Sindicato participa do Dia Nacional de Luta

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participou, nesta segunda-feira (6), das atividades do Dia Nacional de Luta da categoria, que está iniciando sua Campanha Nacional 2026, Os sindicalistas visitaram todas as agências de Barra Mansa, levando faixas alusivas às reivindicações dos trabalhadores e entregando o primeiro boletim da campanha. O documento apresenta uma radiografia da realidade atual do setor, explicando que enquanto os bancos registram lucros bilionários, os trabalhadores enfrentam cortes de postos de trabalho e fechamento de agências. O objetivo da mobilização é pressionar os bancos, já que nesta terça-feira (7) haverá uma rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre emprego. O boletim apresenta dados como o lucro líquido dos cinco maiores bancos, que chegou a R$ 124 bilhões somente em 2025. Entre 2020 e 2025, o crescimento do lucro líquido dos bancos privados foi de 114%. No mesmo período, os bancos públicos registraram crescimento do lucro na ordem de 46%. No entanto, de acordo com o boletim, desde 2016 já foram eliminados 83,5 mil postos de trabalho no setor. Além disso, foram fechadas 8,5 mil agências desde 2015. A queda na rede física chegou a 37%. A proteção do emprego é uma das prioridades na Campanha Nacional dos bancários em 2026. A minuta de reivindicações inclui garantir postos de trabalho, combater demissões imotivadas, impedir a precarização e assegurar que a tecnologia não seja usada para retirar direitos. A luta da categoria é também pelos clientes, para garantir que todos tenham atendimento presencial humanizado e acesso às agências bancárias.
Cassi: banco promete resposta em curto prazo

Representantes das entidades do funcionalismo do Banco do Brasil e integrantes da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniram, na última sexta-feira (3), em Brasília. O objetivo do encontro foi alinhar a estratégia da negociação com o banco sobre o custeio da Cassi. A diretoria da Cassi havia encaminhado correspondência às entidades e ao Banco do Brasil alertando para a necessidade urgente de uma solução que mantenha as contas da Caixa de Assistência em conformidade com as exigências financeiras e regulatórias. As entidades concordaram com a necessidade de reforçar ao banco a importância de um aporte emergencial de R$ 580 milhões, a fim de garantir recursos imediatos para preservar o atendimento aos associados. No mesmo dia, representantes do BB e das entidades participaram de uma mesa de negociação. Durante o encontro, o representante do banco afirmou que a instituição vê de forma positiva a proposta de um aporte. Porém, o negociador argumentou que a antecipação do 13º salário, isoladamente, não seria suficiente para solucionar o problema de desenquadramento do capital regulatório da Cassi. Ele reforçou a necessidade de que qualquer proposta seja submetida à consulta ao corpo social. Sobre a divisão do custeio em 70% para o banco e 30% para os associados, o representante do banco explicou que, embora esteja prevista na Resolução CGPAR nº 52, alcançar esse patamar ainda é um desafio para a empresa neste momento. Diante da urgência da situação enfrentada pela Cassi, o representante do banco se comprometeu a apresentar um retorno em curto prazo. *Fonte: Contraf-CUT