Empregados da Caixa realizam plenária nacional nesta quinta-feira (2)

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) convoca todos os empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal a participarem nesta quinta-feira (2), a partir das 19h, de uma plenária nacional sobre banco de horas, teletrabalho e condições de trabalho no banco. “É importante conversarmos sobre as condições de trabalho e os debates da mesa de negociação, em especial a discussão sobre teletrabalho e banco de horas e ouvirmos sugestões dos bancários que estão nas agências e unidades administrativas do banco. Assim poderemos negociar com o banco com maior legitimidade e tratar de todos os pontos de vista destes temas”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. Participação A plenária é aberta à participação de todos os empregados e empregadas da Caixa, com foco nos militantes, delegados sindicais e cipeiros, e será realizada de maneira remota, pela internet, para manter a segurança sanitária dos participantes e facilitar a participação do maior número possível de pessoas. Para participar é preciso fazer inscrição prévia. Após a inscrição será enviado um e-mail de confirmação contendo informações sobre como entrar no webinar, com link individual para quem se inscreveu. Calendário de mobilização 2 de dezembro (quinta-feira), às 19h – Plenária Nacional de Militantes, Delegados Sindicais e Cipeiros. Pauta: Condições de Trabalho, Teletrabalho e Banco de Horas. 7 de dezembro (terça-feira) – Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa e dos seus empregados. Pauta: luta contra o assédio institucional, falta de condições de trabalho, combate às metas desumanas, importância da Caixa, contra o sucateamento e por mais contratações. 12 de janeiro de 2022 – Aniversário de 161 anos da Caixa – Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa e de seus empregados. Fonte: Contraf-CUT
“Sextou” bancário vai continuar

PL 1043/2019, que obriga a abertura de agências bancárias aos sábados e domingos, entraria em votação na Comissão de Defesa do Consumidor nesta quinta-feira, mas foi retirado da pauta após pressão do movimento sindical e de deputados de oposição A apresentação do relatório do deputado Fabio Ramalho (MDB/MG), com parecer favorável à aprovação do Projeto de Lei 1043/2019, que obriga a abertura de agências bancárias aos sábados e domingos, estava prevista para esta quinta-feira (2) na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara dos Deputados, mas foi retirada da pauta após pressão do movimento sindical bancário e articulações dos deputados Paulo Pimenta (PT/RS) e Ivan Valente (Psol/SP). “Fizemos um trabalho estratégico nesta semana com os deputados Ivan Valente e Paulo Pimenta, membros da CDC, pra minar o projeto e, na noite desta quarta-feira (1), a proposta foi retirada da pauta e o relatório devolvido ao relator. Neste ano, provavelmente, não será mais apreciado. Mas, estaremos atentos à tramitação e não sossegaremos até que o mesmo seja derrubado de vez!”, disse o secretário de Relações do Trabalho e responsável pelo acompanhamento de questões de interesse da categoria no Congresso Nacional pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Jeferson Meira, o Jefão. Pressão continua Para o dirigente da Contraf-CUT a retirada do projeto da pauta de votações é uma vitória da categoria. “Mas, é uma vitória parcial. Não podemos baixar a guarda até este projeto seja derrubado de uma vez por todas. Por isso, a orientação é para que os bancários continuem acessando o site da Câmara dos Deputados para mostrar sua indignação, mandando e-mails e ligando no gabinete do relator para mostrar sua insatisfação”, disse. “Para mostrar sua discordância do projeto basta acessar a enquete no site da Câmara dos Deputados, se cadastrar e clicar em ‘discordo totalmente’. Mas, também é possível mandar e-mails e ligar para o relator do projeto mostrando a sua insatisfação”, ensinou Jefão. Para o dirigente sindical e representante do Sindicato dos Bancários de São Paulo no Grupo Nacional da Agenda Legislativa das Centrais Sindicais, Alexandre Caso, a abertura dos bancos aos finais de semana não visa ao atendimento de necessidades dos clientes, mas do próprio banco. “Abrir agências bancárias aos sábados e domingos não vai gerar inclusão de clientes que não conseguem ir às agências nos dias de semana. Estes, os bancos vão continuar encaminhando para serem atendidos pelos correspondentes bancários, independente do dia”, disse. “Os bancos têm, outros interesses e, se aprovado este projeto, a pressão por metas que já acontece durante a semana vai se estender aos sábados e domingos e aumentar o grave adoecimento na categoria bancária. Por isso, vamos continuar resistindo para evitar a aprovação”, completou. Fonte: Contraf-CUT
Volta ao trabalho presencial será pauta de reunião com o Banco do Brasil

Negociação desta quinta (2) também debaterá a implementação do teletrabalho pelo banco; funcionários também realizam Dia Nacional de Luta para cobrar proteção à saúde A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil se reúne com o banco, nesta quinta-feira (2), para debater o retorno ao trabalho presencial e a implementação do acordo de teletrabalho. No mesmo dia, acontecerá protestos nas unidades do BB em todo o país, demonstrando a insatisfação dos bancários com as medidas de retorno tomadas pelo banco. “A pandemia ainda não acabou e as autoridades de Saúde confirmam a chegada ao Brasil de uma nova variante da Covid-19. Queremos que o BB mantenha os protocolos de segurança e o trabalho em home office, sobretudo para o grupo de risco”, destacou Fernanda Lopes, secretária de Juventude e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o BB. Na semana passada, o BB divulgou a escala para o retorno gradativo, com a meta de, até o final de dezembro, não ter mais nenhum funcionário em home office. A escala inclui o retorno dos funcionários do grupo de risco. Mas, em algumas localidades, 100% dos trabalhadores já estão em trabalho presencial. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), consultada pela Contraf-CUT, as pessoas do grupo de risco com comorbidades deveriam voltar ao trabalho presencial somente mediante a orientação de um médico assistente. “Nossa exigência é que a vida de todos os bancários continue sendo preservada”, reforçou Fernanda. #DiaNacionalDeLutaNoBB Também nesta quinta-feira, 2 de dezembro, acontece o Dia Nacional de Luta dos funcionários do Banco do Brasil, em protesto pelo fim do trabalho em home office e pela implementação do acordo de teletrabalho. As manifestações incluirão um tuitaço, a partir das 11h, para criticar as ações do BB que colocam em risco a saúde das bancárias e bancários em meio à pandemia. “Além de ter decidido pela convocação sem dialogar com os representantes dos trabalhadores, o BB está colocando em risco a vida dos funcionários e de seus familiares”, pontuou Fernanda, lembrando do resultado de pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com 13 mil bancárias e bancários, divulgada em setembro. “O levantamento mostrou que quase 40% dos bancários que trabalharam presencialmente contraíram Covid-19, contra 23% dos que ficaram em home office. Portanto, o trabalho em casa é sim eficiente para reduzir o risco de contaminação de funcionários”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT
Pesquisa analisará incidência de burnout na categoria bancária

Resultados podem ajudar a compreender fatores associados à síndrome, ampliar as possibilidades de diagnósticos e de tratamento, além de apontar para causas da ocorrência entre bancários e bancárias A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) orienta que todos os sindicatos da categoria bancária incentivem suas bases a responderem o questionário de uma pesquisa sobre “Conflitos de valores, alterações de identidade e desgaste emocional em bancários”. O objetivo do psicólogo e pesquisador Rui Carlos Stockinger, da Universidade Católica de Petrópolis (RJ), é melhorar a compreensão de fatores associados à Síndrome de Burnout, ampliando a possibilidade de diagnóstico e de tratamento, além de apontar para as causas da ocorrência e contribuir com propostas de cuidados com a saúde da categoria. No texto de divulgação da pesquisa, Stockinger diz que a Síndrome de Burnout “apresenta crescimento expressivo entre bancários e define-se por sintomas como o esgotamento físico e psicológico, o distanciamento afetivo dos demais, certa insensibilidade ou perda do sentido do eu e baixa realização profissional, caracterizada por sensações e sentimentos de baixas eficácia e autoestima”. “Esta pesquisa investigará a relação entre conflitos de valores pessoais e éticos e alterações de identidade na Síndrome de Burnout em bancários, como por exemplo o distanciamento entre identidade pessoal e profissional, sentimentos de vazio, de perda de contato com as próprias vontades, o automatismo e rigidez no comportamento, sentimentos de incapacidade de refazer a vida fora da instituição bancária e sensações de recusa involuntária à ida ou permanência no ambiente de trabalho”, diz o pesquisador. Para o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles, a Síndrome de Burnout representa atualmente um transtorno de enorme prevalência na atualidade. “Ainda é pouco conhecida e, portanto, sub diagnosticada, mas já se sabe que é geradora de outras morbidades e causa de um número crescente de afastamentos no trabalho com consequências na saúde, nas organizações de trabalho e apresenta crescimento expressivo entre bancários”, disse o dirigente da Contraf-CUT, lembrando que o nível de adoecimento psíquico na categoria é alto decorrente da pressão por resultados praticada pelos bancos. “Esta pesquisa vai nos ajudar a entender melhor essa realidade, auxiliando nossa ação sindical para enfrentar a situação, com propostas de novas formas de gestão e de cuidados com a saúde dos trabalhadores”, completou. Participação do bancário Mauro explica que é essencial que os bancários e as bancárias respondam a pesquisa. “Quanto maior a participação, melhor será a amostra e isso permitirá que tenhamos uma maior compreensão sobre esse fenômeno preocupante que é o adoecimento mental em nossa categoria”, disse. Todos os bancários podem responder a pesquisa e não precisa ter algum sintoma. Mas, para evitar viés com respostas de trabalhadores de outras categorias, o link para acesso ao questionário será enviado aos bancários pelos seus respectivos sindicatos. “É importante destacar que os dados pessoais dos respondentes serão mantidos em sigilo e ficarão em posse apenas do pesquisador, que divulgará os resultados de uma geral, sem qualquer possibilidade de identificação pessoal”, ressaltou o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT. Acesse este link e participe! Fonte: Contraf-CUT
Encontro Nacional de Saúde do BB reforça defesa do SUS

O difícil enfrentamento à pandemia da Covid-19, que tirou a vida de mais de 600 mil pessoas no Brasil, expôs a fragilidade dos sistemas de saúde públicos e privados, revelou as desigualdades entre os planos de saúde e reforçou o debate nacional sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e do investimento em ciência, tecnologia e inovação. Esses foram alguns dos pontos discutidos com profundidade no painel “O SUS na pandemia e os desafios da saúde pública e suplementar pós-pandemia”, do Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado sábado (27). “Este encontro surgiu de um debate muito importante, no Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil, que é a necessidade de discutirmos a saúde do trabalhador, não só os nossos planos de saúde, mas a saúde em si dos trabalhadores, discutir políticas, discutir projetos, discutir enfrentamentos com o próprio governo e com o próprio banco, frente à pandemia que vivemos e frente às consequências do pós-covid”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, durante a abertura do evento. O debate aconteceu entre os médicos sanitaristas Gonzalo Vecina Neto, fundador da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e Lígia Bahia, pesquisadora em saúde pública e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ. Um dos pontos de acordo entre os dois especialistas é o fato de estarmos longe do fim da pandemia: “Sendo muito otimista, poderia dizer que estamos no meio da pandemia. No fim, nem pensar”, disse Gonzalo. “Nós não estamos apenas longe do final, como também estamos numa crise pós-crise econômica, considerando que é recente a crise mundial de 2008. Talvez a gente ainda não tenha distanciamento histórico [suficiente] para entender todas as mudanças que estão ocorrendo neste momento”, ponderou Lígia. SUS e sistema suplementar Para os dois especialistas, não há dúvidas de que a crise sanitária que atingiu o Brasil foi pior por causa de um conjunto de fatores que incluem o desmonte da atenção primária à saúde provocado pelo governo Bolsonaro; a falta de integração entre os sistemas dos Estados e municípios; a drenagem de recursos do setor público para o privado, que também oferece planos de saúde de qualidade duvidosa; além do baixo investimento para a produção de tecnologias próprias na área de saúde. “Temos que revisitar a discussão sobre as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Uma grande parte dessas mais de 600 mil mortes não se deve ao vírus, mas ao tipo de medicina porca que nós praticamos”, criticou Gonzalo. “Em Manaus faltou oxigênio. Aqui no Sul e Sudeste faltou torpedo de oxigênio, porque nós estávamos internando pacientes em UPA, que não foi feita para tratar pacientes que precisam de oxigênio”, destacou. Para a professora Lígia, a terrível marca de mortos no Brasil, em decorrência da Covid-19, comprova que o SUS, do jeito que está “não é bom”. A pesquisadora não é a favor do fim do Sistema Único de Saúde. Muito pelo contrário, ela defendeu que a discussão seja feita com base na realidade para que as manifestações em defesa do SUS sejam, de fato, eficientes, completando: “A ciência também não saiu glorificada dessa pandemia. Esse é outro problema que temos que discutir: a ciência é muito arrogante, o que colaborou para a polarização [nos debates]”. Lígia criticou, principalmente, o grande aporte de recursos públicos para a iniciativa privada enfrentar a pandemia: “Só em 2020, o Ministério da Saúde alocou mais R$ 36 bilhões para a Saúde, entretanto a rede pública não se fortaleceu. Por que isso? Porque se comprou leitos do setor privado, grupos econômicos pegaram parte desse dinheiro”, disse. Na Saúde Suplementar, Lígia denunciou o aumento na desigualdade de tratamento entre os pacientes. “Não temos mais aquela discussão entre ‘quem tem plano e quem não tem plano’. Não! O que temos são diferentes tipos de planos no mercado que disputam recursos entre si, disputam profissionais de saúde”. A professora também expôs uma recente denúncia na Justiça contra a Amil feita por um médico, acusando a operadora de prescrever remédios mais baratos e sem efetividade para o tratamento de câncer dos pacientes de planos de saúde inferiores. O professor Gonzalo ponderou que há espaço para as iniciativas pública e privada atuarem juntas. “Atualmente, 60% da rede hospitalar brasileira é privada. Não é possível funcionar sem esses 60%. Então, essa rede continuará sendo contratada pelo SUS”, completando que há espaço, principalmente, à iniciativa privada nas ações da saúde de alta complexidade. Porém, Gonzalo apontou para a grande diferença entre o custo por paciente entre os dois sistemas: “A assistência médico-suplementar, pelos dados que temos de 2019, gastou R$ 4.000 per capita em um ano, enquanto o SUS gastou R$ 1.200 per capita no ano”. A professora Lígia respondeu que não defende o fim dos planos de saúde, mas sim “uma transição, um movimento que não prejudique ninguém”, e que estabeleça financiamento seguro e progressivo para um sistema de saúde público e universal. Desafio da nova variante Os dois médicos sanitaristas avaliaram com preocupação a descoberta da variante da Covid-19, chamada Ômicron. “Só vamos conseguir atravessar a pandemia se a vacina chegar para as pessoas de todo o mundo”, destacou Gonzalo. Caso as vacinas já em circulação não sejam capazes de criar anticorpos contra a Ômicron, o professor pontuou que a humanidade tem capacidade de produzir novos imunizantes. “Mas lembro que fazer vacina nova não é a mesma coisa que distribuir vacina nova”, explicando em seguida que, caso a variante Ômicron exija nova vacina e o Brasil falhar na continuidade do plano de imunização, “o jogo zera e [a Covid] começará a matar de novo, gerando outros milhares de mortos”. “Quando essa pandemia começou, criamos uma expectativa muito grande, que o mundo se tornaria um lugar mais solidário. Mas, não foi isso que aconteceu”, lamentou Lígia. “Acho que os sindicatos, as centrais sindicais, nós, cidadãos e cidadãs, temos que partir para cima. Não é
Reunião mantém cumprimentos dos protocolos de segurança contra a Covid-19

O Comando Nacional d@s Bancári@s manteve nesta segunda-feira (29) reunião com a Comissão Nacional de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)para tratar da manutenção dos protocolos de segurança contra a Covid-19 e a questão das bancárias e bancários que têm comorbidades. Ficou acertado no encontro que todos os protocolos de segurança continuam a ser cumpridos, pois a pandemia ainda não acabou. A Fenaban ficou de discutir a reivindicação do Comando de revisão de convocações para que esse grupo de risco retorne ao trabalho presencial, feita por alguns bancos. O debate sobre a questão será feito em nova reunião, na semana que vem. Também foi discutida a tentativa do governo Bolsonaro de atacar a conquista dos vales refeição e alimentação, limitando o benefício por decreto. “Quem tem comorbidade, a tendência, em caso de reinfecção, é que se agrave a doença. Não é à toa que elas foram classificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como grupo de risco. É por conta da maior incidência de um maior número de mortes. Tem banco que já convocou o retorno desse grupo, outro que está chamando de volta. Isso sem conversar com a gente. O retorno, quando acontecer, que seja feito com avaliação do médico assistente, que acompanha a pessoa. Queremos preservar vidas. Por isso colocamos a importância de se manter todos os protocolos de segurança, manter o uso de máscara, inclusive para os clientes, manter o distanciamento. Não é hora de se retirar os cuidados. Tem que cumprir os protocolos”, afirmou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Pandemia se agrava com a Ômicron A reunião ocorreu no momento em que uma nova variante do coronavírus foi identificada na semana passada na África do Sul. A nova cepa do coronavírus pode ter uma capacidade ainda maior de contágio do que as variantes anteriormente identificadas. A notícia da nova variante, chamada de Ômicron, aumentou a preocupação das autoridades sanitárias em todo o mundo, principalmente na Europa e na Ásia Central, regiões que já enfrentam uma nova onda de infecções e mortes causadas pela Covid-19. Os países dessas regiões foram responsáveis por cerca de 60% dos novos casos da doença e metade das mortes nas últimas semanas, de acordo com levantamento descrito pela Fiocruz. Técnicos da Fiocruz orientam que seja possibilitada a permanência do trabalho em casa para os grupos de risco. “A OMS fez um alerta na semana passada, de que temos que ter cuidados com a falsa sensação de segurança. Temos que ter cuidado ainda mais com essa nova variante. Alguns bancos estão ensaiando fazer a volta dos que têm comorbidade. Temos que lembrar que, no início da pandemia, o primeiro grupo que foi protegido foi o grupo de risco. Não é de graça. Sabemos que quem tem comorbidade pode ter complicação. Aqui em Porto Alegre, um colega que tinha câncer, era hipertenso e asmático entregou todos os laudos ao banco e, mesmo assim, ele teve que voltar ao presencial. Resultado: pegou covid e está isolado com complicações pulmonares. Quem é o responsável por isso? Não tem logica os bancos deixarem de respeitar os cuidados com o grupo de risco”, criticou Mauro Salles, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT. Outra questão levantada pelos bancos na reunião foi como agir caso, em algumas localidades, prefeitos ou governadores baixem decretos derrubando a obrigatoriedade do uso de máscaras. Juvandia Moreira disse que tais decretos não interferem na obrigatoriedade para bancárias e bancários usarem máscaras. “Eles não podem simplesmente liberar. Que isso seja discutido com a gente em cada caso”, disse a presidenta da Contraf-CUT. Os representantes da Fenaban concordaram em discutir com os sindicatos eventuais decretos que liberem medidas de segurança. Vales refeição e alimentação Outro ponto discutindo na reunião foi o recente decreto do governo Bolsonaro que limita a dedução do Imposto de Renda das empresas na concessão de vales refeição e alimentação. O Decreto pode entrar em vigor a partir do dia 11 de dezembro e estabelece que apenas os valores pagos até um salário mínimo poderão ser descontados da base de cálculo do Imposto de Renda das empresas que oferecem o benefício a seus trabalhadores. Os representantes da Fenaban manifestaram preocupação com o decreto. “É mais uma medida absurda desse governo para acabar com nossos direitos. Vamos brigar para que caia essa proposta. Não é assim que se resolve o problema de tributação do país. Vamos brigar para que saia de pauta, seja revogado”, afirmou Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, também coordenadora do Comando Nacional. Foi destacado na reunião que o decreto de Bolsonaro é ilegal, pois uma mudança na lei só pode ser feita pelo Congresso Nacional. Tanto o Comando Nacional como a Fenaban concordaram em desenvolver esforços para derrubar essa tentativa de Bolsonaro de atacar mais uma conquista dos trabalhadores. Fonte: Contraf-CUT
Fundação Itaú: Participantes do Plano CD vão receber R$ 483,8 milhões

O Conselho Deliberativo da Fundação Itaú-Unibanco aprovou, nesta segunda-feira (29), a distribuição de R$ 483,8 milhões do excedente do Plano CD aos participantes do plano Itaubanco CD. Serão de 60% para participantes e 40% patrocinadora. O valor representa um incremento de 5,6% do saldo aplicado pelo patrocinador em outubro. O crédito já será feito em novembro e visualizado no extrato de dezembro. Também será permitido aos assistidos que já realizaram saque único, efetuar um novo saque de até 25% sobre o valor do excedente de 2021, no mesmo percentual do primeiro realizado. “A novidade é que, em decorrência da crise e dificuldades econômicas pelas quais o país passa, a fundação vai autorizar o saque de 25% referentes aos 5,6% de incremento”, informou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves. A representação dos trabalhadores também colocou em pauta a discussão para que a fundação e a patrocinadora busquem um projeto de subsídio para os aposentados. “É importante pensarmos em possibilidades de empréstimos com taxas reduzidas e convênio médico, que come boa parte da renda dos aposentados”, informou Erika Godoy, que é conselheira deliberativa da Fundação, eleita pelos participantes. Histórico de luta Em 2008, a Contraf-CUT e os conselheiros eleitos iniciaram um processo negocial visando resolver as distorções existentes nos diferentes planos de aposentadoria complementar (PAC) do banco. A negociação foi concluída em 2010, quando foi feito o processo de migração e adesão ao novo plano: Itaubanco CD. Na época as reservas foram proporcionalizadas e individualizadas para todos que fizeram a adesão. Instituiu-se o direito à pensão, inexistente nos planos PAC. Garantiu-se também a contribuição de um valor extra por parte da patrocinadora nas contas individualizadas. Com isso, instituiu-se um benefício mínimo, o que não existia no PAC, visto que em muitos casos o benefício no PAC era zero. Mais de 20 mil trabalhadores fizeram a adesão ao Itaubanco CD e com isso abriu-se a possibilidade de também fazerem contribuições para esse novo plano, incrementando assim suas reservas individuais. Com a individualização das reservas surgiu também a possibilidade do mecanismo de portabilidade, onde o participante, ao desligar-se da empresa, pode optar por levar suas reservas para outro fundo. “Foi uma longa negociação do movimento sindical com a fundação. A primeira distribuição foi em 2016, agora será zerado este saldo com a redistribuição linear do restante deste valor entre os participantes ativos, assistidos, Bpd e auto patrocinados”, explicou o coordenador da COE/Itaú. >>>>> Leia a nota divulgada pela Fundação e o informativo especial. Fonte: Contraf-CUT
Contraf-CUT cobra melhorias no atendimento do Saúde Caixa

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) encaminhou um ofício à Caixa Econômica Federal solicitando informações sobre o atendimento aos beneficiários do Saúde Caixa. A iniciativa foi gerada após entidades sindicais, de diversos locais do país, receberem reclamações de usuários do plano. A falta de atualização da relação da rede de credenciados; o não atendimento, ou a demora demasiada, para atendimento aos usuários pela central; demora no retorno da liberação de procedimentos médicos, que demandam autorização prévia; atraso no pagamento de credenciados, o que impacta no atendimento; e cobranças indevidas, que excedem o teto de coparticipação de R$ 3.600,00 do grupo familiar estão entre as reclamações. “A Caixa, na condição de responsável pela gestão e administração do plano, deve providenciar o adequado atendimento aos usuários”, frisou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que é secretária de Cultura da Contraf-CUT. “É preciso melhorar o atendimento para que sejam evitados processos administrativos e judiciais que podem gerar passivos para o Saúde Caixa”, completou ao lembrar que as reclamações listadas são passíveis de denúncias junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em seu ofício a Contraf-CUT reivindica o atendimento adequado e célere aos usuários do Saúde Caixa; a devolução dos valores cobrados à maior; a regularização do funcionamento da central de atendimento e das liberações de procedimentos médicos e de exames; e informações sobre a quantidade de denúncias na ANS, registradas em 2021, bem como o resultado de tais denúncias/reclamações, se houve aplicações de sanções, quantas e quais foram. Fonte: Contraf-CUT
Direção da Caixa promove gestão do caos

O acordo coletivo da categoria bancária é claro: as medidas que afetem a vida dos empregados devem ser levadas à mesa de negociação, mas a atual direção da Caixa, mais uma vez, desrespeita essa premissa. Desde quinta-feira (25) circulam informações de alterações de normativos internos que extinguiram funções gerenciais da rede de atendimento e levaram à migração de algumas áreas da Vice-Presidência de Rede de Varejo (Vired) para a Vice-Presidência de Negócios de Atacado (Vinat), e a destituição de função de diversos empregados ligados à vice-Presidência de Logística e Operações (Vilop). “É inacreditável o que está acontecendo. É uma política de terrorismo que está sendo feita com os empregados porque nada é claro e cada vez mais os colegas se sentem ameaçados e inseguros. Pode ter um fundo de boato em várias denúncias que recebemos? Pode ser, mas no geral os boatos não acontecem por acaso,” afirmou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Ela informou que a Contraf-CUT encaminhou dois ofícios (confira abaixo a íntegra dos dois documentos) à Caixa solicitando informações e a suspensão de todo e qualquer processo de reestruturação feito sem o necessário diálogo em mesa de negociação, conforme determina o acordo coletivo dos bancários. O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, criticou a falta de transparência que marca a atual direção, o que aumenta a preocupação dos empregados, que já enfrentam agências superlotadas e falta de pessoal para atender à demanda de trabalho. A preocupação aumentou com a notícia de que os superintendentes de rede foram convocados para uma reunião presencial em Brasília na próxima segunda-feira (29), às vésperas de um feriado local do Distrito Federal. “Em nome da moralidade, do respeito aos empregados, exigimos que a direção da Caixa se manifeste sobre essas mudanças, não podemos aceitar tanta insegurança e desrespeito aos empregados”, afirmou. Leia a íntegra dos ofícios: OF 26521 – Solicitacao de Informacoes sobre Eventuais Reorganizacao de Areas.pdfOF 26721 – Solicitacao de Esclarecimentos sobre Reestruturacao na VILOP _1_.pdf Fonte: Fenae
Permanece impasse sobre promoção por mérito na Caixa

O Grupo de Trabalho de Promoção por Mérito da Caixa Econômica Federal voltou a se reuniu nesta sexta-feira (26) para continuar as negociações sobre os critérios a serem adotados para o pagamento dos valores referentes ao Plano de Cargos e Salários (PCS), “deltas” referentes a 2021. O impasse permanece, uma vez que a Caixa insiste em considerar apenas o programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) como parâmetro a ser utilizado para o cálculo. “Queremos que o banco considere questões objetivas, como a frequência, cursos na Universidade Caixa, PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), ações de autodesenvolvimento e, da GDP também sejam usados apenas os critérios objetivos”, disse o coordenador da representação dos empregados no GT, João Paulo Pierozan. “Usar apenas a GDP, ainda mais com a nova ‘curva forçada’, é inaceitável, uma vez que é um sistema que foi implementado sem qualquer negociação com os trabalhadores, nem com suas representações e, de cara, taxa 5% dos funcionários como ‘não atende’, mesmo que eles tenham cumprido todos os requisitos exigidos para terem um desempenho satisfatório”, completou. Pela proposta apresentada pelo banco, apenas empregados com ‘desempenho superior’ e ‘desempenho excelente’ receberiam delta, que somam 62% dos empregados (57% receberia um delta e 5% dois deltas). Neste momento (base outubro/2021), estes 5% estão enquadrados como desempenho excelente na GDP, mas isso pode mudar até o final do ano. Durante a reunião, a representação dos trabalhadores reafirmou a reivindicação para que fosse distribuído um delta para todos os empregados de forma linear, mas se manteve aberta à negociação desde que os representantes da Caixa apresentassem outras propostas que ampliassem o número de empregados contemplados e considerassem critérios objetivos além da GDP para o cálculo. Continuidade das negociações Ambas as partes farão conversas internas para se chagar a uma proposta de consenso e voltam a negociar na próxima quarta-feira (1º/12), às 15h. Fonte: Contraf-CUT