Banco do Brasil amplia designação interina, atendendo reivindicação de movimento sindical

Atendendo a uma antiga reivindicação sindical, o Banco do Brasil ampliou, nesta quarta-feira (05/07), o público-alvo para a designação interina em cargos gerenciais. Com a nova medida, funcionários interinos podem assumir temporariamente as responsabilidades de gerentes dos 2º e 3º níveis gerenciais em unidades de negócios, como gerentes de relacionamento, de serviços e negócios, durante ausência superior a dez dias úteis e que esteja relacionada a motivos, como férias, licença-saúde e abonos. A ampliação da designação interina representa uma grande conquista para os trabalhadores bancários e para os movimentos sindicais, sempre lutando por melhores condições de trabalho.
Bancários fazem tuitaço contra abusos do Bradesco nesta quarta-feira (5)

Bancários e bancárias protestam, nesta quarta-feira (5), contra os abusos cometidos pelo Bradesco. A hashtag #AVergonhaContinuaBradesco será usada no tuitaço, marcado para começar às 11h pela categoria. Apesar de o banco ter alta lucratividade, o Bradesco continua demitindo funcionários e fechando suas agências. Além disso, ainda exige o cumprimento de metas abusivas. O protesto nas redes sociais também serve para denunciar a postura do banco de negar o acesso de clientes e usuários aos caixas presenciais para o atendimento.
Após reivindicações da CEE, Caixa promove mudanças no PQV

A Caixa apresentou à Comissão Executiva de Empregados (CEE) algumas mudanças para o Programa de Qualidade de Vendas (PQV), durante reunião nesta segunda-feira (3). Algumas alterações atendem às reivindicações dos representantes dos trabalhadores, feitas em reunião presencial no último dia 19 de junho. Fabiana Uehara Proscholdt , coordenadora da CEE, avaliou como uma evolução o novo modelo, que será chamado de Negócios Sustentáveis e implementado nesta terça (4). “Embora a Comissão não tenha participado da elaboração, o novo modelo certamente é uma evolução em comparação ao anterior. Pontuamos ao banco que vamos acompanhar a implementação, e qualquer distorção que houver vamos chamar a Caixa para discutir os ajustes necessários”, afirmou a coordenadora. Entre os itens atendidos pela Caixa está a exclusão do caráter punitivo da ferramenta ao empregado. O novo modelo não prevê encaminhamento de questões para a Corregedoria e não haverá penalização individual para participação em Processo de Seleção Interna (PSI). Mas está previsto bonificação e utilização da nota do programa no PSI. Em relação ao produto cartão de crédito, o empregado só será mensurado pelo bloco de reclamação e não mais pela não ativação, como no programa anterior. Com a apresentação das mudanças, a coordenadora da CEE reiterou a ausência de discussão sobre a causa do problema. “Vejo avanço na devolutiva após as nossas observações, mas avaliamos que a direção da Caixa ainda precisa atacar o que causa o problema de vendas indevidas. É uma cobrança absurda, e os empregados acabam obrigados a realizar uma série de vendas para manter o cargo comissionado e outros absurdos para atingir metas impostas pela Caixa”, ressaltou Fabiana. Rogério Campanate, representante da Federação dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro (Federa/RJ) na CEE, reconheceu os avanços, mas destacou a urgência de uma gestão humanizada efetiva no banco. “O reconhecimento que o empregado espera é ter condições dignas de trabalho”, observou Campanate. Fabiana Proscholdt cobrou do banco o calendário anual de negociação. “Precisamos avançar em diversos temas, como a suspensão da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), as questões dos Pessoas com Deficiência (PCDs), teletrabalho e outros assuntos”, disse a coordenadora. A Caixa informou que vai apresentar o calendário à Comissão. *Fonte: Fenae
Lei de igualdade salarial entre homens e mulheres é sancionada em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei 1.085, que muda a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), assegurando a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens. A proposta foi apresentada ao Congresso, pelo próprio governo, há apenas quatro meses, sendo aprovada nas duas casas do poder Legislativo. A cerimônia foi realizada na tarde desta segunda-feira (3). A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves destacou que a mudança é aguardada há anos pelas mulheres. “Nós, mulheres, aguardamos por esse dia há, pelo menos, 80 anos. A obrigatoriedade do salário igual, para trabalho igual entre mulheres e homens, existe desde 1943 no Brasil, com a implementação da CLT. Desde então, houve pouquíssimo avanço nesse sentido. A igualdade traz dignidade e reconhecimento às mulheres como trabalhadoras, produtoras de bens e de conhecimento. Traz ainda esperança para as nossas meninas, futuras trabalhadoras, de terem emprego livre de discriminação ”, afirmou a ministra. Cida Gonçalves ressaltou que para mudar a cultura de desigualdade salarial no país, é preciso ir além da legislação, uma vez que as mulheres, hoje, dedicam o dobro de horas que os homens, por semana, nas funções de trabalho doméstico e de cuidado com os filhos, com os idosos e pessoas doentes. “Quero chamar atenção dos nossos colegas empreendedores, empreendedoras, o empresariado brasileiro: busquem fazer com que nós não tenhamos que caminhar para um processo de autuação. Porque as condições para a autuação estão dadas. Nós usaremos a inteligência artificial, nós usaremos a fiscalização quando preciso”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O ministro afirmou que, sob a liderança do presidente Lula e coordenação da ministra da Gestão, Esther Dweck, o governo vai realizar um concurso para a contratação de mais 900 auditores e auditoras. “Não existe essa de ‘lei que pegar’ e ‘lei que não pegar’ […]. Na verdade, tem governo que faz cumprir a lei, e governo que não faz cumprir a lei”, disse o presidente Lula, listando uma série de instituições que existem no Brasil para fiscalizar a aplicação da lei de igualdade. “O empresário que não cumprir terá que enfrentar a legislação brasileira”, garantiu o presidente. Para a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes, essa é uma grande conquista na batalha por direitos iguais, dos movimentos feministas e do movimento sindical. “Como o próprio presidente Lula destacou, quando anunciou a proposta, em 8 de março, desde 1943 a CLT prevê que mulheres e homens que exerçam a mesma função tenham equiparação salarial. A inovação do projeto de lei é o estabelecimento da obrigatoriedade da equiparação, a ser verificada por meio documental, ampliando as formas de fiscalização e multa”, completou Fernanda, observando que a lei sancionada nesta segunda, 3 de julho, atualiza uma lei que já existia na CLT, mas que não era suficiente para garantir a igualdade salarial. A advogada e assessora jurídica da Contraf-CUT, Phamela Godoy, ressaltou que a lei valerá para todos os funcionários que trabalham pelo modelo de contrato CLT. “A medida estabelece mecanismos práticos para alcançar a igualdade salarial, como o relatório de transparência salarial que as empresas com mais de 100 funcionários passam a ser obrigadas a produzir. Por meio desse relatório será possível aferir, na prática, se as mulheres estão recebendo os mesmos salários que os homens. E os sindicatos terão papel fundamental no processo de acompanhamento e fiscalização, ao lado do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho”, afirmou. Relatório divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PnadC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que, no Brasil, as mulheres recebem em média 21% menos que os homens. “Na categoria bancária, as mulheres recebem cerca de 22,2% menos que os homens. Sendo que a mulher negra bancária recebe, em média, cerca de 40,6% a menos que o homem bancário que é branco”, completou Phamela Godoy. O presidente Lula também sancionou, nesta segunda-feira (3), a lei que garante a manutenção do programa de bolsa à atleta gestante ou puérpera e, ainda, a mudança da Lei 8.906/94, o Estatuto da Advocacia, para incluir o assédio moral, o assédio sexual e a discriminação entre as infrações ético-disciplinares no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil. Fonte: Contraf-CUT
3ª Conferência Estadual dos Bancários será realizada dias 14 e 15 de julho

Bancários realizam sua 3ª Conferência Estadual nos dias 14 e 15 de julho, no Clube Português de Niterói. No encontro serão debatidos temas que impactam na vida da categoria e as estratégias na campanha deste ano. O Clube Português fica na Rua Professor Lara Vilela, 176, no Ingá. As decisões aprovadas em nível estadual serão encaminhadas para a 24ª Conferência Nacional, que acontecerá de 4 a 6 de agosto, em São Paulo. Também serão escolhidos os delegados e delegadas que vão participar deste evento. A organização é da Federa-RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro). A abertura da conferência será realizada na sexta-feira (14), com transmissão virtual, com a saudação dos presidentes dos sindicatos e das presidentas da Federa-RJ, Adriana Nalesso e da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, além de dirigentes das centrais sindicais. No sábado (15), começam os debates e deliberações, evento exclusivamente presencial. Pré-Conferência No dia 11 de julho, às 19h, haverá palestras sobre a reforma tributária com Paulo Jager (Dieese), com transmissão virtual. “Convocamos os bancários e bancárias a participarem desta conferência, pois temos questões importantes para debatermos, como a reforma tributária, a reforma sindical e a questão das taxas de juros, além dos impactos das novas tecnologias que transformaram o mundo do trabalho, temas que atingem diretamente a vida dos trabalhadores”, ressaltou a presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso. Para se inscrever na conferência promovida pela Federa-RJ, basta ligar para os telefones (21) 2103-4124/4172 ou através do email bancosprivados@bancariosrio.org.br. Programação da Conferência Estadual 14/7 – Abertura virtual 15/7 – Temas em debate 9h30 – Análise de conjuntura 11h Avanços tecnológicos, novas formas de trabalho e organização (Economista Gustavo Cavarzan, do Dieese, e a socióloga Ana Cláudia Cardoso) 13h – Almoço 14h – Reforma sindical (sociólogo Clemente Ganz) 15h30 – Comunicação (Jornalistas Paulo Salvador e Rosângela Fernandes) 16h30 – Apreciação das propostas para a Conferência Nacional e Eleição dos delegados e delegadas para a Conferência Nacional
Saúde Caixa terá seminário estadual neste sábado (8)

A Federa-RJ realiza, no próximo sábado, 8 de julho, o Seminário Estadual sobre o Saúde Caixa. Todos os funcionários da Caixa Econômica estão convidados a participar do evento pela presidenta da Federa, Adriana Nalesso, e por Rogério Campanate, membro da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa. Como explica Campanate, essa será uma etapa estadual do seminário sobre Saúde Caixa. Dela sairão os delegados para o seminário nacional, que vai ocorrer no dia 22. “Esse é um tema dos mais relevantes para nós hoje porque o nosso acordo aditivo de Saúde Caixa vai vencer no dia 31 de agosto e temos alguns desafios para superar, como por exemplo, o teto que a Caixa Econômica colocou no próprio estatuto de responsabilidade com relação ao Saúde Caixa. Então é importante se você for dos sindicatos de Campos, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, Sul Fluminense e Teresópolis, que se inscreva no link que estamos disponibilizando para participar deste seminário. Contamos com vocês”, conclama Campanate. A presidenta da Federa reforçou o convite: “Participe, você faz parte dessa construção. Vamos juntos” Inscreva-se pelo link abaixo: https://us06web.zoom.us/meeting/register/tZUqc-uvrj0iEtHsHyy_h4sefMYx-bgbVHbP#/registration
Banco do Brasil passa a tratar desvios leves de comportamento pela ética corporativa, atendendo demanda do movimento sindical

A nova política para coibir desvios de comportamento leve foi apresentada por representantes da direção do Banco do Brasil, durante reunião com a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB). Esse tipo de comportamento no trabalho, que antes era conduzido no âmbito disciplinar, da Instrução Normativa (IN) 383, agora passa a ser tratado pela Ética Corporativa (IN 734). A coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, ressaltou que a iniciativa responde demandas do movimento sindical. “Uma punição grave, a abertura de um processo administrativo, que fica ali registrado na carreira, tem um impacto muito ruim para a pessoa, inclusive para ascensão dentro da empresa. Nós entendemos que muitas coisas poderiam ser resolvidas numa conversa, num reposicionamento. Erros ocorrem, mas não dá para considerar que todos os erros são por má-fé. Então, é importante que essa recondução seja feita em forma de diálogo e não de forma punitiva, com um processo administrativo, que fica registrado e passa por uma apuração extensa e tem impactos na carreira”, avaliou Fernanda. O banco define como comportamento leve “condutas inadequadas, com baixo potencial lesivo, que não apresentam elevado risco de imagem, nem prejuízos, porém não estão de acordo com as premissas do Código de Ética”. Segundo a empresa, o objetivo da mudança, para que esse tipo de comportamento seja tratado no âmbito da Ética Corporativa, “é oferecer aos funcionários oportunidades de reposicionamento por meio de orientações ofertadas por líderes”. Estímulo ao diálogo entre todos os funcionários e debate sobre o tema na formação dos gestores, sem no entanto gerar impacto na carreira, fazem parte da medida. “A gente considera a iniciativa positiva, mas a mudança tem de ser cultural e formativa dentro da empresa, principalmente dos líderes e gestores que precisam, realmente, começar a dialogar com os funcionários”, completa Fernanda Lopes. De acordo com o que foi apresentado pelo banco, os passos para solucionar um desvio de comportamento leve passará por três etapas: (1) conversa com o funcionário responsável pela ação negativa, (2) seguido pela NI de Instrução Ética e (3) Termo de Ciência Ético. “A ausência de reposicionamento [ou seja, mudança de comportamento por parte do funcionário] poderá ser tratada por meio da abertura de Ação Disciplinar (IN 383)”, explicou o BB em nota compartilhada com os representantes dos trabalhadores. Confira os comportamentos considerados pelo BB como de desvios leves: Descortesia – Comunicação violenta com clientes, colegas, parceiros, terceirizados etc. Descumprimento de jornada de trabalho – Não observância recorrente das regras de jornada de trabalho, mesmo após orientações. Postura inadequada – Prática de atividades pessoais fora do interesse do serviço; envio de mensagens inadequadas; disseminação de ideologia partidária nas dependências do banco, subterfúgios em processos internos de encarreiramento e formação etc. *Fonte: Contraf-CUT
CMN aprova mudanças e aumenta pressão para reduzir Selic

Em reunião na última quinta-feira (29), o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu uma meta de inflação de 3% em 2026 e a mudança no período de cálculo para alcançá-la. O período do sistema de avaliação passa a ser contínuo, permitindo que o BC persiga a meta determinada para a inflação acumulada em 24 meses. As decisões já eram esperadas. A segunda, que valerá somente a partir de 2025, foi levada ao conselho pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um dos três membros do colegiado, ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. “O que se fazia, antes no Brasil, era abrir mão da meta para cumprir o ano-calendário. Agora o que você faz é o contrário”, disse o ministro Haddad ao anunciar as decisões do encontro. Segundo o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Gustavo Cavarzan, o novo sistema permite ao BC um horizonte maior de tempo para atingir a meta de inflação. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, explicou que, com a Selic em 13,75%, descontado o custo da inflação, o Brasil segue com o maior nível de juro real do mundo, em torno de 9,4%, o que afeta negativamente a economia e a geração de emprego. “A Selic num patamar alto aumenta a dívida pública do governo com os juros pagos com os títulos da dívida pública, dinheiro que poderia ser utilizado para expandir infraestrutura e para ser investido em saúde e educação. Os juros altos também prejudicam as famílias, porque o crédito e o financiamento ficam mais caros. Famílias endividadas consomem menos. Pouco consumo reduz a produção, porque as empresas não estão vendendo. Se as empresas não estão vendendo e estão com estoques parados, elas demitem. Consequentemente, a renda circulando cai e a economia não avança”, afirmou Juvandia. Meta inalcançável O próprio argumento do BC de que o Brasil só terá juros menores quando a inflação estiver no centro da meta vem recebendo críticas, por estar deslocado da realidade econômica do país. As atuais metas de inflação brasileira para 2023, 2024, 2025 e, agora, 2026, são de 3,25% para este ano e 3% para os demais – sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto, para mais ou para menos. O índice de referência para definição das metas utilizado oficialmente no país é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE. O economista do Dieese destaca que o Brasil apresenta há meses condições econômicas que permitem um processo de redução da Selic. “Temos um cenário com mercado de trabalho pouco aquecido, ainda há um grande contingente de desempregados, subutilizados, precarizados, com renda baixa, o que significa que não temos um cenário de excesso de consumo. O cenário na realidade é de uma população muito endividada que, justamente por conta dos juros elevados, gasta uma parcela cada vez maior de sua renda para pagar dívidas não sobrando recursos para consumir”, disse Cavarzan. Segundo o economista, apesar do desempenho acima do esperado no primeiro trimestre do ano em função do agronegócio, a atividade econômica brasileira segue estagnada. “A inflação em si caminha firmemente para um processo de redução brusca com os principais fatores que levaram a elevação dos preços no ano passado (como choque na taxa de câmbio, guerra da Ucrania, política de preços da Petrobras e safras agrícolas ruins) sob controle. Sendo assim não existe razão econômica que justifique a manutenção dos atuais patamares de juros no país”, concluiu. Entenda O Conselho Monetário Nacional (CMN) é órgão superior do Sistema Financeiro Nacional (SFN), responsável pela formulação das políticas monetárias e de crédito. O colegiado é composto pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad (presidente), ministra do Planejamento, Simone Tebet, e presidente do BC, Roberto Campos Neto. Cada um com direito a um voto. O CMN se reúne uma vez por mês. Tradicionalmente nas reuniões de junho são definidas as metas de inflação. No encontro desta quinta-feira (29), o colegiado estabeleceu a meta de inflação de 3% para 2026 e manteve as metas atuais para 2023 (3,25%), 2024 (3%) e 2025 (3%). O colegiado aprovou ainda, por unanimidade, um pedido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que muda o período de cálculo para alcançar as metas de inflação: deixa de ser ano-calendário, ou seja, fixada para o período de janeiro a dezembro de cada ano, e passa a ser contínua, permitindo que o BC persiga a meta determinada para a inflação acumulada em 24 meses. O sistema de avaliação contínua é utilizado em quase todo o mundo, incluindo os bancos centrais dos Estados Unidos (FED), dos países da União Europeia e do Reino Unido, e passará a valer no Brasil somente em 2025. Com a mudança no sistema de avaliação, o BC ganha mais flexibilidade para perseguir o nível determinado para a inflação, aumentando a pressão sobre a entidade para que comece a reduzir a taxa básica de juros (Selic), hoje em 13,75%, que faz com que o país continue ocupando o primeiro lugar no ranking de países com a maior taxa de juros reais. *Fonte: Contraf-CUT
Santander Previ: representante do movimento sindical fará parte do comitê eleitoral

Em reunião nesta sexta-feira (30), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e a direção do banco debateram sobre o processo eleitoral que escolherá um representante dos participantes e assistidos no Conselho Deliberativo e um no Conselho Fiscal do Santander Previ, o fundo de previdência complementar dos funcionários de empresas ligadas ao Grupo Santander. O regimento eleitoral da entidade prevê que o acompanhamento e apuração do processo eleitoral devem ser feitos, em cada eleição, por um comitê eleitoral, composto de dois representantes do banco, sendo um da patrocinadora e um do banco, e um representante do movimento sindical. Este último será Rafael Felix Lara, do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro do Grande ABC. Na próxima sexta-feira (7) será realizada a primeira reunião deste comitê para que seja definido todo o cronograma eleitoral. “A presença de um membro do movimento sindical é fundamental para garantir total transparência na divulgação para as bancárias e para os bancários e para levar as pautas da classe trabalhadora para o processo”, afirmou Wanessa Queiroz, coordenadora da COE Santander. Fonte: Contraf-CUT
Imposto de Renda: restituições do segundo lote são creditadas nesta sexta (30)

A Receita Federal credita, nesta sexta-feira (30), as restituições do segundo lote do Imposto de Renda Pessoa Física de 2023 para cerca de cinco milhões de contribuintes. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores. O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF – Cadastro de Pessoas Físicas – informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina. Consulta O contribuinte pode fazer a consulta na página da Receita Federal na internet. Basta clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no botão Consultar a Restituição. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones. Caso a restituição não tenha sido depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. O cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Se o contribuinte não resgatar o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve – acessando o menu Declarações e Demonstrativos – clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no campo Solicitar restituição não resgatada na rede bancária. *Fonte: Agência Brasil