Lucro da Caixa alcançou R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre

A Caixa Econômica Federal divulgou balanço informando que o lucro líquido contábil consolidado da instituição foi de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado mostra uma queda de 43,2% em relação ao mesmo período do ano passado, cujo lucro chegou a R$ 6,101 bilhões. Já o lucro líquido recorrente foi de R$ 3,5 bilhões, com uma queda de 34,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e crescimento de 25,4% em relação ao quarto trimestre do ano passado. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) recorrente foi de 9,3%. De acordo com a Caixa, houve forte impacto do aumento das despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), que somaram R$ 6,5 bilhões no período. No final de março, a carteira de crédito registrou R$ 1,410 trilhão, alta de 11,3% em 12 meses e de 2,3% na comparação com dezembro de 2025, com destaque para o crédito imobiliário, que avançou 13,9% em relação a março do ano passado. O papel central na execução das políticas públicas do governo federal foi mantido pela Caixa. Foram pagos R$ 105,5 bilhões em benefícios sociais e programas governamentais no trimestre. Entre os principais itens estão R$ 38,4 bilhões do Bolsa Família, R$ 42,8 bilhões em benefícios do INSS, R$ 13,5 bilhões em seguro-desemprego e R$ 4,6 bilhões em abono salarial. Segundo a Caixa, a comparação com períodos anteriores deve considerar os efeitos da adoção da Resolução CMN nº 4.966/2021, que alterou critérios de contabilização e provisão de perdas esperadas no sistema financeiro. *Fonte: Contraf-CUT
Em reunião com a Fenaban, Comando Nacional reivindica “Pacto pela saúde dos bancários”

Durante a mesa de negociação permanente sobre Saúde, com representantes do Comando nacional dos Bancários e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), foram apresentados dados sobre os casos de afastamento acidentário por saúde mental no setor financeiro. A reunião ocorreu na última sexta-feira (15) e, de acordo com os dados apresentados, entre 2012 e 2024 houve crescimento de 9,3% para 20% nos casos de afastamento acidentário por saúde mental no setor financeiro. Foi o maior crescimento registrado no país entre todos os setores. Só no setor bancário, os transtornos mentais responderam por 55,9% dos afastamentos acidentários em 2024, enquanto as LERT/DORT (doenças relacionadas a movimentos repetitivos e esforço excessivo no trabalho) por 20,3% dos afastamentos. “Esses dados do INSS, com base em informações da plataforma Smartlab, confirmam que o padrão de afastamentos por adoecimento que antes era restrito ao bancário se difundiu para todo o ramo financeiro e isso está ligado aos efeitos colaterais de um ambiente organizacional com metas abusivas, que sobrecarregam o trabalhador e estimulam a rivalidade e não a colaboração saudável”, explicou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. No encontro, o Comando Nacional fez as seguintes reivindicações: Levantamento das causas dos afastamentos: que os bancos forneçam os dados epidemiológicos e documentos do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). O movimento sindical também propôs um “Pacto pela Saúde”, baseado nas normas de saúde, e que inclui: Em resposta, a Fenaban aceitou discutir a NR 1 com os trabalhadores, assim como as demais reivindicações desta reunião, no primeiro encontro da Campanha Nacional Unificada da categoria, com início previsto entre final de junho e início de julho. Dessa forma, Saúde será o primeiro tema da série de encontros para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. *Fonte: Contraf-CUT