
Depois de ser advertida pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a Caixa Econômica Federal garantiu que não haverá perdas financeiras com o processo de reestruturação, ou reposicionamento, apresentado durante a Mesa de negociação Permanente.
A COE advertiu que a fusão de agências poderia gerar prejuízos para caixas e tesoureiros minuto e por prazo, realocados em caso de substituição pelos efetivos de unidades fechadas.
A Caixa justificou a reestruturação argumentando que precisa se adequar à realidade, já que os clientes utilizam com mais frequência, no seu dia a dia, os canais digitais, reduzindo o volume de atendimento nas agências.
“O banco não pode vir com o bolo pronto e servir. Ainda mais um tema desta relevância, que pode gerar impactos na vida dos empregados”, ressaltou Felipe Pacheco, coordenador da CEE.
A diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Eliana Brasil, também criticou a falta de diálogo. Segundo ela, o problema vem se repetindo, sendo necessário maior valorização da mesa.
O representante da Federa-RJ, Rogério Campanate, observou ser necessário uma comunicação efetiva antecipada, por parte da caixa, às representações dos trabalhadores, antes de colocar em prática essas mudanças.
A Caixa respondeu que nenhum colega será prejudicado financeiramente e que a mesa de negociações será valorizada, com o banco chamando sempre para apresentação prévia de mudanças antes de elas serem feitas.
O banco disse que está assegurando vagas a todos de agências que serão fechadas. Serão extintas 52 agências no país e 23 postos de atendimento bancário.
*Fonte: Contraf-CUT com informações da Imprensa Seeb-Rio
*Foto: Nando Neves/Seeb-Rio


