2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+ será dia 5 de junho

A 2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+ será realizada no próximo dia 5 de junho, em São Paulo. A iniciativa, que é uma realização da CUT, busca consolidar um espaço permanente de mobilização política da classe trabalhadora no calendário do orgulho LGBTQIA+ do país. A expectativa da organização é dobrar o número de participantes da edição realizada em 2025, com o objetivo de ampliar a visibilidade da população LGBTQIA+ trabalhadora e fortalecer a luta por direitos, dignidade e inclusão no mundo do trabalho. A concentração está marcada para as 14h na Praça Roosevelt com caminhada até o Largo do Arouche. A mobilização deste ano vai anteceder a Parada LGBTQIA+ de São Paulo, considerada a maior do mundo. Com esta medida, a organização pretende consolidar a sexta-feira anterior à Parada como um espaço permanente de expressão política da classe trabalhadora LGBTQIA+, reforçando a presença sindical em um dos maiores eventos de diversidade do planeta. Nesta edição de 2026, a principal bandeira política será o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial. De acordo com a CUT, o enfrentamento à precarização do trabalho precisa caminhar junto ao combate à discriminação estrutural. Segundo pesquisas recentes, pessoas LGBTQIA+ ainda enfrentam barreiras no acesso ao trabalho formal, dificuldades de permanência nos empregos, assédio moral e limitações no crescimento profissional. Em relação à população trans, a exclusão é mais grave, deixando milhares de pessoas na informalidade ou em situações extremas de vulnerabilidade social. Desta forma, a marcha também busca fortalecer o papel dos sindicatos como espaços de acolhimento, proteção e organização política da população LGBTQIA+. Para a CUT, a presença das bandeiras sindicais nas ruas tem é uma demonstração concreta de que trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+ podem encontrar suporte institucional diante da discriminação. *Fonte: CUT Nacional *Foto: Roberto Parizotti/CUT