porque não conseguem suportar com a taxa de 1,70%”, afirmou. Sidney disse ainda que as instituições financeiras estão dispostas a negociar e indicou que uma solução intermediária deverá ser encontrada. “Nós precisamos sair desse impasse. Há toda uma disposição da Febraban, do setor bancário para que nós possamos encontrar o patamar que possa de um lado atender a um anseio do governo e de outro lado permitir a viabilidade econômica de crédito consignado”, acrescentou. Segundo comunicado da Casa Civil da Presidência da República, publicado na última segunda-feira (20), haverá uma nova reunião entre representantes do governo e do sistema financeiro, até o fim desta semana. “Existe possibilidade de elevação do teto de juros, mas é necessário aguardar o resultado dessa reunião. A expectativa é chegar a um acordo sobre a taxa”, informou o comunicado. Ainda segundo o comunicado, “há previsão de que na próxima semana, o ministro da Previdência convoque uma nova reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) para discutir o tema”. O documento foi emitido após reunião entre os ministros da Casa Civil, Rui Costa; da Fazenda, Fernando Haddad; e da Previdência, Carlos Lupi, no Palácio do Planalto, para debater o assunto. Também estiveram presentes no encontro Galípolo, o secretário-executivo do Ministério Trabalho e Emprego, Francisco Macena, além das presidentas da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, e do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. O Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) reduziu de 2,14% para 1,7% ao mês o teto dos juros sobre o crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS. O órgão também diminuiu de 3,06% para 2,62% ao mês o limite da taxa para o cartão de crédito consignado. A medida foi alvo de críticas e, no fim da semana passada, vários bancos públicos e privados, inclusive a Caixa e o Banco do Brasil, suspenderam a oferta dessa modalidade de crédito. Segundo o Banco Central, apenas quatro instituições financeiras cobravam taxas menores que 1,7% ao mês: Sicoob (1,68%), Cetelem (1,65%), BRB (1,63%) e CCB Brasil (1,31%). *Com informações da Agência Brasil

Trabalhadoras e trabalhadores vão às ruas contra juros altos

Bancárias e bancários tiveram participação massiva nas manifestações de rua realizadas em todo o país, nesta terça-feira (21). O movimento convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) exigiu a redução da taxa básica de juros (Selic). O índice, que é definido pelo Banco Central (BC), está em 13,75% ao ano, o mais alto do mundo. A CUT, demais centrais sindicais e movimentos populares escolheram essa data por coincidir com o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), para decidir sobre a taxa básica de juros, Selic. A reunião vai até quarta-feira (22), quando será anunciada, após o fechamento do mercado, a decisão do grupo. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, falou sobre as manifestações.  “Estamos com atos hoje em nove estados e no Distrito Federal, contra essa política do Banco Central de manter a Selic muito alta. Não existe outro país com taxa tão elevada, porque inibe o investimento produtivo e estimula o rentismo. Como estamos, o Brasil continua perdendo emprego e renda. Para mudar a política econômica, tem que mudar o presidente do Banco Central, que está promovendo a recessão. Nós queremos a economia forte, gerando emprego e renda para todos os trabalhadores. Juros altos é sabotagem”, declarou Juvandia. A democratização do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (CARF), órgão que julga processos administrativos de grandes devedores e, em geral, beneficia as empresas sonegadoras porque a maioria dos conselheiros é empresário, também está entre as reivindicações dos trabalhadores. Segundo o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, os juros altos favorecem apenas os mais ricos, que têm algum dinheiro aplicado no sistema financeiro. “Todo mundo tem um amigo, um parente desempregado, e essa penúria que o trabalhador vem passando tem tudo a ver com os juros altos que impedem as empresas de investir e o próprio governo de promover programas sociais e fazer obras como abrir novas estradas, consertar as que precisam de reparos, entre outras que geram milhares de empregos”, disse Sérgio Nobre. As manifestações não aconteceram apenas nas ruas. Desde as primeiras horas da manhã, várias postagens no Twitter começaram a subir a hashtag #JurosBaixosJá, que alcançou o quarto lugar entre as mais comentadas no Brasil, nesta terça-feira. *Com informações da Contraf-CUT

Reunião do Copom pode decidir sobre alteração da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, está reunido nesta terça-feira (21) para debater sobre a Selic, taxa básica de juros, que vem sendo duramente criticada pelo governo, pelo setor produtivo e pelas entidades de trabalhadores. A taxa poderá – ou não – ser alterada no segundo e último dia de encontro do colegiado, já na noite de quarta-feira. Mesmo com as críticas, as projeções indicam que a tendência d o Copom é manter os juros em 13,75% ao ano, que vem desde agosto passado e é o maior índice em seis anos. De agosto para cá, a inflação (IPCA) anualizada caiu três pontos percentuais, de 8,73% para 5,60%. Em poucos meses a diferença entre juros e inflação subiu de 4,6% para 7,7%. A autoridade monetária aponta riscos, internos e externos, para a inflação brasileira. Mas o governo não concorda com a argumentação. Sem justificativa Para o vice-presidente e também ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin, nada justifica esse índice. “Não há nada que justifique 8% de juros reais acima da inflação quando não há demanda explodindo e quando o mundo inteiro tem praticamente juros negativos”, afirmou nesta segunda-feira (20), durante seminário. Organizado pelo BNDES, o seminário contou ainda com a presença do presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, que chamou as taxas de juros de “pornográficas”. Já o professor Joseph Stiglitz, Nobel de Economia, falou em “pena de morte” ao se referir ao juros praticados no Brasil pelo Copom.  Por conta deste cenário, representantes das centrais sindicais se unem nesta terça-feira (21) em protesto contra os juros altos mantidos pelo Copom. Os atos vão acontecer por todo o país.  “Os protestos são fundamentais para pressionar a direção do BC, comandada por Roberto Campos Neto, a baixar os juros que estão travando o crescimento econômico, impedindo a geração de empregos. Todo mundo tem um amigo, um parente desempregado e essa penúria que o trabalhador vem passando tem tudo a ver com os juros altos que impedem as empresas de investir e o próprio governo de promover programas sociais e fazer obras como abrir novas estradas, consertar as que precisam de reparos, entre outras que geram milhares de empregos”, afirma o presidente da CUT, Sérgio Nobre. *Com informações da Rede Brasil Atual

Live da CUT com informações sobre os atos desta terça-feira (21) já está no ar

Já está no ar a live da CUT com as informações sobre os protestos da classe trabalhadora contra os juros altos, que acontecem nesta terça-feira (21) em todo o país. A transmissão está sendo feita pelas páginas da CUT no Facebook e no YouTube, e no canal do YouTube da TVT. A Contraf-CUT, federações e sindicatos do ramo financeiro também participam dos atos, que são promovidos pela CUT, Força, CTB, UGT, CSB, NCST, CSP Conlutas, Intersindical e A Pública, além dos movimentos Povo Sem Medo (PSM) e Frente Brasil Popular (FBP). Também nesta terça-feira (21) está sendo realizada a reunião do Copom do Banco Central (BC) para decidir a taxa básica de juros do país, a Selic, pelos próximos dois meses. Atualmente em 13,75% ao ano, a Selic é considerada a mais alta do mundo. *Com informações da Contraf-CUT

Em reunião, movimento sindical pede fim de demissões e de fechamento de agências do Itaú

A reunião entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Itaú, na última quinta-feira (16) teve como foco principal a questão das demissões, fechamento de agências e a cobrança de novas contratações. O encontro aconteceu no Centro Empresarial (Ceic), em São Paulo. O movimento sindical apresentou uma série de denúncias de sindicatos de todo o Brasil de que os bancários afetados nos fechamentos das agências não têm chance de nova oportunidade dentro do banco. Segundo informações do Itaú, no ano passado foram fechadas 239 agências, com 1971 trabalhadores envolvidos. Deste total, somente 74% foram realocados, 8% pediram demissão ou aderiram ao PDV e 18% foram demitidos. Em 2023, já são 106 agências, com 1330 trabalhadores envolvidos. Durante a reunião, os dirigentes sindicais questionaram os números e o processo de realocação, além de solicitarem informação sobre para onde foram estes funcionários. O banco se comprometeu a fazer um levantamento e apresentar, na próxima reunião, os locais de realocação, para que o processo possa ser acompanhado. O coordenador da COE Itaú, Jair Alves, falou ainda sobre assédio e sobrecarga de trabalho. “Nós queremos mais contratações, principalmente, no varejo, pois quem ficou no banco está sempre sobrecarregado. Queremos também o fim do assédio moral, que aumentou muito com este cenário de insegurança gerado pelos fechamentos e demissões”, afirmou Jair. No encontro, foi debatida ainda a questão do adoecimento causado nos bancários quando tomam conhecimento sobre a desativação de algum local de trabalho. O banco solicitou à Contraf-CUT uma agenda para apresentar seu programa de diversidade e também debater sobre saúde e condições de trabalho. *Com informações da Contraf-CUT

Movimentos sindicais e populares organizam atos contra juros altos

Atos contra a alta da taxa básica de juros (Selic) praticada pelo Banco Central estão sendo organizados por Centrais sindicais e movimentos populares para esta terça-feira (21) em todo o país. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano. Eles reivindicam também a democratização do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf). Haverá manifestações nas ruas e nas redes sociais com a hasthag #JurosBaixosJá Segundo os sindicalistas e os representantes dos movimentos populares, a alta taxa de juros paralisa a economia e impede o país de crescer e gerar emprego decente, distribuir renda e facilitar o acesso ao crédito. Além disso, o CARF precisa ser democratizado, ter participação popular para reduzir sonegação de empresas e aplicar os recursos em investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e programas sociais, como o Bolsa Família. O presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, explica que essa luta é prioritária para o país. “Menos juros é mais investimento, mais emprego, mais saúde, mais educação. Menos juros é melhoria na vida dos brasileiros. Participe, pois discutir a economia do nosso país é importante para o trabalhador. manifeste-se também!”, convoca Sérgio Nobre Para Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e também vice-presidenta da CUT Nacional, a adesão aos atos é uma forma de defender o crescimento econômico e a geração de empregos “A necessidade da queda dos juros exorbitantes de 13,75% ao ano do Banco Central é para que a economia do país volte a crescer, já que, quem tem condições de investir em novas empresas e na geração de empregos, na maioria das vezes, prefere deixar o dinheiro aplicado, rendendo 8% ao mês, que é o rendimento após o desconto do índice da inflação do período”, afirma. Segundo o professor da PUC-SP e economista Ladislau Dowbor, a taxa de juros alta só favorece aos mais ricos, que são apenas 1% da população brasileira.  Para os mais ricos é mais lucrativo deixar o dinheiro aplicado no banco do que abrir um negócio. Já quem emprega e precisa de dinheiro para investir e diversificar seus negócios não consegue pagar empréstimos com essa taxa de juros. Democratização do CARF Órgão composto por representantes do governo, empresariado e trabalhadores, o CARF julga os processos administrativos referentes a impostos, tributos e contribuições, inclusive da área aduaneira (importação e exportação) sonegados pelos patrões. Até 2020, em caso de empate em algum julgamento, havia o chamado “voto de qualidade”, proferido por conselheiros representantes da Fazenda Nacional, na qualidade de presidentes das Turmas e das Câmaras de Recursos Fiscais. Mas a lei mudou em 2020 e agora, em caso de empate, ganha o contribuinte, que na maioria dos casos, são empresários devedores. A mudança na lei favoreceu as empresas autuadas pelos órgãos responsáveis porque, ao entrar com recursos no CARF, órgão que decide se elas devem ou não e quanto terão de  pagar, na maioria das vezes, obtêm decisões favoráveis. Entretanto, essa mudança prejudica os interesses da sociedade. As decisões favoráveis deixaram que as empresas sonegassem mais de um trilhão de reais. Com esse dinheiro, o governo poderia construir mais de dez mil hospitais de ponta; ou mais de duzentas mil escolas; ou financiar projetos como o Bolsa Família por mais de 70 anos. Segundo Juvandia, os trabalhadores têm apenas quatro representantes em duas comissões  entre os 160 membros do CARF, composto também por representantes da Receita Federal e empresários. Como os empresários têm maioria dos assentos, eles advogam em causa própria, impedindo a recuperação de um trilhão de reais em dívidas, de apenas 126 empresas. Os nomes desses devedores não são divulgados pelo governo. “Apenas metade deste valor, R$ 600 bilhões, daria para pagar 10 anos de Bolsa Família e construir milhares de escolas e hospitais”, afirma a dirigente da CUT Nacional, acrescentando que “são empresas que têm grandes escritórios de advocacia e recorrem do pagamento dos tributos; não é o povo que deve impostos.” Juvandia explica que se o CARF tivesse mais representatividade de trabalhadores, os grandes devedores de imposto de renda teriam de pagar suas dívidas, cujos valores bilionários seriam investidos no bem-estar da população brasileira. “É por isso que queremos a democratização do CARF, com mais trabalhadores tendo representatividade. Empresários sendo os responsáveis pelo julgamento de ações judiciais sobre tributos é colocar a raposa para cuidar do galinheiro”, afirma Juvandia. Saída de Campos Neto da presidência do BC Atualmente, o Banco Central é independente e o governo federal não tem ingerência sobre as decisões tomadas pela direção do banco. A redução da taxa de juros do BC terá como consequência a saída do presidente do banco, Roberto Campos Neto. “A saída de Campos Neto é necessária porque ele conspira contra o crescimento econômico e contra o povo. Ele está jogando o país na recessão com uma política econômica que saiu derrotada das urnas nas últimas eleições. O certo é ele sair, pois não age de acordo com a vontade do povo brasileiro que disse não a um projeto neoliberal econômico”, finaliza Juvandia. Os atos serão em frente às sedes do Banco Central. Nas cidades onde não há sede do BC, serão realizados atos em locais de grande movimento. Participam da organização dos atos a CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB ,NCST, CSP Conlutas, Intersindical, A Pública e os movimentos Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular.   *Com informações da CUT Nacional

Banco do Brasil vai incentivar o empreendedorismo feminino

Tarciana Medeiros, primeira mulher a ocupar a presidência do Banco do Brasil em toda a sua história, deu entrevista à Febraban, no mês que se comemora o Dia Internacional da Mulher,  e afirmou: “Depois que uma mulher tem acesso ao crédito, o céu é o limite”. Tarciana fez a afirmação ao falar sobre o objetivo de incentivar ainda mais o empreendedorismo, principalmente o feminino. ”Para as mulheres, nós vamos trabalhar muito forte a inclusão financeira em todas as suas formas, principalmente ensinando como gastar o dinheiro, como investir o dinheiro de uma maneira muito simples”, afirmou a presidenta. Segundo Tarciana, o banco vai seguir a mesma linha do curso da Febraban, “com uma linguagem simples, direta e objetiva”. “Nós pretendemos implementar ações voltadas ao empreendedorismo feminino,  ensinando como se utilizar, como gastar o dinheiro, como investir.  Aí nós habilitamos ao crédito e depois que uma mulher tem acesso ao crédito ela é livre. Aí o céu é o limite”, ressaltou Tarciana. A presidenta do Banco do Brasil fez questão de falar sobre como foi recebida nesse início de gestão. “Eu fui abraçada pelos colegas. O fato de ser de carreira, de ter construído no banco essa trajetória fez toda essa aceitação. Sou uma de 85 mil. Tem sido uma experiência espetacular, eu nunca imaginei viver esse momento na vida. Tenho muito orgulho de estar representando esses 85 mil colegas”, afirmou. Ainda falando sobre empreendedorismo, Tarciana explicou a linha de trabalho à frente do banco. “O brasileiro é um povo empreendedor. O Banco do Brasil acredita nos brasileiros e dar crédito é acreditar nas pessoas. Nós vamos intensificar as ações de crédito. Vamos trabalhar forte no empreendedorismo. Vamos intensificar a Liga PJ, que é uma plataforma implementada há mais ou menos um ano e algumas ações direcionadas ao de empreendedorismo para que todas as etapas de fomento ao negócio aconteçam. Se alguém precisar abrir um novo negócio, expandir um negócio ou implementar alguma alteração naquele empreendimento, nós estaremos preparados para apoiar, especialmente para as mulheres”, garantiu. Outra questão levantada durante a entrevista foi a inadimplência. Tarciana afirmou que a equipe tem trabalhado bastante o embarque de inteligência analítica na concessão de crédito. “Eu venho da diretoria de clientes e eu trabalhava com ciclos de relacionamento com clientes. Vamos trabalhar forte nessa área, desenvolver modelo de conhecimento do cliente, onde seja possível entregar um banco para cada cliente, isto é, entregar um Banco do Brasil adequado à necessidade de cada cliente”, disse. Ela explicou que um dos modelos analíticos que vem desenvolvendo é o modelo de pressupor cliente, ou seja, entregar ao cliente a linha de crédito adequada à sua necessidade. “Hoje, nós já temos tecnologia que no momento que o cliente vai buscar o crédito eu já conheço ele. Eu já entrego a linha de crédito com o melhor preço. Se é um cliente que está buscando para uma necessidade imediata, ele acessou o app do BB, simulou a operação de crédito, ele já recebe a melhor linha de crédito disponível. Nós pretendemos evoluir para ter não só uma melhor linha de crédito em preço, mas a melhor linha de crédito, a mais adequada a esse cliente. Nós entendemos que, dessa forma, a gente educa, protege e garante os menores índices de inadimplência”, concluiu Tarciana. *Com informações da entrevista concedida à Febraban

Férias: confira os direitos do trabalhador

De acordo com a lei, trabalhadores e trabalhadoras têm direito a férias depois de 12 meses, no mínimo, de trabalho. Além do descanso, o trabalhador recebe um valor maior do que o salário mensal para gozar o período. Todo trabalhador tem direito a receber um terço (1/3) do valor do salário a título de férias. Portanto, ele receberá o salário do mês mais o valor correspondente ao pagamento das férias. O adiantamento salarial e o abono de férias devem ser feitos em até dois dias antes do início do período de férias. Com isso, o salário na volta ao trabalho é menor, mas está de acordo com a legislação trabalhista, já que o trabalhador recebeu o adiantamento de férias e do salário, antes de entrar – efetivamente – em férias. Quando volta, o valor que recebe é proporcional aos dias trabalhados no mês. Quem tem direito? Trabalhadores e trabalhadoras formais, com registro em carteira, têm direito às férias após 12 meses de trabalho, o chamado período aquisitivo. Quando? Se o trabalhador foi admitido, por exemplo, hoje, daqui a um ano, terá completado um período aquisitivo e a empresa terá a partir de então mais 12 meses para conceder o descanso. Geralmente, o trabalhador escolhe uma data e ‘negocia’ com o patrão o que for bom para ambas as partes. A lei determina que se o empregador não conceder as férias nesse ‘prazo legal’ terá de pagar o período das férias em dobro. Quantos dias de férias? Após os 12 meses de trabalho, por lei, a empresa deve conceder 30 dias de descanso remunerado. Posso dividir esse período? Sim. A reforma Trabalhista permite o fracionamento das férias. O trabalhador pode tirar os 30 dias corridos e pode também dividir o período em até três ocasiões. A regra determina que um dos períodos não poderá ser menor do que 14 dias. Os demais períodos não poderão ser menores do que cinco dias. O trabalhador precisa concordar com o fracionamento das férias. Isso não pode ser imposto pelo patrão. Que dia posso entrar em férias? A legislação proíbe o início das férias em dias que antecedem feriados ou repouso semanal remunerado, ou seja, as férias não podem começar em um sábado ou domingo, nem na quinta-feira e nem na sexta-feira. O comunicado de férias, obrigatoriamente, deve ser feito pelo empregador com antecedência de 30 dias, devidamente documentado. O trabalhador deverá apresentar sua carteira de trabalho para anotação do período. Fique atento No que diz respeito ao período escolhido para tirar as férias, a CLT tem duas considerações: 1 – membros de uma mesma família que trabalharem na mesma empresa terão direito a gozar férias no mesmo período, se assim o desejarem e se disto não resultar prejuízo para o serviço. 2 – Empregados estudantes menores de 18 anos têm direito de fazer coincidir suas férias com as escolares. E quem teve contrato de trabalho suspenso? Toda suspensão de contrato impacta no período aquisitivo, ou seja, as férias são adiadas. A Medida Provisória 1045/2021, que instituiu a suspensão de contrato de trabalho e a redução de jornada com redução e salários, vigente até agosto de 2021, não deixava clara essa regra. O advogado Fernando José Hirsch, do escritório LBS Advogados, explica que por um lado, há uma nota técnica da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (NT 51.520/2020), que afirma que SIM, ficam suspensas as férias durante o período a contagem do período aquisitivo. Mas, por outro lado, ele diz, “há um parecer do Ministério Público do Trabalho (MPT) no sentido de garantir os direitos às férias, sem considerar a suspensão de contrato de trabalho”. E quem teve redução de jornada? Para quem teve redução de jornada de trabalho com redução salarial, o período de vencimento continua o mesmo, sem prejuízo do salário. Contrato intermitente tem direito a férias? De acordo com o parágrafo 1° do Artigo 142 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), quando o salário for pago por hora e com jornadas variáveis, será apurada a média do período aquisitivo, aplicando-se como valor do salário na data da concessão das férias. Posso vender as férias? Pode, mas somente até um terço do período, ou seja, 10 dias. O cálculo para saber o valor é simples. Basta pegar o salário, dividir por 30 e multiplicar pelo número de dias que o trabalhador quer vender. Fui demitido. Tenho direito? Em caso de demissão sem justa causa, o trabalhador tem direito de receber em dinheiro o “restante” do período aquisitivo, ou seja, as férias proporcionais. No caso de ainda não ter completado um ano de trabalho, a regra também vale. Se um trabalhador foi demitido com apenas seis meses de registro em carteira, ele tem direito a meio período de férias, ou seja, são as férias proporcionais ao tempo em que trabalhou na empresa mais 1/3 desse período. Para calcular o valor, basta dividir o salário por 12 e multiplicar pela quantidade meses trabalhados durante o período aquisitivo. Faltas As faltas ao serviço podem ter impacto no direito de férias. De acordo com o artigo 130 da CLT, o empregado terá direito a férias na seguinte proporção: 30 dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de cinco vezes; 24 dias corridos, quando houver tido de seis a 14 faltas; 18 dias corridos, quando houver tido de 15 a 23 faltas; 12 dias corridos, quando houver tido de 24 a 32 faltas. Não é considerada falta ao serviço a licença compulsória por motivo de maternidade ou aborto, por motivo de acidente do trabalho ou de enfermidade atestada pelo INSS, a ausência justificada pela empresa, durante suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo ou de prisão preventiva, quando o réu não for submetido ao júri ou absolvido. Trabalho durante as férias Durante as férias, o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador, salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regular (no caso de dois empregos). Férias não concedidas O artigo 137 da CLT

Novos conselheiros do Saúde Caixa tomam posse

O novo Conselho de Usuários do Saúde Caixa (Cusc) tomou posse na última quarta-feira (15). Os membros da Chapa 1 – Movimento Pela Saúde venceram com 71% dos votos e assumem um mandato de três anos. Durante a cerimônia de posse, os  conselheiros eleitos, representantes de todas as regiões do país, reafirmaram o compromisso com o Saúde Caixa e a defesa do plano para todos os empregados do banco público, com o foco na sustentabilidade, eficiência e transparência, além do princípio solidário. Criada em agosto de 2022, a Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) nº 42, que estabelece diretrizes e parâmetros para empresas estatais federais quanto aos seus regulamentos internos de pessoal, retomou a polêmica sobre custeio de planos de saúde, limitando a 50% a despesa de participação da empresa estatal federal no custeio de planos de saúde. Credenciamento Os conselheiros reafirmaram o compromisso com a melhora no credenciamento de profissionais para o plano atender melhor seus usuários. As cidades do interior são as que mais sentem dificuldade para encontrar profissionais que atendam ao plano.  Também foi reivindicada uma reunião extraordinária para avaliação do Relatório Atuarial do plano. A reunião já havia sido solicitada pela gestão anterior, mas a Caixa respondeu que não haveria o encontro e enviou um e-mail aos conselheiros com respostas evasivas. Com a nova gestão da estatal, tendo a frente à presidenta Rita Serrano, a expectativa é de que haja maior diálogo e mais transparência nas informações da empresa para os eleitos do conselho e os usuários, por isso, foi solicitado um novo encontro para tratar do tema. A nova direção da Caixa destacou também que manterá as reuniões com associações de aposentados para levar mais informações a esse segmento, assim como as regras principais dos planos. O objetivo dos encontros é ouvir também os aposentados para sanar todas as dúvidas do público e melhorar os serviços oferecidos. Cobranças retroativas Os membros do Cusc informaram à gestão do Saúde Caixa que as cobranças retroativas realizadas pelo plano estão gerando dúvidas entre os usuários. Neste caso, é fundamental que os usuários respondam à Caixa, quando forem contatados, e busquem as informações necessárias para negociar o valor, buscando uma solução ou mesmo para contestar as cobranças. Confira abaixo os nomes dos conselheiros eleitos e o calendário de reuniões Os Conselheiros eleitos TitularesFrancisco Carlos Pugliesi (ativo)Rafael Mesquita Rodrigues da Cunha (ativo)Humberto Passos Coelho (ativo)José Zani Carrascosa (aposentado)Marcia Boiczuck Lacerda Krambeck (aposentada) SuplentesAntonio Sancho De Carvalho Araújo Filho (aposentado)Adeir José da Silva (aposentado)Claudio José Teixeira Cerqueira (ativo)Marcos Roberto Meneguello Pereira (ativo)Leila Aparecida Costa (aposentada)  Calendário de Reuniões 1ª reunião – 15 de março2ª reunião – 28 de junho3ª reunião – 20 de setembro4ª reunião – 6 de dezembro *Com informações da Fenae

Coletivo Nacional debate formação bancária no ramo financeiro

A reunião do Coletivo Nacional de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) debateu a necessidade da realização de um novo senso nacional para diagnosticar a situação da formação bancária no ramo financeiro. O encontro foi realizado nesta terça-feira (14). “A formação sindical e política é fundamental na luta dos trabalhadores. Há uma constante disputa ideológica em nossa sociedade, na qual as grandes corporações utilizam todo o seu poder para propagar principalmente a visão neoliberal. O objetivo principal do coletivo nacional de formação é debater, planejar, executar e avaliar ações de formação que fortaleçam a visão classista e ajudem na unidade dos trabalhadores”, afirmou Rafael Zanon, secretário de Formação da Contraf-CUT A proposta é que a pesquisa seja respondida pelos secretários de formação, com o intuito de balizar o planejamento e a execução das ações formativas conjuntas da Contraf-CUT, federações e sindicatos. Durante a reunião, também houve debates sobre a realização de cursos de formação política nas Federações, em parceria com a Confederação, voltados para os novos dirigentes. A necessidade de um programa de formação política permanente diante de uma conjuntura bastante complexa e a necessidade de formação focada na comunicação classista, voltada para dirigentes e lideranças também mereceram destaques no encontro. Entre os temas abordados estão ainda a importância de ações formativas voltadas para a nova realidade digital e a importância da área de formação e comunicação das entidades andarem juntas. Também foi iniciado um debate sobre a questão da formação profissional nos sindicatos e levantados temas e eixos prioritários para realização de atividades formativas, tais como a questão dos juros, a reforma tributária, a questão da dívida pública, os preços dos combustíveis e a soberania energética. O encontro contou, ainda, com um informe sobre o curso de transformação do sistema financeiro, promovido pela Faculdade 28 de agosto, com inscrições abertas. A próxima reunião ordinária do Coletivo Nacional de Formação ficou prevista para o dia 19 de abril. *Com informações da Contraf-CUT