Sindicato leva às agências informativo sobre defesa da saúde

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense percorreu as agências de Resende, nesta segunda-feira (20), levando o 3º Boletim Informativo da Campanha Nacional Unificada 2026. O objetivo da ação é conscientizar os bancários sobre a importância da mobilização durante a campanha, já que nesta terça-feira (21) será realizada mais uma rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Durante a reunião serão debatidos temas relativos à defesa da saúde das trabalhadoras e trabalhadores. Dados do INSS mostram que, entre 2912 e 2024, gerentes de contas, escriturários e caixas de bancos foram as ocupações com maiores índices de afastamento por saúde mental. Em 2024, as doenças mentais e comportamentais foram responsáveis por mais da metade dos afastamentos previdenciários e acidentários da categoria bancária. Em contrapartida, o lucro líquido dos maiores bancos do país saltou de aproximadamente R$ 51 bilhões em 2012 para um recorde superior a R$ 127 bilhões em 2025. A pressão por resultados com metas abusivas, principal característica do atual modelo de gestão dos bancos, é apontada com uma das causas decisivas para o adoecimento do trabalhador bancário. Na reunião desta terça-feira (21), o Comando Nacional da categoria vai defender medidas como a participação dos trabalhadores na definição de metas, que sejam humanamente viáveis; o fim do assédio algorítmico e do monitoramento excessivo; e um ambiente de trabalho saudável, baseado na colaboração mútua.

Mesa de negociação da Caixa termina sem respostas concretas

Não houve avanços para as principais reivindicações dos trabalhadores na segunda rodada de negociações entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e a direção do banco. A reunião ocorreu na última sexta-feira (17), em São Paulo, e a representação dos empregados reforçou as cobranças sobre Saúde Caixa, licenças para tratamento de saúde, criação de uma cláusula específica sobre teletrabalho, com especial atenção aos trabalhadores de TI, substituição em cascata, superendividamento e outras cláusulas sociais. Além disso, a representação dos trabalhadores convocou a categoria para realizar um Dia Nacional de Luta em 27 de julho, a fim de aumentar a mobilização da categoria. Na primeira reunião, dia 8 de julho, a CEE/Caixa demonstrou, com base nos próprios dados apresentados pelo banco, que o fim do teto de 6,5% para o custeio do Saúde Caixa é indispensável para garantir a sustentabilidade do plano e preservar seus princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional. Também foi cobrada a retomada da proporção histórica de custeio de 70% pela Caixa e 30% pelos usuários, além da garantia de direitos aos empregados admitidos após setembro de 2018. A representação dos empregados reiterou, ainda, a necessidade de fortalecimento das Gerências de Pessoas (Gipes), da manutenção dos princípios históricos do plano e da garantia de isonomia para os empregados contratados após 2018. Os trabalhadores pediram a apresentação de um cronograma para implantação do convênio de reciprocidade com a Cassi, reivindicação considerada importante para ampliar a rede credenciada, especialmente nas regiões com menor cobertura assistencial. “Viemos para esta negociação com propostas objetivas para resolver problemas que afetam diretamente a vida das empregadas e dos empregados. Infelizmente, mais uma vez, a Caixa não apresentou respostas para reivindicações importantes. Seguiremos cobrando soluções para o Saúde Caixa, para as condições de trabalho e para a valorização de quem faz o banco acontecer todos os dias”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. *Fonte: Contraf-CUT*Foto: SP Bancários