Minuta com reivindicações específicas é entregue à Caixa

Nesta quarta-feira (24), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações e sindicatos entregaram à Caixa a minuta de reivindicações específicas das empregadas e empregados para a Campanha Nacional dos Bancários 2026. A minuta reúne as propostas aprovadas no 41º Congresso Nacional das Empregadas e dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef). O documento servirá de base para a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho Aditivo da Caixa para o período de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2028. O texto complementa a pauta nacional da categoria bancária, aprovada na 28ª Conferência Nacional dos Bancários. Além disso, reafirma a defesa dos direitos já conquistados no ACT vigente e apresenta novas reivindicações voltadas à realidade das unidades, áreas-meio, rede de atendimento, centralizadoras, matriz e demais espaços de trabalho da Caixa. Saúde Caixa O Saúde Caixa está entre os principais pontos da minuta específica, com a reivindicação de garantia do plano para todos, inclusive na aposentadoria, também para os empregados admitidos a partir de 1º de setembro de 2018. Também estão sendo cobrados o fim do teto estatutário de 6,5% da folha de pagamento para o custeio do plano e a garantia do modelo de financiamento 70/30, com 70% das despesas custeadas pela Caixa e 30% pelos beneficiários. Há ainda a proposta de reajuste zero das mensalidades, contribuições e demais cobranças durante a vigência do ACT, além de medidas para assegurar atendimento adequado onde não houver rede credenciada suficiente. Outra reivindicação é que benefícios como a Escola Inclusiva, voltada a filhos com deficiência e/ou neurodivergentes, sejam custeados diretamente pela Caixa, com recursos próprios da empresa, e deixem de compor as despesas do Saúde Caixa. Valorização O documento preparado durante o 41º Conecef também cobra valorização profissional, revisão dos planos de funções e cargos, correção de distorções nas carreiras, transparência nos processos seletivos internos e criação de critérios objetivos para progressão, promoção e acesso às funções. Além disso, a minuta reivindica mais contratações, recomposição das unidades, abertura de novos concursos e respeito à estrutura de atendimento presencial da Caixa. A remuneração variável está incluída na minuta. As entidades reivindicam a revisão integral do programa Super Caixa, com retorno ao princípio “vendeu, recebeu”, garantia de critérios claros, objetivos, transparentes e previamente divulgados, além de tratamento isonômico entre rede, centralizadoras e matriz. Para acompanhar as negociações da mesa específica da Caixa, clique aqui. *Fonte: Contraf-CUT

Trabalhadores do BB entregam reivindicações ao banco

A minuta de reivindicações dos funcionários e funcionárias do Banco do Brasil foi entregue à direção do banco, nesta quarta-feira (24). O documento contém as principais demandas aprovadas durante o 36º Congresso Nacional dos Funcionários e das Funcionárias do Banco do Brasil (CNFBB). O encontro reuniu cerca de 280 delegadas e delegados de todo o país e as reivindicações estão organizadas em quatro grandes temas: condições de trabalho, previdência, remuneração e saúde. Uma das prioridades aprovadas é a ampliação do quadro de funcionários através de novos concursos públicos. O objetivo é fortalecer o papel público do Banco do Brasil, melhorar o atendimento à população e reduzir a sobrecarga de trabalho enfrentada pelos trabalhadores nas unidades em todo o país. Os representantes dos trabalhadores defendem a preservação da estrutura de atendimento bancário nas agências e a garantia de caixas em todas as unidades. A categoria acredita que o banco não pode abrir mão de sua função social nem transformar suas agências em espaços voltados exclusivamente para a comercialização de produtos e serviços financeiros. A entrega do documento deu início ao processo de negociação entre a representação dos trabalhadores e a direção do Banco do Brasil para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a discussão das principais demandas específicas do funcionalismo. Para acompanhar as negociações da mesa específica do Banco do Brasil, clique aqui. *Fonte: Contraf-CUT

Minuta de reivindicações é entregue à Fenaban

A entrega da minuta de reivindicações pelo Comando Nacional dos Bancários à Fenaban, nesta quarta-feira (24), marcou oficialmente o início da Campanha Nacional Unificada para a reposição da inflação, reajustes salariais e outros direitos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A primeira mesa de negociação está marcada para o dia 2 de julho. A assinatura renovada da CCT deve acontecer até a véspera da data-base da categoria, em 1º de setembro. Lucratividade dos bancos Vale ressaltar que o lucro líquido do Sistema Financeiro Nacional (SFN), de 2020 a 2025, teve crescimento de 114%, com destaque para os bancos digitais, que registraram salto de 2.137% no lucro, seguido pelas cooperativas com 180% de aumento. Os bancos privados e públicos também mantiveram tendência de alta, com crescimento de 114% e 46%, respectivamente, durante o mesmo período. Mesmo assim, com lucros bilionários, os bancos continuam fechando agências e reduzindo postos de trabalho. “A luta da categoria bancária por valorização salarial e profissional é uma luta de distribuição dos lucros multibilionários do setor. Os cinco maiores bancos do país lucraram R$ 145 bilhões em 2025, e neste ano, só os três maiores bancos privados – Bradesco, Itaú e Santander – já obtiveram lucro de R$ 35 bilhões no primeiro trimestre, resultado 16% maior que do mesmo período do ano passado”, ressaltou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT. Segundo a dirigente, entre 2024 e 2025, foram fechados 14 mil postos de trabalho e mais de 1.300 agências foram encerradas pelos cinco maiores bancos. Juvandia explicou que a Consulta Nacional mostrou a preocupação da categoria com a saúde mental e combate ao assédio moral e outras formas de violência no ambiente de trabalho. Nas cláusulas sociais, a manutenção de direitos aparece como a principal prioridade, citada por 65% dos respondentes. Emprego foi indicado por 45%; plano de saúde, por 39%; combate ao assédio moral, por 35%; igualdade de oportunidades, por 24%; previdência complementar, por 19%; e impacto das inovações tecnológicas, por 17%. Consulta Nacional O resultado da consulta revelou, ainda, que 40% dos bancários usaram medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, 72,6% afirmaram que o ambiente de trabalho no banco em que atuam traz impactos negativos para a saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras. Apenas 14,3% disseram que não há impactos negativos e 12,6% responderam que não sabem. A assinatura de um pré-acordo para garantir a ultratividade da Convenção Coletiva de Trabalho também foi defendida pelo Comando Nacional. A medida é considerada fundamental para dar segurança aos trabalhadores durante a negociação. A ultratividade assegura a manutenção de todas as cláusulas e conquistas da categoria até a celebração de um novo acordo, preservando direitos e garantindo equilíbrio nas negociações. O lançamento digital da Campanha Nacional Unificada da Categoria ocorreu também nesta quarta-feira (24), O tema deste ano é “Bancárias e bancários feitos de esperança, movidos pela luta”. Saiba mais Para acompanhar as negociações da mesa específica da Caixa, clique aqui. E, para a mesa específica do Banco do Brasil, acesse aqui.   *Fonte: Contraf-CUT