Bancários do Bradesco realizam encontro nacional nesta terça-feira (3)

Objetivo é refletir sobre a situação a que são submetidos os funcionários do banco neste momento de crise sanitária Com o mote “O que queremos do futuro é emprego, saúde e um Brasil melhor”, os bancários do Bradesco realizam, nesta terça-feira (3), seu encontro nacional. A ideia é refletir sobre a situação a que são submetidos os funcionários do banco neste momento de crise sanitária, com o banco demitindo trabalhadores e fechando agências em plena pandemia. “Nós precisamos discutir afundo a dura realidade que estamos enfrentando. As ações e campanhas que fizemos agora já deram muito resultados, mas não podemos nos acomodar. Por isso, vamos debater novas formas de mobilização e enfrentamento. As demissões precisam parar. Os bancários precisam ter suas funções e cargos respeitados”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco. Programação 9h – Abertura 9h05 – Análise de Conjuntura: “O Brasil que queremos” – Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT 9h50 – Saúde do Trabalhador – Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT 10h40 – intervalo 11h – Segurança Bancária/ unidade de Negócio Elias Jordão, coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Contraf-CUT 12h – almoço 13h30 – Balanço do banco 14h20 – Teletrabalho – Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco 15h – Apresentação proposta dos encontros estaduais/regional 17h – Encerramento Fonte: COntraf-CUT

Bancários do Santander realizam encontro nacional nesta terça-feira (3)

Contra a precarização, em defesa da vida e do emprego”, debates vão girar em torno dos planos de previdência complementar, balanços do banco e empresas da holding Os bancários do banco Santander realizam, nesta terça-feira (3), das 10h às 16h, o Encontro Nacional dos funcionários, que trará reflexões “Contra a precarização, em defesa da vida e do emprego”. “Vamos refletir sobre a situação a que são submetidos os funcionários neste momento de crise sanitária, com o banco demitindo trabalhadores em plena pandemia, atacando participantes da Cabesp e do Banesprev, além perseguir dirigentes sindicais”, informou o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o banco, Mario Raia. “O banco, inclusive, foi condenado pela Justiça pelas demissões durante a pandemia e já havia sido condenado anteriormente por reiteradas práticas antissindicais”, ressaltou. Resistir e conquistar Durante o encontro, os funcionários debaterão sobre os planos de previdência complementar e de saúde dos funcionários e, com base nos resultados do banco e das demais empresas da holding, elaborarão um plano de atuação para lutar contra os ataques promovidos pelo Santander. “Sabemos das dificuldades que teremos na luta contra estes ataques, ainda mais na atual conjuntura do nosso país, com um governo que não tem compromisso com a classe trabalhadora e contribui com o banco na promoção destes ataques, mas vamos nos preparar para resistir e avançar em tudo o que for possível na conquista de direitos”, disse a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias. Programação Veja abaixo a programação do encontro. Encontro Nacional dos Funcionários do Santander 3 de agosto de 2021 10h às 10h10 – Abertura 10h10 às 11h – Análise de conjuntura: Previdência Complementar 11h às 12h30 – Planos de previdência do Santander 12h30 às 14h – Almoço 14h às 15h – Empresas da holding 15h às 16h – Plano de ações 16h – Encerramento Fonte: Contraf-CUT

Encontros nacionais por bancos começam na próxima semana

Bancários de Banco do Brasil, Caixa, BNB, Basa, BNDES, Itaú, Bradesco, Santander e Mercantil se reúnem para debater questões específicas Os bancários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Banco da Amazônia (Basa), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Itaú, Bradesco, Santander e Banco Mercantil de todo o país se reúnem virtualmente entre os dias 3 e 8 de agosto para discutir estratégias de mobilização e lutas para enfrentar questões específicas de cada banco relacionadas à manutenção do emprego, saúde e condições de trabalho, além de temas que envolvem toda a classe trabalhadora, como minuta de decreto que altera o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e vai limitar radicalmente os benefícios dos vales refeição e alimentação, apresentada pelo governo Bolsonaro. “Todo o país luta hoje por empregos, para ter saúde, alimentação, uma vida digna. Com bancárias e bancários não é diferente. Para defender nossos direitos e nossas conquistas, precisamos nos organizar, nos unir. Esse é o caráter dos encontros dos bancos que estamos realizando no começo de agosto. Toda a população está sofrendo ataques seguidos desse governo. É hora de lutarmos, de nos defendermos. Vamos começar a organizar a categoria bancária nessa luta, para termos mais empregos, melhores salários, comida na mesa e saúde. Para termos um Brasil melhor”, declarou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Banco do Brasil As atividades do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) serão realizadas no dia 8 de agosto, com o tema Construindo juntos o futuro do Banco do Brasil. Caixa O 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) “em defesa da Caixa e de seus empregados. Por um Brasil melhor” acontece no dia 7 de agosto. BNB 27º Congresso Nacional dos Funcionário do Banco do Nordeste do Brasil acontece o dia 7 de agosto com o tema “Banco do Nordeste do Brasil e FNE juntos construindo um nordeste melhor.” Bradesco O encontro nacional dos bancários do Bradesco, realizado no dia 3 de agosto, terá como mote “O que queremos do Futuro é emprego, saúde e um Brasil melhor”. Santander O encontro nacional dos bancários do Santander será “Contra a precarização e em defesa da vida e do emprego”, no dia 3 de agosto Itaú As atividades do Itaú serão no dia 5 de agosto com o mote “O futuro só será possível com emprego, saúde e melhores condições de trabalho. BMB O Encontro Nacional do Banco Mercantil acontece no dia 4 de agosto, das 14h às 18h com o tema “garantindo conquistas e avançando em direito dos empregados do Banco Mercantil do Brasil”. BASA O 12º Congresso dos Funcionários do Banco da Amazônia “Desenvolvendo a região norte e o País” acontece no dia 8 de agosto Fonte: Contraf-CUT

Congresso Internacional de Bancos Públicos será dia 12

Evento organizado pela UNI Finanças Mundial será online e tem inscrições abertas até o dia 10 Será realizado no dia 12 de agosto o Congresso Internacional de Bancos Públicos, organizado pela UNI Finanças Mundial e pela Associação Nacional dos Bancários da Colômbia, onde será realizado o evento, mas que será online pelas restrições sanitárias. As inscrições estão abertas até o dia 10. Dirigentes sindicais e ativistas bancários que atuam no movimento dos bancos públicos podem se inscrever. (Para se inscrever, clique aqui) “A pandemia foi um alerta para que os governos avaliassem seus instrumentos de manejo de políticas públicas em todo o mundo. Ficou claro que os bancos privados e os públicos operam de forma diferente nas crises. Os bancos privados retraíram seus créditos para proteger o seu negócio. Os bancos públicos ofereceram crédito e empréstimos emergenciais, apoiando principalmente as pequenas e médias empresas, sufocadas pela crise econômica da pandemia, para garantir a sobrevivência delas. E é disso que este Congresso Internacional vai tratar: dos bancos públicos e da necessidade de sua preservação para garantir políticas públicas anticíclicas e em defesa do funcionamento da sociedade”, afirmou o secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto Von Der Osten. O horário de início do congresso será às 11h (horário de Brasília). Na abertura participarão a presidenta da UNI Finanças Mundial, Rita Berlofa, o presidente da Associação Nacional dos Bancários da Colômbia, Rodrigo Orozco, a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, o ex-secretário de Assuntos Internacionais do ministério do Planejamento do Brasil, Carlos Vidotto, entre outros. Fonte: Contraf-CUT

Sob protesto da representação dos empregados, Caixa encerra GT Saúde Caixa unilateralmente

Caixa propõe modelo de custeio que aplica integralmente a CGPAR 23; propostas, da direção da Caixa e dos empregados, serão levadas à mesa de negociação Na reunião do Grupo de Trabalho Saúde Caixa desta sexta-feira (30), a Caixa recusou a solicitação dos representantes dos empregados para prorrogar as discussões sobre a construção conjunta de um modelo de custeio viável e sustentável para os usuários. Além disso, o banco apresentou uma proposta que aplica integralmente a resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR)- que estabelece contribuição paritária do banco e cobrança de mensalidade por beneficiário, de acordo com faixa etária e/ou renda -, e o teto de 6,5% da folha de pagamentos e proventos para a Caixa custear o plano.  “Nós não aceitamos a implementação da CGPAR 23, sob qualquer aspecto . Além de não ser uma legislação, esta proposta não está prevista no Acordo Coletivo e a anulação de seus efeitos está sendo discutida no Congresso. Nós enfatizamos a necessidade de ampliar a discussão para levarmos propostas decentes aos colegas, mas a Caixa decidiu, unilateralmente, encerrar o grupo”, destacou a coordenadora do GT  e da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).  “A proposta foi a pior possível e aplicou todos os limitadores que comprometem a viabilidade de pagamento para os empregados”, declarou Sérgio Amorim, integrante do GT. “O tempo todo a Caixa declarava que a construção do modelo seria em conjunto, já que é paritário, mas desde o começo o que se viu foi a imposição das diretrizes do presidente do banco, Pedro Guimarães”, disse.  Ao contrário do desejo dos representantes dos empregados, o GT não cumpriu o papel em sua totalidade. As propostas, a da direção da Caixa e a dos empregados, serão levadas à mesa de negociação.  Os representantes dos trabalhadores fizeram questão de demonstrar indignação pelo fim das discussões. Lílian Minchin, integrante do GT, argumentou que a dificuldade no acesso aos dados atrapalhou o trabalho da empresa atuarial que assessora os empregados. “Agora, com as duas propostas prontas, o grupo deveria avançar no debate, mas a Caixa recusou”, ressaltou. Na reunião que aconteceu nesta quinta-feira (29), a representação dos trabalhadores apresentou uma proposta que mantém o modelo atual de contribuição de 70% da Caixa e 30% dos empregados, sem necessidade de reajuste. A proposta defendida pela representação dos empregados mantém os princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, com gestão por RH e dos percentuais de mensalidade por grupo familiar. Fonte: Fenae

Teletrabalho foi um dos temas debatidos durante I Encontro Estadual de Bancos Privados da FEDERA-RJ

  A distância não vai nos limitar. O slogan da última campanha da categoria bancária provou, mais uma vez, que a luta não conhece barreiras. Mesmo durante a pandemia, os Sindicatos dos Bancários não deixaram de estar presentes em nenhuma discussão. Mesmo virtualmente. E foi assim que aconteceu nesta quinta-feira, 29/7, o Encontro Estadual dos Bancários do Bradesco, Itaú, Santander e Mercantil do Brasil, promovido pela Federa-RJ. Através de uma plataforma virtual, 170 bancários e bancárias dos Sindicatos de Campos dos Goytacazes, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, Sul Fluminense e Teresópolis participaram do Encontro que teve o teletrabalho como uma das principais discussões. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), Juvandia Moreira iniciou sua saudação parabenizando a Federa-RJ e destacando o espírito de unidade da sua direção, que ela considera indispensável na luta da categoria. “A unidade foi fundamental para a construção do movimento sindical bancário. Sem ela, tudo seria muito mais difícil”. Juvandia também ressaltou a importância da regulamentação do teletrabalho, assunto que já está sendo discutido no Congresso Nacional, mas lembrou a necessidade de a classe trabalhadora ter parlamentares que sustentem suas pautas. “Precisamos colocar na agenda a retomada do país. Retirar Bolsonaro e promover mudanças no Congresso é fundamental para essa reconstrução do Brasil”, avalia. Já a presidenta da Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), Adriana Nalesso, lembrou que a entidade, fundada este ano, nasceu em um momento difícil do país, no entanto, destacou que não falta disposição para enfrentar a luta pela vida, pelo emprego e as mudanças relativas aos impactos tecnológicos que atingem a categoria bancária. “Temos como prioridade organizar o ramo financeiro. Estamos atentos aos dados do Dieese e percebemos que muitos bancários e bancárias estão caindo na armadilha de se tornarem trabalhadores autônomos sem nenhuma garantia, nem direitos. Um dos grandes desafios da Federa-RJ é justamente organizar os sindicatos para estarem fortes nessa luta”, finalizou Adriana. Logo após a abertura, houve uma emocionante homenagem ao ator e diretor de teatro que dedicou sua carreira à luta dos movimentos sociais, Marcos Hamellin, falecido este mês, representando todas as vidas perdidas para a Covid-19. Em seguida o técnico do Dieese, Fernando Amorim, apresentou o estudo “Transformações no Sistema Financeiro do Global ao local”. O Encontro foi encerrado com a divisão dos participantes, em grupos por banco, onde discutiram pautas a serem levadas para a Conferência Nacional, que acontecerá em agosto. Fonte: Federa-RJ

Santander continua lucrando no segundo trimestre

Lucro obtido nos primeiros seis meses pela unidade brasileira do banco representou 22,5% do lucro global do conglomerado Com o país mergulhado em crise, o Santander obteve lucro líquido gerencial de R$ 4,171 bilhões no segundo trimestre de 2021. É o maior lucro trimestral do banco desde o segundo trimestre de 2010. O resultado representa uma alta de 98,4% em relação ao mesmo período de 2020 e de 5,4% no trimestre. O lucro obtido nos primeiros seis meses pela unidade brasileira do banco representou 22,5% do lucro global do conglomerado, que foi de € 4,205 bilhões. Pagar despesas de pessoal ou PLR não foram problemas para o banco, pois esses custos caíram 3,5% no ano, somando R$ 4,4 bilhões. Ainda mais porque a receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceu 11,3% em 12 meses, totalizando R$ 9,6 bilhões.  Com o que arrecada de tarifa dos clientes, o banco cobre mais de duas vezes a folha de pagamento do banco, com a PLR incluída. Essa folga para cobrir despesas com a folha já vinha acontecendo no primeiro trimestre do ano. Carteira A Carteira de Crédito Ampliada do banco, no país, teve alta de 14,4% em doze meses e queda de 2,6% no trimestre, atingindo R$ 510,3 bilhões (ou alta de 15,1%, desconsiderando-se o efeito da variação cambial). As operações com pessoas físicas cresceram 20,9% em doze meses, chegando a R$ 189,8 bilhões, com crescimento em todas as linhas e impulsionadas, principalmente, pelo crédito imobiliário (+28,2%) e crédito rural (+27,4%). A Carteira de Financiamento ao Consumo, originada fora da rede de agências, somou R$ 62,2 bilhões, com alta de 9,6%, em relação a junho de 2020. Do total desta carteira, R$ 52,3 bilhões (ou 84,1% da carteira) referem-se aos financiamentos de veículos para pessoa física, apresentando aumento de 7,4% em doze meses. O crédito para pessoa jurídica cresceu 11% em doze meses, alcançando R$ 187,8 bilhões. O segmento de pequenas e médias empresas cresceu 29,8% no período, e o de grandes empresas cresceu 4,2% (ou 6,3%, desconsiderando-se o efeito da variação cambial). O Índice de Inadimplência Total superior a 90 dias, incluindo Pessoa Física e Pessoa Jurídica, ficou em 2,2%, com queda de 0,2 p.p. em comparação ao primeiro semestre de 2020. Já as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) foram reduzidas em 31,8%, totalizando R$ 7,0 bilhões. A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceu 11,3% em doze meses, totalizando R$ 9,6 bilhões. As despesas de pessoal mais PLR caíram 3,5% no ano, somando R$ 4,4 bilhões. Assim, em junho de 2021, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 215,8%. Fonte: Contraf-CUT

Sindicato oferece curso gratuito e online para candidatos ao concurso do BB

Aulas serão online, com início dia 2 de agosto; participantes contarão com material de apoio personalizado   Cumprindo a sua função social, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense em parceria com a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal) e a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), está com inscrições abertas para o “Curso BB Público”, preparatório para o concurso público do Banco do Brasil. Aberto à comunidade, o curso é totalmente gratuito. O curso preparatório será baseado no edital e as aulas serão online, com início no dia 2 de agosto. A carga horária prevista é 320 a 350 horas/aula. Os participantes contarão com material de apoio personalizado. Previsto no edital 01-2021/001 BB, de 23 de junho, o concurso do Banco do Brasil oferece cargos para a carreira administrativa (cargo escriturário). A prova está prevista para ocorrer no dia 26 de setembro, pela Fundação Cesgranrio. Para se inscrever, clique aqui..   Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense, com informações da Contraf-CUT  

MPF cobra da Caixa melhorias no atendimento à população e entidades reforçam a necessidade de mais contratações

Os empregados do banco estão trabalhando sobrecarregados e com a pressão para atingir metas desumanas Não é de hoje que as entidades representativas dos empregados da Caixa Econômica Federal denunciam a precariedade das condições de trabalho e a falta de pessoal no banco público, que causam sobrecarga dos trabalhadores e comprometem o atendimento à população. O problema chamou atenção do Ministério Público Federal (MPF) que no dia 5 de julho ajuizou a Ação Civil Pública (ACP) com objetivo de obter decisão judicial que obrigue a Caixa a realizar melhorias no seu Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC) em todo o país. “Temos na Caixa um déficit de quase 20 mil postos de trabalho. Isso somado às condições precárias de trabalho e às metas desumanas, faz com que os empregados estejam em sua maioria esgotados e adoecidos. A contratação de mais empregados para o banco é uma pauta que as entidades sindicais e associativas têm reiterado nas negociações com a empresa e por meio de mobilizações em todo o país”, relata Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae). Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt, a ação do MPF é extremamente importante, porque se junta aos esforços das representações dos trabalhadores para melhorar as condições de trabalho no banco e, consequentemente, o atendimento à população. “Os empregados não medem esforços para o fazer o melhor, mas devido às péssimas condições de trabalho e sobrecarga de atividades eles não conseguem atender da melhor forma a população e os clientes do banco. Cada vez mais a direção da Caixa deixa de priorizar o bom atendimento para focar na questão da cobrança de metas que não são atingíveis e acabam gerando o afastamento dos colegas por adoecimento e agravando a carência de pessoal”, destaca a coordenadora da CEE. Menos empregados e sobrecarga de trabalho A Caixa encerrou o 1º trimestre de 2021 com 81.876 empregados, com fechamento de 2.943 postos de trabalho em doze meses, influenciado pelo Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Por outro lado, o banco registrou incremento de aproximadamente 42,4 milhões de novos clientes. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de clientes por empregado, em 2007, tinha a média de 575,7 correntistas por empregado. Já no primeiro trimestre deste ano, a média subiu assustadoramente para 1.780 clientes por empregado, um aumento de mais de 209%. Caixa lidera reclamações Segundo o MPF, a Ação Civil Pública tem por base informações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que apontam a Caixa como a instituição financeira que mais recebeu reclamações relacionadas ao SAC na plataforma “consumidor.gov.br” de 2016 a 2018. Ainda, segundo o Ministério Público Federal, foram registradas 13.413 reclamações contra o seu SAC no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) em 2019 e 2020. O MPF concluiu que o serviço, que já era prestado com deficiência, piorou em 2019 e 2020.  A conclusão do órgão é de que a Caixa vem prestando um péssimo serviço de atendimento ao consumidor desde 2016. Na ação, o MPF pede a condenação do banco para cumprir os termos do Código de Defesa do Consumidor e do Decreto nº 6.523/2008, sob pena de pagamento de multa no valor mínimo de R$ 1 milhão por ano de descumprimento. Do total das 21.694 reclamações de consumidores nos sistemas da Senacon e do Sindec nos anos de 2019 e 2020, os problemas mais recorrentes foram a ausência de resolução de demandas, com 11.796 reclamações, o que representa 54,37% do total; a dificuldade de acesso ao serviço, que possui 5.639 queixas, o que representa 25,99% do total; e a dificuldade para cancelar serviços, que soma 2.290 reclamações, o que corresponde a 10,55% do total.   Fonte: Fenae

Canal de denúncias anunciado pela Caixa é perseguição aos empregados

Integrantes da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa) consideram que o novo canal deixa os empregados ainda mais pressionados, principalmente quando somado a outro normativo que pode punir os trabalhadores A Caixa Econômica Federal passou a divulgar em suas redes de comunicação um canal para “denunciar quaisquer práticas irregulares ou atos ilícitos que possuam o envolvimento de empregados”. De acordo com a divulgação do banco desta terça-feira (27), podem registrar a denúncia os próprios trabalhadores, colaboradores, clientes, usuários, parceiros ou fornecedores. Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, o canal fragiliza o empregado e o coloca sob suspeita de qualquer ordem. Dentre as opções que constam do formulário de denúncia, na pergunta “Como tomou conhecimento deste fato/transgressão?”, as respostas podem ser “ouvi falar”, “ouvi por acaso”, “um colega de trabalho me contou”. Takemoto critica: “Não há critério. O empregado fica sujeito a qualquer tipo de acusação. O canal é uma forma de perseguição política e ideológica aos empregados”, considerou o presidente da Fenae. “É um instrumento claro de perseguição e exposição desnecessária do empregado. A Caixa tem outros instrumentos de apurar irregularidades e a forma como esse canal de denúncias está sendo fragiliza ainda mais empregado, que sofre com a pressão constante da direção do banco”, avalia a coordenadora da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt. Em vez desta “intimidação”, a coordenadora argumenta que a Caixa deveria investir em instrumentos que ofereçam melhores condições de trabalho. “Se o atendimento não é melhor, é porque não tem trabalhadores o suficiente para atender com mais qualidade, além de existir a cobrança da Caixa por metas desumanas”, analisou. Leonardo Quadros, presidente da Apcef/SP e integrante da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa), também considera que este novo canal aumenta a pressão sobre os trabalhadores, principalmente quando somado ao normativo CR 444, o Programa de Incentivo às Práticas de Vendas Qualificadas (PQV). Com este normativo, os trabalhadores podem ser punidos por aspectos comportamentais que podem ocasionar em descomissionamento. “Nesse instrumento, o relato dos clientes é considerado sem dar qualquer oportunidade de defesa para os empregados, o que acaba fragilizando ainda mais os trabalhadores”, considerou o dirigente. Como exemplo, ele cita a pressão da Caixa pela contratação do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). De acordo com o artigo 6o. da lei 14.161, que tornou o Pronampe permanente, o banco não pode obrigar o cliente a contratar qualquer outro produto ou serviços financeiros para ter acesso à linha de crédito. No entanto, o Customer Relationship Management (CRM) Caixa determina uma meta de ao menos 70% dos clientes com contratação do Pronampe tenham outros produtos do banco. Assim, mesmo que o cliente concorde em contratar o programa e outro produto, se ele apresentar posteriormente uma reclamação, o empregado poderá ser responsabilizado e, em regra, sem ter chances de se defender. “Nesse caso, os empregados seriam integralmente responsabilizados por algo que é política da própria empresa. De fato, é um instrumento que deixa o empregado em uma posição muito frágil, e a divulgação deste canal de denúncias expõe ainda mais os empregados” afirmou Quadros. Fonte: Fenae