Sindicato presente no Dia Nacional de Paralisação

Em atenção ao Dia Nacional de Paralisação, nesta quinta-feira (20), o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense está presente nas agências da região desde cedo, para assegurar a paralisação da categoria. Nas fachadas das agências foram colados diversos cartazes alusivos à Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026, com as principais reivindicações da categoria. A decisão pela paralisação de 24 horas foi tomada em assembleias realizadas por sindicatos de todo o país, na última segunda-feira (17). O motivo principal foi a intransigência da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que, inclusive, havia ameaçado impor reajustes por faixas salariais, fragmentação do aumento dos vales refeição e alimentação entre cidades maiores e menores, e de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários. Com a rejeição em massa da categoria, a Fenaban recuou, mas não apresentou nenhuma proposta de índice de reajuste salarial. É importante lembrar que os bancários estão em campanha nacional por aumento real na remuneração e melhores condições de trabalho. O modelo atual de gestão dos bancos, impondo metas abusivas, adoece os trabalhadores. Entre maio de 2025 e maio de 2026, 40% das bancárias e bancários usaram medicamentos controlados (antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes. Tudo isso é resultado da reestruturação violenta de fechamento de agências e de postos de trabalho, que demite parte dos funcionários e sobrecarrega quem permanece no emprego. Mas o lucro dos bancos continua subindo. Em 2025, o patrimônio líquido do setor bancário atingiu o total de R$ 1,2 trilhão. Entre 2025 e 2025, o setor bancário fechou 88 mil postos de trabalho e 9,5 mil agências. Enquanto isso, os cinco maiores bancos do país aumentaram em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando seus serviços. Confira a cronologia da negociação: A pauta de reivindicações foi entregue pelo Comando Nacional dos Bancários no dia 24 de junho. Até agora foram realizadas oito rodadas de negociação: 02-07 – Cláusulas sociais – Movimento sindical reivindica melhorias em cláusulas sociais relacionadas às pessoas com deficiência (PCDs) e melhores condições de trabalho para toda a categoria, incluindo a implementação da escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso); defesa do teletrabalho e direito à desconexão. Segurança bancária digital também foi um tema abordado. 07-07 – Emprego e Tecnologia – Debate focado no combate às demissões, impactos das reestruturações, regulação da Inteligência Artificial, teletrabalho e fechamento de agências. 16-07 – Igualdade de Oportunidades – Pauta focada no combate à discriminação, ampliação de direitos para mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCD), população LGBTQIA+ e neurodivergentes. 21-07 – Saúde e Condições de Trabalho – Cobrança de combate às metas abusivas, enfrentamento dos riscos psicossociais e atuação nas comissões de saúde (NR-1). 30-07 – Cláusulas econômicas – Apresentação dos dados de lucratividade do setor e exigência formal de aumento real nos salários, PLR, VA/VR e demais verbas. 04-08 – Retorno dos banqueiros – A Fenaban sugeriu que a PLR não deveria ser reajustada, uma vez que os bancos possuem programas próprios de remuneração variável. Comando Nacional rebate e deixa claro que categoria não renunciará a valorização na PLR. 13-08 – Retorno dos banqueiros – Mais uma vez Fenaban frustra a categoria e além de não apresentar índice de reajuste, propõe congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizer quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais que seriam definidos para cada uma delas. 18-08 – Com a rejeição de 97% da categoria, Fenaban retira propostas de reajustes por faixas salariais, fragmentação do aumento dos vales refeição e alimentação entre cidades maiores e menores, e de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários. Porém, não apresenta proposta de índice de reajuste.