PLR da Caixa: valorizar empregado não é dizer que paga até 30 de setembro

Em resposta ao ofício enviado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), com o pedido de antecipação do pagamento da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), a direção do banco anunciou que os valores serão creditados até o dia 30/09/2021, nos termos da Cláusula 11ª do ACT PLR 2020/2021. De acordo com o ofício enviado ao banco, pelas entidades representativas, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria estabelece que o pagamento seja realizado até o dia 30 de setembro, mas como neste ano não houve negociação de reajuste salarial, uma vez que em 2020 foi feito acordo de dois anos, e os bancos já divulgaram seus lucros, os representantes dos empregados solicitaram a antecipação do pagamento da PLR como forma de valorizar o trabalho feito durante este ano, num período de pandemia, no qual os empregados colocaram suas vidas em risco, num esforço redobrado para atender a população e as metas colocadas pelos bancos. “O pagamento da PLR é uma forma de reconhecimento do trabalho dos empregados do banco público, que não mediram esforços frente ao pagamento do auxílio emergencial e outros benefícios. Mais da metade da população brasileira, cerca de 100 milhões de pessoas passaram pela Caixa em busca dos auxílios. Mais uma vez, vemos que os esforços não foram reconhecidos pela direção”, destacou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, os empregados estão ansiosos pela PLR, já que todos os bancos já pagaram ou, ao menos, informaram quando pagarão. “É notório que Pedro Guimarães anda preocupado apenas com os números do ‘banco da matemática’. Por isso, solicitamos a antecipação, como uma forma do banco valorizar todo o esforço realizado pelos colegas durante toda a pandemia”, afirmou a dirigente. Os dirigentes reforçam que esse reconhecimento é de extrema importância. Os trabalhadores esperam maior valorização da Caixa enquanto banco público, inclusive mais reconhecimento com a ampliação do número de empregados e melhorias nas condições de trabalho e de atendimento à população. Fonte: Fenae

Contraf-CUT pede à Caixa a suspensão das novas regras da GDP

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou nesta quinta-feira (2) um ofício à Caixa Econômica Federal solicitando suspensão do processo de implementação das novas regras do programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) e o encaminhamento da pauta à mesa permanente de negociação com os representantes sindicais dos empregados. “As novas regras do GDP foram divulgadas recentemente pela Caixa e, entre novos itens, consta a previsão de adoção da ‘curva forçada’, prática em desuso entre organizações e áreas gestão de recursos humanos”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. “Entre os absurdos dessa curva forçada, foi estabelecido que pelo menos 5% dos empregados da unidade serão avaliados como se tivesse baixo desempenho, mesmo sendo bons funcionários. E isso trás reflexos funcionais terríveis, pois impossibilita participação em processos seletivos internos, promoção por mérito entre outros”, criticou. Em seu ofício, a Contraf-CUT observa que “por seu caráter gerador de desgastes e desagregador nas relações de trabalho entre a empresa e os trabalhadores e, horizontalmente entre os empregados, (o novo GDP) reforça inúmeras injustiças nestas relações”. Segundo a dirigente da Contraf-CUT, uma característica da nova GDP é a geração de diferenciação onde não se constatam assimetrias de desempenho. “Nós somos contra a GDP porque é algo que individualiza metas, impõe uma competitividade que desfavorece o coletivo. Mas, já que a Caixa institucionalizou essa ferramenta, ela tem que propor mecanismos objetivos, se furtar de implementar a ‘curva forçada’ e estabelecer sistemas para mensuração de indicadores e de recursos para se avaliar o desempenho das pessoas, de forma consistente e confiável. Por isso, essas novas regras são absurdas”, disse. Fabiana disse ainda que o desenvolvimento dos empregados deve ocorrer em ambiente de cooperação, com objetividade e se afastar o estímulo à competição. “A GDP hoje é um instrumento potencializador de práticas de assédio moral e de intimidação contra os empregados”, acrescentando ainda que, da forma como está, a GDP permite a avaliação e a comparação de desempenho entre funcionários que estão sobrecarregados no presencial com aqueles que estão sem qualquer ambiente e sem as ferramentas adequadas para cumprir o trabalho e, tampouco para cumprir metas. “Como avaliar o desempenho em situações tão distintas?”, questionou a coordenadora da CEE. Fonte: Contraf-CUT

Bancários com mais tempo de casa sofrem descaso e discriminação no Itaú

Nos últimos anos, o Itaú tem passado por constantes mudanças, novos projetos, reestruturações, como o programa GERA e o projeto Itaú 2030. Por conta disso tudo, o banco deixa claro que está em busca de um novo perfil de funcionário. O próprio presidente do banco afirmou isso em entrevista ao Jornal Valor Econômico, publicada na última segunda-feira (3). Milton Maluhy Filho chegou à presidência em fevereiro com a missão de aprofundar a transformação digital no Itaú. Sete meses depois, o executivo vê avanços na tecnologia, mas diz que o grande desafio é renovar a cultura da instituição financeira. “Em momento alguma ele fala sobre o funcionário, sobre a valorização dos trabalhadores que levaram o banco a ser o maior da América Latina”, lamenta Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização de Empresa (COE) do Itaú. Na reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e os representantes dos sindicatos, no dia 25 de agosto, o CEO da Área de Pessoas apresentou a todos um “banco do futuro” no qual, segundo ele, não há espaço para discriminação, há uma busca constante pela diversidade e uma profunda mudança de cultura. “O que vemos são dois bancos diferentes: um que ele nos apresenta e outro vivido pelos trabalhadores no dia a dia”, aponta Jair Alves. “Muitas denúncias de trabalhadores com mais tempo de banco estão chegando aos sindicatos de todo o país. Eles relatam que são caracterizados como mais velhos e que estão sofrendo humilhações feitas pelos gestores, que também não respeitam a questão de gênero. Temos relatos de trabalhadores de departamentos e de agências, que passaram por esses constrangimentos”, relata. O dirigente conta ainda que grande parte das denúncias foram relatadas por trabalhadores desligados que passaram pelo processo de Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), que incluíram na justificativa de seus pedidos, o assédio moral e os danos morais que sofreram por conta de constrangimentos, exposições em reuniões e chacotas feitas pelos gestores. Em seus relatos, os bancários denunciam algumas das frases usadas pelos gestores. Veja abaixo: “De espaço aos mais novos, seu tempo de banco já deu o que tinha que dar.” “Precisamos de mentes frescas, novas ideias. O banco está se reinventando.” “Vamos dar prioridade à juventude, seu momento de crescimento já passou.” “Não vou promover você porque está velho demais.” “O que você pretende no banco? É preciso pensar no futuro porque seus dias estão contados.” “O Itaú é um banco de gente jovem.” Contraf-CUT cobra providências Em diversas reuniões, os dirigentes sindicais alertaram a direção do banco sobre a postura inadequada dos gestores. E essas novas denúncias serão levadas ao banco para que medidas sejam tomadas. “Esses desligamentos não são motivados por baixa performance, uma vez que são trabalhadores que entregam resultados. O problema é que o banco está desligando trabalhadores com idade avançada ou com muito tempo de casa, e que são tratados como objetos descartáveis”, denuncia o coordenador da COE do Itaú. Fonte: Contraf-CUT

Fundação Banco do Brasil é sinônimo de transparência para o terceiro setor no Brasil

A Fundação Banco do Brasil tem sido apontada constantemente como referência no que diz respeito à governança e à transparência no terceiro setor no Brasil, sendo reconhecida, por exemplo, pelo selo ‘ONG Transparente’, emitido pelo Instituto Doar, e pelo Prêmio Aberje regional Minas Gerais e Centro-Oeste na categoria Ética, Integridade e Compliance, no ano de 2019.O motivo disso, explica Humberto de Almeida Maciel, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, é a forte estrutura de governança reforçada com a atuação e cumprimento pelos funcionários da promoção das boas práticas de governança, que asseguram efetividade na gestão do investimento socioambiental pela Fundação, na medida em que contempla as etapas de planejamento, modelagem, prospecção, seleções públicas, análise, formalização, acompanhamento da implementação, monitoramento da execução, liberação de recursos financeiros, avaliação da efetividade e encerramento dos projetos, assegurando as exigências legais de prevenção e combate a desvios na aplicação dos recursos nos projetos.O Programa de Integridade da Fundação BB foi instituído de forma a sistematizar, em único documento, todos os mecanismos para promover boas práticas de governança, assim como evitar riscos, fraudes e corrupção na própria atuação e nos projetos realizados com parceiros. Fonte: Contraf-CUT

Negociações sobre o Saúde Caixa serão retomadas na sexta-feira (3)

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal vai se reunir com o banco na sexta-feira (3), a partir das 10h30, para retomar as negociações sobre o modelo de custeio e gestão do Saúde Caixa, a ser implementado a partir de 2022.Na última reunião, a Caixa se manteve intransigente com relação à aplicação da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que prevê a paridade nas contribuições assistenciais e administrativas do Saúde Caixa, alterando o modelo atual de 70% dos custos financiados pela empresa e 30% pelos empregados.“A Caixa tem conhecimento que não temos acordo com relação à paridade. Nossa posição é e sempre foi pela manutenção do atual modelo de custeio, que estabelece que 70% dos custos sejam de responsabilidade do controlador (a Caixa) e 30% dos participantes (os empregados)”, disse a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).ImposiçãoA reunião foi interrompida porque a Caixa insistiu em manter a aplicação da CGPAR 23, argumentando que “a resolução continua vigente como diretriz do controlador”. A coordenadora da CEE explicou que a negociação não avançaria se a Caixa insistisse na imposição e não levasse em consideração a projeção de custeio no modelo atual. “A decisão de aplicar a CGPAR 23 cabe ao presidente da Caixa (Pedro Guimarães), uma vez que existe uma portaria do Governo Federal que permite que as empresas deixem de cumprir a resolução. Mas, a Caixa e ele não consideraram essa possibilidade. É uma imposição de Pedro Guimarães”, afirmou.“Imposição não é negociação. Existe a possibilidade de que os efeitos da CGPAR 23 sejam sustados, mas independentemente do resultado da votação no Senado, não vamos considerar a CGPAR 23 sob nenhum aspecto. Além de não ser lei, não está prevista em nosso Acordo Coletivo”, completou Fabiana, ao lembrar da tramitação do PDL 342/2021, que está na ordem do dia para votação nesta quarta-feira (1º/9) no Senado.Uma empresa de assessoria atuarial contratada pela representação dos empregados fez novas simulações sobre o modelo de custeio do Saúde Caixa, considerando o cenário da vacinação.Acompanhe nos sites e redes sociais da Contraf-CUT e da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) o desfecho das negociações de sexta-feira. Fonte: Contraf- CUT

Trabalhadores têm noite de vitórias no Senado

Em uma noite histórica para a classe trabalhadora, o Senado impôs duas derrotas ao governo Bolsonaro ao rejeitar a Medida Provisória 1045/2021 e aprovar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 342/2021, que susta os efeitos da resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR).“São duas grandes vitórias dos trabalhadores, em especial o PDL que não precisa de sanção presidencial e, portanto, não vai passar pelo (presidente) Bolsonaro, que tentou, através do presidente da Caixa (Pedro Guimarães), derrubar o PDL que susta a CGPAR 23. E também é muito importante a vitória em relação à Medida Provisória que queria fazer mais uma deforma trabalhista”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Vamos seguir resistindo aos ataques aos direitos dos trabalhadores e defendendo as empresas públicas, os bancos públicos e a democracia. Continuamos atentos e juntos nessa luta”, completou a presidenta da Contraf-CUT.MP 1045“Derrubamos a MP 1045 Vitória dos trabalhadores e trabalhadoras, dos jovens, do povo negro, das pessoas com deficiência, dos pobres, daqueles que acreditam e lutam por um Brasil justo, igualitário, democrático, com emprego, renda e proteção social para todos”, disse o senador Paulo Paim (PT/RS).A MP 1045/2021 era um aprofundamento da reforma trabalhista, com consequências drásticas para os trabalhadores, com a criação de novos regimes de contratação sem direitos a férias, 13º salário, carteira assinada, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e outros direitos. Um artigo inserido na Câmara atingia as categorias com jornada especial de trabalho, como os bancários e jornalistas. O texto foi rejeitado por 47 votos a 27.“Após uma intensa luta das entidades representativas da classe trabalhadora, que exerceram grande pressão sobre os senadores, principalmente os que estavam indecisos, conseguimos uma vitória expressiva ao derrotar o PLV 17/2021, originado do MP 1045, que retirava direito de trabalhadores, aprofundando a reforma trabalhista”, disse o secretário de Relações do Trabalho e responsável da Contraf-CUT pelo acompanhamento das questões de interesses dos trabalhadores no Congresso Nacional, Jeferson Meira, o Jefão.Com a rejeição da MP pelo Senado, a MP 1.045/2021 será arquivada e os parlamentares terão que editar um decreto legislativo para disciplinar os efeitos jurídicos gerados durante a vigência da MP. O governo não poderá editar outra MP com o mesmo teor da que foi rejeitada nesta mesma legislatura.PDL 342Na segunda vitória da noite, os trabalhadores viram o Senado aprovar o PDL 342/2021, que susta os efeitos da CGPAR 23, que, de maneira totalmente irregular, estabelecia diretrizes e parâmetros para o custeio dos planos de saúde das empresas estatais federais. Neste caso, como se trata de Projeto de Decreto Legislativo, não há a necessidade de sanção presidencial. A matéria virou lei assim que aprovada.“Esta vitória não é apenas da categoria bancária, mas de todos os trabalhadores de outras categorias, uma vez que a CGPAR 23 afetava os planos de saúde de todas as empresas públicas federais”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Foi a força de nossa na mobilização que possibilitou barrarmos esta resolução. Temos que comemorar, mas sabemos da dura conjuntura que enfrentamos, com ataques constantes do governo Bolsonaro contra nossos direitos. Por isso, temos que fortalecer esta união e mobilização para também vencermos a luta contra o PL 1043 e tantos outros ataques que estamos sofrendo”, completou.“A resolução 23 da CGPAR mostra todo o desprezo que os governos liberais têm com a saúde do trabalhador. É parte das consequências de elegermos candidatos que não têm compromisso com os trabalhadores e as causas sociais”, disse Jefão. “Como é o caso do governo Bolsonaro, que é tido como o pior gestor de medidas para conter a pandemia de Convid-19 em todo o mundo, estava usando esta resolução editada no governo Temer, para jogar sobre as costas dos trabalhadores de empresas estatais os custos dos planos de saúde, prejudicando, de imediato, o pessoal da ativa e também aposentados, pensionistas e seus dependentes. E, pior, justamente neste momento de pandemia, quando as pessoas mais precisam ter um plano de saúde”, o dirigente da Contraf-CUT.A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, lembrou ainda que “em longo prazo, a CGPAR 23 levaria ao fim dos planos de saúde de autogestão das empresas estatais, obrigando os funcionários a pagar os valores absurdos cobrados pelas empresas privadas e sobrecarregando ainda mais o Sistema Único de Saúde”.A “mãe” da propostaA deputada federal Erika Kokay (PT/DF), autora do projeto original (PDC 956/2018), também destacou a importância da aprovação para impedir que a CGPAR 23 solapasse direitos dos trabalhadores, mas também para impedir o fim dos planos de saúde de autogestão das empresas públicas.“Os planos de saúde de autogestão traçam perfis epidemiológicos do grupo atendido e isso permite a elaboração de programas de saúde específicos para atender a demanda do grupo. Isso contribui, inclusive com a melhora das condições de trabalho, permitindo que o trabalho não seja um local de sofrimento, mas também com a empresa e o país, uma vez que reduz o adoecimento, evitando-se custos maiores com a saúde do trabalhador”, explicou a deputada. “Trabalha-se com saúde preventiva, não apenas curativa”, completou.Para a deputada a CGPAR23 levaria à quebra dos planos de autogestão e a entrada dos planos privados neste mercado. “Um processo de privatização começa pela retirada de direitos dos trabalhadores para diminuir o custo das empresas que vierem a adquirir as hoje empresas públicas com a gestão de pessoas. É um processo que visa facilitar a privatização”, explicou.CGPAR 25Os trabalhadores de empresas públicas federais também lutam contra a implantação da resolução 25 da CGPAR, que possui os mesmos vícios de origem da CGAPR 23. “A diferença é que a CGPAR 25 afeta os planos de previdência das estatais federais. Está é uma nova luta que já estamos travando”, disse Jefão. Fonte: Contraf-CUT

Bancários realizam sua 23ª Conferência Nacional nesta sexta (3) e sábado (4)

Sob o tema “Vida é luta”, bancários e bancárias dos mais diversos bancos do país, públicos e privados, se reunirão, por videoconferência, a partir das 16h55 desta sexta-feira (3), em sua 23ª Conferência Nacional. A abertura solene, com transmissão ao vivo pelo Facebook e Youtube da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) será a partir das 17h30 e a primeira mesa de debates, a partir das 19h, contará com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As atividades continuam durante todo o sábado, a partir das 9h05. A partir das propostas apresentadas pelas bases sindicais de todo o país, que foram debatidas pelas conferências estaduais e regionais, e nos congressos e encontros de bancários de bancos públicos e privados, a 23ª Conferência Nacional dos Bancários definirá o plano de lutas da categoria até 2022. “Nossa categoria, assim como toda a classe trabalhadora, está sob intenso ataque de um governo que não tem qualquer compromisso com o povo trabalhador. Nossa jornada de trabalho, adicional de horas-extras e comissionamento são alguns dos nossos direitos sob ataque. Mas, a situação é ainda mais drástica e leva, ano após ano, milhares de bancários ao desemprego. Neste momento de pandemia e com todos os preços nas alturas, isso é ainda mais grave, chega a ser cruel”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que coordena o Comando Nacional dos Bancários, responsável pela conferência. “A categoria está atenta a tudo isso que está acontecendo no país e mobilizada para lutar por seus direitos e pela democracia. E é neste contexto que realizamos esta nossa 23ª Conferência Nacional. Cientes dos desafios e das dificuldades, mas com as mangas arregaçadas para nos defendermos dos ataques e conquistarmos novas vitórias”, completou. Mesas de debates Pra começar os debates em alta, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre as reflexões sobre “O Brasil que queremos”, a partir das 19h de sexta-feira. Já no sábado, a partir das 9h05, os economistas Gustavo Cavarzan e Vivian Machado, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles, apresentarão o “Retrato da categoria bancária”. Na sequência, os economistas Fernanda de Freitas Feil, especialista em sistema financeiro, desenvolvimento econômico, finanças verdes e análisemacroeconômica, e Ladislau Dowbor, professor da PUC-SP, trarão as reflexões sobre “Qual sistema financeiro o Brasil precisa”. As mesas quatro e cinco tratarão do tema “Brasil sem desigualdades”, com dois olhares distintos. Na mesa quatro, a ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campelo, e a auditora fiscal, Maria Regina Paiva Duarte, presidenta do Instituto Justiça Fiscal, trarão uma ótica mais técnica. Na mesa cinco, a deputada federal, Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, e o professor e coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, farão a análise político-social do tema. “Convidamos grandes palestrantes para nos ajudar a refletir sobre as propostas que nos foram trazidas por bancários de todo o país a partir da atual conjuntura e, com embasamento teórico, econômico e prático, construirmos um plano de ações que nos ajude a combater e superar a realidade que estamos enfrentando. Com certeza, será uma excelente conferência!”, concluiu a presidenta da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil divulga valores de PLR que serão pagos nesta terça (31)

O Banco do Brasil divulgou no início da noite desta segunda-feira (30) a tabela com valores da Participação nos Lucros e/ou Resultados referente ao primeiro semestre de 2021. Os valores totais por cargo são de R$ 7.672,68 para escriturários e R$ 8.307,49 para caixa executivo. Pelas regras definidas no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários do Banco do Brasil, o pagamento da PLR só ocorre 10 dias após o pagamento aos acionistas, ou juros sobre capital próprio, aos acionistas – incluindo o governo, que detém 50% das ações do BB; investidores estrangeiros com 21,5%; investidores nacionais com 28,1%; e ações em tesouraria, com 0,4%. Mas, atendendo solicitação da Contraf-CUT, o pagamento será realizado nesta terça-feira (31), no mesmo dia em que será efetuado o pagamento da complementação dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) aos acionistas. “O pagamento antecipado da PLR é uma grande ajuda para os funcionários, que pode fazer uso do recurso que lhe pertence de forma antecipada. Mas, é também o reconhecimento do trabalho que eles desempenham para que o banco obtenha os bons resultados que vem obtendo, mesmo em meio a uma pandemia que está deixando toda a economia em frangalhos”, ressaltou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. Regras da PLR do BB A PLR do banco é composta pelo módulo Fenaban e pelo módulo BB. Pelo módulo Fenaban, o funcionário recebe 45% do salário paradigma definido no acordo, acrescido de parcela fixa a ser definida pelo banco, para cada semestre. O módulo BB constitui-se de uma parcela composta pela divisão entre os funcionários de 4% do lucro líquido verificado no semestre, mais uma parcela que varia conforme cumprimento do Acordo de Trabalho (ATB) ou Conexão. Em linhas gerais, não é possível simular previamente a PLR do Banco do Brasil 2021 porque este cálculo depende de diversas variáveis que somente o banco tem as informações, como separar e distribuir o montante para os acionistas; calcular o salário paradigma e a quantidade de salários e o módulo bônus para enfim, fazer o pagamento da PLR. Veja abaixo a tabela dos valores que serão pagos aos escriturários e aos caixas.

PLR do Banco do Brasil 2021 será creditada em 31 de agosto

A pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), das federações e dos sindicatos, o Conselho de Administração do BB aprovou o pagamento da PLR Banco do Brasil 2021 aos funcionários na terça-feira 31 de agosto, mesma data em que serão distribuídos os dividendos aos acionistas. “Os funcionários deram duro para chegar ao lucro atingido. Nada mais justo eles terem direito a receber esse valor o mais rapidamente possível. Acionista não faz parte da geração do lucro, mas é a parte que explora, através do capital, os trabalhadores para aumentar cada vez mais o lucro para seus dividendos, que inclusive são livres de tributação, ao contrário da PLR”, afirmou João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). O pagamento da PLR Banco do Brasil 2021, conquistada após a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho na Campanha Nacional de 2020, só ocorre após a distribuição de dividendos, ou juros sobre capital próprio, aos acionistas – incluindo o governo, que detém 50% das ações do BB; investidores estrangeiros com 21,5%; investidores nacionais com 28,1%; e ações em tesouraria, com 0,4%. Em linhas gerais, não é possível simular previamente a PLR do Banco do Brasil 2021 porque este cálculo depende de etapas: separar o montante para os acionistas; fazer a distribuição para os acionistas, calcular o salário paradigma e a quantidade de salários e o módulo bônus para enfim, fazer o pagamento da PLR. O Acordo Coletivo de Trabalho do BB sobre PLR prevê o pagamento 10 dias úteis após a distribuição de dividendos, e todo semestre a Contraf-CUT reivindica sempre a antecipação, tendo conseguido em anos anteriores. 2019: os acionistas receberam em 30 de agosto, e a PLR foi paga no mesmo dia Março de 2020 os acionistas receberam em 5 de março, e a PLR paga no mesmo dia Setembro de 2020 os acionistas receberam em 31 de agosto e foi um ano de renovação do ACT, então a PLR foi paga após a assinatura do acordo, em 20 de setembro. Em março de 2021 os acionistas receberam em 3 de março e a PLR paga no dia 12 de março “A rotina do funcionário do BB é cumprir metas cada vez maiores em meio a um cenário de pandemia, enfrentar sobrecarga por conta da redução do número de funcionários, menores oportunidades de crescimento profissional, e ameaças de perda de função, ou descomissionamento”, afirma Fukunaga.“Esse cotidiano massacrante muitas vezes impede o funcionário de se atentar para outras questões que afetam o banco e, consequentemente, os funcionários, incluindo a redução do share no agronegócio, a concorrência das Fintechs, a ameaça do Open Banking e as ameaças constantes de privatização, a qual parte dos funcionários não acredita, mas que já foi defendida muitas vezes, inclusive pelo atual ministro da Economia, Paulo Guedes, na reunião ministerial divulgada em maio do ano passado, na qual o presidente disse cogitar a questão após 2022.” Fonte: Contraf-CUT

Novo relacionamento com as funcionárias e funcionários para um Banco do Brasil melhor

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) encerra nesta quinta-feira (26) uma série de matérias para esmiuçar as resoluções aprovadas pelas delegadas e pelos delegados do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado no dia 8 de agosto. O último tema não poderia ser mais importante: relacionamento com as funcionárias e funcionários. De acordo com o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, para que o Banco do Brasil possa cumprir de fato o seu papel de banco público e exercer as atividades específicas e de interesse público apontadas na série de matérias publicadas pela Contraf-CUT, não se pode exigir dele a mesma produtividade e a mesma expectativa de retorno dos bancos privados. “Para sobreviver como instituição pública, o BB precisa reorientar suas atividades para atender à maioria da população com a prestação de serviços eficientes e de qualidade, e não pode continuar seguindo o mesmo modelo de atuação dos bancos privados, pois parte de suas atividades estará voltada para o exercício de sua função social.” Para Fukunaga, é preciso envolver o acionista controlador, a direção da empresa e todo o seu corpo de funcionários na construção dos mecanismos de atendimento à maioria da população e aos segmentos prioritários da atividade econômica. “Colocar o debate sobre a qualidade dos serviços e a contribuição ao desenvolvimento lado a lado com a dimensão da sustentabilidade financeira. A direção do banco não pode atuar de maneira impositiva, mas envolver o conjunto das funcionárias e funcionários no planejamento, capacitação e execução dos mais variados programas de interesse público, adotando programa de treinamento e avaliação com estes objetivos.” O coordenador da CEBB vai além. Para ele, “as atividades de cada dependência e do conjunto das funcionárias e funcionários deverão ser revistas de acordo com o novo plano de atuação estratégica, negociando com os funcionários nova forma de estabelecimento de metas e objetivos.” Os delegados e delegadas do CNFBB acreditam que o Banco do Brasil não pode estar orientado exclusivamente para a venda de produtos e serviços que vem causando tanto assédio e adoecimento. “As questões relativas à saúde dos funcionários devem estar no centro da pauta, reabrindo concursos públicos para dotar as dependências do quadro de funcionários adequado, para evitar excesso de trabalho e adoecimento das trabalhadoras e trabalhadores”, explicou Fukunaga. João Fukunaga ressalta que, para que o BB cumpra de fato seu papel social, é preciso reavaliar a rede de agências e levar crédito e serviços bancários a municípios e regiões sem atendimento, para dinamizar e fomentar a economia local. “Enfrentando essas questões, o BB deve encontrar caminhos para requalificar e valorizar seu pessoal, para rentabilizar a sua estrutura e capilaridade, reduzir custos e aumentar o valor agregado dos serviços prestados, utilizar a inovação digital a serviço das suas missões, potencializar a base de dados e conhecimento dos clientes, enfim, para fortalecer-se lado a lado com o fortalecimento do país e da população que atende.” Fukunaga alerta também para o tipo de relação que o banco deve ter com o funcionário para que este objetivo seja cumprido. “Para engajar funcionárias e funcionários em um projeto de empresa que atenda aos interesses da população, é imprescindível estabelecer uma relação de respeito com o corpo funcional e suas entidades representativas, estabelecendo processos negociais transparentes para solucionar eventuais conflitos de natureza salarial, condições de trabalho, participação nos resultados, saúde e previdência.” Fonte: Contraf-CUT