Campanha: sétima rodada de negociações com a Fenaban não avança

Não houve avanços na sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada dos bancários, realizada nesta quinta-feira (13), em São Paulo. Os banqueiros apresentaram uma proposta de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais. Também não disseram quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais para cada uma delas. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) chegou a propor a redução do valor dos vales refeição e alimentação nas cidades do interior, argumentando que são localidades do país com custos de alimentação menores. Durante o encontro, a representação dos banqueiros chegou a ameaçar ir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), caso não houvesse acordo para os modelos de reajustes propostos. Após um intervalo, os banqueiros recuaram dessa proposta. “O setor bancário lucro R$ 174 bilhões ano passado. Não tem sentido apresentar uma proposta rebaixada. Por que não tirar dos altos executivos, então, para pagar o reajuste que a categoria bancária exige e tem de direito?”, observou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. Segundo Juvandia, o lucro por empregado nos bancos é de 438 mil e nas cooperativas é 173 mil, uma diferença de 153% em favor dos bancos. Em outras palavras, os bancários são muito mais produtivos e lucrativos. O Comando Nacional dos Bancários decidiu convocar assembleias em todo país para a próxima segunda-feira, 17 de agosto, para que a categoria delibere sobre o modelo de reajuste, divisão da categoria e congelamento de piso, propostos pela Fenaban. A assembleia também irá deliberar sobre o dia nacional de mobilização, com paralisação nas bases na quinta-feira, 20 de agosto. A próxima negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 está marcada para o dia 18 de agosto (terça-feira). *Fonte: Contraf-CUT